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15/07/14

Ao Vivo... Festival Optimus Alive 2014

Data - 12 de Julho de 2014
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - O último dia da edição deste ano do Optimus Alive tinha como cabeça de cartaz um nome muito discutível: os britânicos The Libertines, grupo de enorme sucesso em terras de sua majestade mas que, em Portugal são pouco conhecidos, sendo-o, aliás, por questões extra-musicais, como por exemplo drogas e problemas com autoridades, mas aqui o que interessa é a vertente musical. A expectativa para este concerto residida no facto de o grupo há já muitos anos não tocar ao vivo, para além de não terem qualquer trabalho novo desde a edição de "The Libertines" de 2004, álbum que sucedeu a "Up The Bracket", com que se estrearam em 2002.
Para dar início ao dia, num final de tarde quente a anteceder uma noite que ficou fresca, nada melhor do que um concerto de Cass McCombs, com o seu country-rock suave, muito americano, que nos transporta por esse imenso país. No palco secundário foram poucos os que marcaram presença, e muitos deles estavam apáticos, sentados ou mesmo deitados no espaço, talvez fruto do cansaço e do desgaste que estes festivais causam, ou então por desconhecimento da obra de McCombs. Não era o espaço ideal para o seu estilo intimista, mas este músico nascido em 1977 e que já conta com sete discos editados não desiludiu, demonstrando ter potencial para ir mais longe, mas para isso terá de se soltar da forte influência folk americana e aventurar-se um pouco pelos campos do rock, como faz muito bem Adam Granduciel, líder dos The War on Drugs, que seriam os próximos a entrar em palco.
Trazendo na bagagem "Lost in The Dream", já considerado unanimemente pela crítica como um dos melhores discos deste ano, Adam Granduciel e os seus The War on Drugs, deram aquele que foi um dos melhores concertos da edição deste ano do festival. Apesar de curto, foi perfeito, com boa qualidade sonora e uma excelente banda em palco, uma banda coesa com grandes influências de Bob Dylan e um cheirinho a E-Stree Band. "An Ocean Between The Waves", "Eyes To The Wind" ou "Burning" foram alguns dos temas que nos levaram "coast to coast" ao longo de uma viagem imaginária por terras do Tio Sam, pelas imensas auto-estradas e desertos americanos, ficando a faltar, por exemplo, "Lost In The Dream", entre muitas outras canções de um dos mais geniais músicos americanos da actualidade que, em cada disco e momento, tem a capacidade de nos surpreender.
A primeira grande surpresa da edição deste ano, surgiu com Ruban Nielson, mentor e líder dos neozelandeses Unknown Mortal Orchestra. Com um início verdadeiramente assustador, com um som péssimo, sem quaisquer graves e ainda por cima com o facto de "ter de se levar" com a sonoridade dos Bastille que actuavam no palco principal, chegou-se a temer o pior para este concerto. Mas não, a meio da segunda música os problemas de som foram resolvidos e, apesar de em certos momentos serem audíveis as sonoridades dos Bastille.
Riley Geares na bateria e Jake Portrait no baixo, acompanharam Ruban Nielson na guitarra naquilo que quase se pode considerar uma Jam Session. Quem conhece os dois discos editados pela banda e assistiu a esta actuação ficou, seguramente, estupefacto com o desempenho do grupo. Se em disco as canções surgem um pouco fechadas e limitadas, ao vivo a banda transcende-se completamente, improvisando e alongando imenso, com solos fabulosos por parte de Nielson e não deixou de ser curioso que quando começou a actuação do grupo, o aspecto do recinto fosse desolador, e com o decorrer da mesma, o público foi-se aproximando, enchendo por completo o espaço. Sem dúvida alguma, a maior surpresa do festival, e também um dos melhores concertos.
Ainda sob o efeito do excelente concerto proporcionado pelos Unknown Mortal Orchestra, no palco principal era chegada a vez dos Foster The People, grupo formado no ano de 2009 em Los Angels.
Com dois discos modestos na bagagem, "Torches" de 2011 e "Supermodel" de 2014, o grupo apresentou um concerto simples, com o seu pop muito certinho e dançável, repleto de influências de grupos como os Killers ou Coldplay. Excessivamente pop, dir-se-á, mas o certo é que foi um daqueles concertos que não ficará no ouvido, e daqui um par de meses já ninguém se lembrará do que viu. É a pequena diferença entre um bom e um mau concerto.
E, finalmente, para fechar a edição deste ano do Optimus Alive, a escolha podia ter sido melhor. Não se entende o motivo de o cabeça de lista deste último dia serem os "The Libertines", a não ser que exista por parte da organização um piscar de olho ao mercado britânico, o que fará algum sentido com vista à pretensa internacionalização do evento, internacionalização essa mais visível de ano para ano.
Quanto ao concerto dos The Libertines, foi fraco. O grupo liderado por Pete Doherty e Carl Barat não teve a capacidade de transportar para a plateia a força e energia dos seus discos, e isso notou-se, pois não conseguiram entusiasmar e prender o público, sendo visível que, à medida que iam tocando os temas dos dois álbuns editados, o público ia abandonando o recinto, e no final, a plateia estava muito, mesmo muito vazia, para quem era suposto ser um "cabeça de cartaz".
Má opção por parte da organização.

14/07/14

Ao Vivo... Festival Optimus Alive 2014

Data - 11 de Julho de 2014
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Segundo dia da edição de 2014 do Festival Optimus Alive. Como era previsível, este dia teve muito menos público do que o anterior, e à hora que os The Last International entraram em palco, ainda sob o intenso sol de final de tarde e do calor abrasador se faziam sentir, o aspecto era próximo de desolador. Pouco público e, para além disso, mais preocupado em colocar a conversa em dia e tirar umas selfies. Um público apático, e nem a interacção do grupo, do qual qual fazem parte dois descendentes lusos, nem o incentivo ao protesto ao som de uma "Grândola, Vila Morena" cantada a Cappella e da declaração do guitarrista  Edgey Pires "vamos protestar, fazer barulho contra esse Passos Coelho", foram suficientes para empolgar os espectadores. No entanto, ficou a ideia que numa sala mais pequena, a música do grupo deve resultar, agora num espaço de grande dimensão e inserido num festival isso não acontece, tendo sido visível o crescendo do desinteresse do público.
Depois do inconsequente concerto dos The Last Internationale, num dos outros palcos actuava um dos grupos mais aguardados do dia, os norte-americanos Parquet Courts que apresentaram alguns temas de "Light Up Gold" de 2012 e "Sunbathing Animal" de 2014, os dois únicos discos editados pelo grupo e que foram muito bem recebidos pela crítica. Apesar dessa boa receptividade, foi evidente o desconhecimento de muitos dos espectadores em relação à música de Andrew Savage, Austin Brown, Max Savage e Sean Yeaton.
Exceptuando os riffs de guitarra, fortes e bem executados, o grupo que momentaneamente nos trouxe à memória o som dos "Pavement", por exemplo, não conseguiu cativar o público, sendo este um dos contras dos festivais, ou seja, o facto de, quem organiza, ter um pouco a exagerada preocupação de anunciar que num determinado evento estão presentes mais de 100 ou 150 bandas, essa obsessão torna-se improcedente e origina que, por vezes, bons grupos que poderão proporcionar excelentes concertos, acabem por se perder num emaranhado de bandas, e muitas vezes acontece que quem está a assistir a determinado concerto, não conhece uma única música desse grupo e, das duas uma: ou o grupo tem a força de os poder, digamos, converter, ou o desinteresse acaba por sobressair, e foi exactamente isso que aconteceu por parte dos espectadores, e quem está em palco apercebe-se disso.
Apesar destes condicionantes, foi um bom concerto, competente, e ficou a ideia que numa sala de média dimensão, por exemplo Espaço TMN ou Aula Magna, teria sido fabuloso. Resta aguardar.
Depois da actuação dos Parquet Courts, era tempo de rumar até ao palco principal, onde já estavam a actuar os também norte-americanos MGMT, detentores de dois excelentes discos "Oracular Spectacular" de 2008 e "Congratulations" de 2010, e ainda do menos conseguido "MGMT" de 2013. Apesar de terem mais público do que os seus conterrâneos Parquet Courts, também oriundos da cidade de Brooklyn, os MGMT não conseguiram agarrar o público, mesmo com um alinhamento em jeito Best Of que percorreu a obra do grupo. Apesar disso, o desinteresse do público foi crescendo e, para o final, era evidente que muita gente estava lá para ver os senhores que se seguiam: The Black Keys.
Juntos há treze anos, Dan Auerbach e Patrick Carney não desiludiram. Para quem os viu há algum tempo no Pavilhão Atlântico, este concerto ficou aquém das expectativas; para quem nunca os tinha visto, como é o caso, foi muito bom.
Enquanto Carney demonstra ser um baterista de excelente nível, Auerbach mostra-se com um dos melhores guitarristas rock da actualidade, com nítidas influências de Jimmy Page. Escusado será dizer que o alinhamento do concerto percorreu grande parte da obra do duo, incidindo principalmente no "El Camino" de 2011, e será sintomático o facto que só perto de metade do concerto, tenham sido tocados temas do novo disco editado este ano "Turn Blue", cujo sucesso ficou longe do esperado.
De forma inteligente, o duo soube escolher a sequência perfeita para as músicas, de modo a não existirem quebras de reacção por parte do público, nem as normais debandadas em festivais depois de se ouvirem as músicas mais conhecidas. Essa foi a razão para, por exemplo, "Lonely Boy", ter sido tocada perto do final, a anteceder o encore, que surgiu um pouco por surgir, já que após este tema ocorreu a tal debandada.
Sem serem os vencedores da noite, os cabeça de cartaz The Black Keys, num dia com muito menos público do que o anterior, deram um excelente concerto e o único ponto negativo que se pode apresentar ao duo, foram as pausas demasiado longas entre algumas canções que, como é natural, provocaram quebras de ritmo junto do público, naturalmente cansado.
Se os The Last Internationale foram inconsequentes, os Parquet Courts competentes mas o público algo absorto, os MGMT sem nada de empolgante, os The Black Keys com quebras de ritmo, os Buraka Som Sistema podem ser considerados como os vencedores da noite.
Durante mais de uma hora, perante uma plateia algo despida após The Black Keys, o projecto de Blaya, Conductor e Kalaf conseguiu empolgar o público, com grande ritmo do primeiro ao último momento, fazendo com que o Passeio Marítimo de Algés se tornasse numa gigante pista de dança, apesar do cansaço, e aconteceu o "dois em um". Se por um lado, em palco, estava um grupo disposto a proporcionar uma excelente noite com alguns clássicos da banda intervalados com temas do mais recente disco, nem o facto de o volume estar um pouco mais baixo do que era aconselhado impediu que a comunidade africana dançasse daquele modo que só eles sabem e isso foi outro espectáculo dentro do próprio concerto, criando-se espaços em que as pessoas dançavam, brincavam e eram felizes, ao som dos Buraka Som Sistema. Grande concerto.

11/07/14

Ao vivo... Festival Optimus Alive 2014

Data - 10 de Julho de 2014
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - O primeiro dia do Festival Optimus Alive 2014 , como é hábito, esgotou.
Pelo que foi possível ver durante a noite, analisando a movimentação do público no recinto, o estar esgotado ficou a dever-se não só aos Arctic Monkeys, mas também ao Imagine Dragons.
Confesso que foi com alguma surpresa que verifiquei que a banda norte-americana, liderada pelo vocalista Dan Reynolds, conseguiu arrastar uma imensidão de fans que dançou, vibrou e cantou, durante todo o concerto, e no final foi evidente a debandada de grande parte da assistência, debandada essa que tornou a simples tarefa de aproximação ao palco - para quem queria ver em melhor posição os Interpol - numa missão, não impossível, mas, extremamente difícil e morosa.
Imagine Dragons
Pacientemente, foi possível a aproximação ao palco para, dessa forma, arranjar melhor colocação e, simultaneamente, livrar-me de muitos "papagaios" que insistiam em falar um pouco de tudo, mas no fundo de nada, incomodando "apenas" os outros. Uma praga... como as selfies.
Os Interpol foram os vencedores da noite. Com um alinhamento em jeito de "Best Of" - pena que "Pioneer To The Falls", tenha ficado de fora - os Interpol deram um concerto bom e competente, apesar da apatia do público que, aos poucos, foi-se desinteressando, uns pelo evidente cansaço visível em alguns rostos, outros porque estavam lá para ver Arctic Monkeys. Fosse este concerto "em nome próprio", numa sala mais pequena, na qual pudéssemos sentir toda a densidade da música do grupo, teria sido excelente, já que para além da perfeição da execução musical, Paul Banks esteve extremamente bem-disposto e comunicativo, o que não é muito normal.
Apesar de um bom concerto e do alinhamento perfeito, no qual foram incluídos alguns temas do álbum "El Pintor", a editar brevemente, ficou evidente que a música do grupo chegou (ou aproxima-se) a um beco sem saída, pois torna-se muito igual e repetitiva, graças, não só à monocórdica voz de Paul Banks (apesar de bem colocada e de bom timbre), mas também em virtude do constante dedilhar de guitarras, mas, no entanto, não deixa de ser estranho que, mesmo com estas "condicionantes", os Interpol continuem a proporcionar excelentes momentos musicais, com uma música forte.
Interpol
A seguir aos Interpol, entraram em palco os Arctic Monkeys, as estrelas da noite. Ao fim de 11 anos de carreira e 5 discos editados, a banda inglesa continua a praticar um rock simples e directo, com uma legião de fans impressionante. Apesar de nunca terem voltado a atingir o nível dos primeiros discos, quer de "Whatever People Say I Am, That's What I'm Not" de 2006, ou "Favourute Worst Nightmare" de 2007, os seus trabalhos continuam a ser de bom nível e a ter boa receptividade.
Quanto ao concerto, ficou a ideia que o grupo não consegue agarrar o público, exceptuando, obviamente, os fiéis seguidores. Em certos momentos, parecia que o público ficava absorto, e para além disso, algumas das pausas que o grupo fez foram um pouco longas, acabando por originar uma quebra de ritmo. Não sendo propriamente um grande fan do grupo liderado por Alex Turner, reconheço grande mérito na sua carreira e discos. No entanto, ao vivo, podiam ir mais longe.
Arctic Monkeys
Neste Primeiro dia, houve ainda tempo para ver um pouco do concerto dos Temples, no palco secundário. Do pouco que vi, gostei. No início deste ano, os Temples editaram "Sun Structures", álbum considerado pela crítica especializada, um dos melhores discos do corrente ano. No Festival Primavera Sound de Barcelona deste ano tive a oportunidade de ver o concerto todo, debaixo de chuva torrencial, mas valeu a pena.
Temples
Ainda no palco secundário actuaram os The 1975, grupo formado em Inglaterra em 2002 e que lançou recentemente um álbum homónimo. Um concerto com bom ritmo de uma banda que se mostrou maravilhada com a recepção do público e, como forma de agradecimento, entregaram-se "de corpo e alma", repletos de energia, agarrando os espectadores até ao fim. 
The 1975
Quanto à organização do Festival Optimus Alive, devia ser corrigida a questão da troca de pulseira, pois não é admissível que, para o fazer, tenhamos de estar cerca de 40 minutos numa fila.

07/07/14

Ao vivo... Tó Trips

Data - 04 de Julho de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Concerto intimista de Tó Trips, um dos membros dos Dead Combo. Basicamente acústico, numa noite quente de verão, num aquário cheio, acabou por ser um concerto algo monótono.
Na primeira parte actuou o guineense Bubacar Djabaté, um mestre do balafon, para momentos que nos levaram, pelo menos em imaginação, a essa ex-colónia portuguesa, numa viagem pelos ritmos  e sons africanos.

03/07/14

Ao vivo... Guardian Alien

Data - 02 de Julho de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Oriundos de Brooklyn, Greg Fox e Alex Drewchin proporcionaram uma noite agradável, quer pela música executada quer pela empatia com o público que fez questão de encher a pequena sala.
Na primeira parte tocaram os portugueses Equations para apresentação do seu novo trabalho discográfico.

30/06/14

Ao vivo... Chk Chk Chk

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Concerto dançável e cheio de ritmo por parte dos !!!.

23/06/14

Ao vivo... Sharon Van Etten

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc del Fòrum
Notas - O concerto de Sharon Van Etten serviu para confirmar que a sua música funciona melhor em recintos mais pequenos e num ambiente mais intimista. Apesar de ter sido um concerto muito agradável, a sua interacção com público acabou por originar quebras de ritmo, provocando algum desinteresse, devido às longas pausas entre as canções, pois Sharon faz questão de fazer sempre pequenas apresentações entre os temas, apresentações essas que por vezes se tornam longas, surgindo as naturais quebras de ritmo, e num festival desta dimensão tornam-se ainda mais evidentes.

20/06/14

Ao vivo... Caetano Veloso

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - O "veterano" Caetano Veloso deu um dos melhores concertos da edição de 2014, mostrando estar em grande forma.

12/06/14

Ao vivo... La Sera

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Concerto morno da Ex-Vivian Girls, La Sera, agora numa carreira a solo que se iniciou em 2011 com a edição do disco homónimo, muito bem recebido pela crítica especializada. Posteriormente editou "Sees The Light" em 2012, e já este ano "Hour of the Down".

09/06/14

Ao vivo... Él Mato a Un Polizia Motorizado

Data - 28 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
Notas - Apesar da forte chuva, os argentinos El Mato a Un Polizia Motorizado deram um concerto razoável no primeiro dia da edição deste ano do Festival Primavera Sound.


05/06/14

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2014

Data - 28 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
Notas - Primeiro dia da edição deste ano do Festival Primavera Sound de Barcelona.
Debaixo de chuva intensa - por vezes, quase temporal - os concertos dos argentinos El Mato a Un Polizia Motorizado e dos britânicos Temples, acabaram por ser muito bons, e nem a intensa chuva aliada a um frio cortante, conseguiram fazer com que o público abandonasse do recinto, podendo assistir a excelentes concertos no arranque de mais uma edição deste festival.

Setlist dos Temples

01 - Sun Structures
02 - A Question Isn't Asnwered
03 - Colours to Life
04 - Ankh
05 - Move With The Season
06 - Keep in the Dark
07 - Mesmerise
08 - Shelter Song

03/06/14

Pulseira... Primavera Sound Barcelona

Cartão e pulseira de acesso ao recinto do Festival Primavera Sound 2014

30/05/14

Ao vivo... Festival Rock in Rio 2014

Data - 25 de Maio de 2014
Local - Parque da Bela Vista
Notas - No ano em que celebrava o décimo aniversário do festival Rock in Rio em Portugal, a "edição comemorativa" foi a pior de sempre, com um cartaz muito fraco e sem qualquer tipo de coerência musical, ao nível dos nomes apresentados.
Sendo inegável que a organização do evento optou por uma estratégia de cariz familiar, mesclada com algo parecido com feira popular, a edição deste ano ficou muito aquém das expectativas, quer em termos de publico quer ao nível da qualidade musica.
Neste dia actuaram Boss AC com Áurea, que deram um concerto interessante e curioso com alguns bons pormenores, Paloma Faith, demasiado mau para ser verdade e Robbie Williams, que acabou por não desiludir, mas também não deslumbrou, proporcionando um daqueles tipos de concerto que passado um ou dois anos já ninguém se lembra.

28/05/14

Recortes... Festival Primavera Sound 2014

Programa completo da edição de 2014 do Festival Primavera Sound - Barcelona

26/05/14

Ao vivo... Robbie Williams

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Concerto muito certinho de um músico que, goste-se ou não da sua música, temos de admitir que sabe estar em palco, empolgando o público e interagindo com ele de forma inteligente.
Setlist do concerto de Robbie Williams na edição de 2014 do Festival Rock in Rio

22/05/14

Ao vivo... Dean Wareham

 
Data - 06 de Maio de 2014
Local - Sabotage Club
Notas - O primeiro concerto a que assisti nesta boa sala que abriu portas em Lisboa, na Rua de São Paulo, há cerca de um ano.
E para estrear o local, nada melhor do que um concerto do genial Dean Wareham, ex-líder dos Galaxie 500, formados em 1986 em Boston e que deram por terminada a sua actividade em 1991. Apesar de só terem editado três discos, Today (1988), On Fire (1989) e This is Your Music (1990), os Galaxie 500 marcaram de forma indelével a música independente da altura, e mesmo dos dias de hoje, não sendo portanto de estranhar que na plateia estivesse presente muito público jovem, provando desta forma a intemporalidade da música do grupo.
Com uma setlist que percorreu a obra de todos os grupos e projectos por Wareham tem andado, não existe outra palavra para definir o que se passou na pequena sala do Sabotage, a não ser: perfeito.
Desde o já mencionado alinhamento, à postura dos músicos em palco e à participação do público, tudo esteve perfeito, proporcionando uma noite memorável para quem lá esteve, mas que, lamentavelmente não foi suficiente para encher a sala.

29/04/14

Momentos... Exposição Lego

Data - 26 de Abril de 2014
Local - Praça de Touros do Campo Pequeno
Notas - Exposição temática da Lego.

23/04/14

Ao vivo... Nástio Mosquito

Data - 17 de Abril de 2014
Local - Discoteca Lux
Notas - Concerto de apresentação do primeiro disco do cantor angolano, Nástio Mosquito, mais conhecido pela sua faceta de artista plástico do que propriamente de cantor. Se como artista plástico Nástio Mosquito já conta com algumas exposições em galerias internacionais, como por exemplo em Londres, Nova Yorque ou Tóquio, a nível musical começa a dar os primeiros passos, tendo o jornal britânico "The Guardian" referido que Nástio Mosquito é um dos dez cantores africanos a seguir com atenção, e verdade seja dita, o seu disco de estreia "Se Eu Fosse Angolano", editado no final do ano passado é excelente.
Fugindo um pouco da tradicional música africana, a alma e o sentir dessa música está lá, num disco conceptual, em que a componente poética é uma forte aliada da componente musical, e foram essas duas componentes que estiveram presentes durante a actuação no Lux, com Nástio Mosquito muito interventivo relativamente às realidades sociais e políticas da sua terra natal, e também crítico com às realidades sociais e políticas do relacionamento de Portugal com Angola e dos portugueses com os angolanos.
Apesar de alguns problemas no som, foi um bom concerto, com um ambiente intimista e, mais uma vez cheio de papagaios, chegando o próprio músico a ter uma reacção idêntica à que Paulo Furtado teve recentemente na mesma sala.
Entre várias afirmações para com o comportamento do público, realço aqui algumas que Mosquito disse "se vêm para aqui falar, porquê que não compram o disco e vão para casa; vão para o caralho", ou então "o senhor que está aí no bar a tentar engatar essas senhoras, vá-se embora", ou ainda "as vossas conversas incomodam bué quem está em palco".
Mais uma vez, o comportamento do público foi lamentável, mas o concerto foi muito bom, e ele vai estar em Sines no Festival Músicas do Mundo, onde também conto estar.
Na primeira parte actuou o rapper guineense Alexandre F. Diaphra (Biru), que também colaborou no concerto de Nástio Mosquito, para além de João Gomes, nas teclas.

17/04/14

Ao vivo... José Cid

Data - 11 de Abril de 2014
Local - Aula Magna
Notas - Comentário já publicado.

16/04/14

Ao vivo... Thurston Moore

Data - 30 de Março de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Apesar de não se conseguir dissociar da imagem do eterno Sr. Sonic Youth, onde esteve cerca de 30 anos, a carreira de Thurston Moore é muito mais do que isso e extremamente abrangente, um pouco por "culpa" dos imensos projectos musicais onde está inserido e por onde vai passando, sendo que, todos eles, primam pela qualidade e muitos pela originalidade sonora, muito por força da genialidade de alguém que já foi considerado um dos 100 melhores guitarristas do mundo.
Aliada à já referida genialidade, está a sua imagem e a postura que tem tido ao longo do tempo, sem qualquer limite em termos de cultura musical e em busca de novas sonoridades e no apadrinhamento de novos artistas graças à sua editora Ecstatic Peace, com critérios musicais rígidos, mas que acabam por contribuir para uma divulgação de grupos que, de outra forma, teriam alguma dificuldade em chegar às edições discográficas.
A título de exemplo de alguns projectos seus, pode-se referir os Chelsea Light Moving com Samara Lubelski, John Moloney e Keith Wood, uma banda com um rock cru e experimental, ou os Twilight, uma banda de Black Metal, com Neil Jameson, Dave Wiii e Wrest (Jef Whitehead), ou seja, dois estilos completamente diferentes unidos pelo fio condutor da criatividade de Moore e de amigos seus, com os quais ele gosta de partilhar momentos, nunca tentando captar todas as atenções para si, e esta modéstia e simplicidade por parte de alguém que não precisa de o ser, acaba por criar uma imagem de culto do músico, colocando-se ao nível dos músicos com que colabora, algo muito louvável.
Nesta sua nova visita a Portugal e mais uma vez à excelente Galeria Zé dos Bois, Thurston Moore (voz e guitarra eléctrica), fez-se acompanhar pelo baterista Steve Shelley (ex-Sonic Youth) e pelo guitarrista James Sedwards num espectáculo que funcionou como pré-divulgação de um disco com edição prevista para Outubro do corrente ano.
Pelo que foi dado a perceber, será um trabalho de puro rock, com boas guitarras e bons solos, algo que começa a rarear nos dias de hoje, pois as novas tendências musicais assentam num estilo mais pop, com poucas guitarras a sobressair.
Felizmente, de vez em quando, surgem estes projectos que funcionam como uma lufada de ar fresco, apesar de não o ser, de serem, isso sim, um regresso à origem de uma estrutura musical rock, com os instrumentos clássicos e, por exemplo, poucos sintetizadores, e este novo projecto é isso mesmo e, talvez por isso, a curiosidade de o ouvir em disco é imensa.
Na primeira parte, tocou o duo Control Unit, de Brooklyn. Formados em 2008, a sua música assenta numa desconstrução musical e num esquema complexo, que por vezes tem bons pormenores e melodias engraçadas, contrastando com outros momentos em que o que se está a ouvir é completamente desconexo.
É no entanto um grupo que tem alguma margem de manobra, mas que deambulará sempre por ambientes muito alternativos e é um tipo de música que requer algum estado de espírito para se ouvir. Não é algo que se possa ouvir todos os dias.