27 July 2010

Ao vivo... Rock In Rio

Data - 22 de Maio de 2010
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Apesar de não ser um festival de que goste, particularmente, tenho de reconhecer que em termos de organização e marketing é o melhor. Tem um objectivo diferente de um Sudoeste, Super Bock Super Rock ou Paredes de Coura, e esse objectivo é visível no cartaz dos vários dias (com excepção do dia "mais pesado"). O Rock In Rio é um evento de cariz mais familiar e mais calmo. Neste dia 22 passaram pelo parque da Bela Vista, Elton John, Leona Lewis e João Pedro Pais, entre outros.
Quanto aos espectáculos, enquanto João Pedro Pais esteve em bom nível e visivelmente bem disposto, Leona Lewis desiludiu (excepção feita à sua beleza); Leona esteve mal, demonstrou estar insegura e desafinou imenso numa actuação desastrosa.
Já Elton John, esteve em bom nível. Com um alinhamento em jeito "Best Of", Elton John percorreu todos os grandes êxitos da sua longa (mas nem sempre boa) carreira. Grande profissionalismo de alguém que ao longo dos anos nos brindou com belas músicas que permanecem intemporais e agradam a um público de todas as idades.

08 July 2010

Entrevista... Nicolau Breyner

Terceira parte...

Perg. - Mas essa falta de apoio pode vir a dificultar a evolução do estúdio?
Resp. – Dificultar, de certeza que sim. Espero é que não venha a impedir essa evolução de que falas. Espero que apareça o apoio pretendido pois já temos muito trabalho nas mãos e espero que consigamos superar a crise, mesmo pondo a remota e estranha hipótese de que os bancos não nos apoiem.

Perg. – E quais são os géneros de programas que pensam fazer aqui?
Resp. – Tudo. Este estúdio é vocacionado para telenovelas, peças de teatro e programas musicais. As dimensões do estúdio são para se fazerem projectos grandes.

Perg. – Cada episódio de uma telenovela brasileira custa à RTP cerca de duzentos mil escudos, enquanto que um episódio da portuguesa fica a cerca de quinhentos contos. Porquê?
Resp. – Enquanto que a telenovela brasileira é comercializada para cerca de cento e cinquenta países, a portuguesa não. Neste momento os nossos canais na Argentina e na Venezuela já compraram esta novela, e para além disso já enviamos cópias para Angola e Moçambique. Só para se fazer uma pequena ideia, nos Estados Unidos as televisões estão a passar telenovelas brasileiras da Globo, dobradas em espanhol e que se destinam às comunidades espanholas que existem por lá. É lógico que dois mil e duzentos contos em divisas, não é o mesmo que quinhentos contos a circularem cá dentro. Vamos aguardar e ver o que se consegue arranjar.

Perg. – Nicolau, há mais alguma coisa que queira acrescentar?
Resp. – Só um obrigado ao vosso jornal.

FIM

07 July 2010

Entrevista... Nicolau Breyner

Segunda parte...

Perg. – Em toda a sua carreira, o Nicolau Breyner já fez teatro, cinema, televisão e agora telenovela, que de algum modo também se pode considerar como sendo televisão, logicamente. Qual destas actividades é que lhe deu mais prazer fazer?
Resp. – À partida a televisão e o cinema dão-me sempre mais prazer e eu não sou propriamente um amante de teatro, pois acho o teatro um pouco rotineiro. A televisão e cinema são muito mais aliciantes, o mesmo se passando com a telenovela, pois trata-se de televisão. Para além disso, fazer uma telenovela, é um trabalho de fundo que obriga a um desenvolvimento muito grande e que me agrada imenso; é um desafio e eu gosto de desafios.

Perg. – A Edipim é um projecto de grande envergadura e que ficou muito dispendioso e, segundo consta, os bancos têm-vos recusado empréstimos. Até que ponto acha que isso pode dificultar uma evolução nos vossos estúdios?
Resp. – Os bancos não têm acedido a determinadas coisas, mas isso é algo habitual aqui em Portugal. Um estúdio também é cultura e como se faz agora uma telenovela, daqui a uns tempos podemos fazer outra coisa qualquer; isto é um local de trabalho, no entanto os bancos não vêm o problema assim. É claro que se estivéssemos perante uma coisa de vacas ou algum empreendimento ligado à agricultura já teríamos tido apoio por parte da banca. Agora, estamos perante algo de onde podem vir produtos ligados à cultura e sobretudo ao espectáculo e, como se sabe, em Portugal ainda não percebemos que se trata de um negócio como outro qualquer. Até agora parece que ainda não perceberam, mas espero que um dia venham a perceber isso, pois é fundamental para o país. É incrível que exista um país na Europa em que durante cinquenta anos, não se investiu em nenhum estúdio com grandes dimensões. O último estúdio que foi construído foi o da Tobis, e isso já foi há cinquenta anos. É preciso notar que este estúdio, que nós fizemos, tem mil metros quadrados e, por exemplo, a Globo não tem nenhum com estas dimensões.
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06 July 2010

Entrevista... Nicolau Breyner

Primeira parte...

Quando há cerca de um ano se disse que ia ser feita a primeira telenovela portuguesa, houve uma gente que começou logo a dizer que era impossível e que ia ser um fracasso, pois as telenovelas brasileiras é que eram boas, mais isto mais aquilo, num rol de verdadeiros profetas da desgraça, tipicamente lusitanos. Estas afirmações não faziam qualquer sentido, pois as pessoas ainda não tinham tido a oportunidade de assistir a qualquer episódio da referida telenovela.
Os primeiros episódios vieram provar que estes “comentários” eram falsos, a tal ponto que, Vila Faia, já pode ser considerado um sucesso.
Ao fim de cerca de 40 episódios, já exibidos, consideramos de todo o interesse, fazer uma entrevista relacionada com o sucesso da novela e com o projecto Edipim que, como é sabido, orçou em largos milhares de contos e ao que parece tem-lhes sido recusado por parte da banca, vários empréstimos necessários para o desenvolvimento do negócio. Por estas razões, fomos falar com Nicolau Breyner.

Perg. – Em primeiro lugar, gostava que fizesse um balanço da reacção das pessoas à telenovela.
Resp. – Segundo as sondagens que a RTP faz semanalmente, a audiência tem sido cerca de 86% com um agrado total de 80%. (Na altura só existiam dois canais de televisão).

Perg. – Através dessas sondagens pode-se concluir que a telenovela está a ser um êxito. Inicialmente não houve um receio de que os portugueses não aceitassem bem a telenovela devido ao facto de estarem habituados às brasileiras?
Resp. – Isso não aconteceu e o público português impressionou-me muito em relação a esse aspecto. Esperava que houvesse um período de adaptação mais demorado e ao fim de quatro ou cinco episódios, as pessoas começaram a reagir bem. Neste momento nem se põe a questão se é ou não brasileira… é mais uma telenovela.
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