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09/08/11

Recortes... Arcade Fire

Bilhete do concerto que os Arcade Fire tinham previsto para Lisboa, no dia 18 de Novembro de 2010 e que foi cancelado devido à realização da cimeira da NATO.

03/08/11

Ao vivo... Joaquin Sabina

Data - 12 de Junho de 2010
Local - Praça de Touros de Badajoz
Notas - Depois de ter visto Sabina ao vivo em Córdoba em Dezembro de 2009, não quis perder a oportunidade de o ver novamente, desta vez em Badajoz. Praticamente desconhecido em Portugal, trata-se de um músico de grande nível com temas de belíssimas construções musicais, e que contam, ainda por cima, com excelentes poemas.

25/07/11

Ao vivo... Festival Alentejo

Data - 31 de Julho de 2010
Local - Zona Industrial de Évora
Notas - Primeira edição do festival Alentejo, um evento com um cartaz revivalista, virado para a memória dos anos 80. Neste segundo dia do festival, o destaque ia para os alemães Alphaville, que no ano de 2010, regressaram aos concertos e aos discos. O grupo liderado por Marian Gold, mantendo a formação inicial, deu um concerto que não deslumbrou mas que foi muito agradável. Muito pouco público para assistir a um festival com um cartaz razoável, dentro dos objectivos a que se propunha, mas que pecou pela organização e pela falta de divulgação.
Este ano, ao que tudo indica, não há; esperemos que regresse em 2012.

25/05/11

Ao vivo... Lady Gaga

Data - 10 de Dezembro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Se musicalmente este concerto deixou algo a desejar, já do ponto de vista de espectáculo esteve em excelente nível. Apesar de não ser apreciador da cantora, nem do estilo musical que pratica, Lady Gaga deu um bom concerto para um público que esgotou o Pavilhão Atlântico. Um espectáculo muito cénico e teatral (às vezes excessivamente), que confirmou Lady Gaga como uma das melhores entertainers da actualidade, que peca somente pelo excesso de diálogos nos intervalos das músicas, o que origina alguma quebra no ritmo do concerto.
A primeira parte foi assegurada por um grupo que já acompanha Lady Gaga há muitos anos, os Semi Precious Weapon, com uma teatralidade grotesca e com uma música extremamente aborrecida e de fraca qualidade. Demasiado mau para ser verdadeiro.

24/05/11

Ao vivo... Guns N' Roses

Data - 06 de Outubro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Apesar de ter começado com mais de uma hora de atraso, os Guns N' Roses deram um concerto de grande nível que durou quase três horas, onde houve a oportunidade de ouvir os grandes clássicos do grupo, intercalados com temas de "Chinese Democracy", primeiro trabalho do grupo após a saída de Slash, cuja ausência se faz notar, principalmente ao nível de solos de guitarra. Apesar disso, e graças ao bom nível de Axl Rose, a música do grupo mantém-se agradável.
Foi, seguramente, um dos melhores concertos de 2010.
A primeira parte esteve a cargo se Sebastian Bach que, verdade seja dita, deu um concerto de nível razoável. Bons momentos musicais que acabaram por se perder na duração do espectáculo pois Sebastian Bach esteve em palco durante hora e meia, um pouco a "encher", à espera de Axl Rose. De louvar o profissionalismo deste músico, nascido nas Bahamas e líder dos Skid Row que, apesar de saber que estava somente a fazer tempo, manteve o profissionalismo durante toda a actuação.

30/11/10

Ao vivo... Suede

Data - 26 de Novembro de 2010
Local - Sala Razzmatazz (Barcelona)
Notas - Um dos poucos concertos que os Suede, liderados pelo carismático por Brett Anderson, decidiram dar neste ano de 2010, foi este na Razzmatazz em Barcelona, associando-se desta forma à celebração dos 10 anos desta excelente sala situada numa antiga zona fabril da bonita cidade de Barcelona.
Um Brett Anderson, esguio e irrequieto num ritmo alucinante, liderou uma viagem de regresso aos anos 90, altura em que o grupo atingiu o seu auge.
Uma boa selecção de canções, um alinhamento perfeito, um excelente desempenho por parte de todos os elementos do grupo e um som de grande qualidade, fizeram desta noite, uma noite memorável, na qual foi possível ouvir bonitas canções que nos marcaram e nos fizeram felizes nesses anos 90, mas que continuam a ter algo, e esse algo fez com que ao ouvir os primeiros acordes de temas como "The Wild Ones", "Trash", "Beautiful Ones", ou "Saturday Night", um rasgo de felicidade surgisse nos rostos do público que esgotou a Razzmatazz.

Foi uma noite inesquecível, e é pena que, provavelmente, nunca mais tenhamos a oportunidade de assistir a um concerto dos Suede, pois como se sabe, esta mini tournée de meia dúzia de concertos, tratou-se "somente" de uma reunião do grupo, à qual não aderiu Bernard Butler.
Segundo Brett Anderson, não há previsões quer de novos concertos, quer de novas edições discográficas... sem falar de Best Of.

29/11/10

Ao vivo... Shakira

Data - 21 de Novembro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Apesar de não se ser grande apreciador da música de Shakira, tenho de reconhecer que, em termos de espectáculo, o concerto que a colombiana deu no Pavilhão Atlântico esteve em muito bom nível.
Um som de boa qualidade (algo invulgar no Pavilhão Atlântico), uma boa setlist e uma Shakira que aliou à sua imensa beleza, uma simpatia e energia inesgotável, fizeram com que esta noite fique memorável nos milhares de fans que esgotaram o recinto, com gente de todas as idades, desde crianças com pouco mais de cinco anos, até aos respectivos pais, e mesmo alguns avós.
A dar início à noite, esteve em palco a portuguesa Ana Free que, sinceramente e na minha opinião, foi uma desilusão.

25/11/10

Ao vivo... Tindersticks

Data - 28 de Outubro de 2010
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Gostei mais do concerto do Porto do que o de Lisboa. Os alinhamentos foram parecidos e, se em Lisboa tivemos o prazer de ouvir "Tiny Tears", no geral o concerto do Porto foi mais agradável.

24/11/10

Ao vivo... Tindersticks

Data - 27 de Outubro de 2010
Local - Coliseu do Porto
Notas - Mais um concerto dos Tindersticks, desta vez na cidade do Porto e na véspera do concerto de Lisboa. Neste regresso a Portugal, depois da mini tournée de Fevereiro que passou por cinco cidades do país, o grupo de Stuart A. Staples deu mais um bom concerto no agradável Coliseu do Porto e numa sala praticamente esgotada.
Uma música cada vez mais intimista, repleta de pequenos pormenores que tornam cada espectáculo do grupo num momento único de prazer.

22/11/10

Ao vivo... Arcade Fire

Data - 20 de Novembro 2010
Local - Palácio de Deportes Comunidad de Madrid
Notas - Musicalmente, considero este concerto dos Arcade Fire como o melhor do ano de 2010.
Um Palácio de Deportes completamente esgotado, recebeu os Arcade Fire para aquele que acabou por ser o primeiro concerto da digressão europeia, isto depois de ter sido cancelado o do dia 18 de Novembro em Lisboa, devido à realização da cimeira da NATO.
O concerto de Madrid, num recinto onde normalmente o som é de grande qualidade, foi de grande nível e com um ritmo alucinante desde o primeiro tema (Ready to Start) ao último (Wake Up).
Com os elementos do grupo a trocarem constantemente de lugar e de instrumento musical, o ritmo e a "animação" em palco foram uma constante e os Arcade Fire demonstraram, mais uma vez, que não são aquele género de grupo que quando chega a um palco se limita a tocar para "cumprir" uma obrigação contratual; é um grupo que deixa transparecer de forma indesmentível, o prazer de tocar e de proporcionar bons momentos a quem os ouve. Isso notou-se no concerto de Madrid, com uma setlist que percorreu todos a obras do grupo e que teve como momentos altos a interpretação de "No Cars Go", primeiro primeiro trabalho do grupo, e que atingiu o clímax no último tema: o memorável "Wake Up". Pelo meio, e sempre numa onda de um prazer sublime, ainda houve tempo para algum romantismo invadir o recinto do concerto, com o belíssimo " The Crown Of Love", em que um pavilhão a rebentar pelas costura deixou-se embalar pela voz de Win Butler e pelo som melodioso da música dos Arcade Fire. Enquanto que "No Cars Go" fica memorável pelo imenso coro que ofuscou por completo as vozes do grupo, já "The Crown Of Love", fica memorável pelo momento, pela beleza e pelo ambiente vivido no recinto.

Na primeira parte, tocaram os também canadianos Fucked Up, que durante cerca de quarenta e cinco minutos mostraram a sua música que assenta num estilo Punk / Hardcore, algo completamente fora do contexto musical do dia. Apesar de o público presente na sala, estar lá para ver Arcade Fire, num estilo musical completamente diferente, o grupo liderado por Josh Zucker e que conta com uma baixista de origem portuguesa, Sandy Miranda, conseguiu dar alguma animação ao espectáculo, graças à prestação do vocalista.
Em forma de balanço, pode-se dizer que foi uma noite bem passada e com grandes músicas por parte de um dos grupos mais criativos da actualidade: Arcade Fire.

19/11/10

Ao vivo... Muse


Data - 10 de Setembro de 2010
Local - Wembley Stadium
Notas - Até ao momento, este foi o melhor concerto deste ano de 2010. Para além de ter toda uma envolvência proporcionada pelo imponente Wembley Stadium e pela cidade de Londres, a prestação dos Muse foi excelente, quase imaculada. Um alinhamento de grande nível, um estádio esgotado e uma excelente prestação do grupo, fizeram desta noite uma noite inesquecível.
Antes dos Muse, passaram pelo palco de Wembley, The Big Pink, White Rabbits e Lily Allen. Enquanto Big Pink e White Rabbits podem ter razões de queixa do som, que estava realmente muito mau, já Lily Allen foi bafejada pela sorte com uma boa qualidade sonora. Foram concertos curtos, entre trinta e quarenta minutos, para que o horário estipulado pudesse ser cumprido ao segundo: pontualidade britânica.
Quanto aos Muse; Mattew Bellammy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard, provaram em palco o porquê de serem apontados como a melhor banda a actuar ao vivo, principalmente em estádios. Em palco, o desempenho o grupo é devastador e brilhante, num ritmo alucinante e de grande nível. Ainda deu para confirmar que, na minha opinião, Dominic Howard é um dos melhores bateristas da actualidade. A forma como torna fácil os contra-ritmos da música é verdadeiramente impressionante.
Foi um fim de tarde / noite inesquecível.

01 - Uprising
02 - Supermassive Black Hole
03 - Newborn
04 - Neutron Star Collision (Love Is Forever)
05 - Butterflies & Hurricanes
06 - Guiding Light
07 - Interlude
08 - Hysteria
09 - Nishe
10 - United States of Eurasia
11 - I Belong To You
12 - Feeling Good
13 - MK Jam
14 - Undisclosed Desires
15 - Resistance
16 - Starlight
17 - Time is Running Out
18 - Unnatural Selectrion
19 - Soldier's Pem
20 - Exogenesis: Symphony, Part 1: Overture
21 - Stockholm Sundrome
22 - Take a Bow
23 - Plug In Baby
24 - Knights of Cydonia

17/11/10

Ao vivo... Interpol

Data - 12 de Novembro de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas - O que define um bom concerto:
- A qualidade do som?
- A prestação dos músicos?
- O ambiente proporcionado pelo entusiasmo do público?

Só através de uma análise a estes três parâmetros, em conjunto ou em separado, é que podemos chegar a uma conclusão relativamente ao que se passou no concerto dos Interpol, realizado no Campo Pequeno.
Se a prestação dos músicos esteve em excelente nível, levando a que o público que quase encheu o recinto tivesse uma entrega extraordinária quase à beira do êxtase, já a qualidade em termos sonoros foi lastimável. Um som enrolado, que em determinadas alturas nos fazia lembrar uma sessão de Drum and Bass, fazia com que as guitarras não tivessem um som definido e a própria voz de Paul Banks, por vezes, era imperceptível.
No que diz respeito à setlist escolhida ela foi quase irrepreensível, ao percorrer todos os quatro álbuns editados por este grupo que se formou em Nova York em 1998 e que lançou os excelentes “Turn On The Bright Lights” em 2002 e “Antics” em 2004 (ambos para a Matador), o mal-amado “Our Love To Admire” em 2007 (editado pela Capitol), e finalmente “Interpol” em 2010 que os trouxe de regresso à editora que os descobriu e onde tinham editado os dois primeiros discos, a independente Matador. Este regresso à editora que os lançou foi positivo para o grupo, que deste modo abandonou o estilo mainstream que os caracterizou na altura da gravação de “Our Love To Admire” para a Capital.
Dos temas que foram tocados pelos Interpol, que graças à sua experiência, conseguiram “dar a volta” ao mau som, ficou a faltar “Pioneer to The Falls” do tal disco mal-amado. Fora isso, como já referi, a setlist foi muito boa.
Na primeira parte tocaram os também americanos, Surfer Blood, grupo formado em 2009 e que editou este ano o muito aclamado “Astro Coast”. Para além de terem que se debater com o mau com, também tiveram de lidar com algum desconhecimento da música do grupo por parte do público. Apesar destes contratempos, não desiludiram e conseguiram animar o público presente, devoto dos Interpol.
Partindo do princípio que na definição do nível do concerto são considerados os três parâmetros como um todo, pode-se dizer que foi uma noite bem passada, com música bem tocada e que nos divertiu, mas que podia ter sido inesquecível, se o som tivesse ajudado.

15/11/10

Ao vivo... Vampire Weekend

Data - 10 de Novembro de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas -A primeira parte, que começou pontualmente às 21 horas, esteve a cargo dos Californianos Jenny & Johnny que durante cerca de quarenta e cinco minutos e perante pouco público, apresentaram um estilo musical um pouco revivalista, numa onda rock tipicamente americana que acabou por se tornar enfadonha, um pouco pela falta de conhecimento que o público tinha das músicas do grupo que, apesar do esforço demonstrado em palco, não conseguiu cativar os poucos presentes.

Finalmente, e após um curto intervalo numa altura em que o sono provocado pela monotonia da música dos Jenny & Johnny começava a tomar conta de nós, surgem em palco os Vampire Weekend para um concerto curto e excelente, de pouco mais de uma hora, mas de uma alegria e energia contagiante. Perante um público das mais diversas faixas etárias, que comprova a a transversalidade da música do grupo, os Vampire Weekend apresentaram temas dos seus dois discos de originais, Vampire Weekend (2008) e Contra (2010).

Ao apresentarem temas curtos, um pouco à imagem dos discos editados, os Vampire Weekend proporcionaram um concerto cheio de ritmo, praticamente sem momentos mortos ou aborrecidos e transformaram o recinto do Campo Pequeno num local de festa, sendo visível no rosto do público a alegria, felicidade e prazer, que estavam a ter com a actuação do grupo.
Um excelente concerto dos Vampire Weekend, que prometeram regressar a Portugal após a gravação do próximo disco, talvez daqui a dois anos.
Ficamos a aguardar... ansiosamente.

24/09/10

Ao vivo... Fausto

Data - 01 de Maio de 2010
Local - Casa da Música
Notas - Uma das raras oportunidades; um dos raros concertos de Fausto. É pena que um dos mais criativos e influentes nomes da música portuguesa actue tão pouca vezes ao vivo. É sabido que Fausto tem um feitio especial e uma certa aversão, quer a entrevistas a jornais quer a televisões. Tudo isso contribui para que ele seja alguém especial na música portuguesa, quer pela sua criatividade, quer pelo já mencionado feitio.
Para além do aclamado "Por Este Rio Acima", um dos melhores discos de sempre da música portuguesa, a carreira de Fausto esta repleta de grandes obras que não nos cansamos de ouvir, com raízes na excelente música popular portuguesa, mas com um toque de génio.
Ao vivo, Fausto, é perfeito, como perfeita é a sua música, como "quase" perfeito foi a sua actuação na Casa da Música no Porto, com um Fausto em bom nível a fazer esquecer os problemas de som. O profissionalismo do músico superou a debilidade sonora, por vezes aborrecida, com momentos em que a voz de Fausto mal se ouvia, mas o seu tocar de viola compensava essa falha.
Apesar de tudo foi um bom concerto, muito por força da raras oportunidades que existem de assistir a um espectáculo de Fausto.

20/09/10

Ao vivo... Alphaville

Data - 26 de Março de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas - Um dos primeiros concertos da digressão que assinala o regresso dos Alphaville aos palcos. Justamente por isso, foram evidentes algumas falhas em termos de espectáculo e de interpretação musical. Perante um recinto que não esgotou, mas que estava bem composto, a banda formada no ano de 1983 em Munster na Alemanha e liderada por Marian Gold, apesar de alguns desacertos, não desiludiu os presentes, muitos deles com o intuito de recordarem os bons momentos passados, nos longínquos anos 80, muitos deles ao ritmo da música dos Alphaville. Quem não se lembra de "Dance With Me", "Jerusalem", "Big In Japan", "Sound Like a Melody" e "Forever Young"? Apesar de, num aspecto geral, a carreira do grupo não ter atingido grande nível, quer do ponto de vista comercial quer de qualidade, alguma da sua música permanece intemporal. Arrisco a afirmar que, por exemplo "Forever Young", é um tema que continua a ser ouvido por gente de todas as idades e, tenho a convicção que daqui a muitos, muitos anos, passar-se-á o mesmo. Apesar de uma carreira que se resume a um ou dois trabalhos, a música dos Alphaville perdura, percorrendo várias gerações e, talvez tenha sido esse o motivo para, no Campo Pequeno, ter estado público de todas as idades.
A primeira parte do concerto foi assegurada por um Gomo descontraído, que deu um bom concerto, não se deixando inibir pela indiferença do ainda pouco público presente na sala.

30/08/10

Ao vivo... Festival Alentejo

Data - 30 de Julho de 2010
Local - Zona Industrial de Évora
Notas - Primeiro dia da primeira edição do Festival Alentejo, em Évora. Com um cartaz baseado ma música dos anos 80, creio que a afluência de público terá ficado muito aquém das expectativas da organização. Neste primeiro dia, ao chegar ao recinto à hora do início dos concertos, o aspecto era desolador. Pouco mais de 100 pessoas estavam presentes para receberem os Abba Platinum, grupo que se dedica de uma forma quase "assassina" a tocar temas dos Abba. Demasiado mau para ser verdade e a única coisa que quem não assistiu perdeu, foi o poder comprovar que existem grupos mesmo muito maus, para não dizer péssimos.
Quanto a CJ Ramone, e perante algum público, foi uma agradável surpresa com o ex-Ramones a fazer-se acompanhar por uma banda de bom nível que nos trouxe à memória a música dos Ramones, com o ritmo alucinante que o grupo praticava em palco, com o característico 1, 2, 3, 4, e de seguida arranca um tema com grande ritmo.
Apesar do ambiente ter melhorado um pouco, o público continuava escasso. Talvez pouco mais de duas mil pessoas estavam no recinto para assistir a um bom concerto de Peter Murphy, em jeito Best Of, que percorreu toda a sua carreira, não deixando de lado os clássicos Subway, Cuts You Up ou Strange Kind Of Love, entre tantas outras belas canções que o "Sr. Bauhaus" nos cantou durante quase duas horas de espectáculo.
Este sim, foi um bom concerto, e, quem não pode assistir, não sabe o que perdeu.
Quanto ao festival, propriamente dito, talvez tenha "pernas para andar", pois realiza-se numa bela cidade e o local é de fácil acesso, com muito espaço para estacionamento. Na minha opinião, precisa de mais alguma divulgação e de limar algumas arestas no que diz respeito à organização.

27/08/10

Ao vivo... Jonas Brothers

Data - 21 de Agosto de 2010
Local - Nikon At Jones Beach Theater
Notas - Apesar de não ser apreciador do grupo, foi a terceira vez que vi Jonas Brothers ao vivo, para satisfação da minha filha que, desta vez me fez ir até New Yok. Este é aquele concerto que vai ficar na "minha história", não só pelo facto de ter ido a outro continente numa viagem de fim-de-semana, como também devido a um factor de imensa sorte: uma troca de bilhetes que nos "atirou" para a zona VIP do recinto, com direito à possibilidade de assistirmos ao soundcheck do grupo, em que eles aceitavam responder às questões que lhes fossem colocadas por um grupo restrito de cerca de 100 pessoas, composto maioritariamente por adolescentes que jamais irão esquecer esse dia, não só pela simpatia demonstrada pelos músicos, como também por terem tido a oportunidade de estar perto dos seu ídolos.
Musicalmente, a primeira parte foi feita por um misto de actores do filme da Disney, Camp Rock, e com a actuação da Demi Lovato. Num ambiente de alegria, foram recriadas em palco cenas, danças e canções do filme que tem estreia prevista nos Estados Unidos para o início de Setembro.
Finalmente, perto das 21 horas, perante um ambiente misto de histeria e euforia, com gritos ensurdecedores e indescritíveis, entraram em palco os três irmãos, os Jonas Brothers. Durante cerca de hora e meia Joseph Jonas, Kevin Jonas e Nicholas Jonas, levaram ao rubro as cerca de 16000 pessoas que enchiam o excelente recinto de espectáculos, com um som de grande qualidade. A felicidade do público mais novo, estava espelhada nos seus rostos, nos seus olhos, e essa felicidade tão evidente, acabava por passar para os pais que ficavam felizes por ver os seus filhos radiantes, com um brilho nos olhos extremamente bonito.
Mesmo sem ser apreciador da música do grupo, reconheço que este foi um dos concertos que ficará, para sempre, na minha memória.
Os Jonas Brothers são, acima de tudo, um grupo que sabe respeitar a imensa legião de fans, sem caírem na tentação do fácil agrado com discursos infantis. Tratam o público adolescente de uma forma adulta.

26/08/10

Momentos... Empire State Building


Bilhete de acesso ao Empire State Building, onde se obtém uma vista fantástica de uma das cidades mais bonitas do mundo.

25/08/10

Ao vivo... Tony Allen

Data - 06 de Março de 2010
Local - Casa da Música
Notas - Apesar de pequena, a sala 2 da excelente Casa da Música, foi demasiado grande para receber um dos melhores bateristas do mundo. A pouca promoção ao evento, aliada à pouca divulgação da sua música em Portugal, fez com que a sala não estivesse cheia, apesar de estar bem composta por um público conhecedor da obra de Tony Allen e das suas qualidades como baterista, actividade que começou na banda do lendário Fela Kuti, músico nigeriano considerado por muitos como o melhor músico africano de todos os tempos. Tony Allen - nascido no dia 12 de Agosto de 1940 em Lagos na Nigéria - era também director musical (não oficial) de Kuti e um dos maiores divulgadores do Afro-Beat pelo mundo.
Quanto ao concerto, foi de grande qualidade e era impressionante ver a cara do público, completamente deliciado com a actuação de Allen, um público devoto, do qual faziam parte muitos jovens que andam a aprender a tocar bateria e não quiseram desperdiçar a oportunidade de ver ao vivo, num ambiente quase intimista e acolhedor um dos melhores bateristas de sempre. Tony Allen fez-se acompanhar por um excelente grupo de músicos, permanentemente em festa em cima do palco, uma característica que só a música africana e os músicos de raízes africanas conseguem transmitir, pelo menos daquela maneira.
Tony Allen demonstrou como é fácil tocar bateria, não sendo preciso aquele espalhafato e aparato com que somos brindados, quase de forma despropositada, em muitos concertos a que assistimos

20/08/10

Ao vivo... Rock In Rio

Data - 30 de Maio de 2010
Local - Parque da Bela Vista
Notas - O dia "mais pesado" da edição deste ano do Rock In Rio. Um cartaz equilibrado e coerente, mas que pecava pela ausência de um grande nome que atraísse muito público. O recinto não encheu e, devido aos grupos intervenientes, merecia um pouco mais de espectadores, apesar de ser expectável o contrário. O chamado grande nome deste dia eram os Rammstein, que no entanto tinham passado pelo Pavilhão Atlântico no dia 08 de Novembro de 2009, concerto esse que ficou aquém das expectativas no que ao público dizia respeito.
Quanto ao Rock ln Rio deste dia, destaco os Motorhead, liderados pelo carismático Lemmy Kilminster. Apesar de actuarem durante o dia e com as limitações de horários conseguiram dar um concerto bastante enérgico e muito bom, não se deixando "abalar" pela ausência de público, que mais uma vez andava à caça de presentes.
Do concerto dos Soulfly, primeiro grupo a subir ao palco do Parque da Bela Vista, seguramente não irá rezar a história.
Já os Megadeath, foram uma desilusão com um Dave Mustaine nitidamente "em baixo de forma", com falhas de voz constantes ao longo de toda a actuação.
Relativamente aos Rammstein, deram um concerto ao seu nível com muita pirotecnia e com um som de grande qualidade e extremamente cuidado. Os concerto do grupo valem muito pelo seu cariz teatral.