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26/07/15

Ao vivo... Festival Músicas do Mundo

Data - 25 de Julho de 2015
Local - Sines
Notas - Neste dia actuaram no recinto do castelo os Pascals, Moriaty, Toumani & Sidiki Diabaté, Salif Keita e Orlando Julius, entre outros.
As crónicas aos concertos serão publicadas individualmente, sem sequência pré-estabelecida.

25/07/15

Ao vivo... Festival Músicas do Mundo 2015

Data - 24 de Julho de 2015
Local - Sines
Notas - Neste dia actuaram no recinto do Castelo os Flat Earth Society, Niladri Kumar, Capicua e os Canzoniere Grecanico Salentino.
As crónicas aos concertos serão publicadas individualmente, sem sequência pré-estabelecida.

12/07/15

Ao vivo... Festival NOS Alive

Data - Dias 09, 10 e 11 de Julho de 2015
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Crónicas publicadas individualmente, por concerto.

08/06/15

Ao vivo... Thurston Moore

Data - 07 de Junho de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Mais uma vez no aquário da ZDB, mais uma vez lotação completa e mais uma vez uma excelente noite de rock puro, cada vez mais raro nos tempos que correm.
Acompanhado por Steve Shelley na bateria, Debbie Googe no baixo e James Sedwards na guitarra, Thurston Moore encarregou-se da voz e também da sua velhinha guitarra Fender. Muito bom.

02/06/15

Ao vivo... Festival Primavera Sound

Data - 27 a 30 de Maio de 2015
Local - Parc Del Forum - Barcelona

01/06/15

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 4

Data - 30 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Último dia da edição deste ano do Festival Primavera Sound.
Kevin Morby -  Baixista dos Woods e colaborador de Cassie Ramone nos The Babies, Kevin Morby deu início à sua carreira a solo em 2013 com a edição de "Harlem River", e mais recentemente regressou às edições discográficas com "Still Life", trabalho elegante de pop com pormenores de folk e algum psicadelismo. Este músico texano apresentou-se em Barcelona para um concerto folk típico de fim de tarde, início de noite, não deixando no entanto de brindar o público com alguns pormenores mais virados para o rock psicadélico. Um concerto razoável de um músico a seguir com atenção.
Younghusband - Projecto de Euan Hinshelwood que já conta com seis anos de vida percorrendo os caminhos da pop, mas com uma sonoridade muito pessoal resultante da fusão de diversos e variados estilos musicais que vão desde o Shoegaze ao Noise-pop ou ainda ao Krautrock. O concerto do grupo foi relativamente curto sendo a indiferença do público imensa. Talvez tenha sido esse o motivo que levou o grupo a tocar pouco tempo.
DIVV - Concerto morno da banda formada e liderada por Cole Smith, também guitarrista dos Beach Fossils. Fazendo-se acompanhar por Colbt Hewitt dos Smith Westerns, o Cole Smith e os seus DIVV apresentaram alguns temas do disco prestes a editar, e talvez tenha sido pelo facto de as pessoas desconhecerem os temas, que o concerto não empolgou, sendo um dos mais fracos da edição deste ano,
Neleonard - Mais um conjunto de Barcelona numa onde de pop-rock espanhol tradicional. Liderados por Nele Navio, apresentam durante cerca de 50 minutos um desfilar de canções melodiosas, com um pop elegante e agradável, mas pouco mais do que isso, ficando a ideia de ser um conjunto para "consumo interno".
Fucked Up - Excelente e empolgante concerto do grupo liderado pelo carismático Damian Abraham (Pink Eyes). Os canadianos Fucked Up, por onde quer que passem deixam a sua marca de forma indelével em quem teve a oportunidade de assistir ao seu concerto. A titulo de curiosidade, há que referir o facto de o vocalista da banda só abandonar o local do recinto após o mesmo ficar sem público algum, pondo-se à disposição para uma fotografia, um abraço e uns dedos de conversa. Muito bom.
Tori Amos - A norte-americana apresentou-se em palco sozinha com dois pianos e confirmou por completo os seus dotes de pianista clássica que a converteram numa estrela, com muito carisma, no mundo da música, carisma esse que vem aumentando graças à raridade com que se apresenta em palco. A sua música, estruturalmente assente na clássica, vai muito para além disso e podemos deliciar-nos com a fusão desse género com as sonoridades electrónicas e os arranjos orquestrais, e esta conjugação de estilos dá à sua sonoridade um toque ligeiramente conceptual. Um concerto intimista num recinto demasiado grande para o mesmo
Sleaford Mods - Este duo formado pelo vocalista Jason Williamson e o DJ Andrew Fearn, surgiu no ano de 2006 em Nottingham, e estrearam-se nas edições discográficas em 2013 com "Austerity Dogs", a que se seguiu em 2014 "Divide and Exit" e já este ano "Key Markets". Se em disco a música do grupo funciona na perfeição, ao vivo é diferente e, mesmo não desiludindo, há algo que, na minha opinião, se perde. Musicalmente o espectáculo é interessante, apesar de não ter qualquer tipo de improvisação, pois a música está gravada num computador e não existe qualquer instrumento em palco. Se Williamson se mostra irrequieto em palco, já Fearn permanece durante todo o concerto junto ao seu computador, gingando as ancas e pouco mais. O facto de não existir qualquer tipo de improvisação nem instrumentos em palco, acaba por quebrar o entusiasmo, originando alguma monotonia, salva, somente, graças à excelente qualidade musical.
Torres - A lindíssima Torres, nascida na Georgia em 23 de Janeiro de 1991, lançou o seu primeiro disco homónimo em 2013, e já este ano editou "Sprinter", ambos muito bem recebidos pela critica musical. Apresentou-se em Barcelona para um bom concerto, com o seu folk intimista e a sua voz sedutora, que, como é natural, não funciona muito bem em grandes espaços, pois o som perde-se na envolvência humana, ainda por cima quando uma grande parte do público insiste em não se conseguir calar-se durante o tempo todo.
Einsturzende Neubaunten - Banda alemã formada em 1980 e que desde então tem mantido uma carreira regular com mais de duas dezenas de discos editados e com uma considerável legião de fans que mantém uma fidelidade imensa a um grupo que, em palco, nunca desilude, com uma fusão de estilos que percorre quase todas as vertentes musicais desde a estrutura de base clássica ao rock industrial, ao disco... tudo numa mescla musical de enorme qualidade.
Salif Keita e Les Ambassadeurs - A voz de ouro de África com os seus Ambassadeurs. Um dos melhores concertos da edição deste ano, um concerto de World Music pura, bem tocado, bem cantado e muito bem dançado pelo público que encheu, completamente, o recinto.
Babies on Toyland - Banda mítica de Minneapolis, que surgiu em 1987 no auge do Grunge, dissolveu -se em 1997, e regressou aos palcos em 2015. A sua actuação no segundo maior palco do recinto do Primavera Sound Barcelona foi uma desilusão, tornando-se aborrecida, naquele que foi o pior concerto do festival.
Dan Deacon - A expectativa de ver em palco Dan Deacon era enorme, depois de ter falhado a sua actuação durante o ano passado, por opção de palco. Com "Gliss Riffer", o seu mais recente trabalho acabado de editar, Deacon animou o público proporcionando um concerto com um alinhamento em jeito Best Of de toda a sua carreira que já leva mais de uma dezena de anos, tendo ficado de fora, unicamente, os temas mais experimentais.
Thee Oh Sees - E para fechar a edição do Festival Primavera Sound 2015 de Barcelona, pelo menos no que a concertos presenciados diz respeito, e já em jeito de balanço, com o cansaço e a exaustão a tomarem conta das pernas em particular e do corpo em geral, uma pequena passagem pelo concerto desta banda americana de San Francisco, formada em 1997. Como já foi mencionado, o cansaço era muito, e, justamente por isso só foi possível assistir a cerca de 30 minutos de um concerto poderoso de um grupo cuja música percorre os caminhos do Indie Rock com alguma aproximação ao Punk, não na sua vertente clássica característica da altura em que o referido movimento apareceu, mas numa vertente mais pop. Um grupo a seguir com alguma atenção.

30/05/15

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 3

Data - 29 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Terceiro dia de um festival com mais de uma dezena de palcos espalhadas por um recinto enorme, e, como se já não fosse suficiente a árdua tarefa da selecção do que deve ser visto, ainda se tem a difícil missão de andar alguns Kms de palco em palco.
Disappears - Os riffs e o rock experimental dos Disappears encarregaram-se de dar início a mais um dia de festival. Pelas 17 horas, com um sol extremamente quente, não foi fácil a banda de Chicago conseguir empolgar a assistência. Com um som a fazer lembrar os Can ou os Stoges, e num momento em que estão a preparar a edição de um novo trabalho, o grupo limitou-se a tocar alguns dos seus temas mais conhecidos, extraídos dos álbuns "Lux", "Guider" e "Era".
KVB - Do Reino Unido, chegaram os KVB, com o seu punk-rock misturado com electrónica e Shoegaze. Nitidamente influenciados por Joy Division ou Cure, o grupo que recentemente editou o EP "Out Of Body" deu um concerto morno, demonstrando no entanto algum potencial, mas para isso têm que soltar as amarras que os prendem e influenciam, nomeadamente Joy Divison, que apesar de tudo é uma boa influência, mas, como é lógico, é necessário algo novo. Um grupo a seguir.
Chinarro -  Génio e um dos nomes mais importantes da música pop espanhola, António Luque conta já com duas décadas de carreira à frente dos Sr. Chinarro, e para comemorar esse feito, foi lançado recentemente o trabalho "Perspectiva Caballera", disco este que serviu, naturalmente, de base ao bom concerto que deu, tocando as suas baladas e o seu pop corrido, perante um recinto bem composto.
Ex Hex - Após o final dos White Flag, as Sleater-Kinney Janet Weiss e Carrie Brownstein, a vocalista e guitarrista Mary Timony (Helium), surgiram como Ex Hex, projecto novo em que se fazem acompanhar por Betsy Wright (The Fine Tapes) e Laura Harris (The Aquarium), formando o que é vulgarmente designado por uma super-banda. o seu rock forte e ritmado, as canções curtas e simples a fazer lembrar Ramones ou as Runaways, cativaram a assistência, que de forma descontraída saltou, dançou e vibrou.
New Pornographers - Ultimamente vocacionados para as suas carreiras a solo, A. C. Newman, Dan Bejar e Neko Case, decidiram reactivar os New Pornographers em 2014, lançando o trabalho "Bill Bruisers", disco muito bem recebido pela crítica e pelo público em geral, e como consequência dessa boa recepção, impunham-se os concertos e as digressões daquele que é considerado o super-grupo indie por excelência, e demonstraram isso no Primavera Sound, apesar de o concerto ter decorrido ainda com luz do dia e com o público a chegar ao recinto. Se fosse um pouco mais tarde e com uma plateia cheia, teria sido um dos melhores concertos do dia, pois a motivação dos músicos seria diferente.
Tobias Jesso Jr. - O canadiano Tobias Jesso Jr., tocava pela primeira vez perante tanta gente, segundo o próprio afirmou. Sentado ao piano, visivelmente satisfeito, deu um bom concerto, interagindo bem com o público, brincando, cantando e comovendo a assistência.
Perfume Genius - Mike Hadreas (Perfume Genius), com três discos editados, continua a seguir a sua carreira de forma muito equilibrada, exibindo uma sensibilidade fora do comum na forma como escreve e interpreta as suas canções, conseguindo transportar para o público o significado de cada frase que canta, de cada melodia que toca, de cada canção que compõe. As suas melancolias, as suas alegrias, as suas obsessões, as diversas pressões e fases da sua vida, passam para o público, que as sente como se fossem suas, transformando a sua música e a sua actuação com num verdadeiro momento de magia, um momento singular que nos toca e comove; de forma brilhante e comovente. Sidera-nos.
Sleater-Kinney - Dez anos após a edição de "The Woods", este poderoso trio americano, que sacudiu o movimento punk, está de regresso com a edição de "No Cities To Love", um disco duro tal como os anteriormente editados pela banda. Relativamente ao concerto, foi com mas sem grandes improvisos, tornando-se aborrecido. Se fosse uma hora seria perfeito, mais do que isso, torna-se (tornou-se ) aborrecido.
Ride - Pioneiros do Shoegaze à escala mundial, juntamente com os My Bloody Valentine e Slowdive, esta banda inglesa, formada por Andy Bell, Mark Gardener, Laurence 'Loz' Colbert e Steve Queralt, iniciou a sua actividade em 1988, tendo-se separado em 1996, deixando um legado de quatro discos. Em 2001 reuniram-se para procederem à gravação de um programa para o Channel 4, e este ano andam em digressão, aproveitando o renascimento do estilo que os caracterizou, renascimento esse que surgiu graças ao regresso às edições discográficas por parte dos My Bloody Valentine que no ano de 2013 lançaram "MBV".
Alt-J - Muito aclamados pela crítica com o disco de estreia "An Awesome Wave" em 2012, os Alt-J regressaram em 2014 com "This Is All Yours", mais um excelente trabalho. No entanto, se em disco a música deste trio de Leeds liderado por Joe Newman funciona na perfeição criando bons momentos musicais, ao vivo surge o problema que se prende com a dimensão do palco onde o grupo actua. Numa sala pequena, com um palco pequeno, num ambiente mais intimista, acreditamos que um concerto dos Alt-J será mesmo muito bom; agora, quando tocam em palcos de grande dimensão a exigir grandes coreografias e perante cerca de 30 ou 40 mil pessoas, essa magia perde-se e torna-se aborrecido, não sendo de estranhar o facto de a partir de uma determinada altura ser possível ver pessoas a abandonar o recinto. É pena.

29/05/15

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 2

Data - 28 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Primeiro dia "a sério" do festival, com os palcos todos a funcionar em pleno, tornando difícil a tarefa de selecção dos concertos a ver. Muitos ficam de fora e, é necessário haver algum critério na escolha.
Perro - Para dar início a um dia longo de muita e boa música, a escolha recaiu sobre os Perro, quarteto de Múrcia com grandes influências dos The Wedding Present ou dos Los Planetas. Com um disco editado e alguns EPs, os Perro trouxeram uma lufada de ar fresco à cena indie espanhola com a edição de "La Reinda de Inglaterra. Um concerto morno, tipicamente de início de dia.
Ocellot - Grupo de Barcelona que cruza o folk com o rock psicadélico, num projecto interessante liderado por Marc Férnandez e Elaine Phelan. Com a edição recente do seu álbum de estreia "Molsa Molsa", foi natural que houvesse por parte do público algum desconhecimento da maior parte dos temas, mas nem por isso deixou de ser um bom concerto.
Childhood - Considerados pela crítica britânica uma das promessas do pop que se vai fazendo pelas terras de sua majestade, a música os Childhood passou um pouco ao lado do público, e nem a fusão de um estilo musical do géneros dos Tame Impala com os Jesus & Mary Chain foi suficiente para que Romans-Hopcraft conseguisse arrebatar o público com a sua voz melancólica. No entanto, é um grupo a seguir com alguma curiosidade.
Yasmine Hamdan - Actriz, cantora e compositora, Yasmine Hamdan encantou a plateia do Primavera Sound. Detentora de uma excelente e poderosa voz, sedutora e bonita, a Libanesa, natural de Beirut encheu o recinto com temas lindos e com um grande disco editado muito recentemente, "Ya Nass".
Viet Cong - Do Canadá chegaram os Viet Cong, projecto liderado por Matt Flegel e Mike Wallace. Conjugando na perfeição a intensidade do Post-Punk com muitas distorções e, por incrível que pareça, um leve toque de Lo-Fi, deram-se a conhecer com a edição de "Cassette" em 2013, tendo editado no início deste ano o disco homónimo que serviu de base ao alinhamento do concerto, para gáudio do muito público que encheu a área do recinto do palco Pitchfork.
Thurston Moore - O Sr. Sonic Youth deu mais um excelente concerto de rock puro e duro, como só ele sabe fazer. Temas longos, grandes solos de guitarra e muitas canções do seu mais recente disco "The Best Day", naquele que foi um dos grandes concertos do dia.
Antony and The Johnsons - Não há palavras para descrever o que se passou no concerto de Antony. O que quer que se possa dizer é pouco para descrever o que se passou. Só uma nota fica, e a interpretação da mesma fica ao critério de cada um: cerca de 50000 pessoas a ver um concerto de música calma, acompanhado por uma orquestra; não se ouvia um ruído que fosse, por parte do público. Momento mágico e arrepiante.
Black Keys - Depois do silêncio e da ternura da música de Antony, os Black Keys tinham por missão trazer-nos de volta ao rock, aos riffs, ao barulho, e conseguiram-no mas o efeito Antony teimava em permanecer "cá dentro", e o concerto do Black Keys acabou por "passar um pouco ao lado".
Chet Faker - Nick Murphy (Chet Faker) tem constituído uma carreira musical sólida, conjugando uma elegante e inteligente proposta musical assente no soul, mas à qual não deixa de acrescentar algumas pinceladas de jazz, e ainda de ritmos electrónicos. Em 2014 editou "Built On Glass", chamando a atenção da crítica para a sua música, conseguindo de imediato uma enorme legião de fanz que encheu por completo a zona do palco Ray-Ban para assistir a um bom concerto com muito ritmo.
Sun O))) - Experimentação electrónica, música densa, drone metal ruidoso, caos sonoro, sinfonias apocalípticas e muito ruído, com uma nível sonoro próximo do inaudível, mas com com um fio condutor que conjugas isto tudo e faz com que um concerto dos Sun O))) seja algo inesquecível, uma experiência a repetir, e enquanto no palco o ambiente é caótico em termos sonoros, na plateia os rostos são de satisfação e estupefacção.
Simian Mobile Disco - O duo formado por James Ford e Jas Shaw, apresentou mais uma vez no Festival Primavera Sound a sua sonoridade electrónica, com o alinhamento do concerto a incidir, principalmente, no mais recente trabalho "Whorl", no qual utilizaram os habituais sintetizadores e ainda um sequenciador com o objecto de diminuírem os limites sonoros entre a composição e a gravação em estúdio, com os espectáculos ao vivo, algo que resultou.

28/05/15

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 1

Data - 27 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Primeiro dia do Festival Primavera Sound 2015. Tradicionalmente este primeiro dia é de acesso livre, sendo óptimo para se aproveitar e fazer de imediato a troca do bilhete pela pulseira e cartão de acesso ao recinto nos restantes dias.
Las Ruinas - Para abrir a edição 2015, a organização seleccionou um grupo de Barcelona que tem obtido bastante sucesso em terras espanholas. Com um estilo musical que funde o Punk com o Rock caracteristicamente espanhol, o grupo acabou por dar um concerto morno.
Panama - Grupo australiano que também não conseguiu empolgar com a sua música electrónica, com um leve toque a anos 80, num alinhamento onde foi possível ouvir alguns temas do trabalho editado recentemente, "Always".
Christina Rosenvinge - Cantora espanhola de grande popularidade desde os seus tempos de adolescência, tendo conseguido sobreviver a essa síndrome de estrela adolescente e, graças ao seu talento tem conseguido manter uma carreira de bastante sucesso. Simpática, bonita e a conseguir arrancar muitos aplausos ao público presente, vendo-se muitos deles a cantarem as letras das suas canções do princípio até ao final.
Cinerama - Após o regresso dos Wedding Present, David Gedge, qual músico insaciável fez resurgir os Cinerama como seu pop delicado, minimalista e muito orquestral. Um dos excelentes concertos da edição deste ano. "Valentina", o mais recente trabalho deste projecto, serviu de base ao alinhamento do espectáculo, mas também foi possível ouvir temas dos anteriores álbuns do grupo.
Albert Hammond Jr. - Um dos fundadores dos Strokes que tem construído uma boa carreira a solo, de forma coerente e equilibrada. Detentor de uma voz segura, estreou-se nas edições discográficas em 2002 e desde então tem trilhado uma boa carreira musical, com discos que, podem não deslumbrar nem obter grande sucesso, mas são bons discos de rock. Bom concerto, mas mesmo assim, não conseguiu ser o "vencedor da noite".
Orchestral Manouvers in The Dark - Estes sim, foram os "vencedores da noite", provando que "velhos são os trapos". Um concerto excelente, com bom ritmo, com toda a gente a dançar e a cantar, "Enola Gay", "Electricity" ou "Souvenir", num desfilar de êxitos intemporais.

21/05/15

Ao vivo... Jad Fair e Norman Blake

Data - 20 de Maio de 2015
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Jad Fair e Norman Blake apresentaram-se no aquário da ZDB para a apresentação de alguns temas do seu mais recente disco, "Yes" lançado em 2014 pela label Joyful Noise.

13/05/15

Ao vivo... Ken Vandermark e Fred Lonberg-Holm

Data - 12 de Maio de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Numa noite mais virada para o Jazz, o saxofone de Ken Vandermark e o violoncelo de Fred Lonberg-Home, estiveram em excelente nível, num serão em que, mais uma vez, o aquário da ZDB este praticamente cheio.

09/05/15

Ao vivo... Colleen

Data - 08 de Maio de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Concerto calmo e intimista, em que Colleen chamou para o palco muita gente do público, pedindo que se sentassem à volta, criando um ambiente único, numa noite musicalmente perfeita.

06/05/15

Ao vivo... Mono

Data - 05 de Maio de 2015
Local - RCA Club
Notas - Durante pouco mais de uma hora, os japoneses Mono proporcionaram um concerto muito bom, com o seu post-rock totalmente instrumental, desmistificando a teoria de que um espectáculo desse estilo musical torna-se aborrecido.
Se existem estilos onde isso pode suceder, como por exemplo no rock ou heavy metal, no post-rock é mais difícil, visto ser um género musical que, apesar de os temas serem longos, não se tornam tão repetitivos, pois têm várias mudanças de ritmo e as estruturas musicais são, quase sempre, em crescendo, com pormenores que podem ir desde o mais melódico que se possa imaginar até ao mais pesado, e mesmo até ao caótico, mas sempre com um fio condutor ao longo de toda a música.
Oriundos de Tokyo, os Mono formaram-se em 1999, tendo editado o primeiro trabalho em 2001, "Under The Pipel Tree". Desde então, Yoda na guitarra, Takaakira "Taka" Goto na guitarra, Yasumori Takada na bateria e Tanaki no baixo têm mantido certa regularidade em termos de edições discográficas, contando já com uma dúzia de álbuns, tendo os últimos "Rays of Darkness" e "The Last Dawn" de 2014, sido editados simultaneamente, com sonoridades parecidas mais diferentes, pois se em "The Last Dawn" a sonoridade apresentada é extremamente melódica, já em "Rays of Darkness" surgem os tais devaneios musicais que nos levam, momentaneamente, a cenários caóticos, para além de surgirem alguns temas cantados por Tetsu Fukagawa, dos Envy.
No pequeno palco da excelente sala do RCA Club, perante uma plateia quase cheia, os Mono estiveram em muito bom nível, com um grande concerto.
Liderados pelo excelente guitarrista Takaakira "Taka" Goto, os Mono encantaram, e só não foram perfeitos, pois ficou a faltar o encore, apesar da enorme insistência do público.


Setlist

Recoil, Ignite
Unseen Harbor
Kanata
Pure As Snow
Where We Begin
Ashes In The Snow
Everlasting Light