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14/07/14

Ao Vivo... Festival Optimus Alive 2014

Data - 11 de Julho de 2014
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Segundo dia da edição de 2014 do Festival Optimus Alive. Como era previsível, este dia teve muito menos público do que o anterior, e à hora que os The Last International entraram em palco, ainda sob o intenso sol de final de tarde e do calor abrasador se faziam sentir, o aspecto era próximo de desolador. Pouco público e, para além disso, mais preocupado em colocar a conversa em dia e tirar umas selfies. Um público apático, e nem a interacção do grupo, do qual qual fazem parte dois descendentes lusos, nem o incentivo ao protesto ao som de uma "Grândola, Vila Morena" cantada a Cappella e da declaração do guitarrista  Edgey Pires "vamos protestar, fazer barulho contra esse Passos Coelho", foram suficientes para empolgar os espectadores. No entanto, ficou a ideia que numa sala mais pequena, a música do grupo deve resultar, agora num espaço de grande dimensão e inserido num festival isso não acontece, tendo sido visível o crescendo do desinteresse do público.
Depois do inconsequente concerto dos The Last Internationale, num dos outros palcos actuava um dos grupos mais aguardados do dia, os norte-americanos Parquet Courts que apresentaram alguns temas de "Light Up Gold" de 2012 e "Sunbathing Animal" de 2014, os dois únicos discos editados pelo grupo e que foram muito bem recebidos pela crítica. Apesar dessa boa receptividade, foi evidente o desconhecimento de muitos dos espectadores em relação à música de Andrew Savage, Austin Brown, Max Savage e Sean Yeaton.
Exceptuando os riffs de guitarra, fortes e bem executados, o grupo que momentaneamente nos trouxe à memória o som dos "Pavement", por exemplo, não conseguiu cativar o público, sendo este um dos contras dos festivais, ou seja, o facto de, quem organiza, ter um pouco a exagerada preocupação de anunciar que num determinado evento estão presentes mais de 100 ou 150 bandas, essa obsessão torna-se improcedente e origina que, por vezes, bons grupos que poderão proporcionar excelentes concertos, acabem por se perder num emaranhado de bandas, e muitas vezes acontece que quem está a assistir a determinado concerto, não conhece uma única música desse grupo e, das duas uma: ou o grupo tem a força de os poder, digamos, converter, ou o desinteresse acaba por sobressair, e foi exactamente isso que aconteceu por parte dos espectadores, e quem está em palco apercebe-se disso.
Apesar destes condicionantes, foi um bom concerto, competente, e ficou a ideia que numa sala de média dimensão, por exemplo Espaço TMN ou Aula Magna, teria sido fabuloso. Resta aguardar.
Depois da actuação dos Parquet Courts, era tempo de rumar até ao palco principal, onde já estavam a actuar os também norte-americanos MGMT, detentores de dois excelentes discos "Oracular Spectacular" de 2008 e "Congratulations" de 2010, e ainda do menos conseguido "MGMT" de 2013. Apesar de terem mais público do que os seus conterrâneos Parquet Courts, também oriundos da cidade de Brooklyn, os MGMT não conseguiram agarrar o público, mesmo com um alinhamento em jeito Best Of que percorreu a obra do grupo. Apesar disso, o desinteresse do público foi crescendo e, para o final, era evidente que muita gente estava lá para ver os senhores que se seguiam: The Black Keys.
Juntos há treze anos, Dan Auerbach e Patrick Carney não desiludiram. Para quem os viu há algum tempo no Pavilhão Atlântico, este concerto ficou aquém das expectativas; para quem nunca os tinha visto, como é o caso, foi muito bom.
Enquanto Carney demonstra ser um baterista de excelente nível, Auerbach mostra-se com um dos melhores guitarristas rock da actualidade, com nítidas influências de Jimmy Page. Escusado será dizer que o alinhamento do concerto percorreu grande parte da obra do duo, incidindo principalmente no "El Camino" de 2011, e será sintomático o facto que só perto de metade do concerto, tenham sido tocados temas do novo disco editado este ano "Turn Blue", cujo sucesso ficou longe do esperado.
De forma inteligente, o duo soube escolher a sequência perfeita para as músicas, de modo a não existirem quebras de reacção por parte do público, nem as normais debandadas em festivais depois de se ouvirem as músicas mais conhecidas. Essa foi a razão para, por exemplo, "Lonely Boy", ter sido tocada perto do final, a anteceder o encore, que surgiu um pouco por surgir, já que após este tema ocorreu a tal debandada.
Sem serem os vencedores da noite, os cabeça de cartaz The Black Keys, num dia com muito menos público do que o anterior, deram um excelente concerto e o único ponto negativo que se pode apresentar ao duo, foram as pausas demasiado longas entre algumas canções que, como é natural, provocaram quebras de ritmo junto do público, naturalmente cansado.
Se os The Last Internationale foram inconsequentes, os Parquet Courts competentes mas o público algo absorto, os MGMT sem nada de empolgante, os The Black Keys com quebras de ritmo, os Buraka Som Sistema podem ser considerados como os vencedores da noite.
Durante mais de uma hora, perante uma plateia algo despida após The Black Keys, o projecto de Blaya, Conductor e Kalaf conseguiu empolgar o público, com grande ritmo do primeiro ao último momento, fazendo com que o Passeio Marítimo de Algés se tornasse numa gigante pista de dança, apesar do cansaço, e aconteceu o "dois em um". Se por um lado, em palco, estava um grupo disposto a proporcionar uma excelente noite com alguns clássicos da banda intervalados com temas do mais recente disco, nem o facto de o volume estar um pouco mais baixo do que era aconselhado impediu que a comunidade africana dançasse daquele modo que só eles sabem e isso foi outro espectáculo dentro do próprio concerto, criando-se espaços em que as pessoas dançavam, brincavam e eram felizes, ao som dos Buraka Som Sistema. Grande concerto.

04/04/14

Ao vivo... Festival Optimus Alive

Data - 15 de Julho de 2012
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Este era o dia mais aguardado da edição do Optimus Alive de 2012, pois os Radiohead regressavam aos palcos portugueses após uma ausência de 10 anos.
O dia, no chamado palco principal - que neste festival vale o que vale, pois o secundário costuma ter alinhamentos de melhor nível - começou com o som dos portugueses Paus, com as suas baterias siamesas e que conseguiram empolgar o público, não deixando de ser curiosa a forma como o grupo consegue dar excelentes concertos, cativando, apesar de a sua música se tornar, por vezes repetitivas, mas há que reconhecer que é de grande qualidade e estamos perante um grupo que pode obter algum sucesso além fronteiras, e a prova disso, é que já têm no seu curriculum bastantes espectáculos um pouco por todo o mundo, principalmente em festivais.
A seguir aos Paus, tocaram os britânicos Kooks, com uma pop simultaneamente inconsequente e despretensiosa, que assenta em guitarras desgarradas, com uma música que apresenta alguma frescura. Com um alinhamento curto, alguns hits pelo meio, conseguiram entreter o público presente, mas sem chegarem ao nível dos Paus.
Os Caribou, acabaram por demonstrar ser um erro de casting, pelo menos para este palco e neste dia. A música do grupo é boa e os músicos também são bons mas não funcionou, acabando por ser um bocado penoso para quem estava a assistir e, talvez por isso, tenha sido notório o número de pessoas que aproveitou para descansar um pouco, sentando-se, quanto mais não fosse para recuperar da extenuação de estar durante longas horas debaixo de um sol impiedoso e, de ser extremamente complicado abandonar o local para beber algo, pois o regresso ao mesmo seria digno de uma sequela da "Missão Impossível", tanta era a gente aglomerada junto ao palco.
E, finalmente, às 22.30 Thom Yorke e os seus Radiohead sobem ao palco para um concerto memorável.
Com um alinhamento perfeito, apesar de alguns hits ficarem de fora, o concerto foi muito bom.
Yorke, Jonny e Colin Greenwood, Ed O'Brien e Phil Selway, os Radiohead de sempre, estiveram perfeitos, e, como se ainda existisse algum tipo de dúvida, mostraram o porquê de só terem discos de grande qualidade, daquele tipo de música que, quanto mais se ouve mais se gosta e, essa é que é a grande música, a intemporal.
Falaram pouco durante o concerto, mas isso também não era o mais importante.
Ainda dissera: "10 anos é muito tempo - vamos tentar que da próxima vez, o intervalo seja menor".
Fica o registo e ficamos a aguardar.

15/03/12

Ao vivo... Festival Optimus Alive

Data - Dias 06, 07, 08 e 09 de Julho de 2011
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Crónica publicada neste blog na altura do festival.

16/08/10

Ao Vivo... Optimus Alive

Data - 09 de Julho de 2010
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - O principal motivo que me levou à edição deste ano do Optimus Alive foi poder assistir ao concerto dos Manic Street Preachers, grupo de que sou grande admirador e que raramente dá concertos ao vivo, pelo menos em Portugal. Tinha tido a oportunidade de assistir a um concerto deles no Coliseu dos Recreios no já longínquo dia 02 de Novembro de 1998. Desde então esperava ansiosamente por uma nova oportunidade, uma nova data para ver Manic Street Preachers; quase doze anos depois, finalmente chegava esse dia, com o senão de ser num festival e não em nome próprio. Fui um bom concerto em jeito Best Of, no qual o grupo percorreu de forma profissional e excelente, toda a sua carreira. No fim, ficou a promessa de regressarem, e esperamos que seja nos Coliseus. A não perder.
Quando ao resto do dia, no chamado palco secundário foi possível assistirmos a um bom concerto dos Maccabees, que apesar de actuarem perante pouco publico, conseguiram alhear-se disso, enquanto que os Holy Ghost, estiveram muito aquém do esperado.
Voltando ao chamado palco principal, por lá passaram ainda os Skunk Anansie que deram um excelente e poderoso concerto, com uma Skin completamente endiabrada, de uma energia contagiante; quanto aos Jet, foi um concerto que não deixa grandes lembranças; quanto aos Mão Morta, foi pena a falta de conhecimento e desinteresse demonstrado por algum público presente e ficou a ideia que os Mão Morta, actualmente, funcionam melhor em espaços tipo Coliseu dos Recreios, mas também ficou a ideia que a música do grupo não chega ao público mais novo e, os grandes fans do grupo actualmente, são os mesmos que o eram outrora.

21/05/10

Ao vivo... Optimus Alive

Data - 09 de Julho de 2009
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Mais um grande concerto dos Metallica, numa noite de rock bem pesado. Ainda foi possível assistir, no palco principal a concertos dos Mastodon, Slipknot, Machine Head e Lamb Of God. No palco secundário, destaco os excelentes TV on The Radio e ainda, Cristal Castles e Klaxons. Num recinto com grandes dificuldades de acesso e poucas condições, só a boa música justifica a comparência.

28/07/08

Ao vivo... Festival Optimus Alive

Data - 11 de Julho de 2008
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Bom concerto de um Bob Dylan que não comunicou com o público, limitando-se a tocar alguns dos seus grandes êxitos durante cerca de 1 hora e 30 minutos. Antipático, como sempre foi, e distante do público, Bob Dylan não chegou a deslumbrar. Já John Butler Trio encantou e fez vibrar todos os presentes. Within Temptation, a fechar a noite, desiludiram. Morno e sem qualquer chama; foi assim o espectáculo deste grupo formado em 1996 na Holanda que vale somente pela simpatia da sua vocalista Sharon den Adel.