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28/04/14

Ao vivo... Festival Super Bock Super Rock

Data - 07 de Julho de 2012
Local - Herdade do Cabeço da Flauta - Meco
Notas - Mais uma boa edição deste festival que se mudou de forma definitiva para a zona do Meco. Se ao nível musical continua excelente, não é possível deixar de referir a questão dos acessos que continua a ser muito má, apesar de já serem visíveis alguns melhoramentos nos mesmos, bem como na zona do campismo e do estacionamento.

25/04/14

Ao vivo... Festival Optimus Primavera Sound

Data - Dias 07, 08, 09 e 10 de Junho de 2012
Local - Parque da Cidade - Porto
Notas - Crónica já publicada.

04/04/14

Ao vivo... Festival Optimus Alive

Data - 15 de Julho de 2012
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Este era o dia mais aguardado da edição do Optimus Alive de 2012, pois os Radiohead regressavam aos palcos portugueses após uma ausência de 10 anos.
O dia, no chamado palco principal - que neste festival vale o que vale, pois o secundário costuma ter alinhamentos de melhor nível - começou com o som dos portugueses Paus, com as suas baterias siamesas e que conseguiram empolgar o público, não deixando de ser curiosa a forma como o grupo consegue dar excelentes concertos, cativando, apesar de a sua música se tornar, por vezes repetitivas, mas há que reconhecer que é de grande qualidade e estamos perante um grupo que pode obter algum sucesso além fronteiras, e a prova disso, é que já têm no seu curriculum bastantes espectáculos um pouco por todo o mundo, principalmente em festivais.
A seguir aos Paus, tocaram os britânicos Kooks, com uma pop simultaneamente inconsequente e despretensiosa, que assenta em guitarras desgarradas, com uma música que apresenta alguma frescura. Com um alinhamento curto, alguns hits pelo meio, conseguiram entreter o público presente, mas sem chegarem ao nível dos Paus.
Os Caribou, acabaram por demonstrar ser um erro de casting, pelo menos para este palco e neste dia. A música do grupo é boa e os músicos também são bons mas não funcionou, acabando por ser um bocado penoso para quem estava a assistir e, talvez por isso, tenha sido notório o número de pessoas que aproveitou para descansar um pouco, sentando-se, quanto mais não fosse para recuperar da extenuação de estar durante longas horas debaixo de um sol impiedoso e, de ser extremamente complicado abandonar o local para beber algo, pois o regresso ao mesmo seria digno de uma sequela da "Missão Impossível", tanta era a gente aglomerada junto ao palco.
E, finalmente, às 22.30 Thom Yorke e os seus Radiohead sobem ao palco para um concerto memorável.
Com um alinhamento perfeito, apesar de alguns hits ficarem de fora, o concerto foi muito bom.
Yorke, Jonny e Colin Greenwood, Ed O'Brien e Phil Selway, os Radiohead de sempre, estiveram perfeitos, e, como se ainda existisse algum tipo de dúvida, mostraram o porquê de só terem discos de grande qualidade, daquele tipo de música que, quanto mais se ouve mais se gosta e, essa é que é a grande música, a intemporal.
Falaram pouco durante o concerto, mas isso também não era o mais importante.
Ainda dissera: "10 anos é muito tempo - vamos tentar que da próxima vez, o intervalo seja menor".
Fica o registo e ficamos a aguardar.

25/03/14

Momentos... Empire State Building

Data - 27 de Dezembro de 2012
Local - New York
Notas - Bilhete de acesso ao Empire State Building

20/02/14

Ao vivo... Rufus Wainright

Data - 06 de Junho de 2012
Local - Parque da Cidade - Porto
Notas - Passavam quinze minutos das vinte horas, quando Rufus Wainright entrou em palco para uma actuação brilhante e bem disposta, com imensos elogios à cidade do Porto, desde a praias da Foz à livraria Lello, de visita obrigatória.
Apesar de o alinhamento ter percorrido quase toda a discografia deste músico nascido em 22 de Julho de 1973, a incidência principal recaiu sobre o recentemente editado "Out of The Game", mais um disco dentro do estilo e qualidade a que nos tem habituado ao longo de toda uma carreira que começou em 1998 e, até ao momento, conta já com uma dezena de discos, sendo evidente um grande equilíbrio em toda a sua obra repleta de discos de grande qualidade.
Depois de já ter assistido a um concerto de Rufus Wainright no dia 19 de Julho de 2003, no Festival de Vilar de Mouros, mais uma vez ficou a ideia de que a sua música funciona melhor em espaços fechados e de menor dimensão.

Setlist

Candles
Rachida
Greek Song
April Fools
The One You Love
One Man Guy
Art Teacher
Out of The Game
Jericho
Perfect Man
Going To Town
Montauk
14 Th Street
Bitter Tea

12/02/14

Ao vivo... Meg Baird

Data - 21 de Setembro de 2012
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - A norte-americana Meg Baird apresentou-de no aquário da ZdB para um concerto intimista durante o qual nos apresentou alguns dos temas que têm marcado a sua carreira numa fase de ressurgimento da música folk e country. Se dentro destes estilo musicais há grupos e músicos cuja característica musical assenta, na sua essência, na parte instrumental, com Baird isso é diferente e o seu principal instrumento musical é a voz e, diga-se de passagem, uma excelente voz.
Na primeira parte actuou o português Márcio da Cunha que, sob o nome Mandrax Icon, apresentou temas do seu primeiro trabalho discográfico "Mary Climbed The Ladder For The Sun", um disco composto por dez temas, num blues acústico com grandes influências de Bill Callahan, ou mesmo de Dylan Carson.

07/02/14

Ao vivo... Yo La Tengo

Data - 08 de Junho de 2012
Local - Parque da Cidade - Porto
Notas - O segundo dia da primeira edição do Optimus Primavera Sound no Porto, começou ao som dos Yo La Tengo, veterana banda de New Jersey, nitidamente influenciada pelos Sonic Youth.
Apesar das evidentes influências, a música dos Yo La Tengo tem alguns temas e pormenores melódicos que contrastam com outros temas mais desgarrados e repletos de distorções de guitarras, e é nessa conjugação de estilos que as actuações do grupo pecam, pois se nos temas mais agressivos, o público adere, quase de forma eufórica, nos temas mais calmos regista-se, estranhamente, uma enorme apatia e isso acaba por prejudicar o espectáculo, pois cria uma quebra no mesmo.
Apesar disto, acabou por ser um concerto muito bom, ideal para um final de tarde, início de noite.

24/01/14

Ao vivo... Muse

Data - 20 de Novembro de 2012
Local - Papp László Budapest Sportaréna
Notas - Num recinto de média dimensão, que não encheu, os Muse proporcionaram um bom concerto com uma setlist bem elaborada.
Nesta digressão, que, segundo o grupo, antecedia a digressão prevista para estádios e recintos de maior dimensão, o alinhamento percorreu um pouco de toda a obra do grupo, com principal incidência no mais recente trabalho, "The 2nd Law".
Como já foi referido, o concerto foi bom mas não deslumbrou, com um público bastante frio, e ficou a ideia que para esta digressão adoptar o figurino de concertos em espaços de grande dimensão, principalmente estádios, algo terá de mudar, pelo menos do ponto de vista cénico, pois, o espectáculo tal como foi apresentado perde-se um pouco, não apresentando qualquer factor surpresa que, é sabido, uma grande parte do público aprecia muito.
Na primeira parte tocaram os Everything Everything, quarteto britânico de Manchester com uma música agradável, e pouco mais do que isso.

17/01/14

Ao vivo... Circo de Natal

Data - 22 de Dezembro de 2012
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Circo de Natal (sem animais).

09/01/14

Ao vivo... Wilco

Data - 08 - de Junho de 2012
Local - Parque da Cidade - Porto
Notas - Festival Primavera Sound 2012. Os Wilco, banda nascida em Chicago no ano de 1994, após a dissolução dos Uncle Tupelo, deram um bom concerto no bonito espaço do Jardim da Cidade - Porto. Com o seu "núcleo duro" assente em Jeff Tweedy na voz e guitarra e John Stirrat no baixo - únicos membros que vêm da formação inicial - o grupo de Chicago, ao longo de 19 temas, brindou o público com o seu country-rock muito bem estruturado, simultaneamente melancólico e enérgico, fazendo lembrar. em muito momentos, a música de Neil Young.

01 - Art of Almost
02 - I Might
03 - At Leat That's What You Daid
04 - Spiders (Kidsmoke)
05 - Impossible Germany
06 - Born Alone
07 - Side With The Seeds
08 - Radio Cure
09 - Laminated Car (Cover)
10 - War on War
11 - Via Chicago
12 - Whole Love
13 - I'm Always In Love
14 - Heavy Metal Drummer
15 - I'm The Man Who Loves You
16 - Dawned on Me
17 - A Shot In The Arm
18 - Jesus, Etc
19 - The Late Greats

08/01/14

Setlist... Flaming Lips

Setlist do concerto dos Flaming Lips, no Parque da Cidade - Porto, no dia 08 de Junho de 2012, naquela que foi a primeira edição do Festival Primavera Sound no Porto.

01 - Worm Mountain
02 - The Yeah Yeah Yeah Song (With All Your Power)
03 - On The Run
04 - Is David Bowie Dying??
05 - Yoshimi Battles The Pink Robots, Pt. 1
06 - See The Leaves
07 - Laser Hands
08 - Drug Chart
09 - Pompeii Am Gotterdammerung
10 - What Is The Light?
11 - The Observer

Encore

12 - Race For The Prize

Encore

13 - Do You Realize??

07/01/14

Ao vivo... Exposição Lego

Data - 28 de Abril de 2012
Local - Praça de Touros do Campo Pequeno
Notas - Exposição temática da Lego.

06/01/14

Ao vivo... Jack White

Data - 31 de Agosto de 2012
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Grande concerto de Jack White, agora a solo. Rock puro e duro, executado por um dos melhores guitarristas da actualidade.
Durante cerca de duas horas e ao longo de vinte e três canções, foi possível percorrer uma grande parte da carreira de Jack White, desde os tempos dos Dead Weather até aos White Stripes, passando pelos The Raconteurs, numa excelente noite musica.

01 - Dead Leaves and The Dirty Ground
02 - Sixteen Saltines
03 - Missing Pieces
04 - Hotel Yorba
05 - Love Interruption
06 - Top Yourself
07 - I Cut Like a Buffalo
08 - Weep Themselves To Sleep
09 - Blunderbuss
10 - I Guess I Should Go to Sleep
11 - Cannon
12 - Ball and Biscuit
13 - Trash Tongue Talker
14 - We're Going To Be Friends
15 - Two Against Me
16 - The Same Boy You've Always Know
17 - The Hardest Button to Button

Encore

18 - Steady, As She Goes
19 - Freedom at 21
20 - Hypocritical Kiss
21 - Nitro
22 - Blue Blood Blues
23 - Seven Nation Army

03/01/14

Ao vivo... Beach House

Data - 08 de Junho de 2012
Local - Parque da Cidade - Porto
Notas - Os Beach House passaram por aquilo que, praticamente, poderá ser definido como terceiro palco do Optimus Primavera Sound do Porto. Numa tenda demasiado pequena para tanta gente, o duo composto por Alex Scally e Victoria Legrand começou a sua actuação com "Norway", do álbum "Teen Dream".
A partir daí, foi um desfilar de canções que, estranhamente, são muito semelhantes, mas às quais o público reage como se tal não correspondesse à verdade e é então que nos apercebemos que os Beach House, ao quarto disco e num espaço de seis anos, já conseguiram cativar uma enorme legião de fans que fica completamente siderada ao assistir ao concerto, apesar do aspecto cénico ser simples e da postura dos músicos em palco, sob luzes densas e escuras, músicos que mal se movimentam, que não interagem com o público, mas talvez seja em toda essa áurea que reside a beleza do momento, assente na música e na voz angelical de Victoria Legrand, que nos cativa de modo arrebatador.
Um excelente concerto de um grupo que merecia um espaço maior.

01/08/13

Ao vivo... Tony Carreira

Data - 16 de Julho de 2012
Local - Recinto da feira do Silvado
Nota - Espectáculo inserido nas Festas da Cidade de Odivelas e que contou, como era previsível, com lotação esgotada para ver Tony Carreira, músico que arrasta um mar de gente onde quer que actue e que se faz acompanhar por músicos de grande profissionalismo.

01/02/13

Ao vivo... Oneohtrix Point Never e Nate Boyle

Data -25 de Setembro de 2012
Local - Teatro Maria Matos
Notas - Daniel Lopatin, músico natural de Brooklyn, Nova Yorque, também conhecido como Oneohtrix Point Never, aliou-se ao produtor de vídeo Nate Boyce, para este espectáculo de promoção ao disco "Reliquary House".
Um espectáculo no mínimo estranho, em que Lopatin se entregou por completo a sintetizadores e osciladores, enquanto Boyce tratou da projecção de vários vídeos, também eles estranhos, que se interligavam com uma banda-sonora, também ela estranha, mas que, apesar de ser abstracta e até mesmo desorientada, proporcionou um espectáculo interessante.

16/01/13

Ao vivo... Scissor Sisters

Data - 17 de Julho de 2012
Local - Hipódromo Manuel Possolo - Cascais
Notas - Apesar do pouco público que esteve presente no Hipódromo Manuel Possolo, os Scissor Sisters não se inibiram e cumpriram na perfeição o seu papel, com muita energia e animação, actuando como se estivessem perante uma plateia esgotada.
O que fica deste espectáculo, e de todos os que fizeram parte desta primeira edição do Cascais Music Festival, é que são demasiados festivais e, talvez pelo facto de ser relativamente afastado de Lisboa, este em Cascais, ressentiu-se do exagero de eventos que houve durante o ano de 2012.

15/01/13

Ao vivo... Leonard Cohen

Data - 07 de Outubro de 2012
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - "Não sei quando nos voltaremos a encontrar, mas o que posso garantir é que hoje à noite, vamos dar tudo o que temos cá dentro".
Após o arrebatador e cada vez mais belo, "Dance Me To The End Of Love", foi com esta frase que Leonard Cohen se dirigiu à imensa plateia que quase encheu o Pavilhão Atlântico
Entre "Dance Me To The End Of Love", e "Save The Last Dance For Me", foi possível ouvir com imenso deleite, um grande número de canções intemporais, interpretadas por um músico também ele intemporal e que já passou várias gerações: Leonard Cohen.
Por muito que os anos passem por este músico canadiano, como também passam por todos nós, Leonard Cohen continua em forma, cada vez mais encantador e sedutor. Como é natural, com o passar dos anos, a sua voz tem mudado muito, mas o encanto e efeito que ela tem sobre quem o ouve, esse encanto é cada vez maior, e isso já não é tão natural, mas sim o resultado de um dom que alguém tem, e Leonard Cohen é esse alguém, é alguém que tem sabido envelhecer e, como ouvi à saída "quando for velhinho, quero ser como Leonard Cohen".
Foi a quarta vez que assisti a um concerto de Cohen. A primeira foi pela altura em que lançou o disco "I'm Your Man", em 1988 no Coliseu dos Recreios. Vinte e quatro anos depois, o efeito continua a ser o mesmo dessa inesquecível noite.
Desta vez, foi no Pavilhão Atlântico que prestámos culto a um dos músicos mais importantes da história da música, a alguém que insiste em não parar; e nós agradecemos.

29/10/12

Ao vivo... Dead Can Dance

Data - 24 de Outubro de 2012
Local - Casa da Música, Sala Suggia
Notas - Este dia 24 de Outubro de 2012, foi um dia repleto de emoções para quem teve a sorte e a felicidade de passar pela Sala Suggia da Casa da Música e assistir à estreia dos Dead Can Dance em Portugal.
Por incrível que possa parecer, o grupo de Brendan Perry e Lisa Gerrard nunca actuou em Portugal, e talvez tenha sido essa uma das razões para que os bilhetes esgotassem durante uma manhã, e também para haver quem tenha pago a astronómica quantia de 500 Euros por um ingresso.
Tendo sido um dos bafejados pela sorte de ter adquirido esse pequeno pedaço de papel, não nego a felicidade que senti durante o concerto, e o prazer que tive por poder participar numa viagem musical com destino a um paraíso que fazia parte do meu imaginário há quase 30 anos, pois estar ali a assistir a um concerto dos Dead Can Dance era o realizar de um sonho que julgava irrealizável, e simultaneamente, algo mágico, graças ao som e à subtileza com que a música deste grupo é tocada e interpretada, de uma forma tal que nos toca, que entra dentro de nós e toma posse dos nossos sentimentos e reacções, que nos manipula e enfeitiça.
Brendan Perry e Lisa Gerrard conseguem-no, conseguem fazer com que numa sala completamente cheia,  não se ouça um único ruído, quase nos esquecemos de respirar, a nossa mente abstém-se de tudo, esquecemos tudo, sentimo-nos num lugar imaginário, no paraíso. É essa a sensação ao ouvir Lisa Gerrard interpretar de uma forma verdadeiramente indescritível "Sanvean", causando aquele efeito "pele de galinha", em que ficamos arrepiados com o som e o calor que transmite, com a delicadeza e o feitiço daquela voz. Lembro-me de ficar completamente siderado ao ouvir esta canção, ficar imóvel na cadeira, não sendo capaz de fechar os olhos tal o feitiço que se apoderou de mim, mas se o fizesse, pensaria, como alguém disse à saída do concerto "morri e fui para o céu"; quanto a mim, finalmente tinha encontrado o meu paraíso, ou pelo menos a banda sonora dele.
Já mencionei neste blog, na altura do comentário a "Anastasis", editado recentemente, que considero a música dos Dead Can Dance como o expoente máximo de qualidade musical, e este espectáculo confirmou-o, com uma execução musical primorosa, com duas vozes do melhor que conheço e ouvi até hoje, de um grupo com uma carreira de mais de 30 anos, durante a qual editaram dez discos, todos eles de excelente qualidade, e, apesar dos anos passarem, a sua música continua intemporal, dando-se ao luxo de apresentar músicas com 800 anos, como por exemplo "Agape", e interpretam-na à sua maneira, e nós que a ouvimos, e sempre que o fazemos, pensamos: como é possível alguém conseguir tratar uma canção desta forma e conseguir transportar para quem a ouve essa sensação de recuo mental no tempo, mantendo o corpo no tempo presente.
É aqui, nestes pormenores, na voz densa e escura de Brendan Perry - por exemplo em "Children of The Sun" ou "All In Good Time"-, na voz celestial e cristalina de Lisa Gerrard - por exemplo em "Return Of She-King" ou "Anabasis"-, nesta forma única e peculiar de tocar e sentir a música, é aqui que reside a magia deste grupo, e é este conjunto de factores que me leva a considerar os Dead Can Dance como um dos dois melhores grupos de sempre da história da música, a par dos Pink Floyd.
No final das duas horas de concerto, fica a felicidade de ter realizado um sonho de quase 30 anos, mas fica também a amargura de pensar que talvez não volte a existir outra oportunidade de os ver.
Uma injustiça.
Hoje, posso afirmar que em termos musicais, esta foi a noite mais feliz que tive... e o paraíso tão perto.

28/09/12

Ao vivo... Sharon Van Etten

Data - 26 de Setembro de 2012
Local - Discoteca Lux
Notas:
- Será que em termos musicais, exitem noites perfeitas?
- Será que ao nível de concertos, existem concertos perfeitos?
- Será que ao nível de ambiente numa sala, existem ambientes perfeitos?
Sim, existem.
Apesar de ser pouco provável, foi o que se passou no concerto que assinalou a estreia de Sharon Van Etten em palcos portugueses.
Com apenas 31 anos de idade (26 de Fevereiro de 1981) e detentora de três excelentes discos, "Because I Was Love" de 2009, "Epic" de 2010 e "Tramp" de 2011, Sharon Van Etten encantou a bem composta plateia que esteve presente na excelente sala do Lux.
Com um alinhamento que percorreu os três trabalhos já editados, a interacção com o público foi de tal forma que Sharon chegou a tocar, no encore, uma música a pedido de um fan, pedindo antecipadamente desculpas por qualquer engano pois era um tema que já não tocava há bastante tempo, acrescentando ainda ser esse "One Day" um dos temas preferidos da sua mãe; dentro do campo das dedicatórias, houve ainda outra, desta feita com "Leopard", cujo nome alterou para "Leopardo", para dessa forma o dedicar a alguém que veio de Itália, propositadamente para assistir a este concerto.
Durante os cerca de 90 minutos que durou a bela viagem que nos foi proporcionada pela voz, música e simpatia de Sharon Van Etten, que começou com o poderoso tema "All I Can", foi ainda possível ouvir canções de amor, como por exemplo "Love More", ou canções de raiva, como por exemplo "I'm Wrong", com um final soberbo e caótico, com o nível de decibéis a subir até um patamar quase ensurdecedor, sendo visíveis expressões de espanto nos rostos do público, e muito mais, muitos outros belos temas que nos transportaram, inebriaram e enfeitiçaram, de tal forma que nem tivemos a noção do tempo que passou, e quando ela se despediu, foi como se um clique nos despertasse e trouxesse de volta à realidade, uma realidade que não desejávamos, pois não era desejo de ninguém que o concerto terminasse, e perante tanta insistência, ela acedeu e regressou ao palco.
Perguntou se queríamos mais uma canção de amor ou uma canção de rock e disse para levantarmos o braço conforme o nosso desejo; fizemos batota e erguemos o braço para os dois casos, como se fossemos uma criança a ter de optar entre um rebuçado ou um pedaço de chocolate, e ela pactuou com a nossa batota e fez-nos a vontade, tal como nós faríamos à criança, só para a ver feliz.
Foram mais duas canções, "I Line", canção que, segundo disse, compôs para Neil Young (pediu-nos para lhe dizermos, se o víssemos), e "Love More", do álbum "Epic", tema que fez com que Bon Iver e National a descobrissem, e estas duas canções encerraram um dos melhores concertos deste ano de 2012, tendo toda a gente abandonado a sala com um ar de satisfação enorme.
Na minha opinião, um dos melhores concertos deste ano.