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21/05/16

Ao vivo... Festival Rock in Rio

Data - 20 de Maio de 2016
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Neste dia, entre outros artistas, passaram pelo Parque da Bela Vista, Fergie, Mika e os Queen + Adam Lambert.
Numa das edições mais fracas de que há memória do Rock in Rio Lisboa, este acabou por ser o dia com mais público, apesar de muito desse público estar lá pelos presentes e pelo ambiente de festa, não pela música.
Enquanto que o concerto da ex-Black Eyed Peas, Fergie, foi bastante fraco, apesar de todo o seu esforço, o libanês Mika acabou por proporcionar um espectáculo agradável, graças à excelente boa-disposição e à enorme interacção com o público.
No entanto, neste dia, a grande expectativa residia na actuação de um dos grupos mais importantes da história da música Rock de todos os tempos, os britânicos Queen.
Sem o lendário Freddie Mercury, falecido no dia 24 de Novembro de 1991, o grupo actualmente constituído por Brian May e Roger Taylor tem mantido actividade regular em termos de espectáculos, primeiro com Paul Rodgers (2005-2009), e desde então com o finalista do concurso American Idol, Adam Lambert. John Deacon, e muito bem, recusou-se a fazer parte deste projecto desde o início.
Apesar das reconhecidas qualidades vocais de Lambert, nada nem ninguém poderá algum dia, substituir Mercury, não só pelo seu carisma, mas também pelo seu inigualável timbre musical.
Para alguém que sempre acompanhou a obra deste grupo formado em Londres no ano de 1971, para alguém que devorou todos os seus álbuns até à exaustão, desde "Queen" de 1973 até "Innuendo" de 1991 e ainda ao póstumo "Made in Heaven" de 1995 editado como forma de homenagem a Freddie Mercury, para esse alguém, vêr em palco Brian May e Roger Taylor é excelente; mas não deixa de ser péssimo, vêr e ouvir Adam Lambert a desempenhar o papel de Freddie Mercury.
Apesar de não se poder colocar em causa a qualidade de Lambert, que tem a inteligência de não copiar excessivamente a postura de Mercury, repito, para quem acompanhou a carreira do grupo, foi uma sensação estranha a que viveu neste dia no Parque da Bela Vista.

20/05/16

Ao vivo... Festival Rock in Rio

Data - 19 de Maio de 2016
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Comentários já publicados.

05/06/12

Ao vivo... Festival Rock in Rio

Data - 03 de Junho de 2012
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Ultimo dia da 5ª edição do Festival Rock in Rio por terras lusas, e para o encerrar, nada melhor que um Boss, uma lenda viva da história do música: Bruce Springsteen, que regressa a Portugal dezanove anos depois do único concerto que deu por cá, no dia 01 de Maio de 1993, Estádio de Alvalade.
Para este dia de encerramento eram esperadas cerca de 80000 pessoas, mas à hora que os Kaiser Chiefs subiram ao palco principal estariam pouco mais de 30000 nessa zona, pois muitos aproveitaram os primeiros momentos do dia para vaguear um pouco pela auto-denominada cidade do rock, para estarem nas filhas dos sofás insufláveis, para fazerem cortes de cabelo idiotas, para esperarem horas nas filas dos carrosséis e desse modo matarem saudades da feira popular, e ainda para andarem pelo recinto em busca de lembranças que, quando da próxima arrumação de gavetas em casa, têm o seu destino traçado: o caixote do lixo ou, se seguirem os princípios ecológicos, para reciclagem.
Mas, vamos ao que interessa: a música e, pelo menos neste aspecto o dia prometia, com uns divertidos Kaiser Chiefs a abrir, ao quais se seguiam os James, uma banda que não sabe dar maus concertos, para depois entrarem em palco os Xutos e Pontapés, o tal grupo de quem se pode afirmar que "há mais pessoas em Portugal que nunca viram o mar, do que pessoas que nunca viram os Xutos",  e, a seguir, um senhor que do "alto" dos seus 62 anos, continua a ser um fenómeno de força, garra e entrega: Bruce Springsteen.
No que diz respeito aos Kaiser Chiefs, o grupo britânico formado em 2003 e liderado pelo imprevisível Ricky Wilson, conseguiu empolgar a plateia, mais pela presença em palco de Ricky do que pela música que o grupo tocou de forma enérgica e cheia de garra, só que continua muito preso, quase refém, do primeiro disco, "Employment" de 2003, e a prova disso foi que as músicas mais empolgantes e que conseguiram levar ao rubro os espectadores, foram "I Predict a Riot", "Oh My God" ou "Everyday I Love You Less and Less", por exemplo. Apesar de alguma indiferença do público perante temas dos outros discos já editados, a energia de Ricky Wilson torna-se contagiante e, graças a isso, o grupo oriundo de Leeds deu um bom concerto.
Após um curto intervalo, eis que sobe ao palco uma banda que desperta em muita gente uma imensa curiosidade, por um simples facto: os James não sabem dar maus concertos. É impressionante como  conseguem superar a adversidade de estarem perante um mar de gente que não está lá especificamente para os ver, e conseguem dar um concerto fabuloso, perfeito, com o fascinante e inebriante estilo de dança de Tim Booth, a sua extraordinária voz, a presença em palco sem grandes espalhafatos e correrias como o grupo anterior, mas uma presença enérgica e sedutora, que consegue fazer esquecer o motivo que levou os cerca de 80000 espectadores à Bela Vista e faz com que participem, cantem e saltem como se não houvesse mais ninguém a seguir, até que, passado pouco mais de uma hora, os James despedem-se e abandonam o palco, fazendo com que acordemos de um quase sonho e eis-nos de volta à realidade, e essa realidade é o concerto que se segue, os Xutos e Pontapés.
Confesso não perceber a razão que levou a organização a colocar os Xutos e Pontapés a seguir aos James. Não quero com isto afirmar que Tim, Zé Pedro, Cabeleira e Kalu não mereçam, mas acho que seria muito mais justo os James tocarem a seguir aos Xutos, um grupo que já há imenso tempo não acrescenta nada de novo aos seus concertos. São as mesmas músicas, os mesmos gestos, o mesmo visual, a mesma postura em palco. Ao fim e ao cabo é mais do mesmo, mas acaba por resultar, pois como as canções são sempre as mesmas, as pessoas já sabem as letras de cor, o que, se por um lado é positivo pois cria entusiasmo, por outro lado não deixa de dar a entender alguma falta de criatividade dos músicos no sentido de produzirem canções novas que façam esquecer as antigas. A regra tem funcionado, e em equipa que ganha não se mexe, mas acaba por aborrecer.
Depois do concerto dos Xutos e Pontapés, e após um intervalo maior do que o normal, eis que entra em palco alguém de quem  o jornalista John Landau disse, em Maio de 1974, "Eu vi o futuro do rock n' Roll e o seu nome é Bruce Springsteen. Numa noite em que precisei de me sentir jovem, ele fez com que me sentisse como se estivesse a ouvir música pela primeira vez".
Esta frase, dita numa crítica a um concerto de Bruce Springsteen por alguém que mal o conhecia e que mais tarde se tornou seu empresário, diz tudo sobre este grande músico.
Bruce Springsteen em palco é arrasador e não precisa de confetes, de grandes jogos de luzes, de fogo de artifício, nem nenhum tipo de adereços para proporcionar um excelente concerto de rock puro, e passados praticamente 40 anos desde a edição do seu primeiro disco, "Greetings From Asbury Park, N. J.", a sua música continua  a funcionar e a passar de geração em geração, e um dos maiores exemplos disso é "Because The Night", tema deste primeiro disco e que continua a empolgar quem o ouve, o que, aliás, é uma característica da música de Springsteen, pois fica a ideia que os seus concertos vão muito para além da música e tornam-se uma espécie de celebração onde toda a gente é feliz, quase criando a ideia que estamos no mundo ideal. A felicidade dos músicos em palco, a entrega e a energia que libertam são contagiantes e, coincidência ou talvez não, é engraçado apreciar os raios de felicidade espelhados na cara das pessoas que, como Landau referiu na altura estão a ali como se estivessem a ouvir música pela primeira vez, só que desta vez sabem as letras e cantam, gritam e saltam até à exaustão.
Atrevo-me a afirmar que este concerto que durou duas horas e vinte minutos, arrisca-se a ser considerado o melhor concerto do ano de 2012, em Portugal.
Para finalizar formalizo um desejo: que Bruce Springsteen não demore tanto tempo a regressar a Portugal e que venha em breve.

01/06/12

Ao vivo... Festival Rock in Rio

Data - 26 de Maio de 2012
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Depois de no primeiro dia o número de espectadores ter rondado os 42000, não posso deixar de manifestar alguma surpresa pela afluência deste segundo dia em que superada a barreira dos 80000 espectadores, e maior surpresa ainda (ou talvez não), foi o facto de a maior parte desses espectadores ter debandado assim que acabou o concerto dos Linkin Park, deixando o imenso Parque da Bela Vista com um aspecto desolador para o grupo que encerrava o dia, os Smashing Pumpkins.
O primeiro grupo a subir ao palco foram os americanos Limp Biskit, que deram um concerto extremamente fraco e a demonstrarem que o seu estilo musical está algo decadente. Não deixa de ser relevante que num alinhamento de dez músicas, seis delas tenham saído do mesmo disco "Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water" de 2000 e que foi o disco de maior sucesso de um grupo que já tem oito discos editados, e mais relevante ainda é o facto de terem tocado somente o tema "Bring It Back", de "Gold Cobra", ultimo disco editado pelo grupo, em 2011. Outra coisa que também ajudou a que o concerto fosse fraco e sem ritmo, não conseguindo agarrar o público, foram os intervalos entre as canções que em alguns casos eram extremamente longos.
Para contrastar com o concerto morno dos Limp Biskit, os também norte-americanos Offspring entraram em palco com um ritmo muito interessante, com o seu punk-pop, e apresentaram o alinhamento tipico de festivais, o tal jeito Best Of, que percorreu alguns discos da já longa carreira deste grupo que se formou em 1985 e que vai lançar no próximo mês o álbum "Days Go By", do qual  foi possível ouvir o tema que dá nome ao disco e que pareceu ser interessante. No entanto, a música do grupo torna-se repetitiva, e mesmo com um início muito bom em termos de concerto, chega-se a uma determinada altura em que aborrece. Foram dezasseis temas que percorreram a discografia do grupo, como por exemplo, os álbuns "Smash" de 1994, "Americana" de 1998 e "Splinter" de 2003, entre outros. Com um som de grande nível e uma boa presença em palco, o grupo liderado pelo carismático Dexter Holland, podia ter dado um excelente concerto, mas acabou por dar um bom concerto.
Depois do aborrecido concerto que abriu o palco principal e do que se lhe seguiu, a expectativa para o Linkin Park era enorme. Surpreendentemente, os Linkin Park acabaram por proporcionar o melhor concerto do dia para uma multidão que, ao contrário do que muita gente pensava, estava lá para os ver, para poder apreciar a forma brilhante como o grupo de Los Angeles concilia o cantor Chester Bennington com o rapper Mike Shinoda em excelentes duetos, aliados a uma panóplia de efeitos sonoros produzidos pelo DJ Joe Hahn e a um bom ritmo por parte do baterista Rob Bourdon, e ainda pela sonoridade Metal de Brad Delson. O estilo Nu-Metal do grupo ainda funciona, apesar de alguma crítica afirmar que é um estilo musical ultrapassado.
Os Linkin Park provaram o contrário e, mesmo no tema novo que tocaram, "Burn It Down", do álbum "Living Things" a editar brevemente, conseguiram agarrar o público da mesma forma como o agarraram durante toda a noite, através de um alinhamento bem escolhido de modo a que não existissem momentos fracos ou monótonos que pudessem quebrar o ritmo do espectáculo e o entusiasmo do público, que não se cansou de aplaudir e cantar alguns temas (impressionante no medley "Loatr / Sotd / Iridescent), chegando ao ponto de, apesar da excelência do som, a voz dos músicos mal se ouvir, não por estar baixa ou fraca, mas sim porque o entusiasmo era muito grande, para aquele que acabou por ser o melhor concerto do dia e, seguramente, um dos melhores da edição deste ano do Rock in Rio.
Como já foi referido, após o concerto dos Linkin Park assistiu-se a uma debandada de mais de metade dos espectadores, muitos dos quais assumiam não conhecer nenhuma música de um grupo que obteve grande sucesso nos anos 90, e que desde a sua formação no ano de 1987 em Chicago, é liderado por Billy Corgan, tendo passado por Portugal no passado mês de Dezembro, no Campo Pequeno. Estabelecendo uma comparação entre estes dois concertos, se no alinhamento do Campo Pequeno alguns dos grandes êxitos do grupo ficaram de fora, como por exemplo "Today", "Ava Adore" ou "1979", já neste no Parque da Bela Vista, o alinhamento percorreu esses hits, para além de alguns temas novos do próximo "Oceania", a editar em breve.
Apesar do alinhamento apresentardo ser bom, o concerto desiludiu, pois Billy Corgan excedeu-se nos solos de guitarra que eram demasiado longos para poderem entusiasmar uma plateia que, se por um lado mal conhecia a obra do grupo, por outro lado mostrou não ser grande apreciadora de devaneios musicais, e nesses momentos demonstrava um enorme desinteresse pelo que se estava  passar em palco. Para além disto tudo, o som esteve mau, com falhas de voz e, talvez pelo vento que de vez em quando se fazia sentir, a música ficava como que vazia, pois deixavam de ser audíveis certos intrumentos em algumas partes. Resumidamente foi um mau concerto por parte dos Smashing Pumpkins de Billy Corgan, e atrevo-me a afirmar que foi o pior concerto deste primeiro fim-de-semana de Rock in Rio 2012.

30/05/12

Ao vivo... Festival Rock in Rio

Data - 25 de Maio de 2012
Local - Parque da Bela Vista
Notas - O primeiro dia do Festival Rock in Rio 2012 foi, ao contrário do habitual, dedicado aos sons mais pesados, no que ao palco principal diz respeito, tendo passado por lá os Sepultura com os Tambours du Bronx, Mastodon, Evanescence e Metallica.
O primeiro concerto neste palco aconteceu ainda o sol brilhava, às 19 horas, com os Sepultura a entrarem em palco acompanhados pelo colectivo francês "Les Tambours du Bronx", grupo formado nos anos 80, inicialmente composto por 18 membros cuja música assenta numa experiência de percussões de cariz muito urbano, com uma sonoridade agressiva mas bem elaborada. Este tipo de som, estranho mas ritmado, acabou por funcionar muito bem com o Death Metal / Trash Metal dos Sepultura, acabando por ter um efeito apaziguador na agressiva música do grupo que se formou no Brasil em 1984 e que desde então tem mantido uma carreira regular e tem passado diversas vezes por Portugal, sempre com bons concertos, e este não foi excepção.
Depois do bom espectáculo proporcionado pelos Sepultura e os Tambours du Bronx, é chegada a vez dos Mastodon tocarem para os cerca de 43000 espectadores que foram ao primeiro dia desta edição do Rock in Rio.
Não fosse pelo facto de o concerto ter sido demasiado curto (cerca de 45 minutos) o grupo que se formou em Atlanta no ano de 1999, teria dado o melhor concerto do dia. Com um som de grande nível, aliado à já famosa e primorosa execução musical dos membros do grupo - Troy Sanders (baixo e voz), Brent Hinds (guitarra e voz), Brann Dailor (bateria) e Bill Kelliher (guitarra) - os Mastodon mostraram o porquê de serem considerados uma das melhores bandas dentro do seu estilo musical, estilo esse que vagueia por um heavy metal com pequenos pormenores de rock progressivo e post-hardcore, e a música do grupo funciona tão bem ao vivo como em disco e, ao contrário do que se possa pensar,  nos temas longos que a banda costuma tocar, a qualidade musical dos músicos é de tal nível que nem se dá pelo tempo a passar, fica-se, isso sim, deliciado com essa execução.
O facto de ainda estarmos a digerir a excelente actuação dos Mastodon e a estagnação criativa por parte da banda liderada por Amy Lee, fez com que o concerto dos Evanescence fosse (na minha opinião) o mais fraco do dia.
Com o estilo musical característico deste grupo que se formou no Arkansas em 1995, a música dos Evanescence acaba por ser "mais do mesmo". Apesar de o alinhamento escolhido ser em jeito de Best Of percorrendo toda a carreira do grupo, desde o primeiro disco "Origin" de 2000 até ao mais recente "Evanescence" de 2011, o concerto foi fraco e monótono. Se em termos de sonoridade musical a nível instrumental o grupo esteve em bom nível, com os temas bem tocados e com força, já a nível vocal Amy Lee mostrou algumas debilidades, chegando a desafinar em algumas partes e demonstrando alguma falta de garra. Para além de não deslumbrarem, também não se pode afirmar, sequer, que tenham cumprido e fica a ideia que o grupo chegou a uma encruzilhada da qual dificilmente conseguirá sair, com um estilo musical "Has Been", ultrapassado, e refém de meia dúzia de hits, mas que não são suficientes para que o grupo consiga manter a chama e o sucesso que obteve no início da carreira, principalmente com "Fallen" em 2003.
E eis que para suceder ao concerto fraco dos Evanescence, é chegada a hora dos Metallica subirem ao palco. Clientes habituais de terras lusas, James Hatfield, Lars Ulrich, Kirk Hammett e Robert Trujillo têm uma legião de fans impressionante que neste dia não hesitou em vestir de negro o Parque da Bela Vista, para poderem assistir ao concerto de uma das maiores bandas de Metal ao vivo, ainda por cima com a aliciante de nesta digressão o grupo que se estreou com "Kill 'Em All" em 1983, tocar na íntegra o homónimo "Metallica" de 1991, mais conhecido como "Black Album", não faltando ainda temas como  "Master of Puppets" de 1986 ou "Seek & Destroy" de Kill 'Em All, num bom alinhamento, que pecou apenas pelo facto de "Metallica" não ter sido tocado pela ordem, sendo que houve uma primeira parte com hits passados do grupo, depois tocaram o "Black Album" na íntegra, e para o final mais alguns hits. Já que o alinhamento dos temas que fazem parte desse disco foi, propositadamente, separado dos outros com um pequeno interlúdio, teria feito todo o sentido que eles fossem tocados pela ordem em que aparecem no disco, o que não aconteceu.
No entanto, isto não fez com que o concerto não fosse bom; foi, foi muito bom. Só que já houve melhores e o próprio grupo interagiu com o público menos do que é costume, o que foi pena, mas a sonoridade, a postura do grupo ao vivo e a entrega dos músicos em palco, continuam a ser brilhantes e talvez seja por isso que costumo dizer que toda a gente devia, pelo menos uma vez na vida, assistir a um concerto dos Metallica.
Foi o meu oitavo.

20/08/10

Ao vivo... Rock In Rio

Data - 30 de Maio de 2010
Local - Parque da Bela Vista
Notas - O dia "mais pesado" da edição deste ano do Rock In Rio. Um cartaz equilibrado e coerente, mas que pecava pela ausência de um grande nome que atraísse muito público. O recinto não encheu e, devido aos grupos intervenientes, merecia um pouco mais de espectadores, apesar de ser expectável o contrário. O chamado grande nome deste dia eram os Rammstein, que no entanto tinham passado pelo Pavilhão Atlântico no dia 08 de Novembro de 2009, concerto esse que ficou aquém das expectativas no que ao público dizia respeito.
Quanto ao Rock ln Rio deste dia, destaco os Motorhead, liderados pelo carismático Lemmy Kilminster. Apesar de actuarem durante o dia e com as limitações de horários conseguiram dar um concerto bastante enérgico e muito bom, não se deixando "abalar" pela ausência de público, que mais uma vez andava à caça de presentes.
Do concerto dos Soulfly, primeiro grupo a subir ao palco do Parque da Bela Vista, seguramente não irá rezar a história.
Já os Megadeath, foram uma desilusão com um Dave Mustaine nitidamente "em baixo de forma", com falhas de voz constantes ao longo de toda a actuação.
Relativamente aos Rammstein, deram um concerto ao seu nível com muita pirotecnia e com um som de grande qualidade e extremamente cuidado. Os concerto do grupo valem muito pelo seu cariz teatral.

13/08/10

Ao vivo... Rock In Rio

Data - 29 de Maio de 2010
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Este era o dia dedicado à família. Um alinhamento cuidadosamente elaborado para o público mais jovem, até nos horários. A "sessão" começou mais cedo para não acabar tarde, pois a maior parte do público esperado rondaria os 15-17 anos. Do que ficou deste dia, foi a actuação forte e segura dos Dzrt, grupo que não aprecia mas onde se nota uma evolução em termos musicais e ao vivo. Quanto aos Mc Fly, não gostei da actuação do grupo, nem musicalmente nem do seu pseudo sentido de humor. Amy Mac Donald deu um espectáculo somente agradável, não ficando qualquer pormenor na memória, excepto a constante troca de guitarras entre todas (mesmo todas) as músicas.
Quanto à rainha da noite, Miley Cyrus, foi, na minha opinião (não sou fan), apenas uma princesa. Um princesa bonita, mas que musicalmente esteve um pouco aquém do esperado, pelo menos de quem não é grande apreciador. Pareceu-me uma actuação de certo modo fraca, mas os milhares de fans que encheram o Parque da Bela Vista, naquela que foi a maior enchente do RiR deste ano, esses milhares de fans adoraram e saíram do concerto com um sorriso de felicidade estampado nos olhos. Para esses jovens que lá estavam, será seguramente um dia memorável.

11/08/10

Ao vivo... Rock In Rio

Data - Dia 27 de Maio de 2010
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Na edição deste ano do Rock In Rio, este era o dia em que se esperava mais público, muito por causa dos Muse. O dia, num misto de feira com festival de música, começou com a actuação dos portugueses Fonzie. Pouco público junto ao palco pois a principal preocupação de uma grande maioria das pessoas que assiste ao Rock in Rio, é andar à procura dos imensos presentes que são oferecidos pelos patrocinadores, desde os preservativos, a sofás insufláveis em que estavam cerca de três horas nas filas para os poderem receber.
É triste mas é a realidade do Rock in Rio.
Quanto à música, que é o que interessa, a actuação dos Fonzie foi fraca e com pouco público; seguiram-se os Xutos e Pontapés que conseguiram arredar muita gente da caça ao brinde e, como era expectável, deram um bom concerto. Já os Snow Patrol, tiveram uma actuação esforçada e agradável, mas sem deslumbrarem. Simpáticos e comunicativos mas... pouco mais. Não desiludiram mas também não deslumbraram, deslumbre esse que era esperado com os Muse.
A banda liderada por Matthew Bellamy praticamente esgotou o Parque da Bela Vista, num concerto que soube a pouco, em que o grupo percorreu toda a sua carreira, tocando todos os grandes êxitos. Quando refiro que soube a pouco, é porque penso que podiam improvisar um pouco mais musicalmente, pois são excelentes executantes. Matthew Bellamy, cada vez se aproxima mais de ser um dos melhores guitarristas da actualidade e como tal , podia e devia, aproveitar esse dom para, aí sim, nos deslumbrar. Continua a não o fazer.
Talvez em Wembley, onde vou estar em Setembro, o faça.

27/07/10

Ao vivo... Rock In Rio

Data - 22 de Maio de 2010
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Apesar de não ser um festival de que goste, particularmente, tenho de reconhecer que em termos de organização e marketing é o melhor. Tem um objectivo diferente de um Sudoeste, Super Bock Super Rock ou Paredes de Coura, e esse objectivo é visível no cartaz dos vários dias (com excepção do dia "mais pesado"). O Rock In Rio é um evento de cariz mais familiar e mais calmo. Neste dia 22 passaram pelo parque da Bela Vista, Elton John, Leona Lewis e João Pedro Pais, entre outros.
Quanto aos espectáculos, enquanto João Pedro Pais esteve em bom nível e visivelmente bem disposto, Leona Lewis desiludiu (excepção feita à sua beleza); Leona esteve mal, demonstrou estar insegura e desafinou imenso numa actuação desastrosa.
Já Elton John, esteve em bom nível. Com um alinhamento em jeito "Best Of", Elton John percorreu todos os grandes êxitos da sua longa (mas nem sempre boa) carreira. Grande profissionalismo de alguém que ao longo dos anos nos brindou com belas músicas que permanecem intemporais e agradam a um público de todas as idades.

04/08/08

Ao vivo... Rock In Rio Lisboa 2008

Data - 05 de Junho de 2008
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Este dia foi dedicado aos sons mais pesados. Num festival com demasiado marketing, como é o caso do Rock In Rio, este acaba por ser o único dia em que o cartaz é bem elaborado. A abrir o dia os Moonspell estiveram "uns furos" abaixo do que é normal tendo dado um concerto morno e não conseguindo agarrar o público; seguiram-se uns entediantes e aborrecidos Apocalyptica e ao fim de duas músicas já não havia paciência para os escutar; os Machine Head desiludiram tendo sido prejudicados pelo som, com a sua música muito pouco perceptível e confusa parecendo um simples desgarrar de guitarras e barulho; já os Metallica, a fechar a noite, deram um excelente concerto o que não surpreende minimamente quem já os viu algumas vezes. Os Metallica são, seguramente, uma das melhores bandas ao vivo. Um som excelente e puro que contrasta com uma música agressiva mas que soa nítida. Bom concerto, mas inferior ao de 2004.

09/06/08

Ao vivo... Rock In Rio Lisboa 2008

Data - 31 de Maio de 2008
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Terceira edição do Rock In Rio Lisboa. Depois de ter marcado presença na primeira edição (2004) e da ausência da segunda (2006), voltei a ir ao Rock In Rio. Confesso que é um festival de que não gosto muito. Demasiado marketing, excesso de publicidade e um cartaz excessivamente diversificado para o mesmo dia (com excepção do dia dedicado aos "metaleiros"), fazem com que seja um evento onde estamos a ver o grupo que gostamos e ao nosso lado estejam pessoas a por a conversa em dia sobre um assunto sem qualquer interesse e relevância, para ser falado durante um concerto. Infelizmente isso acontece demasiado, sendo por vezes uma falta de respeito. Quanto à música, que é o que interessa, neste dia assistimos ao melhor concerto da edição deste ano, que foi o dos Bon Jovi. Grande concerto desta banda que já não vinha a Portugal há muitos anos. Valeu a pena a espera e quem assistiu a este concerto, saiu de lá satisfeito. Quanto ao restante cartaz do dia, fomos obrigados a "gramar" com uns inconsequentes Skank e um péssimo Alejandro Sainz que massacrou os cerca de 50000 presentes no recinto. Já Alanis Morissette, apesar de não ter dado um concerto excepcional, não desiludiu ninguém; cumpriu.

28/04/08

Ao vivo... Rock In Rio Lisboa

Data - 04 de Junho de 2004
Local - Parque da Bela Vista
Notas - O tal dia dedicado às sonoridades mais pesadas. A abrir a sessão, estiveram os Moonspell em bom plano, tocando com prazer por estarem neste evento; já os Incubus passaram completamente ao lado do mesmo, com um concerto mau; os Sepultura deram um concerto mediano enquanto os Slipknot proporcionaram um fabuloso espectáculo conseguindo agarrar o público do primeiro ao último tema. Quanto aos Metallica... o melhor concerto que vi até hoje: simplesmente fabuloso e indescritível.

03/03/08

Ao vivo... Rock In Rio Lisboa

Data - 29 de Maio de 2004
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Esta primeira edição realizada em Lisboa do Rock In Rio, marcou o regresso de Peter Gabriel a Portugal para um excelente concerto. Neste dia actuaram ainda Rui Veloso, Jets, Gilberto Gil e Ben Harper que proporcionou mais um bom concerto.