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29/03/12

Ao vivo... Anna Calvi

Data - 13 de Setembro de 2011
Local - Discoteca Lux
Notas - Apesar de ter editado somente um disco até à data, a bela Anna Calvi, onde quer que actue, consegue encher os seus espectáculos. Depois de uma passagem pelo Optimus Alive de 2011, em que tocou ao mesmo tempo dos Coldplay que ocupavam o palco principal, a expectativa para um concerto em nome próprio era imensa.
A pequena sala da discoteca Lux, foi isso mesmo: demasiado pequena para acolher uma das mais recentes revelações da música rock. Com a sua Fender, Anna Calvi fez vibrar o público, ora com toques suaves, ora com sons cheio de raiva que saiam da sua guitarra, a fazer lembrar esse outro grande talento: PJ Harvey. As influências de Harvey são evidentes, quer na sonoridade quer na presença e palco, quer no charme que seduz. Anna Calvi alia a isto tudo, uma simpatia que por vezes soa a timidez, e por momentos, uma raiva que nos toca.
Seduz-nos com o seu charme natural, com a sua voz débil quando fala:
Arrebata-nos com o seu charme natural enquanto canta, e a sua voz transforma-se em algo poderoso, que com imensa facilidade passa de uma suave e agradável debilidade, para uma feroz e agradável raiva.
Um excelente concerto, e um dos melhores do ano de 2011.

28/03/12

Ao vivo... Girls

Data - 29 de Novembro de 2011
Local - Discoteca Lux
Notas - Crónica já publicada neste blog.

22/03/12

Ao vivo... Joe Jonas

Data - 14 de Outubro de 2011
Local - Discoteca Gossip
Notas - Um mini-concerto, exclusivo para clientes da entidade promotora, no qual Joe Jonas (um dos membros dos Jonas Brothers), esteve com boa presença em palco, comunicativo e a interagir bastante com o público que encheu a sala da discoteca Gossip.
Não sendo o género de música que aprecio, não posso deixar de realçar a atitude e entrega do músico quando está em palco, que dessa forma deixa os fans extremamente satisfeitos.

20/03/12

Ao vivo... Festival Super Bock Super Rock

Data - 14, 15 e 16 de Julho de 2011
Local - Herdade do Cabeço da Flauta - Meco
Notas - Crónica publicada na altura, neste blog.

19/03/12

Ao vivo... Stuart A. Staples

Data - 13 de Outubro de 2011
Local - Centro Cultural Olga Cadaval, Auditório Jorge Sampaio
Notas - Primeira noite do Festival Sintra Misty, com o Auditório Jorge Sampaio, praticamente cheio para assistir a mais um bom concerto de Stuart A. Staples, desta vez em nome próprio.
Na primeira parte actuou Sandy Kilpatrick, um escocês que reside em Portugal há algum tempo. O início da actuação deste escocês, foi a recitar uma carta de amor à lua, que funcionou extremamente bem, servindo como uma pequena introdução para um concerto que apesar de não ter deslumbrado, agradou, não só pela simpatia e simplicidade de Kilpatrick, mas também devido ao alinhamento escolhido, que funcionou como introdução para uma noite intimista, sedutora e arrebatadora, como só Stuart A. Staples consegue proporcionar, a solo ou com os seus Tindersticks.
Acompanhado por David Boutler, nos teclados e percussão e Dan McKinna no contrabaixo, Stuart A. Staples revisitou os seus álbuns a solo e também interpretou de uma forma ligeiramente diferente e ainda mais intimista, alguns temas dos Tindersticks, numa sala com uma acústica excelente e que mostrou ser uma das melhores para o tipo de concerto intimista.
Com uma sonoridade mais simples do que na "versão" Tindersticks, Stuart A. Staples acabou por dizer que era assim que a música do grupo de Nottingham nascia: ele com a guitarra, a cantarolar, e só depois os restantes elementos da banda preenchem o suposto vazio; digo suposto, pois é uma música que enche e que 
fascina quem a ouve.
"Running Wild", "Patchwork", "City Sickness", "Dying Slowly", "Jism" e "The Hungry Saw", foram alguns dos temas dos Tindersticks que foram interpretados de forma magistral por um músico que, pode não ser simpático, mas cativa com a sua voz tão peculiar.
Dos seus discos a solo, interpretou alguns temas de "Leaving Songs", como por exemplo "There Is a Path" e "That Leaving Song"., numa noite que terminou com uma espécie de "cereja no topo do bolo": Tiny Tears, uma das mais belas canções que ouvi até hoje, e que, num terminar de uma noite como esta, tem o toque de requinte de malvadez, pois após uma viagem intima e sedutora pela música dos Tindersticks e de Stuart A. Staples, ouvir este tema, em final de noite, interpretado como só ele o sabe fazer, é algo indescritível, e que, seguramente, provoca algumas "pequenas lágrimas" em quem o ouve.

16/03/12

Ao vivo... Roger Waters

Data - 30 de Março de 2011
Local - Palau Sant Jordi (Barcelona)
Notas - Depois de ter assistido aos dois excelentes concertos que Roger Waters deu em Lisboa, no Pavilhão Atlântico, e como não há duas sem três, rumei a Barcelona para assistir a mais uma noite de música perfeita... ou arte.

15/03/12

Ao vivo... Festival Optimus Alive

Data - Dias 06, 07, 08 e 09 de Julho de 2011
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Crónica publicada neste blog na altura do festival.

13/03/12

Ao vivo... Smashing Pumpkins



Data - 08 de Dezembro de 2011
Local - Campo Pequeno
Notas - A praça de touros do Campo Pequeno esgotou para o primeiro dos dois concertos que a banda liderada pelo carismático Billy Corgan deu em Portugal, nesta tournée que assinala o regresso dos Smashing Pumpkins aos discos e aos espectáculos ao vivo.
Na primeira parte actuaram os Ringo Deathstarr, grupo praticamente desconhecido em Portugal mas que tem obtido algum sucesso no seu país de origem, EUA, liderando algumas tabelas nas rádios onde a sua música passa com mais frequência, como por exemplo a 3WK. Apesar de se terem formado em 2005, em Austin no Texas, só agora lançaram o seu primeiro álbum "Colour Trip". Durante os 45 minutos que estiveram em palco, os Ringo Deathstarr não desiludiram com a sua música muito assente em guitarras e chegaram a proporcionar bons momentos musicais, e, apesar do mau som e das suas músicas serem praticamente desconhecidas, funcionaram como um excelente aperitivo para uma grande noite de música, com um concerto em bom nível dos Smashing Pumpkins que, após um curto intervalo, entraram em palco às 21.05 minutos e onde permaneceram por pouco mais de duas horas, durante as quais foi possível ouvir e recordar alguns dos muitos bons temas já editados pelo grupo desde 1991, e também alguns temas do aguardado disco "Oceana", a editar brevemente.
Um Billy Corgan pouco comunicativo, não ajudou a que o entusiasmo do público fosse evidente, permanecendo muito estático em alguns momentos, chegando a dar a sensação de não conhecer as músicas, e isso não aconteceu somente com os temas do próximo disco; era uma sensação estranha, olhar para uma sala esgotada e ver em palco os Smashing Pumpkins, e, simultaneamente, um público parado, que dava a sensação de estar ligeiramente absorto, o que também pode ser visto como estando ali para prestar culto a uma das bandas mais importantes da música indie-rock dos anos 90.
Apesar da pouca interacção do grupo com o público, e vice-versa, foi um bom concerto, mesmo existindo aquela sensação de que é o tipo de concerto a que vamos, um pouco por tudo e também por quase nada; um pouco, por tudo o que o grupo já fez musicalmente e pelo prazer que nos deu ao longo da sua carreira, com boas canções e bons momentos; por quase nada, porque analisando a prestação do público, fica a ideia de que uma grande parte do mesmo, estava ali a assistir a um concerto de bom rock, com um grande guitarrista (Billy Corgan), acompanhado por um excelente leque de músicos, mas estava lá, quase por estar, sem participar na festa, nunca chegando a existir por parte desse mesmo público o ambiente característico de um concerto de rock, no qual as pessoas, cantam, dançam e saltam.

09/03/12

Ao vivo... Peter Murphy


Data - 02 de Outubro de 2011
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Infelizmente o Coliseu dos Recreio esteve muito longe de encher, com a galeria completamente vazia, camarotes vazios, cadeiras com muitas clareiras e uma plateia com bastante espaço.
Com uma sala algo despida e um início de concerto à beira do desastre, com um som extremamente fraco aliado a uma nítida falta de entrosamento dos músicos, começou a perspectivar-se um concerto que ia ficar para a história, mas pelos piores motivos. Se na primeira música "a coisa" ainda esteve mais ou menos, na segunda foi um descalabro com mau som e instrumentos desafinados, tendo chegado ao ponto de Peter Murphy interromper a música que estava a ser tocada e alterá-la para um versão acústica que acabou por agradar ao público, e com isso cativou-o originando algum entusiasmo que acabou por passar para os músicos, que graças a isso e a alguns acertos, acabaram por proporcionar cerca de duas horas de boa música, onde foi possível confirmar que, para além da voz de Murphy continuar excelente, a sua música acaba por se tornar intemporal.
Com um alinhamento que percorreu praticamente toda a obra do músico, foram duas horas de concerto, durante as quais foi possível confirmar que só alguém com a experiência e o talento de Peter Murphy, é que tinha capacidade de transformar uma noite que esteve á beira do abismo, numa noite que se tornou muito agradável, em que viajámos por toda a carreira de um músico que insiste em não envelhecer, pelo menos em termos de criatividade e capacidade vocal
Não foi dos melhores concertos que vi de Peter Murphy, mas acabou por ser um bom concerto.

12/12/11

Ao vivo... Roger Waters

Data - 22 de Março de 2011
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Depois do excelente concerto do dia anterior, fui assistir, novamente, a mais um concerto de Roger Waters. Mais uma vez, um concerto perfeito, sem qualquer falha, e com um som de grande qualidade, algo raro no Pavilhão Atlântico.

28/11/11

Ao vivo... Roger Waters


Data - 21 de Março de 2011
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Se a perfeição existe, no que à música diz respeito, o disco "The Wall" dos Pink Floyd é um desses casos, e mais de 30 anos após a sua edição, contínua a ser um disco excelente e intemporal, sendo um exemplo do que pode ser apelidado de "arte em forma de música". Sei que a música é uma arte, mas a dos Pink Floyd, vai muito além disso.
Quando existe um quadro emblemático, por exemplo de Da Vinci ou Van Gogh, quanto mais olhamos para ele mais gostamos, pois vamos descobrindo pormenores fascinantes que aumentam, ainda mais, a sua beleza e a sua magia.
A música dos Pink Floyd é isso: é arte. Como eu costumo dizer: há música, e há Pink Floyd.
Nesta tournée, Roger Waters conseguiu retratar em palco, ao mais ínfimo pormenor, o disco e o filme The Wall, sendo que se o disco foi e continua a ser um sucesso estrondoso, sendo mesmo um dos mais vendidos de sempre da história da música, já o filme foi um tremendo fracasso, mas com o passar do tempo vai-se impondo, como um "objecto" de culto.
Este concerto foi perfeito, com um som excelente (coisa rara no Pavilhão Atlântico), com Roger Waters rodeado de excelentes músicos e com um efeito cénico que nos transportou para o filme.
Para este primeiro dia, posicionei-me do meio da sala, para ter uma perspectiva completa do palco e de todo o cenário envolvente, e foi algo inesquecível, pois para além de estar a ouvir na perfeição um dos melhores discos de sempre, foi como se estivesse a ver o filme "The Wall". Um espectáculo de grande nível, onde não existiu qualquer falha, qualquer pormenor que não fosse feito na perfeição, e foi por causa dessa "excessiva" perfeição que afirmei logo no início que "a perfeição existe", não está é ao alcance de todos... só dos génios, e os Pink Floyd e Roger Waters são alguns deles.

20/11/11

Ao vivo... GNR

Data - 19 de Novembro de 2011
Local - Coliseu de Lisboa
Notas - "Lisboa longe de mim": frase utilizada por Rui Reininho, durante o excelente concerto no Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Rui Reininho é conhecido, apreciado e odiado pelas farpas que vai lançando durante os concertos dos GNR. Se há quem as aprecie, como é o meu caso, também existe quem não goste e, talvez por isso, muito dificilmente os GNR conseguem encher os concertos em Lisboa.
O Coliseu estava cheio, mas ficou a ideia que muita da gente que lá estava era por ter obtido bilhetes de forma gratuita através de passatempos ou convites, e como tal não foi possível deixar de reparar que mais para o final do concerto, junto aos encores, já existissem bastantes lugares nas bancadas e nas galerias, o que na minha opinião é sintomático, pois quem gosta de um grupo e vai a um concerto desse mesmo grupo, não abandona a sala antes daquele acender de luzes, a partir do qual a nostalgia começa a substituir o prazer do momento que passámos.
Relativamente ao concerto, propriamente dito, e estabelecendo a inevitável comparação com o do Porto no passado fim-de-semana, ficou a sensação de que neste concerto não existiu o ambiente de festa que houve no Porto. No Porto houve uma festa de aniversário com um concerto em que se cantaram os parabéns ao grupo de forma respeitosa; em Lisboa houve um concerto para celebrar o aniversário de uma banda.
Um Rui Reininho igual a si próprio, com uma voz que não perde a qualidade e o timbre, apesar dos anos que vão passando e que, ao fim de 30 anos, continua excelente, bem como a sua presença em palco, onde o seu estilo muito próprio e sedutor fazem com que seja extremamente difícil desviar o olhar da sua presença, enquanto Tóli César Machado (único elemento da formação original), discreto como sempre, mantém a jovialidade inicial, mantém o prazer de estar em palco, sempre com uma expressão de orgulho e felicidade por poder continuar a tocar os muitos êxitos intemporais desta grande banda, êxitos que têm perdurado no tempo e que, seguramente, se vão perpetuar, tal como a imagem de um Jorge Romão sempre com uma energia impressionante, mesmo ao fim de 30 anos, e que contínua a estar em palco com o prazer de outrora, como se continuasse a ser um miúdo, como se não tivesse crescido, e nós gostamos, gostamos dessa sensação de recuo no tempo que a música dos GNR transmite, e isso faz-nos pensar que, como eles dizem, "mais vale nunca mais crescer" e continuar a desfrutar dos pequenos e grandes prazeres da vida, e um desses prazeres é ouvir a música dos GNR e recuar no tempo, sempre com um pequeno brilho nos olhos e uma expressão de felicidade.
Na primeira parte actuaram os Capitães da Areia, com um estilo musical pop-rock, com uma pequena fusão com ritmos de world-music. Parece ser um grupo com possibilidades de obter algum sucesso, se bem que um pouco mais de humildade não ficava mal.

16/11/11

Ao vivo... Scorpions

Data - 11 de Novembro de 2011
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Pavilhão Atlântico esgota para uma viagem no tempo, uma viagem pela música de um grupo que já conta com mais de 40 anos de carreira. Os Scorpions formaram-se no final dos anos 60 e editaram o seu primeiro trabalho de originais em 1972 "Lonesome Crow". Desde essa altura foram editados mais de duas dezenas de discos de estúdio e alguns discos ao vivo que venderam mais de 100 milhões de unidades.
Para além disto, o grupo conseguiu manter um nível de qualidade razoável, pois se não apresentou muitos discos deslumbrantes, diga-se em abono da verdade que também não apresentou grandes decepções em matéria musical.
Alguns discos de grande brilhantismo, como por exemplo, "In Trance" (1975), "Lovedrive (1979), "Blackout" (1982), "Love At First Sting" (19884) ou "Crazy World (1990), alternaram com discos mais fracos como por exemplo "Rock Galaxy" (1980), Pure Instinct (1996) ou "Eye II Eye" (1999). Uma carreira longa e brilhante, repleta de sucessos que todas as pessoas conhecem, que percorreram e vão continuar a percorrer várias gerações.
E essa longevidade do grupo foi algo que se viu nesta noite no Pavilhão Atlântico, com gente de todas as idades que se divertiu ao longo das duas horas de um concerto que, sem ser memorável, vai ficar para memória futura.
O inicio mais rock do concerto pode ter surpreendido alguns fans, mas não podemos esquecer que os Scorpions são um grupo basicamente de rock que, apesar disso ou talvez por isso, tem baladas lindíssimas. Quem é que não gosta de Still Loving You, Wind of Change, ou Holiday? Duvido que exista alguém que o afirme ou que não saiba parte das suas letras.
Uma setlist de luxo e um alinhamento perfeito, proporcionaram um excelente concerto.

14/11/11

Ao vivo... GNR

Data - 12 de Novembro de 2011
Local - Coliseu do Porto
Notas - Grande... grande festa. Esta é a melhor definição que encontro para descrever o que se passou no Coliseu do Porto neste dia 12 de Novembro.
Perante uma sala esgotada, Rui Reininho, Jorge Romão e Toli César Machado (único elemento que vem da primeira formação do grupo), acompanhados por excelentes músicos, proporcionaram ao imenso público que esteve presente, uma noite memorável.
Claramente a "jogar em casa", durante duas horas e uma setlist que percorreu toda a carreira do grupo, os GNR estiveram em excelente nível com um som muito bom, salvo duas ou três pequenas falhas.
Um alinhamento brilhante, sem quebras de ritmo e sempre com o humor cirúrgico e irónico de Rui Reininho, fizeram desta noite algo memorável, quer para o público quer para o grupo, pelo menos a julgar pelo ar de felicidade espelhado nos rostos.
Apesar de ser extremamente difícil destacar algum momento em particular deste concerto, não posso deixar de referir como alguns dos mais altos da noite, o regresso de Tóli à bateria nos temas Piloto Automático e Mais Vale Nunca, a Pronúncia do Norte com o Coliseu ao rubro, e Efectivamente, tema dedicado aos senhores que mandam na Europa.
Durante duas horas, o grupo celebrou em palco os seus 3o anos, e foi mesmo uma celebração em forma de concerto, ao qual não faltaram os parabéns, convidados, nem as garrafas de champanhe.
Na primeira parte actuaram os Salto, um grupo que começa agora a sua carreira e que ambiciona chegar à mesma idade dos GNR. Um duo a ter em conta.
P.S. - Fico a aguardar com expectativa o concerto do próximo dia 19, no Coliseu de Lisboa, onde vou estar.

31/10/11

Ao vivo... Joe Jonas, Britney Spears

Data - 28 de Outubro de 2011
Local - O2 Arena - Londres
Notas - Este foi o primeiro concerto a que fui, em que o motivo da ida não era o artista principal, mas sim um dos artistas secundários, neste caso Joe Jonas, um dos membros dos Jonas Brothers.
Joe Jonas lançou este ano o seu primeiro trabalho a solo e, como já referi várias vezes neste blog, apesar de não ser apreciador da sua música, reconheço que em palco apresenta-se sempre em bom nível, com boas actuações. Embora tenha estado em palco somente 30 minutos, a actuação de Joe Jonas conseguiu prender o público e, perante uma O2 Arena longe de estar cheia, Joe conseguiu entusiasmar e fazer esquecer a péssima actuação do primeiro grupo do dia, as Destinee & Paris, duo feminino do pior que já vi, num playback musical total, e em algumas partes também vocal. Parecia que estávamos numa sessão de um Eurofestival da Canção de quinta categoria, naquele que já figura como o pior concerto que vi, até ao dia de hoje.
Depois da tempestade das Destinee & Paris, veio a bonança pela voz de Joe Jonas e passado cerca de 30 minutos de intervalo, com a tipica pontualidade britânica, eis que entra em palco a americana Britney Spears, para um concerto morno em jeito de grande produção, no que a cenários diz respeito. Musicalmente foi um concerto pobre, com uma Britney a demonstrar grandes debilidades vocais e algum estagnamento em termos de carreira. O bom espectáculo cénico foi, na minha opinião, prejudicado por projecções de pequenas histórias que pretendiam criar no mesmo, uma espécie de enredo mas que - e repito, na minha opinião - acabaram por prejudicar o concerto, pois alguns desses "Interludes" eram demasiado longos e aborrecidos.
Briney Spears pode não ter desiludido, mas de certeza absoluta que, pondo os fanatismos de lado, também não deslumbrou ninguém, e Britney Spears está cada vez mais longe de poder ser considerada aquilo com que sempre sonhou: ser a rainha da pop.
Apesar de ter uma carreira de mais de dez anos, durante os quais conseguiu manter um certo equilíbrio em termos de edições musicais regulares, a sua música caiu num marasmo do qual está a ser extremamente dificil sair; cada vez mais, a música de Britney Spears é aquilo que se pode considerar "mais do mesmo".

24/10/11

Ao vivo... Cheikh Lô

Data - 12 de Agosto de 2011
Local - Centro Cultural de Belém
Notas - Uma sala com pouco público e em que os presentes, apesar do entusiasmo demonstrado, não se chegaram a "soltar" ao ponto de participarem no espectáculo, permanecendo sentados durante toda a noite, salvo algumas excepções que logo no início se levantaram e foram para as laterais dançar, interiorizando o verdadeiro espírito da música africana, que nos impede de estar quietos.
Quanto a Cheikh Lô, fez-se acompanhar por um leque de excelentes músicos que interagiram imenso com o público, algo que Cheikh Lô não conseguiu. Reservado e discreto, senhor de uma excelente voz, o músico cumpriu o seu papel na perfeição, pelo menos no que à vertente musical dizia respeito, e era isso que interessava.
Uma excelente noite ao som da World Music, algo que devia haver com mais frequência em Portugal, e Cheikh Lô demonstrou o porquê de ser considerado um dos melhores músicos africanos da actualidade.

13/10/11

Ao vivo... Festival Paredes de Coura 2011

Data - 18 de Agosto de 2011
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Crónica já publicada neste blog.

07/10/11

Ao vivo... George Michael

Data - 24 de Setembro de 2011
Local - Biskaia Arena (Bilbao)
Notas - Crónica já publicada neste blog.

04/08/11

Ao vivo... Pulp


Data - 03 de Julho de 2011
Local - Hyde Park, Londres
Notas - Excelente concerto dos Pulp, nesta tournée de reunião do grupo. Um som de grande qualidade num recinto bonito e com uma disposição de palco muito bem organizada, que fazia com que não acontecesse algo que é normal nos festivais em Portugal: não estávamos a ver um palco e a ouvir o som dos restantes; nada disso e, também não havia o ambiente de feira que é comum nos festivais em Portugal.
Ao nível musical, é de realçar a surpresa que foi o concerto dos Big Deal, enquanto que não deu para entender o porquê da actuação de uma Grace Jones, a não ser por aquela máxima de "contrato em pacote", ou seja contrata-se um artista e tem de se gramar com um outro por exigência do empresário. Em bom nível, também estiveram os TV On The Radio e os The Hives.
Voltando aos Pulp, pois o dia era deles, acrescento que depois de os ter visto em 1998, no Porto, não esperava ter a oportunidade de os ver novamente, e ainda por cima em Londres.
Muito bom concerto que passou a figurar no "Top Ten" dos meus concertos.

01/08/11

Ao vivo... Bon Jovi

Data - 31 de Julho de 2011
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Mais de 55 mil pessoas, estiveram presentes no Parque da Bela Vista para assistir ao último concerto dos Bon Jovi, nesta digressão que agora termina e que dá início a uma fase em que o grupo vai estar ausente dos palcos, por algum tempo.
Depois de uns interessantes e desconhecidos Redlizzard que apresentaram um rock vigoroso, e aos quais se seguiram os aborrecidos Klepht, com uma música chata e limitada, os Bon Jovi subiram ao palco às 21.15 minutos, conforme o previsto, para um espectáculo cheio de profissionalismo, o que é natural graças à enorme experiência do grupo. Durante quase três horas, tocaram alguns dos maiores êxitos da sua longa carreira. É certo que ficaram alguns temas por tocar, mas não se pode exigir mais a quem esteve em palco três horas (faltaram apenas 5 minutos).
A banda liderada por Jon Bon Jovi irradiou simpatia, demonstrou estar a tocar com prazer, não passando despercebido a ninguém o ar de felicidade dos elementos do grupo, por estarem a tocar para uma legião de fans que mostrou grande devoção para com a banda e esgotou o Parque da Bela Vista.
Seguramente, ninguém saiu defraudado do recinto e houve muita gente que saiu de lá sem voz, cansados mas felizes pois, mais uma vez, os Bon Jovi cumpriram a missão de satisfazer e dar prazer a quem os ouve. Podem não ser a banda que tem melhor música nem o melhor grupo ao vivo mas é, seguramente, uma das bandas que mais respeita os fans.