31 December 2014

Ao vivo... Fucked Up

Data - 06 de Setembro de 2014
Local - Irving Plaza - New York
Notas - Grande e envolvente concerto dos canadianos Fucked Up. O melhor de 2014.
Actuaram ainda os Pinback e os Speedy Ortiz.

Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

Quinta parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980

Perg. – Já aqui falamos da vossa passagem pela televisão. Em termos de rádio, já alguma vez participaram nalgum programa?
Resp. – Para a rádio nunca fizemos nada. Dá a ideia que estão mais preocupados com outras coisas.
Perg. – Com o Disco-Sound?
Resp. – Não diremos com o Disco-Sound, mas com o regressar à música Portuguesa dos anos 20 e 30 pois consideramos as vedetas Portuguesas dos anos 50 como se fossem dessa época. A música dos anos 50 é muito divulgada pela rádio.
Perg. – Mas se existissem ofertas, aceitavam-nas?
Resp. – Nós não consideramos isso uma oferta, porque não são precisas ofertas para ir à rádio. Isso até é capaz de haver muito, assim como ofertas para irmos lá tocar. Simplesmente aqueles indivíduos fazem um contrato, não uma oferta, para fazer um determinado trabalho e para determinada entidade. O que a rádio quer é obter o máximo pelo mínimo.

Fim

Entrevista feita no dia 17 de Abril de 1980, em Odivelas

30 December 2014

Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

Quarta parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980
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Perg. – Para quando a edição de um novo LP?
Resp. – Um disco não sai quando as outras pessoas acham que deve sair, só porque já está na altura de se lançar outro. Não é assim, é quando nos sentimos bem com o trabalho que se pode fazer. Não se faz um trabalho porque o mercado exige ou porque determinadas pessoas possam exigir que a Go Graal mantenha um trabalho sistemático.
Perg. – O vosso primeiro disco vendeu-se bem?
Resp. – O disco vendeu-se bem para o mercado Português que geralmente consome mais o fado, as canções de embalar e a canção nacional ligeira. Para um mercado deste género, Blues, vendeu-se bem. Agora para um trabalho que consideramos da melhor qualidade desde sempre editada em Portugal, consideramos que se vendeu bem, porque os trabalhos de qualidade em Portugal têm vendas muito baixas e por vezes em quantidades menores que o nosso disco. Apesar da promoção ter sido fraca, o disco vendeu-se bem.
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29 December 2014

Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

Terceria parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980

Perg. – Sentem-se influenciados por algum intérprete ou agrupamento musical, em particular?
Resp. – Temos uma cultura e como tal somos influenciados pelas pessoas que mais directamente nos dizem respeito.
Perg. – Isso a vível geral. Individualmente é diferente.
Resp.- Há um elemento, o Urial que é influenciado a 100% pelos Ramones, quer musicalmente quer como executante. Nós normalmente sentimo-nos influenciados por uma década de bons músicos, e não por músicos específicos. São essencialmente músicos que surgiram no final da década de 60 e até ao fim da de 70. A partir daí as nossas influências pararam.
Perg. – No vosso primeiro LP têm um tema intitulado “We Remenber M.W.”, que é dedicado a Muddy Waters. Porquê? Influência?
Resp. – Preferimos não falar nisso. Não nos referimos a um tema específico, porque não dá para analisar um disco assim, dá para analisar um trabalho de fundo e não um ou outro tema.
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28 December 2014

Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

Segunda parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980


Perg. – O que acham do Movimento do Rock Português?
Resp. – Não existe.
Perg. – Já alguma vez existiu ou pensam que virá a existir?
Resp. – Não existiu e nem tão depressa virá a existir. Bem, existe um movimento Rock, não existe é uma cultura, mas movimento existe, pois a partir do momento em que há movimentação de grupos e de músicos, ele existe. A cultura rock é que não existe pois as pessoas não estão preparadas para aceitarem o rock como cultura.
Perg. – Vocês já participaram em três programas de televisão que foram o “Soltem o rock mas guardem-no bem”, o “Tal & Qual” e o “Sheiks com cobertura”. Acham que a TV deve-se abrir mais aos grupos de rock Portugueses?
Resp. – A televisão vai-se abrindo aos grupos portugueses, conforme vai levando aquelas tacadas que os próprios grupos vão dando à televisão.
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27 December 2014

Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

Primeira parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980

Perg. – Quem é a Go Graal Blues Band?
Resp- Em termos de pessoas, na guitarra baixo temos o Tó Andrade, na harmónica o Paulo Gonzo, na bateria o Barrigas e nas guitarras o João Allain e o Urial. Em termos de grupo temos dois anos de existência, raízes no Blues e, portanto, a partir daí não temos comprometimentos com nenhuma forma musical e por isso vamos tocando aquilo para que estamos preparados e com que nos sentimos à vontade para tocar.
Perg. – Vocês vivem somente à custa da música, isto é são profissionais?
Resp. – Viver somente à custa da música não vivemos, mas somos profissionais, pelo menos em intenção.
Perg. - Mas em Portugal é difícil um grupo do vosso género musical sobreviver somente à custa da música?
Resp. – Não, não é difícil.
Perg. – Porque é que não cantam em Português? Será que a língua Portuguesa não se integra dentro espírito do Blues?
resp. – Não cantamos em Português, somente porque não nos apetece.
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22 December 2014

Ao vivo... Mogwai

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
Notas - Os escoceses de Glasgow, Mogwai, regressaram a Barcelona para apresentação do seu mais recente trabalho discográfico, "Rave Tapes", no entanto o seu post-rock experimental, progressivo e caótico, não foi suficiente para quebrar o gelo de uma fria noite de Maio.

19 December 2014

Ao vivo... Arcade Fire

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - O concerto dos Arcade Fire era, para uma grande parte do público, um dos mais aguardados desta edição, e o grupo não desiludiu. Impressionante, cheio de ritmo, do primeiro ao último minuto.

01 - Reflektor
02 - Flashbulb Eyes
03 - Neighborhood 3 (Power Out)
04 - Rebellion (Lies)
05 - Joan ofArc
06 - Rococo
07 - The Suburbs
08 - The Suburbs (Continued)
09 - Ready To Star
10- Neighborhood 1 (Tunnels)
11 - Neighborhood 2 (Laika)
12 - No Cars Go
13 - Haiti
14 - Keep The Car Running
15 - We Exist
16 - Afterlife
17 - It's Never Over (Oh Orpheus)
18 - Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
19 - Normal Person
20 - Here Comes The Night Time
21 - Wake Up

17 December 2014

Ao vivo... Midlake

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Mais um grupo norte-americano, cuja música vagueia pelo folk-country, com alguns devaneios entre o experimentalismo e aquele rock tipicamente americano, que nos faz lembrar, em certas alguns, alguns temas de Neil Young. Não tendo sido um excelente concerto, não se pode dizer que tenha sido mau, no entanto as boas condições climatéricas com muito calor e, sendo um concerto durante a tarde, não ajudaram a que o público se rendesse aos Midlake.

15 December 2014

Ao vivo... Tarzan

Data - 13 de Dezembro de 2014
Local - Aula Magna - Lisboa
Notas - Espectáculo de musical infantil.

12 December 2014

Ao vivo... El Ultimo Vecino

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - El Último Vecino é o projecto pessoal de Gerard Alegre Dòria, um dos músicos mais importantes da cena underground espanhola. Com uma música enraizada na electrónica dos anos 80, repleta de influências dos New Order ou Orchestral Manouvers In The Dark, os El Último Vecino, proporcionaram um concerto agradável, que nos fez recuar um pouco no tempo.

10 December 2014

Ao vivo... Glasser

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
Notas - Concerto morno dos Glasser. Musicalmente muito próximos do universo sonoro de Bjork, com inegáveis influências, a electrónica do grupo aliada à boa voz de Cameron Mesirouw não conseguiram empolgar o público, tornando-se ligeiramente aborrecido, num concerto de fim de tarde, início de noite.

09 December 2014

Ao vivo... Follakzoid

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Os chilenos Follakzoid apresentaram-se em Barcelona com seu rock cósmico e psicadélico num concerto morno, principalmente devido ao desconhecimento da maior parte do público da obra deste grupo, que já conta com dois discos editados e que já recebeu alguns bons elogios da imprensa europeia, tendo o conceituado "The Guardian" dito que graças à música dos Follakzoid, o Chile era o "lugar do cosmic rock".

08 December 2014

Entrevista... Mário Mata

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata, no início dos anos 80.
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Perg. – Agora estás na tropa. Não achas que isso possa ter atrapalhado um bocado a tua carreira?
Resp. – Não. Para mim, até foi bom ter desaparecido.
Perg. – Porquê?
Resp. – Para acalmar. Eu estava a ficar um bocado afanado da voz pois tocava todos os dias. Fez-me bem ter feito ginástica, coisa que já não fazia há muito tempo. Se a tropa empatou em alguma coisa foi em termos de tempo, mais nada.
Perg. – Através dos poemas tentas transmitir algo?
Resp. – Falo mais do quotidiano. Não dou mensagens.
Perg. – Não dás directamente, mas talvez dês indirectamente.
Resp. – Sim.
Perg. Porquê?
Resp. – Dei indirectamente no primeiro LP, mas neste que vai sair agora já vou dar directamente.
Perg. – Porquê essa mudança?
Resp. – No meu primeiro álbum estava mais calmo, menos maduro e as letras do primeiro álbum não estão bem trabalhadas, com excepção da “Sonata Da Má Vida” e do “Começamos a Flutuar”. No álbum anterior tinha um bocado de retranca.
Perg. O quê que te levou a não participar na maratona do “Musicalíssimo”?
Resp. – Eu estava com febre, rouco e um bocado em baixo. Inicialmente estava para ir actuar à noite e disse-lhes que ia da parte da tarde pois quando se está rouco, à tarde está-se sempre um bocado melhor. Mas como à tarde já estava muito afanado, ia para lá fazer figura de urso, todo afanado da voz, e isso não me ia dar gozo nenhum. Portanto, acho que quando as pessoas não estão em condições, não vão. Foi por isso que não fui. Quando ao facto de não telefonar a avisar, não o fiz, porque não tinha o número de telefone de Vila Franca e não ia lá avisar.
Perg. – Quais os teus projectos para o futuro?
Resp. – A curto prazo são, trabalhar no disco e fazer espectáculos. Tenho também em vista um mês de espectáculos nos EUA. Este projecto ainda está em negociações no que respeita a datas e caso exista uma pequena alteração nas datas, vou aceitar, o que por muito mau que fosse seria benéfico, pois tudo tem o seu lado positivo.

FIM

07 December 2014

Entrevista... Mário Mata

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata, no início dos anos 80.
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Perg. – Actualmente estás em estúdio a preparar um novo trabalho, que sai em Maio. A linha musical desse LP, é diferente da do anterior?
Resp. – Tirando o “É Pá Desgraça”, praticamente tudo foge ao álbum anterior. O “É Pá Desgraça” é do tipo popular. Há três músicas tipo Blue Grass norte-americano e as restantes, uma é do tipo medieval, que se chama “Algarve e Tá Na Hora” e as outras são mais viradas para o Jazz. O álbum, possivelmente, chamar-se-á “É Pá Desgraça”.
Perg. – Esperavas que o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, obtivesse o sucesso que obterve?
Resp. – O êxito, comercialmente falando, falhou, isto porque a música começou a ser badalada cerca de seis meses antes da saída do disco. O êxito já tinha acontecido antes do disco ter sido posto à venda, já tinha havido aquele impacto. Neste próximo trabalho as músicas só vão começar a ser divulgadas depois da saída do disco.
Perg. – Não vês a hipótese deste disco vir a ter umas vendas inferiores ao anterior?
Resp. – Pode se vender a mesma coisa e não ser um estouro. Acho que não vai ser nenhum estouro, mas não gosto de fazer previsões dessas.
Perg. – Não achas que este tempo todo que estiveste ausente, talvez tenha sido demasiado, e as pessoas tenham esquecido o Mário Mata?
Resp. – As pessoas não estão esquecidas e este espaço de tempo é preciso.
Perg. – Porquê?
Resp. – Eu acho que subi demasiado depressa, e agora quero entrar numa calma, subir aos poucos, e para isso as pessoas têm de estar preparadas. Acho que é preciso dar o espaço de pelo menos um ano para a música que quero fazer. Também quero mostrar às pessoas que o Mário Mata não é só o “Não Há Nada P’ra Ninguém”. Sou muito da opinião de se deixar o espaço de um ano, e acho que é o intervalo ideal.
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06 December 2014

Entrevista... Mário Mata

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata, no início dos anos 80.

Mário Mata é um músico que somente há ano e meio é que começou a ser badalado cá no burgo. Apesar de ser pouco tempo, a sua importância já é grande e as músicas que toca são, na sua maioria, de grande qualidade. Antes da edição do seu primeiro LP “Não Há Nada P’ra Ninguém”, alguns de nós talvez já o conhecêssemos de o vermos a tocar nas esquinas das ruas ou no metropolitano, a pedir uma esmola para poder arranjar dinheiro para comer, para sobreviver. Actualmente encontra-se a preparar outro LP. Daí o justificar-se a entrevista.
Perg. – Antes de editares o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, a tua experiência musical era tocares em bares ou na rua. Qual dos dois te dá mais prazer?
Resp. – Depende. Tocar nas ruas para mim representou uma época, como tocar nos bares representa outra. São coisas completamente diferentes. Acho que há dois pólos: há o tocar num palco num sítio em que não se gosta e depois há o vir para a rua convencer as pessoas. É melhor vir para a rua do que tocar num sítio que não se goste.
Perg. – Quando tocas na rua, as pessoas dão-te uma certa quantia em dinheiro, de livre vontade. Qual o que para ti tem mais significado: o que te é dado na rua por quem passa, ou o que te dá, por exemplo a TV, para ires lá gravar um programa?
Resp. – Acho que é um bocado difícil responder a isso. Por vezes, quando eu vinha para a rua, era para arranjar dinheiro para comer, cantava para sobreviver, mas havia outras alturas em que me apetecia vir desabafar com as pessoas. Acho que quando a TV quer que uma pessoa vá lá cantar tem que pagar, enquanto na rua as pessoas dão o que querem e de livre vontade. É capaz de ser mais importante o dinheiro que as pessoas dão na rua.
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05 December 2014

Ao vivo... Caveman

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Entre um palco e outro, houve algum tempo para assistir à actuação dos Caveman, num pequeno espaço do recinto. Em modo Unplugged, o quinteto de Nova-Yorque apresentou alguns temas do seu mais recente álbum, "Caveman" de 2013 e ainda alguns do disco de estreia "Cocobeware" de 2011, disco este que lhes trouxe algum protagonismo, sendo de imediato comparados a bandas como os Woods ou Real Estate.

03 December 2014

Ao vivo... Wind Atlas

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fórum - Barcelona
Notas - Mais um grupo de Barcelona, Wind Atlas. 
Aos fundadores Andrea Pérez e Sergi Alexandre juntaram-se Iván Montero, Raúl Pérez e Marina Sánchez, para aquilo que foi a grande surpresa deste Primavera Sound de 2014.
Somente com um EP editado na altura, "Fen Fire", os Wind Atlas encantaram a plateia, com uma sonoridade musical obscura, densa e enigmática, que nos trouxe à memória Cocteau Twins ou mesmo Dead Can Dance. Grande concerto.

02 December 2014

Ao vivo... El Petit de Cal Eril

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fórum - Barcelona
Notas - Os El Petit de Carl Eril, são um grupo da Catalunha liderado por Joan Pons, também conhecido como o homem-orquestra de Guissona.
Com muitos músicos em palco e um bom conjunto de metais, a música do grupo vagueia por alguma improvisação que tem por base o folk da Catalunha e, apesar de ser o primeiro concerto do dia, com início às 17 horas, o público compareceu em número razoável, e não foi o chamado factor casa que fez com que isso acontecesse, pois neste Primavera Sound a quantidade de estrangeiros dos mais diversos países é imensa.

01 December 2014

Setlist... James

Setlist do concerto dos James na Meo Arena, no dia 29 de Novembro de 2014.

01 - Lose Control
02 - Oh My Heart
03 - Walk Like You
04 - Frozen Britain
05 - Seven
06 - Curse Curse
07 - Laid
08 - What's The World
09 - I Wanna Go Home
10 - All Good Boys
11 - Quicken The Dead
12 - Just Like Fred Astaire
13 - Jam J
14 - Dream Thrum
15 - P.S.
16 - All I'm Saying
17 - Getting Away With It (All Messed Up)
18 - Moving On
19 - Gone Baby, Gone
20 - Sound

Encore

21- Born of Frustration
22 - Interrogation
23 - Sometimes

30 November 2014

Momentos... Sadie Dupuis

Sadie Dupuis, volcalista e guitarrista dos Speedy Ortiz, durante a actuação no Festival Primavera Sound 2014, em Barcelona.

28 November 2014

Ao vivo... St. Vincent

Data - 29 de Maio de 2014
Local - Parc Del Forum - Barcelona
Notas - Um dos melhores concertos da edição deste ano do Primavera Sound.
St. Vincent (Anne Clark), depois de em 2012 ter editado juntamente com David Byrne o álbum "Love This Giant", regressou aos discos em nome próprio em 2014 com o excelente álbum homónimo, disco este considerado um dos melhores de 2014
Previsivelmente, o alinhamento do concerto incidiu principalmente no seu mais recente trabalho e, apesar de relativamente curto, foi um concerto muito bom, que nos prendeu da primeira ao ultimo tema.

01 - Rattlesnake
02 - Digital Witness
03 - Cruel
04 - Birth In Reverse
05 - Regret
06 - Every Tear Disappears
07 - Surgeon
08 - Cheerleader
09 - Prince Johnny
10 - Year of The Tiger
11 - Marrow
12 - Huey Newton
13 - Bring Me Your Loves

24 November 2014

Ao vivo... Aldeia Natal

Data - 07 de Dezembro de 2013
Local - Parque Eduardo VII
Notas - Evento temático alusivo à época natalícia.

21 November 2014

Ao vivo... Vaccines

Data - 22 de Maio de 2013
Local - Parc Del Forum - Barcelona
Notas - Talvez a maior surpresa da edição do Festival Primavera Sound 2013, Vaccines, com um rock bem ritmado, cheio de força e bons riffs.

18 November 2014

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2014

Data - De 28 a 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Forum - Barcelona
Notas - Crónicas já publicadas

14 November 2014

Ao vivo... Mas Ysa

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas  - Mas Ysa (Thomas Arsenault) deu um concerto soberbo. Sozinho em palco, com sintetizadores e osciladores e a sua excelente voz, levou-nos por uma viagem pela synth-pop, com laivos de new wave e indie, numa viagem sedutora, daquelas que dá vontade de nos deixarmos levar através de um espaço imaginário e inebriante.
Mesmo muito bom concerto de um músico que urge descobrir algo mais.

12 November 2014

Ao vivo... Superchunk

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Mais de 10 anos depois, os Superchunk regressaram às edições discográficas em 2010 com o trabalho "Majesty Shredding".
Depois de uma passagem bem sucedida pelo Primavera Sound de 2010 no qual apresentaram o trabalho editado nesse ano, o grupo liderado por Mac McCaughan voltou a Barcelona para apresentação de "I Hate Music" de 2013, brindando o muito público presente com um grande concerto de puro rock, com boas guitarras e bons riffs a marcarem a actuação do grupo formado em Chapel Hill em 1989 e que parece ter regressado ao activo de forma consistente.
A prova de que o Rock 'n' Roll é eterno.

10 November 2014

Recortes... Nós Alive

Cartaz da edição do Festival Optimus Alive de 2014, data a partir da qual passou a chamar-se Nós Alive, por motivos de patrocínios.

06 November 2014

Setlist... Placebo

Setlist do concerto dos Placebo, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, no dia 05 de Novembro 2014.

01 - B3
02 - For What It's Worth
03 - Loud Like Love
04 - Every You Every Me
05 - Scene of The Crime
06 - A Million Little Pieces
07 - Twenty Years
08 - Too Many Friends
09 - Rob The Bank
10 - One Of a Kind
11 - Exit Sounds
12 - Meds
13 - Song To Say Goodbye
14 - Special K
15 - The Bitter End

Encore

16 - Begin The End
17 - Running Up That Hill (A Deal With God) (Kate Bush Cover)
18 - Post Blue
19 - Infra-Red

05 November 2014

Ao vivo... Placebo

Data - 04 de Novembro de 2014
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Quatro anos passados após o cancelamento do concerto agendado para o Coliseu dos Recreios de Lisboa (07 de Outubro de 2010), os Placebo regressaram com a sala da Rua das Portas de Santo Antão completamente esgotada para a recepção à multi-nacional banda formada em 1994 em Londres. Brian Molko (belga), Stefan Olsdal (Suécia), Steve Forrest (Estados Unidos), durante hora e meia, com um som de excelente qualidade e um jogo de luzes perfeito, conseguiram aquecer os ânimos de uma plateia, que por vezes parecia apática.
Comunicativos e interagindo bem com o público, os Placebo apresentaram uma setlist que, praticamente, ignorou os primeiros discos da banda, deixando de fora qualquer tema do álbum de 1996 "Placebo" e tocando somente um tema de cada um dos três álbuns seguintes, Without You I'm Nothing de 1998, Black Market Music de 2000 e Sleeping With Ghosts  de 2003
Ou seja, o alinhamento incidiu principalmente no mais recente disco do grupo "Loud Like Love" editado em 2013 e  que, por sinal, foi muito bem recebido por parte da crítica e do público e, ao contrário do que seria expectável, estes temas foram dos que mais animaram o público, para além de alguns clássicos como "The Bitter End", "Meds", "Special K" ou "Infra-Red", tema com que encerraram a noite, ficando a vontade de um regresso para breve.
Na primeira parte tocaram os Oso Leone, banda de Maiorca liderada por Xavi Marin. Durante cerca de 30 minutos apresentaram, essencialmente, temas do mais recente trabalho discográfico, "Mokragora". Sem conseguirem empolgar a plateia, também não desiludiram, e acabaram por dar um concerto agradável com a sua música muito assente em guitarras e algumas experiências sonoras, mesmo a nível vocal. Já aqui foi referido em outras publicações anteriores que é um grupo a seguir com atenção.

03 November 2014

Ao vivo... Kendrick Lamar

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
Notas - Tendo como base do alinhamento o muito aclamado "good kid, m.A.A.d City" de 2012, Kendrick Lamar deu um bom concerto, apesar de curto, tocando cerca de 40 minutos.

27 October 2014


Data - 25 de Outubro de 2014
Local - Discoteca Lux Frágil
Notas - Inserido nas comemorações dos 20 anos da Galeria Zé dos Bois, o concerto de Ty Segall decorreu na Discoteca Lux, na já habitual sala de concertos.
Com lotação esgotada há já alguns dias, era grande a expectativa para assistir à actuação deste músico americano, nascido no dia 08 de Junho de 1987 em Laguna Beach, e que trazia a Portugal a apresentação do seu mais recente disco, "Manipulator", editado pela label Drag City.
Se alguém tem dúvidas que ainda existe rock puro, assista a um concerto de Ty Segall, músico detentor de uma imensa discografia, não só em nome próprio mas também em diversos projectos como por exemplo, Epsilons, Fuzz, ou ainda a colaboração com os White Fence.
Neste concerto, que durou perto de hora e meia, Ty Segall bem-disposto, imparável, com grandes solos de guitarra e muito ritmo, transformando a plateia do Lux Frágil, numa gigante sala de Crowd Surfing, praticamente da primeira à última música.
Som alto, solos de guitarra, bons riffs e grandes distorções, a fazerem lembrar que o Rock'n'Roll jamais acabará. Pode estar a passar um momento menos bom, mas existe, e Ty Segall, à semelhança de Jack White é um dos nomes mais importantes da actualidade nesse panorama musical.
Na primeira parte tocaram os desconhecidos JC Satan, banda de Bordéus, França, que, apesar de serem desconhecidos, conseguiram agarrar o público, com o seu rock pais pesado, por momentos à beira do Punk Hardcore.

26 October 2014

Scott Walker and Sunn O))) - Soused

Editado pela conceituada 4AD, Scott Walker com a colaboração do duo Sunn O))), traz-nos este magnífico "Soused", um disco que tem tanto de estranho como de belo.
A sua voz de barítono, aliada à sonoridade proporcionada por Greg Anderson e Stephen O'Malley do duo Sunn O))), que por sua vez se aliam ao guitarrista Tos Nieuwenhizen, e ainda ao teclista Peter Walsh, que normalmente acompanha Walker, criam uma atmosfera musical quase indescritível, pesada e densa.
Se existem discos nos quais a base instrumental é importante pelo ritmo criado, neste "Soused" essa base funciona como um complemento à voz de Walker, que ao narrar mais do que cantar, funciona como um complemento a uma estrutura musical completamente ausente de ritmo, mas repleta de sonoridades e pequenos pormenores, que abrilhantam um música complexa e de uma audição que não é propriamente fácil.
Uma panóplia de sons, ruídos, guitarras distorcidas com uma sonoridade metálica, uma bateria que irrompe de vez em quando sem ser na sua forma tradicional, um sino, um grito aqui e ali, teclas que surgem esporadicamente, sintetizadores, tudo de forma caótica mas em simbiose perfeita com a voz de Walker, que quando começamos a escutar soa estranha, mas apesar disso prende-nos, e este é um daqueles trabalhos que começamos a ouvir e muito dificilmente conseguimos parar de o fazer até que o disco termine, e quando isso acontece, parece que o faz de forma abrupta.
A pergunta que pode ficar no ar é se será que termina mesmo de forma abrupta ou será que o prazer da audição nos faz pensar assim?

01 - Brando
02 - Herod 2014
03 - Bull
04 - Fetish
05 - Lullaby

Nota - 8.5 / 10

23 October 2014

Ao vivo... Conor Oberst

Data - 22 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - "Não sei como, já toquei 50 vezes em todo os países da Europa e nunca cá tinha vindo". Estas foram algumas das palavras de Conor Oberst na sua estreia em Portugal.
Por incrível que pareça, este músico nascido em Omaha, nos Estados Unidos no dia 15 de Fevereiro de 1980, é detentor de uma discografia imensa nos vários projectos em que participa, ou participou.
Commander Venus, Desaparecidos, Monsters of Folk, Park Ave., The Faint e, ainda os Bright Eyes formados em 1995 e que lançaram o seu primeiro disco "Letting Off The Happiness" em 1998.
Desde então, a carreira de Oberst incidiu, básicamente, nos Bright Eyes, editando uma dúzia de discos, tendo praticamente todos eles obtido boa aceitação por parte do público americano e europeu, exceptuando Portugal, e talvez tenha sido esse o motivo para nunca terem passado por cá.
Finalmente este ano, ao fim de muitos anos de carreira, Conor Oberst passou por Paredes de Coura. Fazendo-se acompanhar pelos Dawes, banda que momentos antes tinha actuado em nome próprio no palco secundário, Oberst esforçou-se e deu um bom concerto para uma plateia um pouco despida, mas que não conseguiu empolgar apesar da empatia criada entre o músico e o público.
Foi pena, e foi com notória melancolia que Conor Oberst se despediu da banda que o acompanhou pois, segundo ele, este seria o último concerto com os Dawes nesta tournée, pois o grupo liderado por Taylor Godsmith regressaria à Califórnia no dia seguinte; Oberst afirmou que "é como ficar sem o braço direito e o esquerdo ao mesmo tempo".
No final do concerto, ao despedir-se do público, o músico de Omaha que editou este ano o bom disco "Upside Down Mountain" garantiu querer "voltar muito em breve".
Espera-se que sim e que, desta vez, consiga ter o público rendido, pois é um músico de grande nível.

21 October 2014

Ao vivo... Goat

Data - 23 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Sobre esta banda, pouco se sabe; ou melhor nada; não, quase nada.
Sabe-se que são oriundos da Suécia. Mais nada, pois não se sabe quem são.
Sabe-se que gravaram três discos, "World Music" em 2012,  "Live Ballroom Ritual" em 2013 e Commune" em 2014.
Só isto, nada mais.
Sabe-se que, em palco e com os rostos escondidos atrás de máscaras, estes excelentes músicos dão concertos soberbos, repletos de energia, de danças tribais, misturas de World Music com rock puro e duro, sons psicadélicos completamente em transe, alucinados e alucinam quem os vê, com uma anarquia total em palco. Difícil de descrever.
Um concerto inesquecível. Soberbo.

19 October 2014

Perfume Genius - Too Bright

"Too Bright" é o terceiro disco de Perfume Genius (Mike Hadreas), e de certo modo marca uma ruptura com os trabalhos editados anteriormente.
Se em "Learning" (2010) e "Put Your Back N2 (2012), a sua música era extremamente fechada, virada para dentro e centrada em si mesmo, com uma estrutura intima, belíssima, assente em voz e piano, neste disco isso não é tão evidente, apesar de estarmos, novamente, perante uma obra introspectiva.
Se em "I Decline", "Too Bright, ou mesmo "All Along", ainda são notórias algumas semelhanças com os discos anteriores apesar de alguns pormenores de orquestra, nos restantes temas isso não acontece, recorrendo Hadreas a diversas experiências sonoras, como por exemplo em "Grid", "My Body", ou  ainda em "I'm a Mother", onde, através de devaneios vocais, são evidentes as influências que este jovem músico tem, de uma das divas da música independente avant-garde, Diamanda Galás.
Com piano, sintetizadores, voz e orquestra, e com a colaboração do Portishead Adrian Utley e ainda de John Parish, colaborador habituar de PJ Harvey, Perfume Genius apresenta-nos um disco de grande nível, menos intimo, com música menos calma do que aquela a que nos habituou, mas, apesar disso, toda a sua ternura e sensualidade musical estão lá, tanto em temas como "Queen" ou "Fool" com partes musicais a "dois tempos", ou ainda "Longpig" e "My Body" à base de sintetizadores e experiências sonoras, não podendo, de modo algum, ficarmos alheios à beleza de "Don't Le Them In" com uma harpa verdadeiramente deliciosa, ou  "All Along", o fabuloso tema que encerra aquele que será, seguramente, um dos melhores discos deste ano.

01 - I Decline
02 - Queen
03 - Fool
04 - No Good
05 - My Body
06 - Don't Let Them In
07 - Grid
08 - Longpig
09 - I'm a Mothger
10 - Too Bright
11 - All Along

Nota - 9/10

17 October 2014

Ao vivo... Cats

Data - 10 de Outubro de 2014
Local - Campo Pequeno
Notas - Baseado na obra de TS Eliot e música de Andrew Lloyd Webber, o musical Cats regressou a Lisboa para mais uma série de representações e, mais uma vez, de lotações esgotadas.
A estreia desta peça aconteceu em Londres no New London Theatre em Maio de 1981 onde esteve em cena durante 21 anos.
Para além do êxito londrino, Cats também obteve enorme sucesso na Broadway, estando em exibição mais de duas décadas, e este ano foi a terceira vez que o espectáculo passou por Portugal.
Depois do êxito verificado em 2004 e 2006, com um total de mais de 200 mil espectadores, este ano a proeza repetiu-se, esgotando praticamente todas as sessões.
Um espectáculo interessante e de grande nível, com uma banda-sonora de excelência, mas fica a ideia que é demasiado longo.

16 October 2014

Ao vivo... bEEdEEgEE

Data - 15 de Outubro de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Somente cerca de 40 pessoas marcaram presença na noite de ontem, na Galeria Zé dos Bois, para assistir ao concerto de bEEdEEgEE (Brian DeGraw), membro dos Gang Gang Dance. DeGraw proporcionou um concerto de pouco mais de uma hora e, sendo certo que não desiludiu, também se pode afirmar que não conseguiu empolgar uma plateia bastante despida e algo fria. Apesar da sua música ser propícia à dança, e apesar de ser expectável que o aquário se pudesse transformar numa pista de dança, isso não aconteceu, e nem o som de excelente nível conseguiu vencer a apatia de muitos dos presentes. Não sendo um mau concerto, esteve muito longe de ser excelente, ficando a vontade de descobrir mais da obra deste músico que editou no ano passado, para a conceituada 4AD, o trabalho "Sum/One".
Na primeira parte actuou Jejuno (Sara Rafael), com um estilo musical electrónico, minimalista e com laivos de psicadelismo caótico. Apesar de ter estado em palco cerca de 40 minutos, acabou por se tornar cansativo.

13 October 2014

Ao vivo... Thurston Moore

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Por incrível que pareça, o ex-Sonic Youth, Thurston Moore tocou no palco secundário da edição deste ano do Festival Paredes de Coura.
Fazendo-se acompanhar pelo também ex-Sonic Youth Steve Shelley, na bateria, e por Debbie Googe dos My Bloody Valentine, no baixo, Thurston Morre esteve, como era expectável em excelente nível.
Outrora considerado um dos cinquenta melhores guitarristas de sempre, e quando se aproxima a edição de um disco novo, "The Best Day", Moore continua igual a si próprio, ou seja, afável, e também uma entrega total à música, como se fosse um jovem acabado de chegar e estivesse em início de carreira.
Impressionante a sua qualidade musical e a sua presença em palco, garantindo sempre um bom espectáculo, seja numa vertente com sonoridades mais aguerridas ou com mais distorções e divagações musicais, que, diga-se de passagem, estiveram um pouco ausentes do alinhamento deste concerto, cuja base foi o disco a editar durante o mês de Outubro.

08 October 2014

Ao vivo... Morrissey

Data - 06 de Outubro de 2014
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Morrissey apareceu, e durante cerca de uma hora e trinta minutos saciou a vontade e o desejo do público que praticamente encheu o Coliseu dos Recreios
Apesar de ter deixado de fora alguns dos seus grandes sucessos - outra coisa não seria de esperar de alguém como Morrissey, músico detentor de uma discografia de grande nível quer a solo quer com os The Smiths, e também de um feitio um pouco especial - o concerto esteve sempre em bom nível.
Com início marcado para as 21 horas, eis que o evento começa com uma projecção de várias imagens e clips musicais que foram desde os Ramones a Charles Aznavour, passando pelos New York Dolls, banda que sempre foi uma referência para Moz.
Esta sessão "cinematográfica" durou cerca de 30 minutos, começando a criar alguma ansiedade no público sobre se iria ou não haver concerto, uma vez que com Morrissey as coisas nem sempre correm conforme o previsto, ou desejável.
Desejável era poder ouvir alguns temas dos Smiths, e houve, logo a abrir com "The Queen is Dead" enquanto eram projectadas no palco duas imagens da rainha de Inglaterra com o dedo do meio esticado. E que boa forma de agarrar o público ao dar início à noite com um dos clássicos da mítica banda de Manchester.
Seguiram-se vários temas de discos da carreira a solo de Morrissey, não podendo deixar de assinalar que de um dos seus mais conhecidos álbuns "You Are The Quarry" de 2004, apenas tenha sido tocado o tema "First of The Gang To Die", que encerrou o encore e o concerto, mas mesmo este tema foi completamente despido de toda a sua energia, sendo apresentado numa versão mais acústica e que não funcionou tão bem como poderia funcionar, mas, mais uma vez, com Morrissey, as coisas são como ele quer, e ele quis, basicamente, fazer a divulgação do seu mais recente disco "World Peace Is None Of Your Business" de 2014, do qual tocou oito temas, "Earth Is The Lonelieste Planet", "Istambul", "Neal Cassady Drops Dead", "The Bullfighter Dies", I'm Not a Man, "Kiss Me a Lot", "One of Our Own" e "World Peace IsNone of Your Business".
Para além destes temas, tocou ainda alguns de "Years of Refusal" de 2009, "Vauxhall and I" de 1994 e "Your Arsenal" de 1992.
Quanto a Smiths, "The Queen is Dead", "Hand In Glove", "Asleep" e a incontornável "Meat is Murder", durante a qual foram projectadas em palco imagens verdadeiramente impressionantes da forma como os animais são tratados, uma luta antiga de Morrissey, e, verdade seja dita, foi impressionante, funcionando como um murro no estômago que fez com que ficássemos siderados, impávidos e serenos, a assistir a uma verdadeira barbárie. Repito, impressionante e marcante.
Em jeito de resumo:
- A voz de Morrissey continua soberba e muito bem tratada.
- Uma excelente banda a acompanhá-lo.
- O alinhamento, apesar de não ser best of, foi coerente, sendo evidente a postura mais calma de Moz.
- Meat is Murder, seguramente, o momento marcante da noite. Pela brutalidade das imagens e pela força da canção, tenho muitas dúvidas que alguém conseguisse ingerir um prato de carne após o concerto. Arrasador e brutal, pela brutalidade das imagens.
- Morrissey provocador: o primeiro agradecimento surgiu em castelhano. As T-Shirts da banda, onde se podia ler "Fuck Harvest" em jeito de homenagem ao seu anterior editor discográfico, com quem se incompatibilizou recentemente.
- Morrissey de convicções e lutador, ao insistir na sua guerra antiga contra os maus tratos aos animais e as cadeias de Fast Food.
- Morrissey sedutor e igual a ele próprio: dá tudo o que tem, não fala muito, mas isso também não é importante.
O importante é que ele apareceu e deu um grande concerto, um daqueles que perdurará na memória de quem teve a oportunidade de o ver.
Seria bom que voltasse, mas com Morrissey, as coisas nunca são como queremos; são como ele quer.
É a sua imagem, a sua mística, e isso faz dele um dos mais fantásticos e idolatrados músicos.

07 October 2014

Setlist... Morrissey

Setlist do concerto de Morrissey no Coliseu dos Recreios, 06 de Outubro de 2014

The Queen is Dead (Smiths)
Speedway
Certain People I Know
The Bullfighter Dies
Kiss Me a Lot
I'm Throwing My Arms Around Paris
World Peace Is None Of Your Business
Istambul
Neal Cassady Drops Dead
Earth Is The Loneliest Planet
Trouble Loves Me
Kick The Bride Down The Aisle
One Of Our Own
I'm Not A Man
Hand in Glove (Smiths)
Meat Is Murder (Smiths)
One Day Goodbye Will Be Farewell
Asleep (Smiths)
First of The Gang To Die

03 October 2014

Ao vivo... The National

Data - 21 de Novembro de 2013
Local - Meo Arena
Notas - Pela décima primeira vez, os The National actuaram em Portugal. Matt Berninger (voz), Scott Devendorf (baixo), Bryan Devendorf (bateria), Aaron Dessner (guitarra) e Bryce Dessner (guitarra), não conseguiram encher a Meo Arena, mesmo com o palco situado a pouco mais de meio do recinto.
Na digressão de promoção ao seu mais recente álbum "Trouble Will Find Me", do qual tocaram nove temas, o grupo de Brooklyn aventurou-se a fazer espectáculos em salas de maior dimensão, apesar do carácter mais intimista do disco.
Apesar do recinto da MEO Arena estar muito longe de bem composto, os National proporcionaram um concerto de grande nível no país que, segundo Berninger "quando ninguém nos ligava, já nos apoiava. Somos a banda mais sortuda do mundo".
Bom concerto.
A primeira parte esteve a cargo dos This is The Kit

02 October 2014

Ao vivo... Franz Ferdinand

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Mais uma vez de regresso a Portugal, e mais uma vez para um excelente concerto, os Franz Ferdinand, liderados por um Alex Kapranos animaram Paredes de Coura.
Com o seu rock simples e directo, com temas curtos que são, na sua maioria autênticos hits, o grupo apresentou temas dos quatro álbuns de originais já editados, com principal incidência no disco homónimo de 2004 e também "Right Thoughts Right Words Right Action" de 2013, trabalho com que o grupo recuperou algum do prestígio perdido com "Tonight" de 2009, disco este que ficou (na altura) muito aquém das expectativas.
Inesquecível o final com This Fire, tema em que o público entrou em delírio, saltou, sentou-se, cantou, e participou na canção seguindo a "batuta" de Alex Kapranos.
Seguramente um dos melhores e mais animados concertos da edição deste ano do Festival Paredes de Coura.
01 - No You Girls
02 - The Dark of The Matinée
03 - Right Action
04 - Tell Her, Tonight
05 - Evil Eye
06 - Do You Want To
07 - The Fallen
08 - Walk Away
09 - Stand On The Horizon
10 - Can't Stop Feeling
11 - Auf Achse
12 - Bullet
13 - Michael
14 - Take Me Out
15 - Love Illumination
16 - Ulysses
17 - Outsiders

Encore

18 - Jacqueline
19 - Darts of Pleasure
20 - Goodbye Lovers and Friends
21 - This Fire

30 September 2014

Ao vivo... Growlers

Data - 23 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Formados em 2006, na California, o colectivo liderado por Brooks Nielsen proporcionou um bom concerto no anfiteatro de Paredes de Coura.
Com uma sonoridade que funde o rock californiano com o psicadelismo dos anos 60 e com uma grande interacção com o público, este foi uma daqueles concertos em que nem se deu pelo passar do tempo.
"Gay Thoughts", "Emptu Bones" ou "One Million Lovers" foram algumas das músicas que fizeram parte do alinhamento que percorreu parte da obra do grupo.

Setlist:

01 - Gay Thoughts
02 - Tell' em How Hit Is
03 - Empty Bones
04 - Beach Rats
05 - Good Advice
06 - Humdrum Blues
07 - One Million Lovers

29 September 2014

Ao vivo... Oso Leone

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Festival Paredes de Coura
Notas - Primeiro concerto do dia, pouco passava das 18.30. Com uma temperatura agradável num quente dia de verão, o público junto ao palco principal não era muito, mas mesmo assim estava bem composto.
Os Oso Leone, grupo de Maiorca liderado por Xavi Marín, apresentaram-se em Paredes de Coura para divulgação do seu mais recente trabalho discográfico, "Mokragora", editado pela label Foehn em 2013.
Depois de já os ter visto na edição deste ano do Festival Primavera Sound de Barcelona, confirma-se que é um grupo a ter em conta no panorama musical independente.
A sua música rock, assente em guitarras e numa bateria forte, com ritmos psicadélicos, dançantes e atmosféricos, um disco equilibrado, e a qualidade dos seus músicos, faz com que os Oso Leone sejam referidos por várias publicações especializadas como um dos recentes grupos a seguir com atenção.
Na edição deste ano do Festival Paredes de Coura, deram um bom concerto, apesar de curto.

26 September 2014

Ao vivo... Chvrches

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Concerto morno na estreia desta banda formada em 2011, em Glasgow, Escócia, e que editou o seu primeiro disco, "The Bones of What You Believe" em 2013, trabalho bem recebido pela crítica britânica que os aponta como uma das maiores esperanças da música feita actualmente no reino unido.
Dizem-se influenciados pelos Depeche Mode, mas no entanto, apesar de em disco a música ser agradável, ao vivo falta-lhes alguma força e intensidade, falta aquela energia capaz de prender o público, e isso foi notório durante a actuação no palco principal de Paredes de Coura.
Lauren Mayberry, Iain Cook e Martin Doherty, deram um concerto morno numa noite fria, para um público mais preocupado em resistir ao frio e colocar a conversa em dia, do que prestar atenção à música do grupo, que acabou por funcionar como entretém até à hora dos seus conterrâneos Franz Ferdinand entrarem em palco.

25 September 2014

Ao vivo... Dawes

Data - 22 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Bom concerto de uma banda com cerca de cinco anos de existência e três discos editados, sendo o mais recente "Stories Don't End" de 2013, o que serviu de mote à curta actuação que tiveram no palco secundário de Paredes de Coura.
Não empolgaram mas também não desiludiram com o seu Rock tipicamente americano que vai buscar muitas influências à música Country e a um Rock mais tradicional.
Um concerto certinho em que nada falhou, numa banda que passado algum tempo entraria no palco principal a tocar com Conor Oberst, naquele que foi o último concerto desta digressão.

24 September 2014

Ao vivo... Panama

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Os Panama, são uma banda australiana surgida recentemente. Formados por Jarrah McCleary (voz, teclas e guitarra), Tom Marland (teclas e guitarra) e Tim Commandeur (bateria), têm sido bastante acarinhados pelas rádios britânicas, especialmente a BBC.
Para esta sua estreia em Paredes de Coura, traziam na bagagem alguns EPs, com uma música assente em ritmos electrónicos. Sendo um concerto de final de tarde, apesar de serem desconhecidos, conseguiram empolgar o público que marcou presença no palco secundário.

23 September 2014

Ao vivo... Seasick Steve

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Quem diria que aos 73 anos, Seasick Steve conseguiria manter o ritmo e a jovialidade de um jovem do Delta do Mississipi. De T-Shirt branca, chapéu, jardineira de um azul bem gasto, grande simpatia, com guitarras bem afinadas das quais extraia sons muito característicos, Steven Gene Wolf encantou Paredes de Coura, não deixando de ser curioso o facto de este músico ter editado o seu primeiro disco, "Cheap", em 2004, depois ter andado a vaguear pelo mundo, chegando a tocar na rua e no metro de Paris para sobreviver.
Ao longo de toda a sua curta carreira já editou sete discos, sendo o mais recente datado de 2013, "Hubcap Music".
O seu blues, assente numa guitarra e bateria, simultaneamente simples e rude, agreste e suave, transportou-nos para as paisagens do Mississipi, numa viagem de grande riqueza musical e de grande interacção com o público, cativando-o, seduzindo, não só pela genialidade musical, mas também pela sua postura, chegando a dizer "Este é, juro por tudo, o festival mais bonito em que toquei".
E o público acreditou na sua sinceridade, pois este festival é realizado num espaço extremamente bonito e acolhedor.

19 September 2014

Ao vivo... Rashad Becker

Data - 18 de Setembro de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Rashad Becker, um dos melhores produtores de música electrónica da actualidade, apresentou-se a solo no novo espaço da Galeria Zé dos Bois.
A pequena sala, acolhedora mas um pouco quente, encheu para ouvir as experiências sonoras de Becker, os devaneios electrónicos musicais, aparentemente desconexos, que funcionaram como a banda-sonora de uma noite intensa e densa. Música estranha e sonoridades estranhas, num concerto que durou perto de uma hora, o tempo suficiente, devido à sua complexidade.
Pegando um pouco numa frase que apareceu projectada durante a actuação do português Ondness, que tocou na primeira parte, durante esta noite pudemos ouvir na ZdB aquele tipo de música que qualquer pessoa pode fazer, mas que para a possamos entender, é necessário ter a mente e os ouvidos abertos a novas experiências e sonoridades.

18 September 2014

Ao vivo... Dodos

Data - 23 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - "Esta é a última data da nossa digressão europeia e não podíamos imaginar melhor forma de terminá-la". Logan Kroeber, baterista dos Dodos, exprimiu desta forma a sua opinião sobre o Festival de Paredes de Coura, onde se apresentaram em bom nível, num concerto curto que durou cerca de meia-hora e que conseguiu agarrar o público. Esta banda de São Francisco, formada em 2005 e que já lançou 5 trabalhos demonstrou uma enorme energia em palco e ficou a ideia que já pode passar para palcos de maior dimensão. Não teria ficado mal se eles fizessem parte do chamado palco principal.

17 September 2014

Ao vivo... Perfect Pussy

Data - 22 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Concerto que durou cerca de 30 minutos. Seguramente, o pior do festival.

16 September 2014

12 September 2014

Ao vivo... Beirut

Data - 23 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Zach Condon, nascido em Santa fé (Novo México) é o líder desta banda que mais parece uma orquestra, graças à panóplia de instrumentos utilizados.
O Folk dos Balcãs e a simpatia de todos os membros que fazem parte deste projecto que já conta com três discos editados, fizeram com que este possa ser considerado, não um dos melhores concertos da edição deste ano, mas um dos mais divertidos.
Aos poucos, e graças à qualidade que tem vindo a ser demonstrada através dos trabalhos discográficos - "Gulag Orkestar" em 2006, "The Flying Club Cup" em 2007 e "The Rip Tide em 2011" - a música de Zach Condon vai-se impondo, criando uma legião de fans incondicionais.