Um exercício de estilo
Quando a música é um vício... um "veneno" salutar
"Toxicidade" - Tema dos GNR - Álbum "Rock In Rio Douro"
26/06/06
Ao vivo... Bon Jovi + Van Halen + Ugly Kid Joe
19/06/06
Ao vivo... U2
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Fabuloso concerto desta super-banda, uma das poucas que nos dias de hoje ainda consegue encher estádios. Neste concerto, Alvalade esteve completamente cheia e não houve a fantochada da venda dos bilhetes como na última vez que passaram por Portugal em que podemos assistir a cenas caricatas de pessoas nas filas do multibanco à espera que fossem 14 horas para comprarem os bilhetes que, afinal, nunca foram colocados à venda..
12/06/06
Ao vivo.... Yes
11/06/06
Primal Scream... Riot City Blues
Muitas vezes criticados por quase plagiarem outros grupos, como os Byrds ou Rolling Stones, o gupo tem continuado com uma carreira de certo modo errante, com discos por vezes deconexos, atípicos e inconsequentes.
O grupo liderado por Bobby Gillespie editou esta semana mais um trabalho, o décimo, no qual são excessivamente notórias as influências (que eles nunca negaram) dos Rolling Stones. Com um tema muito forte a ser lançado como single "County Girl", a sensação que nos fica do disco é que mais uma vez o grupo podia ter ido mais longe. Podia ter arriscado mais.
É pena, pois os Primal Scream são excelentes executantes. É no entanto um bom disco com temas interessantes.
1. Country Girl
2. Nitty Gritty
3. Suicide Sally & Johnny Guitar
4. When The Bomb Drops
5. Little Death
6. 99th Floor
7. We're Gonna Boogie
8. Dolls (Come On Baby Let's Have A Good Time)
9. Hell's Comin' Down
10. Sometimes I Feel So Lonely
08/06/06
Ao vivo... Super Bock Super Rock

Coube ao Editors iniciar a noite no palco principal. Com um ligeiro atraso que acabou por ser benéfico devido ao tempo que se demorava para entrar no recinto, o grupo tocou cerca de uma hora na qual foi possível ouvir na íntegra o seu primeiro álbum "The Back Room" e ainda uma cover dos Talking Heads "Road To Nowhere". Com um som muito bom, os Editores souberam estar em palco e agarrar o pouco público presente. Coincidência ou não, lembrei-me da primeira vez que vi os Coldplay em Paredes de Coura no ano de 2000, concerto ao qual assistiu muito pouca gente pois na altura não eram conhecidos. Na minha modesta opinião julgo estarmos perante mais um caso semelhante aos Coldplay: os Editors podem vir a ser um dos grupos mais importantes do panorama musical. Pontuação 4,5 de 0 a 5.
Seguiram-se os dEUS; apesar de achar que a música deste grupo funciona melhor em espaços pequenos e fechados (concerto inesquecível na Aula Magna), gostei da actuação. A banda de Tom Barman fez uma viagem por todos os seus trabalhos, insistindo principalmente no "In A Bar, Under The Sea" e no seu mais recente trabalho "Pocket Revolution". Um concerto electrizante que merecia mais público junto ao palco, se bem que o recinto já estivesse mais "composto" mas o público aproveitou a actuação dos dEUS para se dirigir aos bares. Pontuação 4 de 0 a 5.
Já passava das 21 horas quando os Cult entraram em palco para arrasar por completo. Grande concerto do grupo de Ian Astbury. Já com a frente do palco completamente cheia e com uns decibéis bem acima dos grupos anteriores, os Cult deliciaram todos os presentes com temas novos e uma viagem ao passado onde não faltaram por exemplo "Revolution", "Sweet Soul Sister". Foi um concerto que serviu para aguçar o apetite para o dia 12 de Julho em que vão estar no Coliseu do Porto. Só não atríbuo a pontuação máxima pelas excessivas alusões do Ian Astbury ao futebol e ao campeonato do mundo. Pontuação 4,5 de 0 a 5.
Tarefa difícil para os Keane que foram a banda que se seguiu. Deslocados do alinhamento e do ambiente do dia o grupo esteve bem, com uma actuação segura em que por vezes parecia estar simplesmente a cumprir contrato. Foi um bom espectáculo, apesar do grupo deixar transparecer a ideia de se estar a sentir como "peixe fora de água". No entanto foi possível ouvir alguns temas do novo álbum "Under The Iron Sea" a sair brevemente, bem como os mais conhecidos de "Hopes and Fears". Pontuação 3,5 de 0 a 5.
Para fechar a noite, perto da uma da manhã, os Franz Ferdinand, fizeram o que se esperava deles. GRANDE concerto. Durante hora e meia o grupo de Alex Kapranos "incendiou" completamente o Parque Tejo. Fazendo questão de manter a tradição de tocar um tema novo sempre que actuam em Portugal, os Franz Ferdinand tocaram praticamente todos os temas dos seus primeiros álbuns. Com um ritmo diabólico e com a sua característica música, quase sempre a "dois tempos", fizeram saltar e dançar até à exaustão os mais de 20.000 resistentes. Valeu a pena. Pontuação 5 de 0 a 5.
06/06/06
Ao vivo... Stuart A. Staples
Data - 03 de Junho de 2006Local - Santiago Alquimista
Notas - Stuart A. Staples apresentou no passado dia 03 de Junho no Santiago Alquimista o seu novo disco, "Leaving Songs". Um espaço intimista e acolhedor completamente cheio recebeu o líder dos Tindersticks, agora numa carreira a solo.
05/06/06
Ao vivo... Duo Ouro Negro
04/06/06
Raul Indipwo
Paz à sua alma, ele que sempre foi um homem bom e que eu tive a felicidade de conhecer pessoalmente.
01/06/06
Vilar de Mouros
É sem dúvida alguma uma boa notícia nos tempos que correm.
A edição deste ano é comemorativa dos 35 anos da internacionalização do Festival. A primeira edição com grupos de relevo no panorama musical foi em 1971 e nela estiveram presentes Elton John e Manfred Man entre outros nomes nacionais como Amália Rodrigues ou Duo Ouro Negro.
Por lá já passaram nomes como Robert Plant, Rammstein, Clã, Catatonia, Neil Young, Peter Gabriel, Joss Stone, Alanis Morissette, etc., etc.
31/05/06
Stuart A. Staples
Mais conhecido como vocalista dos Tindersticks, Staples regressa aos discos após a edição do brilhante Lucky Dog Recordings de 2005.
Mas, recuemos um pouco no tempo para falar da história das incursões musicais de Staples. No ano de 1992 em Nottingham, onde nasceu em 1965, forma os Tindersticks banda que teve origem nos Asphalt Ribbons que chegaram a gravar um álbum (Old Horse) e dois EPs (Passion Coolness e The Orchad), discos hoje em dia extremamente raros, mas que tenho a felicidade de ter em formato CD.
Em 2003, após a edição de "Waiting For The Moon" o grupo decide fazer uma pausa e é então a partir dessa altura que Stuart A. Staples decide começar uma carreira a solo, primeiro com "Lucky Dog Recordings" e agora com o muito aguardado "Leaving Songs".
30/05/06
Super Bock Super Rock
O segundo dia do ACT 1 do Festival Super Bock Super Rock era aguardado com grande expectativa.Com um cartaz equilibrado no qual se destacava o regresso aos palcos dos Alice In Chains, a expectativa residia também em saber se o som estaria melhor do que no dia anterior, em que foi um verdadeiro desastre.
Eram seis horas da tarde quando os portugueses Primitive Reason subiram ao palco para dar início a mais um dia de festival. Durante cerca de uma hora e perante um calor infernal, os Primitive Reason não conseguiram quebrar a frieza do público. Apesar do alinhamento ser constituído pelas suas canções mais populares, a banda demonstrou uma vez mais a falta de "garra" que começa a ser evidente nos seus concertos. Nota 2,5 de 0 a 5.
A seguir era chegada a vez dos Alice In Chains. Após cerca de dez anos de interregno, esta banda formada em Seattle no ano de 1897 no auge do grunge, regressa aos palcos com um novo vocalista, William Duval (dos Comes With the Fall), que substitui Layne Staley falecido em Abril de 2002 vítima de overdose. Apesar de não conseguir fazer esquecer o carismático vocalista dos primórdios do grupo William mostra-se possuidor de uma excelente voz não tão "grunge" como a de Layne mas bem colocada e com o timbre exacto. No final do espectáculo, o grupo exibiu para o público um cartaz onde se podia ler: Alice In Chains Born Again. Acho que sim. Nota 4 de 0 a 5.
Deftones foram o grupo que se seguiu e deram um concerto verdadeiramente arrasador. A agressividade da música e a boa comunicabilidade de Chico Moreno com o público fizeram deste concerto um dos melhores do dia, com um alinhamento tipo "Greatest Hits", de onde se pode destacar a cover do tema "No Ordinary Love" de Sade. Para finalizar em verdadeira apoteose, Chico Moreno canta no meio do público e os Deftones brindam todos os presentes que se amontoavam junto do palco com um Medley "7Words - Root Engine Nº 9 - 7 Words". Nota 4,5 de 0 a 5.
Após o devastador concerto dos Deftones seguiam-se os Placebo. Num alinhamento de grupos não muito feliz, a banda de Brian Molko surge encurralada entre os Deftones e os Tool. Tarefa difícil. Este facto levou a que muitas das pessoas que assistiram ao concerto dos Deftones aproveitassem a pausa para se dirigirem à zona de restauração e descansarem para depois poderem assistir ao concerto dos Tool. No entanto os Placebo cumpriram. Entraram com alguns temas do novo álbum "Meds" para depois voltarem aos seus clássicos. Uma actuação incólume mas que nunca chegou a ser brilhante. Nota 4 de 0 a 5.
Finalmente e para fechar a noite: Tool. A banda liderada por Maynard James Keenan presenteou o sequioso público com aquele que foi o melhor concerto do dia. Com um som fantástico, com um palco no qual estavam quatro ecrãs onde passavam imagens que serviam como "acompanhamento" para os temas, os Tool cumpriram à risca o que se estava à espera e era aguardado há muitos anos, depois do fracasso que foi o seu concerto no Restelo. Ao tocarem temas de todos os seus álbuns, particularmente do último "10000 days" deram um concerto fabuloso, inesquecível. Destaque para "The Pot" e "Aenema". Ficou a ideia de que brevemente o grupo poderá regressar a Portugal para um concerto em nome próprio.
E pronto, assim chega ao fim mais um dia do Super Bock Super Rock, este excessivamente quente em contraste com a noite fria do dia anterior. Não fossem as milhares de melgas e mosquitos que por lá apareceram (e que nem pagaram bilhete) tinha sido fabuloso. Assim... também foi.
29/05/06
Ao vivo... Festivar Super Bock Super Rock 2006
Começou ontem mais uma edição do Festival Super Bock Super Rock. Para o primeiro dia do ACT 1 estava reservado o alinhamento mais pesado. O gótico dos Moonspell e dos Within Temptation (numa versão um pouco conceptual) desfilou pelo palco principal juntamente com o som mais pesado dos Ramp, Soulfly (banda liderada pelo ex-vocalista dos Sepultura, Max Cavalera) e dos Korn que encerraram a noite.28/05/06
Disco da semana... "Here Comes The Tears"
Butler, que abandonou os Suede em 1994 após a gravação do álbum "Dog Man Star" e Anderson, devido à reduzida actividade dos Suede (praticamente extintos), formam então os "The Tears" que lançam o seu primeiro álbum no final de 2005. Em "Here Comes The Tears" voltamos a ouvir e sentir a guitarra de Butler num permanente e subtil solo, algo a que nos tinha habituado na melhor fase dos Suede.
Here Comes The Tears é um bom disco, agradável. Longe de ser uma obra-prima este trabalho peca pelo excesso de baladas que tem, sendo algumas um pouco lamechas. Destaque para os temas Refugees e Lovers, dois belos temas pop que nos fazem lembrar o excelente "Trash" do álbum "Coming Up".
É um disco que merecia algo mais. Não existiu qualquer tipo de promoção por parte da editora quer ao disco quer ao grupo; estou convencido que muitos fans dos Suede não sabem da existência dos Tears e quem são os seus membros.
01 - Refugees
02 - Autograph
03 - Co-Star
04 - Imperfection
05 - Ghost of You
06 - Two Creatures
07 - Lovers
08 - Fallen Idol
09 - Brave New Century
10 - Beautiful Pain
11 - Asylum
12 - Apollo 13
13 - Love as Strong as Death
Nota - 7/10
24/05/06
The Walkabouts
Decorria o ano de 1983 quando Chris Eckman e Carla Torgerson se conheceram. Na altura, enquanto Eckman com a sua guitarra eléctrica tocava temas punk dos Buzzcocks, Carla Togerson com a sua guitarra acústica tocava folk. Graças a esta diferença de estilo nas raízes musicais dos seus fundadores, a música dos Walkabouts desde os seus primórdios caracterizou-se sempre por um contraste que vai desde o folk a um pop/rock genuinamente alternativo. Com origem em Seattle, terra do grunge, não deixa de ser curioso o facto de o grupo sempre se ter distanciado desse género musical o que acabou por ser prejudicial para a sua carreira pois na altura gravavam para a Sub-Pop uma editora que tinha no seu catálogo somente grupos de grunge, o que levou os responsáveis da mesma a caracterizar o grupo, desdenhosamente, como "uma banda não grunge".
Em 1987 é editado o primeiro disco intitulado "See Beautiful Rattlesnake Gardens" que apesar de revelar alguma imaturidade foi bem recebido pela imprensa. Apesar disso a banda não se consegue adaptar aos ambientes de Seatlle.
Em 1992 abandonam a Sub Pop, mas antes de isso acontecer, partem em digressão pela Europa e a Sub Pop Europe aproveita para lançar New West Motel e Satisfied Mind em 1993, Setting The Woods On Fire e To Hell And Back no ano de 1994, e a compilação Death Valley Days - Lost Songs, And Rarities, 1985 – 1995. Estas edições num prazo tão curto fizeram com que os Walkabouts atingissem o topo do mercado independente europeu, sendo curioso o facto de o grupo atingir maior popularidade na Europa do que na América.
Enquanto que em New West Motel são desenvolvidas sonoridades que nos levam ao country norte-americano fazendo lembrar Neil Young, já Satisfeid Mind revevela-se uma agradável surpresa pois é um disco completamente preenchido com versões, algo a que as pessoas não estavam habituadas no grupo. É um disco excelente e um dos melhores de toda a discografia dos Walkabouts; já "Setting The Woods On Fire" mostra o lado mais negro e mórbido da música dos Walkabouts com canções densas e melancólicas que revelam uma grane consistência na banda.
Quando ouço a música dos Walkabouts uma onda de prazer e felicidade envolve-me por completo; algo de sublime é como se pode definir a sensação que dá ouvir a guitarra de Carla Torgerson aliada à sua voz e à de Chris Eckman.
22/05/06
Ao vivo... Supertramp
21/05/06
Iron and Wine & Calexico... He Lays In Reins
Um disco excelente que peca por ser curto. São, somente, cerca de 35 minutos de prazer.
01 - He Lays In Reins
02 - Prison on Route 41
03 - History of Lovers
04 - Red Dust
05 - 16, Maybe Less
06 - Burn That Broken Bed
07 - Dead Man's Will
Nota - 08/10
18/05/06
Arctic Monkeys no Paradise Garage
15/05/06
Ao vivo... Tina Turner
Local - Estádio do Restelo
Observações - Um daqueles concertos a que assisti quase por obrigação. Grande profissionalismo de Tina Turner, cheia de energia como é hábito, para um estádio bem composto de público.
De realçar que um dos membros da banda que a acompanhou era, nem mais nem menos do que o excelente guitarrista Peter Frampton.
11/05/06
08/05/06
Ao vivo... Mão Morta
07/05/06
Disco da semana - "Good News For...
Este trio, composto por Isaac Brock na guitarra e voz, Eric Judy no baixo e Jeremiah Green na bateria, somente após cinco álbuns e dez anos de intenso trabalho conseguiram o reconhecimento da critica musical com o seu último trabalho “Good News For People Who Love Bed News” editado em finais de 2004.
Neste disco estão patentes as influências dos Yo La Tengo ou dos Superchunk. Por vezes a música dos Modest Mouse vai até aos “Built To Spill”, mas sempre com o cuidado de nunca entrar nos devaneios de guitarra a que os Built To Spill nos habituaram, fincando numa linha mais próxima dos Yo La Tengo, obtendo dessa forma um equilíbrio muito saudável no seu som.
01 - Horn Intro
02 - The World At Large
03 - Float On
04 - Ocean Breathes Salty
05 - Dig Your Grave
06 - Bury Me With It
07 - Dance Hall
08 - Bukowski
09 - This Devil's Workday
10 - The View
11 - Satin In A Coffin
12 - Interlude (Milo)
13 - Blame It On The Tetons
14 - Black Cadillacs
15 - One Chance
16 - The Good Times Are Killing Me
Nota - 08/10
01/05/06
Ao vivo... Xutos & Pontapés
24/04/06
Ao vivo... James Cotton
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Talvez a maior "banhada" que apanhei relativamente a concertos. James Cotton, considerado quase unanimemente como um dos melhores executantes de harmónica, deu um concerto de somente 40 minutos. Quando saiu de palco, o público que encheu o CCB ficou à espera, pois julgou tratar-se de um intervalo. Após a confirmação de que o espectáculo tinha terminado, houve quem fosse reclamar tendo sido reembolsado do valor do ingresso.
23/04/06
Sigur Ros - Takk
"Takk" é o seu quarto CD depois do excelente trabalho editado em 2002 intitulado (). Pelo meio fizeram uma EP excessivamente experimental "Ba Ba Ti Ki Di Do", música para um bailado.
Com "Takk" o grupo faz uma espécie de regresso às origens praticando aquela sonoridade a que nos habituou com os trabalhos anteriores, se bem que neste disco aparecem pela primeira vez a cantar no idioma da sua terra natal, o que torna o disco ainda mais curioso. É daqueles discos que pode não se gostar à primeira, mas a boa música é como uma obra de arte: aprende-se a gostar.
E os Sigur Ros não fazem somente música... fazem arte. Isso é bom e quando se ouvem os seus discos somo levados para longe, para um mundo distante. Uma viagem que sabe bem e que se torna inesquecível, da qual não apetece voltar. Apetece por o CD em "repeat".
01 - Takk
02 - Glosoli
03 - Hoppipolla
04 - Meo Blodnasir
05 - Se Lest
06 - Saeglopur
07 - Milano
08 - Gong
09 - Anduari
10 - Svo Hljott
11. Heysatan
17/04/06
Biografia - Massive Attack
Os Massive Attack são oriundos da cidade de Bristol e formaram-se em 1987. Constituídos inicialmente por Andrew “Mushroom” Vowles, Grant “Daddy G” Marshall com a colaboração de 3D (Robert del Naja), editaram o seu primeiro single intitulado “Daydreaming” no ano de 1990.Durante a guerra no Iraque o grupo altera o seu nome para Massive o que se revelou um verdadeiro desastre em termos comerciais, tendo voltado ao nome original com o final da guerra (que afinal ainda continua).
Com a saída de Tricky a música dos Massive Attack torna-se menos densa, menos sombria e as diferenças estão bem patentes no álbum “Mezzanine” editado em 1998.
01 – Safe From Harm
02 – Karmacoma
03 – Angel
04 – Teardrop
05 – Inertia Creeps
06 – Protection
07 – Butterfly Caught
08 – Unfinished Sympathy
09 – Risingson
10 – Future Proof
11 – Five Man Army
12 – What Your Soul Sings
13 – Sly
14 – Live With Me
11/04/06
Em Destaque... Liquid Tension Experiment

Os Liquid Tension Experiment são aquilo a que se pode chamar um super-grupo.
Formados pelos Dream Theather’s John Petrucci e Mike Portnoy, por Jordan Rudes (Dixie Dregs), e pelo extraordinário baixista Tony Levin, músico de Peter Gabriel, este grupo gravou o seu primeiro disco no ano de 1998 para a label Magna Carta.
Numa onda que vai desde o rock progressivo ao metal progressivo, gravaram dois álbuns homónimos, sendo o segundo de 1999.
Apesar de ser um tipo de música de difícil audição pois são temas instrumentais longos, a sua obra justifica plenamente uma chamada de atenção.
Lamentavelmente, são discos difíceis de conseguir pois não se enquadram propriamente no tipo de música que venda bastante, mas quem tiver a oportunidade de os ouvir vai gostar imenso.
Um super-grupo composto por grandes músicos dos quais destaco, sem menosprezar os restantes, Tony Levin que é para mim o melhor baixista que há actualmente.
São discos tocados por músicos exímios, por virtuosos.
10/04/06
Livro em destaque
Pode ser adquirido através do blog do autor ou através do site da Cd Go.
04/04/06
Sisters Of Mercy no Coliseu
O Coliseu de Lisboa vestiu-se de negro na noite de ontem para receber os Sisters Of Mercy neste seu regresso a Portugal.
Com o concerto a atrasar uma hora devido ao jogo de futebol entre Barcelona e Benfica, eram 22 horas quando a banda liderada por Andrew Eldritch entrou em palco para cerca de 90 minutos de concerto, um concerto morno em que tocaram todos os seus grandes êxitos da sua curta obra discográfica, que contrasta com a sua longa carreira.
Os Sisters of Mercy formaram-se em 1980 e gravaram somente três álbuns sendo o último, Vision Thing, de 1990.
Apesar da ausência de novos discos, nunca deixaram os palcos ao longo destes dezasseis anos.
Quanto ao concerto de ontem foi, em minha opinião um bom concerto apesar de não ter existido qualquer tipo de comunicação entre a banda e o devoto público que praticamente encheu o Coliseu, numa atitude de culto para com uma das bandas mais importantes do movimento Gótico/Industrial britânico dos anos 80.
27/03/06
Ao vivo... Rolling Stones
20/03/06
Ao vivo... Tindersticks
13/03/06
Ao vivo... Dzrt
12/03/06
Madrugada... The Deep End
Na primavera de 1999 editam o seu primeiro EP “New Depression”, que atingiu alguma popularidade e grande rotação nas rádios norueguesas.
O primeiro álbum, “Industrial Silence” surge em 1999 tendo atingido enorme sucesso nos países escandinavos.
Em 2001 é editado “The Nightly Disease” um disco mais denso, com temas mais obscuros e menos acessíveis. Escusado será dizer que não vendeu muito, mas passados poucos meses, já no ano de 2002, editam “Grit” que os coloca de novo nas tabelas de vendas.
Finalmente em 2005 é editado o incompreensivelmente esquecido “The Deep End”, um disco que surge na mesma linha de “Grit”, viajando por vezes até “The Nightly Disease” na obscuridade de alguns temas, nos ambientes tensos que se sentem à medida que vamos ouvindo o disco. Um disco excepcional.
01 - Kids Are on High Street
02 - On Your Side
03 - Hold on to You
04 - Stories from the Streets
05 - Running Out of Time
06 - Lost Gospel
07 - Elektro Vakuum
08 - Subterranean Sunlight
09 - Hard to Come Back
10 - Ramona
11 - Slow Builder
12 - Sail Away
Classificação - 8/10
07/03/06
Ali Farka Touré
Ali Farka Touré nasceu no Mali no ano de 1939.
Foi, em minha opinião, um dos melhores guitarristas de sempre. Um bluesman africano cuja guitarra tinha um som único e inolvidável.
Gravou discos com Taj Mahal (outro grande nome do Blues), Chieftains e Ry Cooder. Em dueto com Ry Cooder editou no ano de 1994 o soberbo Talking Timbuktu que venceu o Grammy para o melhor disco de World Music desse ano. Nos dias de hoje ainda é considerado um dos melhores discos de sempre de World Music.
Tive a felicidade de assistir a um espectáculo seu no ano passado em Lisboa, Monsanto. Numa noite fria, a sua música aqueceu os presentes que apesar serem poucos saíram de lá extasiados com o dedilhar e a simpatia de Ali Farka Touré.
Deixou-nos hoje, dia 07 de Março de 2006.
O mundo musical fica mais pobre.
África perde um dos seus melhores músicos.
06/03/06
Ao vivo... Rolling Stones
27/02/06
26/02/06
Calla... Collisions
Em 1997 com entrada para a sua formação de Sean Donovan (colaborador em estúdo dos Factory Press) formam os Calla.
Já como Calla editam em 1999 um CD intitulado "Calla", em 2001 “Scavengers”, em 2003 “Televise” e finalmente em 2005 “Collisions”.
“Collisions” é um excelente disco repleto de bonitas canções. Ao ouvir a sussurrante e inebriante voz de Aurélio Valle e do seu lento e calmo dedilhar de guitarra somos transportados para paisagens perdidas sem fim à vista, somos invadidos por uma onda de prazer, um prazer que se vai tornando maior à medida que vamos ouvindo este belo trabalho.
01 - It Dawned On Me
02 - Initiate
03 - This Better Go As Planned
04 – Play Dead
05 – Pulverized
06 – So Far, So What
07 – Stumble
08 – Imbusteros
09 – Testify
10 – Swagger
11 - Overshadowed

























