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04/04/14

Ao vivo... Festival Optimus Alive

Data - 15 de Julho de 2012
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Este era o dia mais aguardado da edição do Optimus Alive de 2012, pois os Radiohead regressavam aos palcos portugueses após uma ausência de 10 anos.
O dia, no chamado palco principal - que neste festival vale o que vale, pois o secundário costuma ter alinhamentos de melhor nível - começou com o som dos portugueses Paus, com as suas baterias siamesas e que conseguiram empolgar o público, não deixando de ser curiosa a forma como o grupo consegue dar excelentes concertos, cativando, apesar de a sua música se tornar, por vezes repetitivas, mas há que reconhecer que é de grande qualidade e estamos perante um grupo que pode obter algum sucesso além fronteiras, e a prova disso, é que já têm no seu curriculum bastantes espectáculos um pouco por todo o mundo, principalmente em festivais.
A seguir aos Paus, tocaram os britânicos Kooks, com uma pop simultaneamente inconsequente e despretensiosa, que assenta em guitarras desgarradas, com uma música que apresenta alguma frescura. Com um alinhamento curto, alguns hits pelo meio, conseguiram entreter o público presente, mas sem chegarem ao nível dos Paus.
Os Caribou, acabaram por demonstrar ser um erro de casting, pelo menos para este palco e neste dia. A música do grupo é boa e os músicos também são bons mas não funcionou, acabando por ser um bocado penoso para quem estava a assistir e, talvez por isso, tenha sido notório o número de pessoas que aproveitou para descansar um pouco, sentando-se, quanto mais não fosse para recuperar da extenuação de estar durante longas horas debaixo de um sol impiedoso e, de ser extremamente complicado abandonar o local para beber algo, pois o regresso ao mesmo seria digno de uma sequela da "Missão Impossível", tanta era a gente aglomerada junto ao palco.
E, finalmente, às 22.30 Thom Yorke e os seus Radiohead sobem ao palco para um concerto memorável.
Com um alinhamento perfeito, apesar de alguns hits ficarem de fora, o concerto foi muito bom.
Yorke, Jonny e Colin Greenwood, Ed O'Brien e Phil Selway, os Radiohead de sempre, estiveram perfeitos, e, como se ainda existisse algum tipo de dúvida, mostraram o porquê de só terem discos de grande qualidade, daquele tipo de música que, quanto mais se ouve mais se gosta e, essa é que é a grande música, a intemporal.
Falaram pouco durante o concerto, mas isso também não era o mais importante.
Ainda dissera: "10 anos é muito tempo - vamos tentar que da próxima vez, o intervalo seja menor".
Fica o registo e ficamos a aguardar.

15/07/11

Ao vivo... Super Bock Super Rock

Data - 14 de Julho de 2011
Local - Aldeia do Meco
Notas - A edição deste ano do Super Bock Super Rock - o festival mais mutante, dos muitos que se realizam em Portugal - serviu para confirmar que os grandes problemas com que este festival se depara são os acessos e as fracas condições do recinto, devido ao pó, às poucas casas de banho e a uma área de alimentação muito pequena, tornando num verdadeiro pesadelo qualquer tentativa para adquirir algo para comer.
No que diz repeito à música, que na realidade é o que interessa à maior parte dos "festivaleiros", o cartaz deste ano é excelente, pois traz-nos uma imensidão de grupos de grande qualidade e, principalmente, com poucas passagens por Portugal.
Neste primeiro dia, o destaque em termos de alinhamento ia para os Arctic Monkeys, que não desiludiram numa actuação que durou cerca de uma hora e quinze minutos. No entanto, na minha opinião, o grupo podia ser mais enérgico em termos de presença em palco, pois se por um lado a música do grupo é de uma energia impressionante, já a presença em palco da banda é algo estática, com os elementos muito "agarrados aos seus lugares".
A anteceder a actuação da banda liderada por Alex Turner, estiveram em palco os Beirut, para aquele que foi o melhor concerto deste primeiro dia. Zach Condon e este seu projecto, deram um concerto muito próximo da perfeição, deixando a ideia que um concerto deste grupo numa Aula Magna ou num Coliseu será, isso sim, perfeito, pois num espectáculo deste género e em nome próprio, não "estamos a levar" com aquelas pessoas que estão ali pelo ambiente e não respeitam quem está ali pela música, pois estão constantemente a falar sobre nada e sobre quase tudo, mas acima de tudo, falam do que não tem nada a ver com o que se está a passar. Infelizmente é algo que acontece muito em festivais.
Relativamente aos Walkmen, o segundo grupo a passar pelo palco principal, provaram mais uma vez que são uma banda de grande nível e profissionalismo, nos seus espectáculos. Um bom concerto, que serviu para abrir o apetite para os Beirut.
Relativamente ao palco secundário, o destaque do dia vai para a actuação boa e segura da sueca Lykke Li, que surpreendeu ao apresentar os temas dos seus dois trabalhos Youth Novels (2008) e Wounded Rhimes (2010) numa versão, quase que arrisco a dizer mais gótica. Se nos discos a música de Lykke Li apresenta uma sonoridade mais calma, já ao vivo surge um cruzamento com ambientes e sonoridades góticas, mas que nunca chega a entrar naquela onda gótica à base de guitarras.
Houve ainda Tame Impala que confirmaram a qualidade apresentada em disco, os El Guincho que foram uma boa surpresa, e os portugueses Sean Riley & Slowriders que demonstraram ser muito bons em palco.