17/07/19

Recortes... Festival Super Bock Super Rock

Com o rock cada vez mais ausente, aí está mais uma edição do Festival Super Bock Super Rock, que este ano regressa à zona do Meco.
Espera-se que corra melhor, em termos logísticos e organização, do que nos últimos anos em que lá se realizou, mas diga-se o que se disser, ali é o seu lugar.

12/07/19

Setlist... Barry White Gone Wrong

Setlist do excelente concerto dos portugueses Barry White Gone Wrong, no Sabotage.

04/05/19

Ao vivo... GNR

Data - 03 de Maio de 2019
Local - Centro Cultural Olga Cadaval - Sintra
Notas - Mais um concerto da banda de Tóli César Machado, Rui Reininho e Jorge Romão.
Inserido na digressão de divulgação do recente single, "Quem?", no alinhamento deste concerto o grupo do Porto não deixou de fora os grandes clássicos que fazem parte do extenso reportório que nos foram dando a ouvir ao longo dos mais de 35 anos de carreira, uma carreira que nem sempre terá sido brilhante, mas que, diga-se em abono da verdade, nos anos mais recentes tem atingidos níveis de excelência, provando não só a intemporalidade da música do grupo, como também fazendo jus a uma velha máxima linguística portuguesa, através da qual os podemos comparar a um produto tipicamente português e do Norte do país, o vinho do Porto, ou seja, tal como esse afamado vinho, os GNR estão, como se costuma afirmar, "Quanto mais velhos, melhores".

08/04/19

Ao vivo... James

Data - 04 de Abril de 2019
Local - Coliseu dos Recreios, Lisboa
Notas - Depois do mau concerto na edição do Rock in Rio de 2018 - facto realçado pelo grupo durante o concerto do Coliseu dos Recreios - os James regressaram a Lisboa para um grande concerto perante uma sala esgotada.
Dividido em duas partes, sendo a primeira acústica, a banda liderada pelo carismático Tim Booth levou  ao delírio a imensa legião de fans incontestáveis que tem por terras lusas.
Ao fazerem com que o alinhamento do concerto incidisse, maioritariamente, no mais recente trabalho do grupo, "Living in Extraordinary Times" de Agosto 2018, fazendo com que vários êxitos incontornáveis da banda ficassem de fora - como por exemplo, Sometimes -, o grupo arriscou imenso, já que este último trabalho, apesar da sua boa qualidade, passou ligeiramente despercebido, sendo isso visível pois os temas deste disco eram os "menos participados".
Em termos gerais foi um excelente concerto, que deixou, quer o público quer o grupo, extremamente satisfeitos.
Já agora, fica-se com a ideia que o grupo anda à procura de uma "reinvenção", com temas menos directos, mas bons.
Pelo menos foi com esta ideia que ficámos a ouvir "Living in Extraordinary Times", e que foi possível confirmar com este concerto.
Ainda bem.

06/04/19

Setlist... James

Setlist do concerto dos James no Coliseu dos Recreios, Lisboa

Hello
Broken by the Hurt
All I'm Saying
Pleasure's On
Sit Down
I Wanna Go Home
Just Like Fred Astaire

Intervalo

Hank
Extraordinary Times
What's All About
Tomorrow
Dream Thrum
Five-O
Nothing But Love
Born of Frustration
Heads
Stutter
Moving Car
Picture of This Place
Getting Away With It (All Messed Up)
Leviathan
Sound

Encore

Attention
Come Home
Many Faces
Laid

21/03/19

Ao vivo... Triou Joubran

Data - 19 de Março de 2019
Local - Teatro da Trindade
Notas - "Espero que em breve possam assistir a um concerto nosso em Jerusalém, capital da Palestina.". Foi desta forma que Samir, irmão mais velho do Trio Joubran, se despediu do público que quase esgotou a sala do Teatro da Trindade.
Um concerto maravilhoso que nos transportou para essa terra oprimida e ocupada, Palestina. Samir disse ainda que "gostaria de chegar aqui, cantar e tocar como um músico normal, sem política à mistura, mas isso não é possível; a nossa terra está ocupada".
Na primeira parte tocou João Morais com o seu novo projecto "O Gajo" que, com a sua viola campaniça, durante cerca de 30 minutos, acabou por funcionar como um excelente aperitivo para a magia que havia de se seguir com os irmãos Joubran que, ao longo de hora e meia, apresentaram um alinhamento assente, essencialmente, no seu mais recente trabalho "The Long March", considerado um dos melhores discos editados da chamada World Music, durante o ano passado, disco este que conta, numa das músicas, em "Carry The Earth", com a colaboração e o génio de Roger Waters, um dos maiores defensores da causa Palestina e que não tem olhado a meios.
Uma noite de grande música, com excelentes músicos.
Memorável.

14/03/19

Trio Joubran


Oriundos de Nazaré, Palestina, o Trio Joubran é formado pelos irmãos Samir, Wissam e Adnan Joubran.
Descendentes de uma conhecida família de grande tradição artística, que há quatro gerações se dedica a construir e tocar o “Oud”, os irmãos Joubran, com o seu entusiasmo e virtuosismo transformaram este instrumento numa paixão, num modo de vida. Através de um exímio domínio deste instrumento musical característico do seu país, Sami, Wissam e Adnan têm divulgado, um pouco por todo o muito, a sua excelente música contando com a colaboração de Youssef Hbeisch nas percussões, funcionando como uma mais-valia à já boa música do trio, pois esta colaboração cria novas sonoridades e ritmos, tornando a construção musical mais, para quem a ouve.
Samir (irmão mais velho) começou a sua carreira musical em 1996, mas o trio de irmãos só deu início à sua actividade em 2004.
Desde então gravaram seis discos de originais, sendo o mais recente “The Long March” editado em 2018 e que irá, seguramente, servir de suporte ao espectáculo no Teatro da Trindade, em Lisboa, no próximo dia 19 de Março.

12/03/19

Helado Negro - This Is How You Smile


Helado Negro (Roberto Carlos Lange) editou recentemente o seu sexto álbum de originais, "This Is Your Smile", que já é considerado por grande parte da crítica, um dos bons discos deste ano.
Oriundo de Miami, Flórida, Roberto Lange teve a sua iniciação musical nas sonoridades do hip-hop e da música electrónica, algo que com o passar dos anos foi sendo, ligeiramente e de forma gradual posto de lado, sem no entanto perder essas raízes, principalmente no que às sonoridades electrónicas diz respeito.
"This Is Your Smile" é a prova disso, pois apesar do recurso a samplers, eles nunca entram nos ritmos techno ou dançáveis, funcionando sim como uma forma suave e constante de base rítmica musical que serve de suporte à sua voz suave e terna, colocando-nos perante um daqueles discos que se torna ideal para ouvir num momento relaxante quando, por exemplo, estamos a ler um romance ou numa praia ao por-do-sol, servindo a música como uma banda-sonora que nos dá trazer, que nos envolve por completo e que acaba por nos transportar para dentro desse livro ou dessa paisagem de praia e todo o tipo de cenários bucólicos.
"This Is Your Smile" é um disco que vale a pena ouvir, como um todo, da primeira à última música.

01 - Please Won't Please
02 - Imagining What to Do
03 - Echo for Camperdown Curio
04 - Fantasma Vaga
05 - Pais Nublado
06 - Running
07 - Seen My Aura
08 - Sabana de Luz
09 - November 7
10 - Todo Lo Que Me Falta
11 - Two Lucky
12 - My Name Is For Friends

Nota - 8/10

28/02/19

Mari Boine


Mari Boine nasceu em Karasjok, Noruega, no dia 08 de Novembro de 1956, tendo passado a sua infância e crescido em Gámehisnjárga, uma aldeia no rio Anarjohka, município de Karasjok em Finnmark, extremo norte da Noruega.

Os seus pais eram Sapmi, povo de uma região no Norte da Noruega, viviam da pesca do salmão e da agricultura, tendo Boine crescido imersa no ambiente natural da região e também no meio-ambiente rígido do movimento cristão Luterano, um dos principais movimentos religiosos da Noruega e do Norte da Europa e que discriminava o povo Sapmi, chegando ao ponto de considerar que o facto de se cantar no estilo tradicional Sapmi Joik era "uma obra do diabo".

A escola local frequentada por Boine reflectia um mundo completamente diferente do da sua família, tendo sido toda a sua aprendizagem em norueguês. À medida que foi crescendo, Mari Boine começou a revoltar-se contra o preconceito existente na sociedade norueguesa Luterana, segundo o qual, uma mulher "Lappish" é um ser inferior. Aproveitando a sua música, não só nos espectáculos ao vivo como também nas edições discográficas, Boine aproveitou para divulgar as suas mensagens contra o racismo e contra essa atitude preconceituosa em relação à situação da mulher na sociedade norueguesa. Durante os seus concertos tem o cuidado de abordar sempre essa questão, criticando fortemente a discriminação social das mulheres e das minorias.

“Gula Gula”, editado em 1990 pela Real World de Peter Gabriel, trouxe a Mari Boine enorme reconhecimento a nível internacional. Editado com o nome de Mari Boine Persen, apelido que a identificava como norueguesa, a capa do disco apresentava o olho de uma coruja, imagem icónica da sua região natal. A título de curiosidade, é de mencionar que na contracapa do disco, no espaço em que habitualmente a editora menciona o país de origem do músico, aparece “Sapmi”, em vez de Noruega. Em 2007 este disco foi reeditado pela sua própria editora, Lean, tendo a capa sido alterada e, em vez da águia, surge Boine vestida como uma dançarina tradicional Xamanista e em vez de Mari Boine Persen, surge simplesmente Mari Boine.

Mari Boine conta com uma extensa discografia, na qual apresenta um estilo musical fortemente enraizado na cultura e tradições do seu povo, aliando sonoridades Jazz e Rock e baseando o seu modo de cantar no folclore tradicional. Usando a voz e o canto Yoik Yodelling, faz-se acompanhar por uma enorme panóplia de instrumentos de acompanhamento e percussão, alguns deles tradicionais, proporcionando sonoridades, momentos e ambientes de grande beleza.

27/02/19

Ao vivo... Mari Boine

Data - 26 de Fevereiro de 2019
Local - Teatro da Trindade
Notas - Integrado no Ciclo Mundos - numa colaboração entre o Inatel e o Festival Músicas do Mundo - Mari Boine deu um bom concerto perante uma plateia que não foi suficiente para esgotar a bonita sala do Teatro da Trindade.
Na primeira parte actuaram os portugueses Recanto, adaptando clássicos da música popular portuguesa a novas sonoridades, não deixando de apresentar alguns temas originais; Uum grupo interessante.

18/02/19

Setlist... Fucked Up


Setlist do concerto dos Fucked Up, na sala Cassiopeia, Berlim

01 - Dose Your Dreams
02 - Son The Father
03 - I Want You Right Now (MC5 Cover)
04 - Raise Your Voice Joyce
05 - Tell Me What you See
06 - Normal People
07 - Queen of Hearts
08 - Turn The Season
09 - Black Albino Bones
10 - Crusades
11 - Living in a Simulation
12 - Love Is an Island in The Sea
13 - Under My Nose
14 - I Hate Summer
15 - David Comes to Life
16 - Accelerate
17 - The Other Shoe