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08/06/06

Ao vivo... Super Bock Super Rock


Decorreu ontem no Parque Tejo o "Dia 1 do Act 2" do Festival Super Bock Super Rock. Com um cartaz de luxo há a registar a pouca presença de público o que faz colocar a questão se terá sido boa ideia deixar duas semanas de espaço entre o Act 1 e o Act 2, com o Rock In Rio pelo meio. Apesar do cartaz do SBSR ser superior ao do Rock In Rio, é inegável a diferença entre ambos os festivais em termos mediáticos.

Coube ao Editors iniciar a noite no palco principal. Com um ligeiro atraso que acabou por ser benéfico devido ao tempo que se demorava para entrar no recinto, o grupo tocou cerca de uma hora na qual foi possível ouvir na íntegra o seu primeiro álbum "The Back Room" e ainda uma cover dos Talking Heads "Road To Nowhere". Com um som muito bom, os Editores souberam estar em palco e agarrar o pouco público presente. Coincidência ou não, lembrei-me da primeira vez que vi os Coldplay em Paredes de Coura no ano de 2000, concerto ao qual assistiu muito pouca gente pois na altura não eram conhecidos. Na minha modesta opinião julgo estarmos perante mais um caso semelhante aos Coldplay: os Editors podem vir a ser um dos grupos mais importantes do panorama musical. Pontuação 4,5 de 0 a 5.

Seguiram-se os dEUS; apesar de achar que a música deste grupo funciona melhor em espaços pequenos e fechados (concerto inesquecível na Aula Magna), gostei da actuação. A banda de Tom Barman fez uma viagem por todos os seus trabalhos, insistindo principalmente no "In A Bar, Under The Sea" e no seu mais recente trabalho "Pocket Revolution". Um concerto electrizante que merecia mais público junto ao palco, se bem que o recinto já estivesse mais "composto" mas o público aproveitou a actuação dos dEUS para se dirigir aos bares. Pontuação 4 de 0 a 5.

Já passava das 21 horas quando os Cult entraram em palco para arrasar por completo. Grande concerto do grupo de Ian Astbury. Já com a frente do palco completamente cheia e com uns decibéis bem acima dos grupos anteriores, os Cult deliciaram todos os presentes com temas novos e uma viagem ao passado onde não faltaram por exemplo "Revolution", "Sweet Soul Sister". Foi um concerto que serviu para aguçar o apetite para o dia 12 de Julho em que vão estar no Coliseu do Porto. Só não atríbuo a pontuação máxima pelas excessivas alusões do Ian Astbury ao futebol e ao campeonato do mundo. Pontuação 4,5 de 0 a 5.

Tarefa difícil para os Keane que foram a banda que se seguiu. Deslocados do alinhamento e do ambiente do dia o grupo esteve bem, com uma actuação segura em que por vezes parecia estar simplesmente a cumprir contrato. Foi um bom espectáculo, apesar do grupo deixar transparecer a ideia de se estar a sentir como "peixe fora de água". No entanto foi possível ouvir alguns temas do novo álbum "Under The Iron Sea" a sair brevemente, bem como os mais conhecidos de "Hopes and Fears". Pontuação 3,5 de 0 a 5.

Para fechar a noite, perto da uma da manhã, os Franz Ferdinand, fizeram o que se esperava deles. GRANDE concerto. Durante hora e meia o grupo de Alex Kapranos "incendiou" completamente o Parque Tejo. Fazendo questão de manter a tradição de tocar um tema novo sempre que actuam em Portugal, os Franz Ferdinand tocaram praticamente todos os temas dos seus primeiros álbuns. Com um ritmo diabólico e com a sua característica música, quase sempre a "dois tempos", fizeram saltar e dançar até à exaustão os mais de 20.000 resistentes. Valeu a pena. Pontuação 5 de 0 a 5.

29/05/06

Ao vivo... Festivar Super Bock Super Rock 2006

Começou ontem mais uma edição do Festival Super Bock Super Rock. Para o primeiro dia do ACT 1 estava reservado o alinhamento mais pesado. O gótico dos Moonspell e dos Within Temptation (numa versão um pouco conceptual) desfilou pelo palco principal juntamente com o som mais pesado dos Ramp, Soulfly (banda liderada pelo ex-vocalista dos Sepultura, Max Cavalera) e dos Korn que encerraram a noite.
Eram 18 horas quando os Ramp entraram em palco. Graças à minuciosa e muito dedicada revista por parte da polícia a todos os espectadores (chegando ao ponto de abrir a carteira e perguntar se levávamos tabaco), não consegui assistir à actuação desta banda do Seixal.
Seguiram-se os portugueses Moonspell. No primeiro tema o som era tão mau que os milhares de pessoas que estavam a assistir, em vez de estarem virados para o palco estavam de costas para o mesmo a vêr se o técnico da mesa de mistura tinha adormecido ou algo pior. Som péssimo. A partir do segundo tema o som melhorou ligeiramente mas sem nunca atingir o patamar desejável. Os Moonspell acabaram por ter uma actuação discreta, para não dizer fraca. Pontuação: 3 de 0 a 5.
Seguiram-se os Soulfly banda com uma boa legião de fans em Portugal e que estiveram presentes em bom número. Foi um concerto no qual durante mais de uma hora tocaram os seus principais êxitos que foram sendo intervalados com temas do novo álbum "Dark Ages". Apesar do som continuar mau, um pouco devido ao imenso vento que se fazia sentir, foi um bom concerto no qual Max Cavalera conseguiu fazer vibrar o público. Pontuação 3,5 de 0 a 5.
A seguir adivinhava-se uma tarefa muito difícil para os Within Temptation, pois após a actuação dos Soulfly houve uma grande debandada do público que estava próximo do palco. Com um som finalmente em boas condições, Sharon esteve bem sabendo comunicar com o público, excepto quando julgou que estava a actuar em Espanha, levando por isso uma monumental assobiadela. Corrigiu o erro com um pedido de desculpas. O espectáculo dos Whithin Temptation foi uma espécie de "The Best" ao vivo, sendo o momento alto do concerto "Memories", um dos temas mais conhecidos do grupo. Em suma foi um bom espectáculo dos Within Temptation. Pontuação 4 de 0 a 5.
Finalmente para encerrar a primeira noite do festival, Korn. A qualidade de som continuava fraca e os Korn não surpreenderam. Tudo muito programado, sem improviso e sem grande convicção. John Davis e a sua banda não conseguiram empolgar o muito público presente. A banda está muito aquém da expectativa e do culto que foi criando ao longo dos anos. Arrisca-se a ser, se é que já não é um "Has Been". Pontuação 3,5 de 0 a 5.