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29/08/16

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros

Data - Dias 25, 26 e 27 de Agosto de 2016
Local - Vilar de Mouros
Notas - No ano em que se celebram os 50 anos da primeira edição do Festival Vilar de Mouros decorrida em 1965 e vocacionada somente para a chamada música folclórica, é feita mais uma tentativa de fazer ressurgir aquele que foi o primeiro festival da Península Ibérica.
Numa das mais bonitas zonas do país, numa pequena localidade que acolhe de muito bom grado o festival e se integra dento do espírito do mesmo, algo tem faltado para que o mesmo não consiga cimentar a sua posição no panorama dos festivais em Portugal.
Após o ressurgimento em 1996, realizou-se uma nova edição em 1999. Desde então e até 2006 o festival aconteceu de forma ininterrupta. Em 2006 existiu alguma megalomania ao celebrarem os 35 anos comemorativos da edição de 1971, ano em foi considerado o Woodstock português e por onde passaram Elton John e Manfred Mann, entre muito outros nomes de relevo do panorama musical português. Nesse ano de 2006 o festival foi celebrado com o lema "35 anos, 35 bandas, 35 Euros". Apesar de o preço ser muitíssimo acessível, o número de festivaleiros ficou muito aquém do previsto, resultando num enorme prejuízo.
Não sendo isto suficiente, a política entrou nos meandros do festival, e devido às divergências que foram surgindo o mesmo teve um interregno de 8 anos, regressando somente em 2014. Este enorme hiato, aliado à indefinição de datas e interesses de cariz político, teve graves consequências no Festival Vilar de Mouros, tendo o mesmo deixado de fazer parte do roteiro dos festivais portugueses.
Nem o facto de a edição de 2014 ter-se saldado por um enorme fracasso, demoveu a "Surprise & Expectation" de fazer uma nova tentativa para o ressurgimento daquele que, na opinião de quem escreve estas linhas, é um dos melhores festivais que se realiza em Portugal, um festival onde a música e o  ambiente se fundem de uma maneira como em nenhum outro sucede; o cenário idílico, o ambiente com verdadeiro espírito de festival, e a forma como se é acolhido pela gente da terra, são a prova mais do que evidente de que o Festival Vilar de Mouros não pode acabar.
Pode não ter estado muita gente na edição deste ano - segundo os números da organização, terão sido cerca de 22000 pessoas - mas a certeza com que ficou alguém que pela décima primeira vez marcou presença em Vilar de Mouros, é que quem lá esteve, saiu de lá feliz e com vontade de voltar.
Assim o desejo, e espero que a organização continue a ser tão boa como foi este ano.

P.S. - Brevemente serão publicados pequenos textos de alguns concertos.

05/08/14

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2014

Data - 02 de Agosto de 2014
Local - Vilar de Mouros
Notas - Após um interregno de oito anos, a Fundação AMA Autismo propôs-se fazer regressar o mítico Festival Vilar de Mouros, lutando contra várias adversidades, nomeadamente a falta de patrocínios e, consequentemente, falta de divulgação. Aliando a estes dois importantes factores o anúncio tardio do cartaz definitivo para o evento, era enorme a expectativa relativamente à adesão do público; enorme, mas previsível e aconteceu o que se esperava: o público não voltou a Vilar de Mouros, e seriam pouco mais de 10000 pessoas durante o festival.
Foi pena, mas mesmo com pouco público, esta edição ficará, obviamente, na história.
Quanto ao público, apesar de em número reduzido num espaço com capacidade para cerca de 50000 pessoas, divertiu-se e participou na festa de uma maneira diferente dos muitos festivais que existem por este país, e é aí que reside o misticismo de Vilar de Mouros. É um festival diferente, numa localidade lindíssima e com um ambiente fabuloso, onde tudo é uma festa, onde as pessoas estão e sentem-se bem, pois a gente da terra gosta dos festivaleiros e os festivaleiros retribuem, e isso faz com que Vilar de Mouros seja diferente, e a saudade proporcionada pelo longo hiato entre a última edição e a deste ano, não é diferente da que surge após o encerramento do festival, entre a deste ano e do próximo.
Relativamente à questão musical, o cartaz deste último dia era o mais equilibrado dos três dias anunciados. Pelo chamado palco secundário assistimos à actuação dos The Lazy Faithful, com um rock forte e agradável mas que ainda precisa de ser um pouco mais trabalhado para ganhar alguma consistência, e assistimos ainda a um bom concerto dos Búfalo, grupo que toca mais do que canta e que navega pelos mares do post-rock, com nítidas influências de Spiritualized ou Trans Am. Se inicialmente é um concerto agradável proporcionado por bons músicos, acaba por, passado algum tempo, tornar-se aborrecido e monótono, e isso não tem a ver com o desempenho do grupo, mas sim com o estilo musical.
Quanto ao chamado palco principal, o dia começou com Legendary Tigerman que mais uma vez deu um grande concerto, ficando a ideia que Paulo Furtado não sabe dar maus concertos. Fazendo-se acompanhar por Paulo Segadães na bateria e João Cabrita no Saxofone, este músico de Coimbra durante os 45 minutos que esteve em palco transformou o ambiente numa festa e, mesmo com pouco público junto ao palco o ambiente foi muito bom e terminou com Paulo Furtado a chamar para o palco quem quisesse ir, bastava "quererem dançar", e houve muita gente que o fez, e foi visível no rosto dos músicos, o ar de satisfação.
Seguiu-se a actuação dos Deolinda que deram um concerto relativamente curto e morno, sem conseguir agarrar o público, apesar da grande interacção com o público por parte da vocalista Ana Bacalhau, apesar de em algumas partes parecer algo despropositada. O momento alto do concerto, acabou por ser o convite dirigido a Paulo Furtado, para colaborar numa das canções de um concerto que terminou de forma abrupta mas que pareceu não incomodar ninguém, pois seguiam-se os Xutos & Pontapés, uma máquina bem oleada que arrasta sempre muito público, por onde quer que passe, e Vilar de Mouros não foi excepção.
O grupo que actualmente está a celebrar 35 anos de carreira não desiludiu nem acrescentou nada de novo. Tocaram temas novos do disco lançado recentemente mas, como é normal, os que mais prenderam e empolgaram o público, foram os clássicos da banda de Tim, Zé Pedro, Kalu, Cabeleira (em grande nível) e Gui. "Contentores", "Remar, Remar", "Circo de Feras", "Homem do Leme", "Maria" ou "Minha Casinha", são alguns exemplos dos clássicos do grupo e que puseram a plateia a cantar e a dançar, mostrando o quão bem oleado está esta banda que teima em continuar, mas que não satura e, no final de um concerto, a sensação que fica é agradável, como se fosse uma das primeiras vezes que os vemos actuar. Um bom concerto que teria tido um som excelente não fosse uma ou duas falhas que surgiram, mas que foram resolvidas de imediato.
E a seguir aos Xutos & Pontapés é chegada a vez de um senhor oriundo de Bristol subir ao palco: Tricky. E a seguir a Tricky, entraram em palco os Guano Apes que estão de regresso aos discos com "Offline", editado muito recentemente e praticamente desconhecido. Liderados pela carismática Sandra Nasic, o agrupamento alemão apresentou um alinhamento em jeito de Best Of, e ao longo de 21 temas percorreram a obra do grupo, sendo evidente o desconhecimento por parte do público relativamente ao último disco editado pela banda. Foi um bom concerto, cheio de energia e que passou depressa e, quando isso acontece, é porque é bom. Simpáticos e satisfeitos por estarem de regresso a Vilar de Mouros onde actuaram em 2003, os Guano Apes fecharam em bom nível, a edição deste ano do festival.
Para o fim, Tricky. Não foi o concerto de encerramento do festival, mas foi, seguramente, o mais memorável.... e estranho.
Mais uma vez foi notória a falta de "entrosamento" entre os músicos, não pela sua qualidade, mas pela forma de estar em palco de Tricky. Fica sempre a ideia que as canções não são ensaiadas e é notório que, durante todo o concerto, os músicos que o acompanham não tiram os olhos dele para saberem o que hão-de fazer e Tricky parece um maestro, ora levantando o braço, ora gesticulando, e nessas alturas ou a música sobe de tom ou os músicos começam a tocar noutro ritmo. Para quem está nas filas da frente isto é estranho, nota-se que nem tudo corre bem e eis que Tricky dirige-se à vocalista que o acompanha, segreda-lhe algo e ela empurra-o, e surgem os amuos; Tricky deixa-a a cantar sozinha em "Overcome", abandona o palco, quando regressa tira-lhe o microfone, depois a setlist, e chama para o palco o público e toca "By Myself" à frente do público que invadiu o palco e com os seus músicos atrás desse público, criando uma barreira entre ele e os seus músicos, como que a querer dizer que não precisa deles para dar um bom concerto, quando dois espectadores tentam tirar uma selfie com ele atira-lhe com os telemóveis ao chão, agradece a recepção do público, sai de palco, deixa os seus músicos a tocar sozinhos, e eles sem saberem o que fazer, quando têm de terminar e, passado alguns minutos, dão por terminado um dos concertos mais estranhos que vimos até hoje.

07/07/09

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2003

Data - 18, 19 e 20 de Julho de 2003
Local - Vilar de Mouros
Observações - Grande concerto de Tricky, desilusão dos Him e um Rufus Wainwright completamente fora de contexto. Um festival que valeu pelo ambiente e por toda a envolvente paisagística. Nesta edição de Vilar de Mouros tocaram ainda Guano Apes, Sepultura, David Fonseca, Blasted Mechanism, Los Planetas, Lenine, Public Enemy, Wailers, Tomahawk e Melvins.

09/11/07

Ao vivo...Festival Vilar de Mouros

Data - Dia 21, 22 e 23 de Julho de 2006
Local - Vilar de Mouros
Notas - Arrasador concerto de Iggy Pop. Um dos melhores de sempre em Vilar de Mouros. Destaque para a actuação de Tricky, um bocado anárquica, em que os músicos nem sabiam qual o alinhamento. Excelente regresso dos Taxi. Os Mojave 3 deram um bom espectáculo apesar do seu som não ser o indicado para aquele tipo de evento e recinto. Moonspell, Sepultura e Xutos e Pontapés cumpriram mas sem deslumbrar.

07/09/07

Ao Vivo... Festival Vilar de Mouros

Data - 09, 10 e 11 de Agosto de 1996
Local - Vilar de Mouros
Notas - O meu primeiro Festival Vilar de Mouros. Grande cartaz. Inesquecível a actuação dos Young Gods e, pela negativa, a dos Stone Roses. Ian Brown de tal forma embriagado mal se aguentava em pé e não sabia as letras das músicas; os Stone Roses terminariam pouco tempo depois. Tindersticks, Madredeus, Xutos e Pontapés foram outros dos grupos em cartaz. Péssimas condições para o público, pois praticamente não existiam casas de banho. As actuações decorreram no palco que hoje em dia é o secundário.

27/08/07

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros

Data - Dia 20, 21 e 22 de Julho de 1999
Local - Vilar de Mouros
Notas - Mítico e mais antigo festival do País. Este ano contou com as presenças, entre outros, de Joe Strummer, Tindersticks, Catatonia, Moonspelll, Soul Coughing, Pretenders, Silence Four.

09/07/07

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2001

Data - Dias 13, 14 e 15 de Julho de 2001
Local - Vilar de Mouros
Notas - Monumental molha durante o excelente concerto de Neil Young pois choveu desde o primeiro ao último acorde. Quando muito do público presente estava à espera que cancelasse a actuação, Neil Young esteve em palco com um prazer tão grande como se fosse um miúdo no inicio da carreira. Grande profissionalismo.
Bons concertos também para Beck, Ben Harper e Xutos & Pontapés.
Tocaram ainda Luli Blind, Clã, Megadeath.
Nota negativa para os Blind Zero que se recusaram a tocar pois não queriam actuar durante o dia, por causa das luzes... ou da falta delas. Independentemente de terem ou não razão, deviam ter respeitado o público.

12/03/07

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros

Data - 13 de Julho de 2002
Local - Vilar de Mouros
Notas - Único ano do Festival em que só fui um dia, principalmente para ver Rammstein. Valeu a pena pois, em minha opinião, a música desta banda funciona melhor em recintos ao ar livre do que em locais fechados como por exemplo o Pavilhão Atlântico.

09/03/07

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros

Data - Dias 14, 15 e 16 de Julho de 2000
Local - Vilar de Mouros
Notas - Excelente Alanis Morissette; saudosismo com Robert Plant; Frank Black em bom nível e uns Iron Maiden de arrasar.

26/01/07

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2005

Data - Dia 28, 29, 30 e 31 de Julho de 2005
Local - Vilar de Mouros
Notas - Bons concertos de Peter Murphy, Blues Explosion e da lindíssima Joss Stone. Desilusão dos Echo & The Bunnymen. De lamentar a pouco afluência de público.

11/09/06

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2004

Data - 16, 17 e 18 de Julho de 2004
Local - Vilar de Mouros
Observações - Talvez uma das melhores edições de sempre. Um cartaz de luxo com excelentes concertos de Bob Dylan, Peter Gabriel e PJ Harvey enquanto os Cure ficaram um bocado aquém das expectativas. Os Clã de Manuela Azevedo cumpriram; Macy Gray passou praticamente despercebida; Ice-T desiludiu pois ao contrário do que todos os presentes estavam à espera, não tocou nenhum tema dos Body Count.