22 November 2013

Setlist... The National

Setlist do concerto dos The National, na Meo Arena

01 - Don't Swallow The Cap
02 - I Should Live In Salt
03 - Secret Meeting
04 - Bloodbuzz Ohio
05 - Demons
06 - Sea Of Love
07 - Hard To Find
08 - Afraid Of Everyone
09 - Squalor Victoria
10 - I Need My Girl
11 - This Is The Last Time
12 - Lean
13 - Abel
14 - Slow Show
15 - Apartment Story
16 - Pink Rabbits
17 - England
18 - Graceless
19 - About Today
20 - Fake Empire

Encore

21 - Sorrow
22 - Mr. November
23 - Terrible Love
24 - Vanderlyle Crybaby Geeks

Ao vivo... Bruno Mars

Data - 16 de Novembro de 2013
Local - Meo Arena
Notas - Não sendo grande admirador da obra de Bruno Mars (Peter Gene Hernandez, nascido no dia 08 de Outubro de 1985), tenho de admitir que o concerto nem foi mau, antes pelo contrário, até foi muito bom.
Com dois álbuns lançados, "Doo-Wops & Hooligans" de 2010 e "Unorthodox Jukebox" de 2012 e ainda alguns singles - ou seja, pouco mais de duas dezenas de canções - Bruno Mars soube preencher um concerto que durou cerca de uma hora e trinta minutos, durante o qual tocou catorze músicas, não se limitando a fazer uma transcrição fiel das canções dos discos para o conceito "ao vivo", prolongando-as sem cair no exagero e acrescentando pequenos solos instrumentais mas respeitando sempre a respectiva estrutura. Perante uma Meo Arena completamente esgotada, Bruno Mars proporcionou aos fans uma noite que irá ficar na memória por muitos e muitos anos, pelo menos a julgar pelas expressões de delírio e felicidade estampadas nos rostos, na sua maioria femininos.
Acompanhado por oito excelentes músicos o concerto só pecou pela (na minha opinião) excessiva colagem ao estilo de dança de Michael Jackson. Não é que Bruno Mars não desempenhe bem esse papel, mas quem teve a oportunidade de ver Jackson ao vivo, sabe que não é igual, e que Michael Jackson era inimitável.
Exceptuando esta questão, o concerto foi mesmo muito bom e o som esteve em  bom nível, pelo menos na parte junto ao palco. Quanto às bancadas e à parte de trás da plateia, já toda a gente sabe que o som na Meo Arena é demasiado mau, com muito eco e pouco perceptível. Algo que urge corrigir.
Uma nota final para o músico Bruno Mars: é bom. Sempre que pegou na guitarra esteve bem, com excelentes solos, que se fossem num concerto de rock teriam de ser obrigatoriamente mais alongados e seriam, seguramente, de qualidade. No início do encore, Bruno Mars presenteou a imensa plateia com um pequeno solo de bateria e, na minha opinião, esteve em melhor nível que o próprio baterista da banda que em certos momentos parecia perder-se.
Na primeira parte esteve em palco Mayer Hawthorne, que durante pouco mais de trinta minutos conseguiu segurar uma plateia que aparentava desconhecer a sua obra, apesar de já ter três álbuns editados, "A Stranfe Arrangement" de 2009, "How Do You Do" de 2011 e "Where Does This Door Go" de 2013. Num estilo muito próximo de Justin Timberlake, não desiludiu mas também não empolgou, funcionando como um bom aquecimento para uma boa e divertida noite musical.
Voltando a Bruno Mars, apesar da sua carreira ser ainda curta, fica a ideia que conseguirá ir mais longe.
O tempo o dirá.

21 November 2013

Setlist... Bruno Mars

Setlist do concerto de Bruno Mars, na Meo Arena, Lisboa

01 - Moonshine
02 - Natalie
03 - Treasure
04 - Money (That's What I Want) - Billionaire - I Need a Dollar
05 - Bam Bam - Show Me - Our First Time - Pony - Ignition
06 - Marry You
07 - If I Knew
08 - Ranaway Baby
09 - Young Girls
10 - When I Was Your Man
11 - Grenade
12 - Just The Way You Are

Encore

13 - Locked Out of Heaven (Intro: Bruno Mars Drum Solo)
14 - Gorilla

12 November 2013

Ao vivo... Suede

Data - 08 de Novembro de 2013
Local - Coliseu do Porto
Notas - Depois do bom concerto que os Suede deram num vazio Coliseu dos Recreios em Lisboa, era chegada a vez de um vazio Coliseu do Porto os acolher.
Sinónimo da crise ou de pouca divulgação, o certo é que esta passagem por Portugal de Brett Anderson (voz), Mat Osman (baixo), Neil Codling (teclas e guitarra), Richard Oakes (guitarra) e Simon Gilbert (bateria), terá ficado um pouco aquém das expectativas do grupo e da entidade organizadora, pelo menos no que diz respeito à parte financeira.
Se financeiramente os concertos podem ter ficado longe do previsto, musicalmente isso não aconteceu, e até é possível afirmar que as melhores expectativas foram ultrapassadas. Quer em Lisboa, quer no Porto, os concertos foram mesmo muito bons.
Desengane-se quem julga que dois concertos seguidos da mesma banda (em dias consecutivos) são iguais. Não são.
Mesmo com alinhamentos iguais, nunca nada é igual num concerto ao vivo; é essa a magia de um espectáculo ao vivo. Para além disto, este concerto do Porto contou com seis temas que não foram tocados em Lisboa, dos quais destaco "New Generation" e "The Wild Ones" do álbum "Dog Man Star", ou "Sabotage" de "Bloodsports" que substituiu "Barriers" do mesmo disco, não faltando os "reincidentes" "For The Strangers" e "Snowblind", do mais recente disco, ou ainda "So Young", "Animal Nitrate" e "The Drowners", do álbum de estreia de um grupo que com esta digressão, comemora os 20 anos de carreira, e pelo que foi possível ver e ouvir, estão como o vinho desta bonita cidade do Porto: "quanto mais velhos melhores". 
Foram duas noites com uma hora e quarenta e cinco minutos de concerto cada uma, ficando no final uma sensação agridoce. Se por um lado soube a pouco, por outro resta a satisfação de os ter ouvido dizer que regressavam em breve.
Esperemos que sim, e que seja para actuarem perante uma plateia maior, se bem que desta vez podem ter sido poucos os espectadores, mas foram bons. Afinal é isso que interessa.

08 November 2013

Ao vivo... Suede

Data - 07 de Novembro de 2013
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Comentário já publicado.

Ao vivo... Suede

Foram uns Suede liderados por um Brett Anderson "de raiva" que enfrentaram uma plateia com pouco público. Com as bancadas que ladeiam a arena central do Coliseu tapadas por longos panos pretos e uma plateia muito longe de estar cheia, Brett Anderson (voz), Neil Codling (teclado e guitarra), Mat Osman (baixo e Simon Gilbert (bateria), não desiludiram e mostraram que estão em excelente nível, ideia que já tinha ficado do último disco "Bloodsports" de 2013.
Com uma energia impressionante, Anderson conseguiu agarrar o público e participou na festa de forma invulgar  ao percorrer a plateia e cantar no meio do público para delírio dos fans, durante "Drowners", primeiro single editado pelo grupo no já longínquo ano de 1993. Para além da sua característica muito glamorosa em palco, Brett esteve invulgarmente enérgico, sendo alguém por quem os anos teimam em não passar, sucedendo o mesmo com a música do grupo; veja-se, por exemplo, "Animal Nitrate" e "So Young", do álbum de estreia "Suede" (1993), dois clássicos do Brit-Pop, que nos dias de hoje conseguem cativar e empolgar o público da mesma forma que "Barriers" ou "Blindness", do mais recente trabalho, ou "Trash" ou "Beautiful Ones" de "Coming Up" (1996), entre muitos outros temas que o grupo tem, temas de grande qualidade e que conseguem ficar no ouvido de uma forma extremamente fácil.
Uma excelente noite de música, para a qual também contribuíram os Teleman, grupo britânico com um pop agradável e que, ao que parece, tem margem para progredir pois não se prendem à simplicidade musical e tentam, sempre, dar um toque diferente à sua sonoridade, proporcionando bom aquecimento para a boa noite dos Suede.
Nota final - Quanto ao alinhamento do concerto, de referir que os temas escolhidos percorreram toda a obra do grupo, exceptuando o mal-amado (com razão) "A New Morning" de 2002.
- Suede (1993) - Animal Nitrate, Metal Mickey, Pantomine Horse, So Young, Drowners;
- Dog Man Star (1994) - The 2 of Us, We Are The Pigs
- Coming Up (1997) - By The Sea, Trash, Beautiful Ones, Filmstar
- Sci-Fi Lullabies - (1997) - Another No One
- Head Music (1999) - Can't Get Enough, She's in Fashion
- Bloodsports (2013) - Barriers, For The Strangers, IT Starts and Ends With You, Snowblind, Sometime I Feel I'll Float Away.

Setlist... Suede

Setlist do concerto dos Suede no Coliseu dos Recreios de Lisboa, no dia 07 de Novembro.

01 - Pantomime Horse
02 - Barriers
03 - Snowblind
04 - It Stats and Ends With You
05 - Filmstar
06 - Trash
07 - Animal Nitrate
08 - We Are The Pigs
09 - Smetimes I Feel I'll Float Away
10 - By The Sea
11 - The Drowners
12 - Can't Get Enough
13 - The 2 of Us
14 - Another No one
15 - For The Strangers
16 - So Young
17 - Metal Mickey

Encore

18 - She's in Fashion (versão acústica)
19 - Beautiful Ones

07 November 2013

Ao vivo... Tindersticks


Mesmo com alguns lugares vagos na plateia sentada, e mesmo com as bancadas praticamente despidas de público, a noite de 01 de Novembro ter-se-á tornado inesquecível para quem se deslocou ao Coliseu dos Recreios de Lisboa.
Eram 21 horas em ponto quando se deu início a um dos melhores concertos dos Tindersticks em Portugal.
O grupo oriundo de Nottingham, liderado por Stuart A. Staples, Neil Frase e Dave Boulter, celebra nesta digressão os 20 anos de carreira, e quem diria que atendendo à característica  da sua música, muito fora dos parâmetros comerciais e recheada de pormenores por vezes imperceptíveis, chegariam aos dias de hoje, e ainda por cima em grande forma, como ficou provado com o disco de 2012 "The Something Rain".
Quanto ao concerto desta noite, ele foi dividido em duas partes, sendo a primeira de carácter ainda mais intimista e na qual os músicos ocupavam o centro do palco, com Stuart Staples sentado. Foi ao som de "Trickin", do álbum "Can Our Love..." de 2001 que começou uma excelente noite de música.
Sobriamente, as luzes incidiam somente sobre Staples e Boulter. Enquanto a excelente voz de Staples enchia o recinto, Boulter extraía pequenos sons das teclas e todos os outros elementos do grupo permaneciam na penumbra, à espera de, também eles, entrarem nesta viagem que nos iria transportar durante quase duas horas e meia, num tempo repleto de grandes emoções graças a uma música tocante e contagiante, chegando, por momentos, a provocar sorrisos e expressões faciais de felicidade por parte de uma plateia que vivia momentos de grande intensidade ao som de algumas das mais belas canções que, teimosamente, continuamos a ouvir de forma arrebatadora e que têm o poder de nos alhear de tudo o que nos rodeia.
Nem parecia que estávamos numa sala muito longe de estar cheia. Se não víssemos e apenas ouvíssemos os aplausos do público, podíamos afirmar desde o primeiro momento que o Coliseu tinha esgotado mais uma vez, para assistir a uma noite de culto aos Tindersticks, culto esse bem audível no final de cada tema (pelos imensos aplausos) e durante as canções (pelo impressionante silêncio).
Se a primeira parte do concerto foi numa toada mais calma, onde foi possível ouvir as recentemente regravadas "A Night to Still", "Marseilles Sunshine", "Friday Night", entre outras canções, a segunda parte foi ligeiramente mais dinâmica, continuando a percorrer a obra do grupo, desde o mítico "Tindersticks" de 1993 até "Across Six Leap Years" de 2013, disco em que regravaram alguns dos seus clássicos.
Numa noite de grandes emoções que teve como banda-sonora um conjunto de belas canções, é extremamente difícil destacar um momento, pois para além da perfeição do som (do melhor que ouvi até hoje no Coliseu), todo o ambiente estava igualmente perfeito (à excepção da ausência de público).
Arrisco, no entanto, a destacar alguns momentos, como por exemplo, "Say Goodbye To The City", numa interpretação cheia de energia quase próxima de uma Jam Session; "Sometimes it Hurts" e "Travelling Light", que contaram com a bela voz de Gina Foster; se em "Sometimes it Hurts" a participação foi mais discreta, talvez com o intuito de não fazer esquecer a grande Lhasa de Sela, já em "Travelling Light", Foster quase fez esquecer Carla Torgerson, a voz dos Walkabouts; destaque ainda para "Can We Start Again?", um tema mais "dançável" que pôs todo o Coliseu a bater palmas do primeiro ao último acorde, numa música que se aproxima ligeiramente do Soul. Houve ainda "This Fire of Autums", "Medicine", Another Night In, Sleepy Song", "Dying Slowly" e, entre muitas outras, a terminar a segunda parte surge, "My Oblivision".
Quanto ao tema escolhido para terminar a noite, nada melhor do que "My Sister", a funcionar como a cereja no topo do bolo.
Ao fim de duas horas e trinta minutos de música dá-se o regresso a casa, com um imenso ar de satisfação a inundar os rostos de um público que viveu uma noite de intensas sensações provocadas por uma música e sonoridade que vai muito para além da simples música e que nos cativa e prende, ao ponto de chegar a parecer que não respiramos.

04 November 2013

Ao vivo... Tindersticks

Data - 02 de Novembro de 2013
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Comentário já publicado.