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05/11/14

Ao vivo... Placebo

Data - 04 de Novembro de 2014
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Quatro anos passados após o cancelamento do concerto agendado para o Coliseu dos Recreios de Lisboa (07 de Outubro de 2010), os Placebo regressaram com a sala da Rua das Portas de Santo Antão completamente esgotada para a recepção à multi-nacional banda formada em 1994 em Londres. Brian Molko (belga), Stefan Olsdal (Suécia), Steve Forrest (Estados Unidos), durante hora e meia, com um som de excelente qualidade e um jogo de luzes perfeito, conseguiram aquecer os ânimos de uma plateia, que por vezes parecia apática.
Comunicativos e interagindo bem com o público, os Placebo apresentaram uma setlist que, praticamente, ignorou os primeiros discos da banda, deixando de fora qualquer tema do álbum de 1996 "Placebo" e tocando somente um tema de cada um dos três álbuns seguintes, Without You I'm Nothing de 1998, Black Market Music de 2000 e Sleeping With Ghosts  de 2003
Ou seja, o alinhamento incidiu principalmente no mais recente disco do grupo "Loud Like Love" editado em 2013 e  que, por sinal, foi muito bem recebido por parte da crítica e do público e, ao contrário do que seria expectável, estes temas foram dos que mais animaram o público, para além de alguns clássicos como "The Bitter End", "Meds", "Special K" ou "Infra-Red", tema com que encerraram a noite, ficando a vontade de um regresso para breve.
Na primeira parte tocaram os Oso Leone, banda de Maiorca liderada por Xavi Marin. Durante cerca de 30 minutos apresentaram, essencialmente, temas do mais recente trabalho discográfico, "Mokragora". Sem conseguirem empolgar a plateia, também não desiludiram, e acabaram por dar um concerto agradável com a sua música muito assente em guitarras e algumas experiências sonoras, mesmo a nível vocal. Já aqui foi referido em outras publicações anteriores que é um grupo a seguir com atenção.

03/11/14

Ao vivo... Kendrick Lamar

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
Notas - Tendo como base do alinhamento o muito aclamado "good kid, m.A.A.d City" de 2012, Kendrick Lamar deu um bom concerto, apesar de curto, tocando cerca de 40 minutos.

27/10/14


Data - 25 de Outubro de 2014
Local - Discoteca Lux Frágil
Notas - Inserido nas comemorações dos 20 anos da Galeria Zé dos Bois, o concerto de Ty Segall decorreu na Discoteca Lux, na já habitual sala de concertos.
Com lotação esgotada há já alguns dias, era grande a expectativa para assistir à actuação deste músico americano, nascido no dia 08 de Junho de 1987 em Laguna Beach, e que trazia a Portugal a apresentação do seu mais recente disco, "Manipulator", editado pela label Drag City.
Se alguém tem dúvidas que ainda existe rock puro, assista a um concerto de Ty Segall, músico detentor de uma imensa discografia, não só em nome próprio mas também em diversos projectos como por exemplo, Epsilons, Fuzz, ou ainda a colaboração com os White Fence.
Neste concerto, que durou perto de hora e meia, Ty Segall bem-disposto, imparável, com grandes solos de guitarra e muito ritmo, transformando a plateia do Lux Frágil, numa gigante sala de Crowd Surfing, praticamente da primeira à última música.
Som alto, solos de guitarra, bons riffs e grandes distorções, a fazerem lembrar que o Rock'n'Roll jamais acabará. Pode estar a passar um momento menos bom, mas existe, e Ty Segall, à semelhança de Jack White é um dos nomes mais importantes da actualidade nesse panorama musical.
Na primeira parte tocaram os desconhecidos JC Satan, banda de Bordéus, França, que, apesar de serem desconhecidos, conseguiram agarrar o público, com o seu rock pais pesado, por momentos à beira do Punk Hardcore.

17/10/14

Ao vivo... Cats

Data - 10 de Outubro de 2014
Local - Campo Pequeno
Notas - Baseado na obra de TS Eliot e música de Andrew Lloyd Webber, o musical Cats regressou a Lisboa para mais uma série de representações e, mais uma vez, de lotações esgotadas.
A estreia desta peça aconteceu em Londres no New London Theatre em Maio de 1981 onde esteve em cena durante 21 anos.
Para além do êxito londrino, Cats também obteve enorme sucesso na Broadway, estando em exibição mais de duas décadas, e este ano foi a terceira vez que o espectáculo passou por Portugal.
Depois do êxito verificado em 2004 e 2006, com um total de mais de 200 mil espectadores, este ano a proeza repetiu-se, esgotando praticamente todas as sessões.
Um espectáculo interessante e de grande nível, com uma banda-sonora de excelência, mas fica a ideia que é demasiado longo.

16/10/14

Ao vivo... bEEdEEgEE

Data - 15 de Outubro de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Somente cerca de 40 pessoas marcaram presença na noite de ontem, na Galeria Zé dos Bois, para assistir ao concerto de bEEdEEgEE (Brian DeGraw), membro dos Gang Gang Dance. DeGraw proporcionou um concerto de pouco mais de uma hora e, sendo certo que não desiludiu, também se pode afirmar que não conseguiu empolgar uma plateia bastante despida e algo fria. Apesar da sua música ser propícia à dança, e apesar de ser expectável que o aquário se pudesse transformar numa pista de dança, isso não aconteceu, e nem o som de excelente nível conseguiu vencer a apatia de muitos dos presentes. Não sendo um mau concerto, esteve muito longe de ser excelente, ficando a vontade de descobrir mais da obra deste músico que editou no ano passado, para a conceituada 4AD, o trabalho "Sum/One".
Na primeira parte actuou Jejuno (Sara Rafael), com um estilo musical electrónico, minimalista e com laivos de psicadelismo caótico. Apesar de ter estado em palco cerca de 40 minutos, acabou por se tornar cansativo.

13/10/14

Ao vivo... Thurston Moore

Data - 21 de Agosto de 2014
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Por incrível que pareça, o ex-Sonic Youth, Thurston Moore tocou no palco secundário da edição deste ano do Festival Paredes de Coura.
Fazendo-se acompanhar pelo também ex-Sonic Youth Steve Shelley, na bateria, e por Debbie Googe dos My Bloody Valentine, no baixo, Thurston Morre esteve, como era expectável em excelente nível.
Outrora considerado um dos cinquenta melhores guitarristas de sempre, e quando se aproxima a edição de um disco novo, "The Best Day", Moore continua igual a si próprio, ou seja, afável, e também uma entrega total à música, como se fosse um jovem acabado de chegar e estivesse em início de carreira.
Impressionante a sua qualidade musical e a sua presença em palco, garantindo sempre um bom espectáculo, seja numa vertente com sonoridades mais aguerridas ou com mais distorções e divagações musicais, que, diga-se de passagem, estiveram um pouco ausentes do alinhamento deste concerto, cuja base foi o disco a editar durante o mês de Outubro.

08/10/14

Ao vivo... Morrissey

Data - 06 de Outubro de 2014
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Morrissey apareceu, e durante cerca de uma hora e trinta minutos saciou a vontade e o desejo do público que praticamente encheu o Coliseu dos Recreios
Apesar de ter deixado de fora alguns dos seus grandes sucessos - outra coisa não seria de esperar de alguém como Morrissey, músico detentor de uma discografia de grande nível quer a solo quer com os The Smiths, e também de um feitio um pouco especial - o concerto esteve sempre em bom nível.
Com início marcado para as 21 horas, eis que o evento começa com uma projecção de várias imagens e clips musicais que foram desde os Ramones a Charles Aznavour, passando pelos New York Dolls, banda que sempre foi uma referência para Moz.
Esta sessão "cinematográfica" durou cerca de 30 minutos, começando a criar alguma ansiedade no público sobre se iria ou não haver concerto, uma vez que com Morrissey as coisas nem sempre correm conforme o previsto, ou desejável.
Desejável era poder ouvir alguns temas dos Smiths, e houve, logo a abrir com "The Queen is Dead" enquanto eram projectadas no palco duas imagens da rainha de Inglaterra com o dedo do meio esticado. E que boa forma de agarrar o público ao dar início à noite com um dos clássicos da mítica banda de Manchester.
Seguiram-se vários temas de discos da carreira a solo de Morrissey, não podendo deixar de assinalar que de um dos seus mais conhecidos álbuns "You Are The Quarry" de 2004, apenas tenha sido tocado o tema "First of The Gang To Die", que encerrou o encore e o concerto, mas mesmo este tema foi completamente despido de toda a sua energia, sendo apresentado numa versão mais acústica e que não funcionou tão bem como poderia funcionar, mas, mais uma vez, com Morrissey, as coisas são como ele quer, e ele quis, basicamente, fazer a divulgação do seu mais recente disco "World Peace Is None Of Your Business" de 2014, do qual tocou oito temas, "Earth Is The Lonelieste Planet", "Istambul", "Neal Cassady Drops Dead", "The Bullfighter Dies", I'm Not a Man, "Kiss Me a Lot", "One of Our Own" e "World Peace IsNone of Your Business".
Para além destes temas, tocou ainda alguns de "Years of Refusal" de 2009, "Vauxhall and I" de 1994 e "Your Arsenal" de 1992.
Quanto a Smiths, "The Queen is Dead", "Hand In Glove", "Asleep" e a incontornável "Meat is Murder", durante a qual foram projectadas em palco imagens verdadeiramente impressionantes da forma como os animais são tratados, uma luta antiga de Morrissey, e, verdade seja dita, foi impressionante, funcionando como um murro no estômago que fez com que ficássemos siderados, impávidos e serenos, a assistir a uma verdadeira barbárie. Repito, impressionante e marcante.
Em jeito de resumo:
- A voz de Morrissey continua soberba e muito bem tratada.
- Uma excelente banda a acompanhá-lo.
- O alinhamento, apesar de não ser best of, foi coerente, sendo evidente a postura mais calma de Moz.
- Meat is Murder, seguramente, o momento marcante da noite. Pela brutalidade das imagens e pela força da canção, tenho muitas dúvidas que alguém conseguisse ingerir um prato de carne após o concerto. Arrasador e brutal, pela brutalidade das imagens.
- Morrissey provocador: o primeiro agradecimento surgiu em castelhano. As T-Shirts da banda, onde se podia ler "Fuck Harvest" em jeito de homenagem ao seu anterior editor discográfico, com quem se incompatibilizou recentemente.
- Morrissey de convicções e lutador, ao insistir na sua guerra antiga contra os maus tratos aos animais e as cadeias de Fast Food.
- Morrissey sedutor e igual a ele próprio: dá tudo o que tem, não fala muito, mas isso também não é importante.
O importante é que ele apareceu e deu um grande concerto, um daqueles que perdurará na memória de quem teve a oportunidade de o ver.
Seria bom que voltasse, mas com Morrissey, as coisas nunca são como queremos; são como ele quer.
É a sua imagem, a sua mística, e isso faz dele um dos mais fantásticos e idolatrados músicos.

19/09/14

Ao vivo... Rashad Becker

Data - 18 de Setembro de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Rashad Becker, um dos melhores produtores de música electrónica da actualidade, apresentou-se a solo no novo espaço da Galeria Zé dos Bois.
A pequena sala, acolhedora mas um pouco quente, encheu para ouvir as experiências sonoras de Becker, os devaneios electrónicos musicais, aparentemente desconexos, que funcionaram como a banda-sonora de uma noite intensa e densa. Música estranha e sonoridades estranhas, num concerto que durou perto de uma hora, o tempo suficiente, devido à sua complexidade.
Pegando um pouco numa frase que apareceu projectada durante a actuação do português Ondness, que tocou na primeira parte, durante esta noite pudemos ouvir na ZdB aquele tipo de música que qualquer pessoa pode fazer, mas que para a possamos entender, é necessário ter a mente e os ouvidos abertos a novas experiências e sonoridades.

16/09/14

Ao vivo... Festival Paredes de Coura

Data - 20 a 23 de Agosto de 2014
Local - Paredes de Coura
Notas - Crónicas vão sendo publicadas.

18/08/14

Ao vivo... Speed Ortiz

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - A bela Sadie Dupuis e os seus Speed Ortiz não conseguiram cativar a plateia com o seu Grunge-Rock e grandes influências das Breeders.

14/08/14

Ao vivo... John Grant

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Autêntico dilúvio durante o concerto de John Grant. A forte chuvada que caiu, quase torrencialmente, não foi suficiente para afastar o público do recinto do concerto, e, apesar do dilúvio, soube muito bem ouvir os excelentes temas de Grant.

12/08/14

Ao vivo... Twilight Sad

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Os escoceses The Twilight Sad também estiveram em bom nível, apesar de alguma apatia por parte do público.

11/08/14

Ao vivo... Loop

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Mais um grupo que regressa aos palcos: Loop. vinte anos depois da sua dissolução, os norte-americanos regressaram este ano para alguns concertos, mostrando que o rock 'n' roll vai conseguindo resistir.

08/08/14

Ao vivo... Volcano Choir

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Uma das grandes expectativas da edição deste ano era ver em palco os Volcano Choir, projecto liderado por Bon Iver. Depois de "Unmap" de 2009, o grupo regressou aos discos em 2013 com "Repave".
Um bom concerto, abrilhantado pela característica voz de Bon Iver em constante falsete, e também por muito experimentalismo musical, saindo dos campos da folk e entrando até por algum psicadelismo controlado, mas mantendo sempre a identidade musical.

05/08/14

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2014

Data - 02 de Agosto de 2014
Local - Vilar de Mouros
Notas - Após um interregno de oito anos, a Fundação AMA Autismo propôs-se fazer regressar o mítico Festival Vilar de Mouros, lutando contra várias adversidades, nomeadamente a falta de patrocínios e, consequentemente, falta de divulgação. Aliando a estes dois importantes factores o anúncio tardio do cartaz definitivo para o evento, era enorme a expectativa relativamente à adesão do público; enorme, mas previsível e aconteceu o que se esperava: o público não voltou a Vilar de Mouros, e seriam pouco mais de 10000 pessoas durante o festival.
Foi pena, mas mesmo com pouco público, esta edição ficará, obviamente, na história.
Quanto ao público, apesar de em número reduzido num espaço com capacidade para cerca de 50000 pessoas, divertiu-se e participou na festa de uma maneira diferente dos muitos festivais que existem por este país, e é aí que reside o misticismo de Vilar de Mouros. É um festival diferente, numa localidade lindíssima e com um ambiente fabuloso, onde tudo é uma festa, onde as pessoas estão e sentem-se bem, pois a gente da terra gosta dos festivaleiros e os festivaleiros retribuem, e isso faz com que Vilar de Mouros seja diferente, e a saudade proporcionada pelo longo hiato entre a última edição e a deste ano, não é diferente da que surge após o encerramento do festival, entre a deste ano e do próximo.
Relativamente à questão musical, o cartaz deste último dia era o mais equilibrado dos três dias anunciados. Pelo chamado palco secundário assistimos à actuação dos The Lazy Faithful, com um rock forte e agradável mas que ainda precisa de ser um pouco mais trabalhado para ganhar alguma consistência, e assistimos ainda a um bom concerto dos Búfalo, grupo que toca mais do que canta e que navega pelos mares do post-rock, com nítidas influências de Spiritualized ou Trans Am. Se inicialmente é um concerto agradável proporcionado por bons músicos, acaba por, passado algum tempo, tornar-se aborrecido e monótono, e isso não tem a ver com o desempenho do grupo, mas sim com o estilo musical.
Quanto ao chamado palco principal, o dia começou com Legendary Tigerman que mais uma vez deu um grande concerto, ficando a ideia que Paulo Furtado não sabe dar maus concertos. Fazendo-se acompanhar por Paulo Segadães na bateria e João Cabrita no Saxofone, este músico de Coimbra durante os 45 minutos que esteve em palco transformou o ambiente numa festa e, mesmo com pouco público junto ao palco o ambiente foi muito bom e terminou com Paulo Furtado a chamar para o palco quem quisesse ir, bastava "quererem dançar", e houve muita gente que o fez, e foi visível no rosto dos músicos, o ar de satisfação.
Seguiu-se a actuação dos Deolinda que deram um concerto relativamente curto e morno, sem conseguir agarrar o público, apesar da grande interacção com o público por parte da vocalista Ana Bacalhau, apesar de em algumas partes parecer algo despropositada. O momento alto do concerto, acabou por ser o convite dirigido a Paulo Furtado, para colaborar numa das canções de um concerto que terminou de forma abrupta mas que pareceu não incomodar ninguém, pois seguiam-se os Xutos & Pontapés, uma máquina bem oleada que arrasta sempre muito público, por onde quer que passe, e Vilar de Mouros não foi excepção.
O grupo que actualmente está a celebrar 35 anos de carreira não desiludiu nem acrescentou nada de novo. Tocaram temas novos do disco lançado recentemente mas, como é normal, os que mais prenderam e empolgaram o público, foram os clássicos da banda de Tim, Zé Pedro, Kalu, Cabeleira (em grande nível) e Gui. "Contentores", "Remar, Remar", "Circo de Feras", "Homem do Leme", "Maria" ou "Minha Casinha", são alguns exemplos dos clássicos do grupo e que puseram a plateia a cantar e a dançar, mostrando o quão bem oleado está esta banda que teima em continuar, mas que não satura e, no final de um concerto, a sensação que fica é agradável, como se fosse uma das primeiras vezes que os vemos actuar. Um bom concerto que teria tido um som excelente não fosse uma ou duas falhas que surgiram, mas que foram resolvidas de imediato.
E a seguir aos Xutos & Pontapés é chegada a vez de um senhor oriundo de Bristol subir ao palco: Tricky. E a seguir a Tricky, entraram em palco os Guano Apes que estão de regresso aos discos com "Offline", editado muito recentemente e praticamente desconhecido. Liderados pela carismática Sandra Nasic, o agrupamento alemão apresentou um alinhamento em jeito de Best Of, e ao longo de 21 temas percorreram a obra do grupo, sendo evidente o desconhecimento por parte do público relativamente ao último disco editado pela banda. Foi um bom concerto, cheio de energia e que passou depressa e, quando isso acontece, é porque é bom. Simpáticos e satisfeitos por estarem de regresso a Vilar de Mouros onde actuaram em 2003, os Guano Apes fecharam em bom nível, a edição deste ano do festival.
Para o fim, Tricky. Não foi o concerto de encerramento do festival, mas foi, seguramente, o mais memorável.... e estranho.
Mais uma vez foi notória a falta de "entrosamento" entre os músicos, não pela sua qualidade, mas pela forma de estar em palco de Tricky. Fica sempre a ideia que as canções não são ensaiadas e é notório que, durante todo o concerto, os músicos que o acompanham não tiram os olhos dele para saberem o que hão-de fazer e Tricky parece um maestro, ora levantando o braço, ora gesticulando, e nessas alturas ou a música sobe de tom ou os músicos começam a tocar noutro ritmo. Para quem está nas filas da frente isto é estranho, nota-se que nem tudo corre bem e eis que Tricky dirige-se à vocalista que o acompanha, segreda-lhe algo e ela empurra-o, e surgem os amuos; Tricky deixa-a a cantar sozinha em "Overcome", abandona o palco, quando regressa tira-lhe o microfone, depois a setlist, e chama para o palco o público e toca "By Myself" à frente do público que invadiu o palco e com os seus músicos atrás desse público, criando uma barreira entre ele e os seus músicos, como que a querer dizer que não precisa deles para dar um bom concerto, quando dois espectadores tentam tirar uma selfie com ele atira-lhe com os telemóveis ao chão, agradece a recepção do público, sai de palco, deixa os seus músicos a tocar sozinhos, e eles sem saberem o que fazer, quando têm de terminar e, passado alguns minutos, dão por terminado um dos concertos mais estranhos que vimos até hoje.

25/07/14

Ao vivo... Jupiter Lion

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Mais um grupo espanhol com boa presença em palco. Oriundos de Valência, os Jupiter Lion, formados por José Guerrero, Vicent Sais y Xavi Chardi, estrearam-se nos discos em 2012 com um álbum homónimo e desde então têm construído uma carreira sólida em Espanha.

24/07/14

Ao vivo... The National

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Soberbo concerto dos The National com um Matt Berninger completamente possuído, num concerto que contou com a colaboração de Bon Iver, St. Vincent e ainda Hamilton Leithauser, numa noite memorável, com o alinhamento a incidir, principalmente, no extraordinário último disco "Trouble Will Finde Me".
Arrisco a afirmar que os The National são, actualmente, uma das melhores bandas em palco.

22/07/14

Ao vivo... Pixies

Data - 30 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Regressados aos palcos, os Pixies de Black Francis deram um bom concerto, naquele que foi o primeiro da digressão de 2014. Com disco novo na bagagem "Indie Cindy" editado este ano, foram os clássicos do grupo que levaram ao rubro a plateia.

21/07/14

Ao vivo... Islands

Data - 31 de Maio de 2014
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Nick Thornburn e os seus Islands, formados em 2005, proporcionaram um concerto agradável, mais por força da interacção do músico com o público do que pela vertente musical.
Não queremos com isto dizer que a actuação foi fraca, nada disso, e os Islands, apesar de não empolgarem o público, deram um concerto agradável.
Com seis trabalhos editados até à altura, tendo sido o primeiro "Return To The Sea" em 2006 e o ultimo "Ski Mask" em 2013, o grupo tarda em se afirmar nos meandros da música alternativa, demonstrando, cada vez mais, uma vertente pop.

17/07/14

Ao vivo... Cass McCombs

Data - 16 de Julho de 2014
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Depois da passagem discreta pelo palco secundário do Optimus Alive, onde Cass McCombs deu um bom concerto, apesar de a maior parte do público estar alheio do mesmo, um pouco pelo desconhecimento da sua obra, este músico canadiano, nascido em 1977, apresentou-se no pequeno aquário da ZdB, sala de que gosta muito.
Sala completamente cheia, para duas horas de grande música, por parte de um excelente músico.