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30/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Jorge Palma, nos tempos em que cantava na rua.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português", de António A. Duarte.

16/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Jorge Palma em estúdio na gravação do seu disco "Qualquer Coisa Pá Música", álbum editado em 1979.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português", de António A. Duarte.

07/08/08

Entrevista... Jorge Palma

Terceira parte de uma entrevista ao Jorge Palma, após a edição do seu disco "Qualquer Coisa Pá Música", em 1979.

Perg. – Ao analisar as letras deste teu mais recente trabalho “Qualquer Coisa Pá Música”, verifica-se que a maioria delas falam do dia-a-dia das pessoas, principalmente da cidade. Porquê?
Resp. – Porque a maior parte do tempo que tenho é passado na cidade. Uma pessoa tem de ter o sentimento que o determina. Quando vivemos numa cidade, fazemos parte dela e como tal é uma influência natural. As músicas que fiz, ou que vier a fazer no campo, serão músicas mais leves, vão falar de pássaros e flores, enquanto que as da cidade são sempre mais pesadas, mais esquizofrénicas.
Perg. – Há pouco falaste que gostavas de fazer coisas para crianças. Já alguma vez fizeste um programa destinado a esse tipo de público?
Resp. – Já. O Júlio Isidoro convidou-me para fazer uma música sobre castanhas, para o programa “Arte & Manhas”, mas o programa foi adiado e nunca chegou a ser gravado. Recentemente foi gravado um disco com as músicas dessa série e eu canto essa música. Perg. - O que sentes ao gravar para crianças? Resp. – Sinto-me diferente.
Perg. – Achas que em Portugal é possível viver, somente, à custa da música?
Resp. – Eu já cá estou há nove meses e vou sobrevivendo. Não é nada fácil apesar de eu ter um bom acesso à televisão.
Perg. – Sentes-te influenciado por alguém em especial?
Resp. - Em especial, não. Sinto-me mais influenciado por aqueles que têm mais força, pelos que morrem sem ter atingido os seus objectivos, pelos que morrem no auge da sua força. Perg. – Como por eemplo Woodie Ghthrie? Resp. – Sim. São pessoas que toda a energia que fizeram na vida, depois de morrerem, multiplicou-se. Gosto muto do John Lennon, como compositor, como poeta.
Perg. – Quando actuas, o teu cachet é elevado?
Resp. – Depende. Há casos em que cobro cachet, outros casos não, pois se a pessoas que contrata puder pagar, é lógico que cobro; no entanto, se não puder pagar, eu não cobro esse cachet e actuo de borla, mas as entradas também têm de ser de borla.

FIM

06/08/08

Entrevista... Jorge Palma

Segunda parte de uma entrevista ao Jorge Palma, após a edição do seu disco "Qualquer Coisa Pá Música", em 1979.

Perg. – Quais as influências que tens do Sérgio Godinho?
Resp. – Pessoais, são porreiras. Espirituais, são ainda mais porreiras. A primeira vez que o encontrei, foi em Paris. Foi num dia em que fui comprar tabaco a um café onde não era costume ir, e quando ia a sair do café deparei-me com ele e falamos. No dia seguinte estava a tocar no metro numa carruagem e o Sérgio entrou e a partir dessa altura ficámos grandes amigos. Quanto ao ponto de vista musical, acho que ele tem bastante talento, que é um valor muito válido para a música Portuguesa e como tal, tenho algumas influências dele. Na minha opinião, dentro da música Portuguesa ele é um deus
Perg. – Tu condicionas-te somente a um estilo musical?
Resp. - Não, o tipo de música que se toca depende do estado de espírito de uma pessoa. O Blue Grass é um estilo musical que fala de desastres, dramas, e que tem ritmo e por isso torna-se um bocado alegre. Por sua vez o Jazz e o Blues são do género mais triste. Como disse, acho que a música depende do estado de espírito.
Perg. – Qual o principal estilo de música que mais te influencia?
Resp. – Não há um estilo que se possa dizer principal. Já tive momentos em que era mais influenciado pelo Jazz, outras pelo Country e actualmente estou mais influenciado pelo chamado folclore. É por isso que agora penso fazer uma volta por Portugal, terra a terra. Em França convivi com todo o tipo de camadas sociais, o que não acontece cá em Portugal, talvez por as camadas estarem mais fechadas, entre barreiras, do que lá.
Perg. – Não há nada que te impeça de ir pelo país, por exemplo ao Norte, tradicionalmente mais fechado?
Resp. – No norte nunca experimentei, mas em Faro e Setúbal tive grande aceitação, o que já não aconteceu em Vila Real de S. António, pois os senhores de mais idade olhavam para mim com uma cara, como se estivessem com medo.
Perg. – Quando estás a compor, em que pensas?
Resp. – Quando estou a compor? Já passei por uma fase em que me preocupava com o que ia dizer, agora já não.
Perg. – Porquê?
Resp. – A malta é comodista, pois todos querem ter tratamento de rei, e por isso não quero criar compromissos de ficar em dúvida. A partir de certa altura da vida, quando se tem família, já não podemos dizer que fizemos alguma coisa mal, pois já está tudo organizado.
...

05/08/08

Entrevista... Jorge Palma

Primeira parte de uma entrevista ao Jorge Palma, após a edição do seu disco "Qualquer Coisa Pá Música", em 1979.

Perg. - Quem é o Jorge Palma?
Resp. – Quem sou eu? Bela pergunta com milhões de respostas e mais interpretações ainda. Sinceramente, não estou certo de conhecer a resposta verdadeira e como tal respondo que sou alguém que como toda a gente tem direito a ser livre e estou disposto a lutar por isso, enquanto tiver força. Alegremente.
Perg. – Há três anos editaste um disco, “Té Já”, mas esse “Té Já” durou este tempo todo. O que fizeste durante estes três anos?
Resp. – Quando acabei de gravar o disco tive uma hepatite e depois tive um mês no hospital. Em seguida fui para Espanha, tendo sido a primeira vez que fui só com a guitarra, tocar na rua. Estive lá três meses e depois voltei a Portugal e o disco ainda estava por editar. Foi editado enquanto eu cá estava. Depois fui para França, onde estive dois anos e durante esse tempo andei por Paris, fui até Inglaterra e Alemanha. Andei por aí, pelo mundo fora, até Agosto de 1979, altura em que regressei a Portugal. Durante esse tempo todo, fiz músicas, cantei no metro, festas, bares e conheci o Blue Grass, um tipo de música de que gostei muito e porque sou bastante influenciado.
Perg. – O que sentes quando tocas no Metro e te dão esmolas, e logo a seguir vais para a TV?
Resp. – Quando estou a tocar no metro, sinto-me bem, mais livre, mais à vontade, mais despreocupado. No metro toco o que me apetece e as pessoas dão o que querem e o que lhes apetece. Na TV, uma pessoa sente-se mais responsabilizada, não se pode ser extra reaccionário, nem radical. Na TV é mais difícil.
Perg. – Recentemente numa entrevista na televisão, fizeram-te uma pergunta sobre os comprimidos que tomavas, se ainda os continuavas a tomar. Lembro-me que respondeste espontaneamente à questão e com bastante à vontade. Porquê essa descontracção na resposta?
Resp. – É tipo impulso, estou a ser arrastado pelo pensamento de que há uma câmara e que de vez em quando corta. Estando à vontade, ninguém me pode incomodar.
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17/03/08

Ao vivo... Festival do Sudoeste

Data - Dias 02, 03, 04 e 05 de Agosto de 2001
Local - Zambujeira do Mar
Notas - A edição de 2001 do Festival do Sudoeste apresentou um cartaz muito equilibrado e abrangente. Bons concertos dos Placebo, PJ Harvey, Zero 7 e Flaming Lips. Os UB 40 deram um concerto muito morno não tirando partido do seu estilo musical com características alegres. Cada vez mais público na Zambujeira do Mar num festival que, à medida que os anos vão passando, é visto pelos "festivaleiros" como um evento de convívio e não como um evento musical. As pessoas que se deslocam ao Festival do Sudoeste vão, cada vez mais, pelo ambiente que se vive no mesmo... com uma bela praia ali perto.

15/06/07

Ao vivo... Jorge Palma

Data - 01 de Dezembro de 1998
Local - Teatro Camões (Sala Julio Verne)
Notas - Sinceramente, não gostei deste concerto de Jorge Palma. Apesar de ser seu admirador há muitos anos, desde o tempo do "Qualquer Coisa Prá Música", não consegui gostar deste concerto em que me pareceu estar perante um Jorge Palma cheio de talento mas que não respeitou o muito publico que encheu por completo a sala.