30/04/10

Momentos... Tony Allen

Tony Allen na Casa da Música

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Jorge Palma, nos tempos em que cantava na rua.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português", de António A. Duarte.

28/04/10

26/04/10

Ao vivo... Salada de Frutas

Os Salada de Frutas, com Lena D'Água no "Festival Se7e ao vivo" em 1981, no Campo Pequeno.

Momentos... Jonas Brothers

Jonas Brothers na Wembley Arena, em Londres

Ao vivo... Tindersticks

Data - 06 de Fevereiro de 2010
Local - Teatro Municipal da Guarda
Notas - Último concerto a que assisti nesta mini-tournée por Portugal. No dia seguinte iam actuar em Estarreja.

23/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Rui Pregal da Cunha e Pedro Ayres Magalhães, numa foto dos Heróis do Mar em palco, com um visual invulgar e arrojado.

Ao vivo... Tindersticks

Data - 05 de Fevereiro de 2010
Local - Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra
Notas - Grupo de grande culto em Portugal, que proporciona sempre excelentes momentos musicais e que percorre o país de lés a lés.

21/04/10

Momentos... Joaquin Sabina

Joaquin Sabina, em Córdoba.

Ao vivo... Rammstein

Data - 08 de Novembro de 2009
Local - Pavilhão Atlântico
Nota - Grande concerto dos Rammstein. Ao contrário do que é habitual no pavilhão atlântico, o som este em bom nível. Grande primeira parte dos Combichrist liderados por Andy LaPlegua.

20/04/10

Tantra


TANTRA
Os Tantra foram um dos grupos mais importantes da música portuguesa no final dos anos 70 e princípio dos anos 80. Liderados pelo incontornável Manuel Cardoso, o grupo estreou-se nos registos discográficos com o single "Novos Tempos", um tema tipicamente de música ligeira e com muitos "lá-lá-lás". Em 1977 é editado o primeiro LP, o excelente "Mistérios e Maravilhas" que considero, ainda hoje, um dos melhores discos da música feita em Portugal. Em 1979, é lançado "Holocausto" e o sucesso repetiu-se tanto em termos comerciais como em concertos ao vivo. Seguem-se uma imensidão de concertos por todo o país e surge a consagração com o Coliseu dos Recreios a encher para um espectáculo de grande qualidade musical e, em termos cénicos, muito acima daquilo que se costumava fazer em Portugal.

Em 1981 é editado "Humanoid Flesh", numa onda muito diferente daquela a que o grupo habituou os seus fans. O grupo abandonou a vertente de rock progressivo e enveredou por uma onda completamente diferente mas que na altura estava na moda, New Wave; para além disso, a música passou a ser cantada em Inglês. Apesar de considerar uma enorme injustiça, este disco foi um imenso flop e arrisco a dizer que no espaço de quatro anos, conseguiram não só ser autores de um dos melhores discos de sempre da música portuguesa, como também de um dos seus maiores fracassos.

Posteriormente seguiu-se um interregno na carreira do grupo e Manuel Cardoso aproveitou para gravar alguns discos a solo, quer como Manuel Cardoso, quer como Frodo. Nunca chegou a obter grande sucesso, mais uma vez injustamente; talvez estivesse alguns anos "adiantado" na música portuguesa.

Em 2003 o grupo regressa com "Terra". Para além de ser evidente estarmos perante uma boa "teimosia" de Manuel Cardoso, pois o trabalho musical assenta praticamente todo sobre ele, o grupo, ao regressar ao rock progressivo, não se consegue libertar (e ainda bem) de Mistérios e Maravilhas. Em Terra, podemos ouvir versões adaptadas de "À Beira do Fim" e "Máquina da Felicidade", bem como de outros temas de Manuel Cardoso, como por exemplo "Manhã Submersa" ou "Solidão", temas estes da sua carreira a solo e incluídos nos álbuns "Noites de Lisboa" e "Zbaboo Dança", respectivamente.

Em 2005, Manuel Cardoso, tenta reunir os Tantra para gravar "Delirium". Apesar de não ter conseguido reunir a formação original, o disco é lançado: um rock progressivo ainda mais conceptual do que é costume, num disco fabuloso e do qual não conseguimos destacar um tema. É aquele tipo de trabalho que tem de ser escutado do princípio ao fim. Se instrumentalmente Manuel Cardoso sempre esteve em excelente nível, é neste Delirium que ele consegue superar algumas das suas "debilidades" vocais. Um disco bem interpretado em todos os aspectos.

Os Tantra ainda hoje existem, muito pela persistência de Manuel Cardoso, alguém que não desiste de tentar furar e ultrapassar as dificuldades que os músicos fora das correntes musicais "playlist" ou "mainstream", sentem em Portugal.

Felizmente estamos perante um músico que não desiste, perante alguém que insiste em gravar pelo simples prazer de tocar e sem grandes objectivos financeiros; ainda bem para nós que, apesar de ser extremamente difícil, conseguimos adquirir os seus discos.

19/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Aspecto do público no "Festival Se7e ao vivo" na praça de touros do Campo Pequeno, em 1981.

Momentos... Jonas Brothers

Jonas Brothers, na Wembley Arena, em Londres

Ao vivo... Tindersticks

Data - 13 de Fevereiro de 2009
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - O que dizer de Tindersticks? Bom concerto, bom som, sala cheia, devoção.

16/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Jorge Palma em estúdio na gravação do seu disco "Qualquer Coisa Pá Música", álbum editado em 1979.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português", de António A. Duarte.

Ao vivo... Xutos & Pontapés

Data - 26 de Setembro de 2009
Local - Estádio do Restelo
Notas - Não sou grande apreciador de concertos no estádio do Restelo, pois a acústica não costuma ser muito famosa. Um estádio com lotação quase esgotada para assistir a um concerto dos Xutos & Pontapés em jeito de "grande produção", com bom som e "servido" com um excelente aperitivo: Tara Perdida na primeira parte.

15/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Capa daquele que, na minha modesta opinião, é o melhor disco de sempre do Duo Ouro Negro.
Foto do livro " A Arte Eléctrica de Ser Português", de António A. Duarte.

Momentos... Jonas Brothers

Jonas Brothers, na Wembley Arena, em Londres

14/04/10

Ao vivo... Tindersticks

Data - 03 de Fevereiro de 2010
Local - Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha
Notas - Primeiro de uma série de três concertos a que assisti dos Tindersticks nesta mini digressão que percorreu Portugal. Para além das Caldas da Rainha, o grupo actuou em Sintra, Guarda, Estarreja e Guimarães.

13/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Foto dos Roxigénio, um dos melhores grupos do Rock Português, numa linha mais hard-rock. Eram formados pelo vocalista António Garcez (Ex-Arte & Ofício), Filipe Mendes (um dos melhores guitarristas portugueses de sempre e que hoje faz parte dos Ena Pá 2000), José Aguiar no baixo e, na bateria, José Eduardo.
Gravaram três LPs e um single, mas nunca conseguiram obter grande sucesso, apesar de terem chegado a Nº 1 no Top do programa de rádio Rock em Stock.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português" de António A. Duarte.

12/04/10

Bonobo - Black Sands

O Inglês Bonobo (Simon Green) regressa com este Black Sands, após cinco anos de interregno.
Editado pela label Ninja Tunes, este disco segue a linha habitual do músico, num estilo musical com um toque de New Age e Ambient. Composto por doze temas, dos quais três são interpretados por Andreya Triana, Black Sands, apesar de ser um disco agradável, não deslumbra.

01 - Prelude
02 - Kiara
03 - Kong
04 - Eyesdown (feat. Andreya Triana)
05 - El Toro
06 - We Could Forever
07 - 1009
08 - All In Forms
09 - The Keeper (feat. Andreya Triana)
10 - Stay The Same (feat. Andreya Triana)
11 - Animals
12 - Black Sands

Nota - 7/10

Ao vivo... Pearl Jam

Data - 25 de Novembro de 1996
Local - Pavilhão do Dramático de Cascais
Notas - Segundo concerto dos Pearl Jam em Cascais, que em dois dias consecutivos conseguiram esgotar o saudoso pavilhão (já demolido) do Dramático de Cascais.

09/04/10

Ao vivo... Stranglers

Data - 30 de Janeiro de 2009
Local - Aula Magna
Notas - Heróis do Punk na década de 70, os Stranglers demonstraram estar em grande forma e proporcionaram um bom concerto numa noite agradável em que viajámos no tempo. Após alguns temas, disseram não entender o facto de estarmos todos sentados e pediram para o pouco público presente se levantar e dançar e, a partir dessa altura, começou uma espécie de anarquia controlada com o público da plateia a saltar para a zona das poltronas, apesar de inicialmente os seguranças tentarem impedir esse "assalto".
Foi então que começou uma noite divertida que durou quase duas horas e atingiu momentos altos com "5 Minutes", "Skin Deep" e "Always The Sun".

07/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Capa de uma revista editada na altura da primeira edição do Festival Vilar de Mouros em 1971.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português".

05/04/10

Ao vivo... Leonard Cohen

Data - 30 de Julho de 2009
Local - Pavilhão Atlântico de Lisboa
Notas - O que dizer de um concerto de um grande senhor do mundo da música, compositor de algumas das mais belas canções de que há memória e que se faz acompanhar por excelentes músicos em palco? Simplesmente, brilhante.

02/04/10

Momentos... Joaquin Sabina

Joaquin Sabina em em Córdoba

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Foto da primeira formação dos GNR, com Vitor Rua, Alexandre Soares e Tóli Machado, sendo este último o único elemento que ainda hoje faz parte do grupo.

01/04/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Rui Veloso, na foto com Ramon Galarza (bateria) e Zé Nabo (viola-baixo), nos tempos do "Ar de Rock", o seu primeiro disco que, graças ao sucesso obtido, revolucionou completamente o rock em Portugal.
Ainda hoje, Rui Veloso é apelidado de "Pai do rock português", algo com que não concordo pois antes disto houve muito boa música a ser feita em Portugal e por portugueses. No entanto, não se pode negar que foi o imenso sucesso deste disco que levou as editoras a abrirem as suas portas aos artistas portugueses, apesar de na ganância do lucro, muitas vezes não ligarem a critérios de qualidade, pois tudo o que era editado, vendia bem. Eram lançados discos a um ritmo alucinante, todos as semanas eramos "bombardeados" com edições discográficas, algumas delas sem qualquer qualidade, mesmo ao nível da gravação.

Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português".

Ao vivo... Muse

Data - 29 de Novembro de 2009
Local - Pavilhão Atlântico de Lisboa
Notas - Os Muse são uma daquelas bandas que sigo com muita atenção, desde o primeiro momento. Apesar de muitas vezes serem injustamente criticados, são, na minha opinião um excelente grupo que proporciona grandes concertos ao vivo, de uma música potente com um ritmo verdadeiramente infernal.

31/03/10

Ao vivo... Jonas Brothers

Data - 21 de Novembro de 2009
Local - Wembley Arena
Notas - Segundo concerto do ano, desta banda de grande importância no mundo musical vocacionada para um público mais jovem. Depois da desilusão de Madrid, este foi um bom concerto, dentro do seu próprio estilo.

30/03/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Street Kids, grupo que teve um percurso fugaz no Rock Português no início dos anos 80. Com origem nos "Plástico" o grupo era formado por Nuno Rebelo (mais tarde autor do hino da Expo-98), Luis Ventura, Eduardo Pimentel, Nuno Canavarro e "Flash Gordon".
Gravaram dois singles de originais (Let Me Do It, Super Wen), um LP (Trauma) e um Maxi-Single (So Far, So Long). Terminaram em 1983.

29/03/10

Ao vivo... Kaiser Chefs

Data - 01 de Fevereiro de 2009
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Um concerto que não deslumbrou, mas tamém não decepcionou. Com um alinhamento a percorrer toda a obra do grupo, os Kaiser Chiefs, formados no ano de 2003 em Leeds, proporcionaram uma noite de bom rock tipicamente britânico. O momento alto do concerto foi com o tema "I Predict a Riot", do álbum "Employment".

Scorpions - Sting In The Tail

Scorpions: mais de 40 anos depois, esta mítica banda formada em Hanover na Alemanha anuncia o seu final. Incicialmente o grupo era formado por Rudolf Schenker (voz e guitarra), Karl-Heinz Follmer (guitarra), Lothar Heimberg (baixo) e Wolfgang Dziony (bateria). Em 1971 entram para a banda o guitarrista Michael Schenker (irmão de Rudolf) e o vocalista Klaus Mein, que ainda hoje se mantém no grupo, o que não acontece com Michael que em 1973 decide abandonar os Scorpions.
Sting in The Tail, editado recentemente é o último disco da carreira do grupo, uma carreira com alguns bons momentos, com alguns discos de bom nível, como por exemplo In Trance (1975), Love Drive (1979) ou Blackout (1982), entre muitos outros sendo que, os Scorpions proporcinaram-nos algumas das mais belas baladas da música rock. Quem não conhece e gosta de ouvir Still Loving You, Always Somewhere ou Lady Starlight, entre muitas outras de um brilhantismo impressionante e de uma beleza indescritível?
Neste último disco, a "receita" mantém-se: um bom leque de canções rock que, sem serem brilhantes, mantêm o nivel de qualidade a que o grupo nos habituou.
Talvez por sabermos que estamos perante o último disco de originais de um grupo que de algum modo marcou a história da música e de várias gerações, e que vai terminar dentro de algum tempo (após uma última tournée), talvez por isso, este disco soe a despedida dando ao próprio álbum um tom conceptual, que ele não tem; talvez o nosso subconsciente nos leve a pensar que vamos perder algo que nos deu momentos de felicidade durante muitos anos.
Em resumo, é um bom disco com duas excelente baladas, Lorelei e Sly (seguramente um clássico), e bons temas de rock, com bons reefs e solos de guitarra, que só não são brilhantes porque são curtos, mas como se sabe nos concertos são normalmente "alongados" e aí sim, vamos ter bons momentos na última tournée que o grupo está a preparar e que quase de certeza deve passar por Portugal, pois o grupo sempre demonstrou grande apreço pelo país onde fez questão de gravar um trabalho ao vivo, no convento do Beato em Lisboa: "Acoustica" em 2001.
Quanto a "Sting In The Tail", termina de forma algo enigmática, com uma das melhores canções de sempre do grupo, "The Best Is Yet To Come"; será a tournée?

01 - Raised On Rock
02 - Sting In The Tail
03 - Slave Me
04 - The Good Die Young (feat. Tarja Turunen)
05 - No Limit
06 - Rock Zone
07 - Lorelei
08 - Turn You On
09 - Sly
10 - Spirit Of Rock
11 - The Best Is Yet To Come

Nota - 8/10

P.S. - Como dizem em "Spirit Of Rock", "Rock Will Never Die"

26/03/10

Peter Gabriel - Scratch My Back

Considero Peter Gabriel (13 de Fevereiro de 1950) um dos músicos mais criativos e geniais da história da música. Deixou os Genesis em 1976 e desde então tem-se dedicado a uma carreira a solo com alguns discos de grande qualidade.
Desde “Peter Gabriel I” em 1977 até este “Scratch My Back” de 2010, Gabriel possibilitou-nos alguns bons momentos musicais com grandes clássicos, como por exemplo Solsbury Hill (Peter Gabriel I em 1977), Games Without Frontiers e Biko (Peter Gabriel III em 1980) e Sledgehammer (So em 1986), entre muitos outros.
Para além da sua excelente carreira a solo, desenvolveu ao longo dos anos uma autêntica cruzada na divulgação da chamada World Music, ao criar a editora Real World cujo objectivo é a divulgação da imensa música deste imenso mundo, levando-nos a descobrir grandes compositores e belíssimas canções em países dos quais pouco ouvimos falar ou pouco sabemos da sua música e da sua cultura.
Após a edição do álbum “Up” em 2002, Peter Gabriel fez vários espectáculos pela Europa, tendo passado por Portugal para concertos no Rock In Rio e no Festival Vilar de Mouros em 2004.
Oito anos passaram desde a edição do seu último disco e regressa neste ano de 2010, com “Scratch My Back” e, para grande surpresa, traz-nos um disco exclusivamente de versões, num tributo que presta a diversos músicos, um disco calmo de excelentes canções, num verdadeiro exercício vocal de grande brilhantismo, como só ele sabe fazer.
Não estamos perante um disco com temas fortes que possam dar bons singles; estamos perante um disco de alguém detentor de uma voz e de uma capacidade musical que não para de nos surpreender.
Será que “Scratch My Back” vai tornar-se num disco de culto na carreira de Peter Gabriel?
O tempo o dirá.

01 – Heroes (David Bowie)
02 – The Boy In The Bubble (Paul Simon)
03 – Mirrorball (Elbow)
04 – Flume (Bon Iver)
05 – Listening Wind (Talking Heads)
06 – The Power Of The Heart (Lou Reed)
07 – My Body Is a Cage (Arcade Fire)
08 – The Book Of Love (Magnetic Fields)
09 – I Think It’s Going To Rain Today (Randy Newman)
10 – Après Moi (Regina Spektor)
11 - Philadelphia (Neil Young)
12 – Street Spirit – Fade Out (Radiohead)

Nota – 8/10

Recortes

Folheto entregue à entrada do concerto dos Tindersticks no Teatro Municipal da Guarda.

25/03/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Manuel Cardoso. músico dos Tantra, numa foto na "versão" Frodo, na altura da edição do seu álbum a solo "Noites de Lisboa". Um excelente compositor, mas que sempre foi muito incompreendido. Ainda hoje continua a lançar bons discos em nome dos Tantra, na linha do rock progressivo a que nos habituou.

24/03/10

Ao vivo... Brendan Perry

Data - 14 de Março de 2010
Local - Santiago Alquimista
Notas - Concerto já comentado neste blog.

23/03/10

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Capa do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português", de António A. Duarte.
Editado pela Livraria Bertrand em 1984, é hoje em dia um livro extremamente raro e uma verdadeira enciclopédia da história do Rock em Portugal que merecia uma reedição mas, pelo que consta, isso não é possível.
Vou publicar neste blog algumas fotos extraídas desse livro, que serão imediatamente retiradas, se a isso for obrigado por questões de direitos de autor.

Besnard Lakes - ... Are The Dark Horse

O guitarrista e vocalista Jace Lasek e a baixista Goreas Olga, decidem formar no ano de 2001 em Montreal, Canadá, os The Besnard Lakes.
Devido às suas origens e ao facto de os seus fundadores serem casados, no início foram comparados aos Arcade Fire mas, apesar de tal comparação não poder ser depreciativa, o casal procurou, e conseguiu, demarcar-se desse rótulo.
Mais tarde entraram para o grupo os guitarristas Steve Raegele e Jeremias Bullied, e o baterista Kevin Laind e é então que editam o primeiro trabalho do grupo "Vol. 1, disco reconhecido pela critica, mas que passa despercebido em termos comerciais.
Após a gravação deste primeiro disco, o guitarrista Jeremias Bullied é substituído por Richard White e entra para o grupo o teclista e produtor Nicole Lizee e é então que surge este "The Besnard Lakes Are The Dark Horse", onde apresentam uma música complexa e por vezes conceptual, com momentos de psicadelismo e também com grandes devaneios ao nível de guitarras que, pessoalmente, me fez lembrar Sonic Youth.

01 - Disaster
02 - For Agent 13
03 - An You Lied To Me
04 - Devastation
05 - Becaute Tonight
06 - Rides The Rails
07 - On Bedford and Grand
08 - Cedric's War

Nota - 8/10

22/03/10

Momentos... Joaquin Sabina

Foto do concerto de Joaquin Sabina em Córdoba

Ao vivo... Delfins

Data - 10 de Outubro de 2009
Local - Coliseu dos Recreio de Lisboa
Notas - Sala cheia para o concerto de despedida da banda liderada por Miguel Ângelo. Foi um dos últimos concertos de uma banda que chegou a ter grande relevo na música portuguesa, mas que nos últimos anos entrou numa espécie de agonia, numa morte lenta, que fez esquecer alguns bons momentos musicais que tiveram.

19/03/10

Ao vivo... Joaquin Sabina

Data - Dia 11 de Dezembro de 2009
Local - Córdoba
Notas - Joaquin Sabina, natural de Madrid, é um daqueles músicos que nunca esperei ter oportunidade de ver ao vivo, pois em Portugal é praticamente desconhecido e, como tal, a única hipótese que tinha de poder assistir a um concerto seu era ir a Espanha.
Finalmente, em 2009 isso foi possível e fui a Córdoba assistir a um grande concerto de Sabina, músico cantautor espanhol do qual sou grande admirador e que em palco faz-se acompanhar por um bom leque de músicos que proporcionam momentos de grande qualidade musical, em termos de execução.
Sem dúvida alguma, um dos melhores concertos de 2009.

18/03/10

Recortes

Verso do impresso entregue à entrada do concerto de Tony Allen, na Casa da Música no Porto. Numa simples página é descrita de forma sucinta a biografia de um dos músicos mais importante de África e daquele que, na minha opinião, é um dos melhores bateristas do mundo.

17/03/10

Ao vivo... Jonas Brothers

Data - 13 de Junho de 2009
Local - Palacio de Deportes de La Comunida (Madrid)
Notas - Concerto destinado a um público jovem maioritariamente feminino, onde os pais estavam para acompanhar as filhas. A actuação dos Jonas Brothers terminou de forma abrupta, devido a problemas eléctricos. Primeira parte com Demi Lovato.

16/03/10

Recortes

Frente de um impresso entregue à entrada, no concerto de Tony Allen na Casa da Música no Porto.

15/03/10

Ali Farka Touré and Toumani Diabaté

Apesar de ainda estarmos somente no terceiro mês de 2010, arrisco em afirmar que este disco gravado por Ali Farka Touré e Toumani Diabaté, vai ser seguramente, um dos melhores discos do ano. Gravado pouco antes da morte de Ali, que aconteceu no dia 07 de Março de 2006, e na sequência da excelente parceria em "In The Heart Of The Moon", este disco apresenta uma vertente mais acústica de Ali Farka Touré, aliada à magia da Kora tocada por Toumani Diabaté, o grande mestre desse instrumento.
Um conjunto de deliciosas melodias recheadas de uma magia que nos encanta e enfeitiça, num daqueles discos que para além de se gostar à primeira audição, continuamos a gostar e a adorar cada vez mais, à medida que o vamos ouvindo.

Obrigatório.

01 - Ruby
02 - Saby Yoerkoy
03 - Be Mankan
04 - Doudou
05 - Warbé
06 - Samba Geladio
07 - Sina Mory
08 - 56
09 - Fantasy
10 - Machengoidi
11 - Kala Djula

Nota - 9/10

P.S. - Com o tempo vai chegar à nota 10/10.

Ao vivo... Brendan Perry

Brendan Perry e Lisa Gerrard, fundaram em 1981 na Austrália um dos grupos mais importantes na história da música contemporânea, os Dead Can Dance. Com um estilo muito próprio e de difícil definição, a música do grupo percorria um imenso universo musical, numa excelente fusão com a chamada World Music. Ao longo dos oito álbuns editados pelo grupo somos levados em autênticas viagens pelo mundo, pois a música dos Dead Can Dance tinha esse dom, essa qualidade.
Após o final (?) do grupo, Brendan Perry inicia-se numa carreira a solo e edita em 1999 o excelente “Eye Of The Hunter”. Segue-se um intervalo de mais de 10 anos e em 2010, regressa aos discos através de “Ark”, a ser editado brevemente.
Foi no âmbito da promoção deste seu novo trabalho que Brendan Perry actuou no passado dia 14 de Março de 2010, no Santiago Alquimista em Lisboa, perante uma sala que, ao contrário do previsível, não encheu mas estava bem composta de um público devoto, mais aos Dead Can Dance do que a Brendan Perry.
Foi um bom concerto com cerca de hora e meia de duração, durante o qual pudemos ouvir temas antigos da sua carreira a solo, bem como temas do seu novo disco e até uma cover de Tim Buckley.
A lamentar, apenas o som que no início não esteve bom sendo depois corrigido e também o desconhecimento por parte do público de uma grande parte das belas canções que Brendan Perry tocou e cantou com a sua soberba e poderosa voz.
Resta-nos esperar pelo disco.

12/03/10

Ao vivo... Bruce Springsteen

Data - 01 de Agosto de 2009
Local - Estádio José Zorrilla - Valladolid
Notas - Infelizmente, Bruce Springsteen continua a não incluir Portugal nas suas digressões. A "Working On A Dream Tour" andou por várias cidades da nossa vizinha Espanha e a única forma que arranjei de poder ver pela terceira vez um dos meus artistas preferidos, foi deslocar-me a Valladolid. Estádio completamente cheio para um fabuloso concerto que durou perto de três horas, com um Bruce Springsteen visivelmente bem disposto e comunicativo.

10/03/10

Ao vivo... Eagles

Data - 22 de Julho de 2009
Local - Pavilhão Atlântico de Lisboa
Notas - A carismática banda formada no ano de 1971 em Los Angeles proporcionou ao imenso público que praticamente esgotou o pavilhão atlântico, um espectáculo de grande nível e profissionalismo. Sem grandes "avarias" nem improvisações, o grupo jogou pelo seguro e isso fez com que ninguém saísse do concerto insatisfeito. Uma excelente noite de música que nos levou de regresso aos anos 70 e 80, anos em que a música dos Eagles marcou uma geração.
Quem não conhece "Hotel California"?

09/03/10

Ao vivo... Festival Se7e ao vivo

Rui Veloso, no tempo do Chico Fininho, durante a actuação no "Festival Se7e ao vivo", realizado na Praça de Touros do Campo Pequeno em Julho de 1981.
Para quem não sabe ou não se lembra, acrescento que o "Se7e" foi um jornal que existiu no panorama Português no final dos anos 70 e início dos anos 80. Dedicava-se à divulgação de espectáculos e eventos culturais, com principal destaque para a música, cinema e teatro.
Terminou passado algum tempo, quando já circulava no formato de revista.