Jonas Brothers na Wembley Arena, em Londres
Um exercício de estilo
Quando a música é um vício... um "veneno" salutar
"Toxicidade" - Tema dos GNR - Álbum "Rock In Rio Douro"
26/05/10
25/05/10
24/05/10
Ao vivo... Xutos e Pontapés
Data - 12 de Dezembro de 1985
Local - Rock Rendez-Vous
Notas - Um dos muitos concertos a que assisti na mítica sala da Rua da Beneficiência em Lisboa. Espaço pequeno mas acolhedor que deixou momentos inolvidáveis a quem lá passou. Este concerto dos Xutos e Pontapés foi um desses momentos.
Artigo publicado no Jornal Blitz Nº 59, no dia 17 de Dezembro de 1985
21/05/10
Ao vivo... António Variações
Data - ... 1984
Local - Rock Rendez-Vous
Notas - Espectáculo marcante.
“Porque não vêm até aqui? Eu sou um anjo bom, não sou um anjo protector. Não me peçam protecção, porque eu, eu é que preciso de protecção. Porque é que não vêm até à frente? Estão muito longe. Tenho saudades vossas.”
Foi desta forma que António Variações, apresentou o tema “Anjo da Guarda”, num concerto na mítica sala de Lisboa, Rock Rendez-Vous, nos anos 80.
Este foi, seguramente, o concerto que mais me marcou até hoje, não pela sua qualidade em termos de espectáculo, mas pelo público, pela sua ausência, a ausência desses que se diziam admiradores do músico, a ausência desses que compravam os seus discos aos milhares, a ausência desses que por trás de uma capa de hipocrisia desmedida diziam maravilhas da música de António Variações mas que, numa importante apresentação no Rock Rendez-Vous estiveram, como tão bem ele cantava “Sempre Ausentes”.
Lembro-me perfeitamente de (na altura tinha um jornal de escola e tinha pertencido ao jornal Musicalíssimo), a empresária do músico ter vindo ter connosco, “jornalistas”, que estávamos no andar de cima e pedir encarecidamente para irmos para o andar de baixo, para que o António não ficasse triste por ter a sala praticamente vazia. Lembro-me disso e ainda hoje fico triste quando recordo esse momento, um momento em que estariam no Rock Rendez-Vous não mais de quinze pessoas para assistir ao espectáculo.
Apesar disso, António Variações cantou no seu jeito (confesso que ao vivo a sua voz falhava um bocado), brincou com os pouco presentes, veio para o meio da plateia e dirigiu-se a todos nós de forma amigável e terna.
Acima de tudo revelou ser um excelente profissional e demonstrou um grande respeito por todos os presentes, um respeito que ele também merecia ter tido por parte dos seus fans, mas que infelizmente não teve.
P.S. - António Joaquim Rodrigues Ribeiro, mais conhecido como António Variações, nasceu no dia 03 de Dezembro de 1944. Passou de forma fugaz mas indelével pela música portuguesa, tendo gravado os álbuns “Anjo da Guarda” em 1983 e “Dar & Receber” em Fevereiro de 1984.
Deixou-nos no dia 13 de Junho de 1984, mas jamais será esquecido.
Ao vivo... Optimus Alive
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Mais um grande concerto dos Metallica, numa noite de rock bem pesado. Ainda foi possível assistir, no palco principal a concertos dos Mastodon, Slipknot, Machine Head e Lamb Of God. No palco secundário, destaco os excelentes TV on The Radio e ainda, Cristal Castles e Klaxons. Num recinto com grandes dificuldades de acesso e poucas condições, só a boa música justifica a comparência.
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20/05/10
Ao vivo... Metallica
Data - 19 de Maio de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Foi a sétima vez que assisti a um concerto dos Metallica e não posso deixar de referir que, apesar de os anos passarem, o prazer com que o grupo está em palco continua a ser o mesmo, ou ainda maior. Durante quase duas horas, James Hetfield, Kirk Hammett, Lars Ulrich e Robert Trujillo, deliciaram uma imensa onda negra composta por cerca de 18000 pessoas que, mais uma vez, prestaram grande devoção a um grupo que visitava Portugal pelo quarto ano consecutivo. Desde o álbum "Kill'Em All" de 1983, até "Death Magnetic" de 2008, foi um desfilar de canções fortes num palco colocado no centro da plateia, com um jogo de luzes irrepreensível e com uma comunicabilidade extraordinária por parte dos elementos do grupo para com o público. Foi seguramente um dos melhores concertos a que assisti até hoje.Na primeira parte estiveram em palco os californianos High On Fire que apresentaram alguns temas do novo álbum "Snakes For The Divine". Sinceramente, não gostei da actuação do grupo nem da própria música, numa onda Heavy muito próxima do Trash, mas pouco melódica e, por vezes, parecia confusa e desconexa, mas isso também se pode dever ao facto de o som não estar muito bom para a actuação deste grupo.
Já os dinamarqueses Volbeat, que tocaram na segunda parte, surpreenderam pela positiva, com um bom som Heavy Metal mas que, na minha opinião, peca pela capacidade vocal de Michael Poulson que parece desenquadrada da restante música do grupo; não que a voz seja fraca, mas julgo que para aquele género musical, ficava melhor uma voz mais forte, mais potente.
Setlist dos Metallica:
That Was Just Your Life
Cyanide
For Whom The Bell Tolls
Shortest Straw
The Day That Neves Comes
Sad But True
Wherever I May Roam
No Remorse
Turn The Page
All Nightmare Long
One
Master Of Puppets
Damage Inc.
Nothing Else Matters
Enter Sandman
Helpless
Motorbreath
Seek And Destroy
19/05/10
Ao vivo... Bruce Springsteen
Local - Estadio de La Comunidad - Madrid
Observações - Excelente organização para um bom concerto que assinalava o reencontro de Bruce Springsteen com a sua The E Street Band.
18/05/10
17/05/10
Kayo Dot - Coyote

A música dos Kayo Dot é indescritível, é algo fora de todos os parametros normais e expectáveis: é desconexa, anárquica e confusa.
Sendo um daqueles discos que será impossível escutar nas rádios "normais", "Coyote" é um trabalho estranho e de difícil classificação, mas não deixa de ser agradável de ouvir, se bem que é preciso estar com algum espirito para poder assimilar a música que este grupo, formado em Massachusetts em 2003, nos traz neste seu quarto trabalho.
Composto unicamente por cinco temas, cinco longos temas, o grupo formado por Toby Driver, Mia Matsumiya, David Bodie, Dan Means e Terran Olson, apresenta-nos um disco na linha dos anteriores, um trabalho de experiências e vivências musicais, como já referi algo desconexas, mas com um fio condutor pelo qual passa todo o tipo de experiências e sons que os elementos do grupo extraem (e muito bem) dos seus instrumentos.
Estamos perante um disco de um estilo musical muito próximo do chamado rock progressivo, neste caso extremamente complexo, com temas longos e sem qualquer refrão, mas que justifica alguma atenção.
01 - Calonyction Girl
02 - Whisper Ineffable
03 - Abyss Hinge 1: Sleeping Birds Sighing in Roscolux
04 - Abyss Hinge 2: The Shrinking Armature
05 - Cartogram Out Of Phase
Nota - 8/10
Ao vivo... GNR
Data - 30 de Abril de 2010
Local - Centro Cultural Olga Cadaval - Sintra
Notas - Concerto de apresentação do novo trabalho dos GNR, "Retropolitana". Como era previsível, e mais uma vez, os GNR não conseguem encher uma sala na zona de Lisboa, algo que custa a entender. Sem se deixarem influenciar pelo ar despido e frio da sala do Centro Olga Cadaval, o grupo liderado por Rui Reininho não desiludiu os presentes e intervalou temas do novo disco (ainda não editado na altura do concerto) com temas antigos, alguns deles já clássicos da música portuguesa.
Com o seu humor característico, Rui Reininho não deixou de fazer alguns comentários relativos ao facto de a sala não estar cheia: "a revolução soviética fez-se com menos gente", disse. Não esteve presente muita gente, mas quem esteve saiu de lá satisfeito e com vontade de escutar na integra o novo "Retropolitana".
14/05/10
Ao vivo... Mão Morta
Data - 20 de Abril de 2010
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - O pouco público presente neste concerto esteve algo apático, mas apesar dessa apatia, os Mão Morta, que com este espectáculo deram início à tournée de apresentação do seu mais recente trabalho "Pesadelo em Peluche", demonstraram grande profissionalismo em palco. Não foi um grande concerto, mas também não foi mau, no entanto faltou algo, faltou o entusiasmo do público, a dança, os corpos a saltar, as vibrações transmitidas por uma música contagiante e irrequieta. Foi um público muito diferente daquele que é costume estar nos concertos dos Mão Morta; este foi sereno e sossegado, talvez fruto do "amadurecimento" e da idade.
Esperemos por outros concertos melhores e mais enérgicos do grupo.
Talvez isso aconteça no "Optimus Alive"
12/05/10
Ao vivo... Papa Wemba
Local - Centro Cultural de Belém
Notas - Um auditório excessivamente grande para receber Papa Wemba, músico oriundo do Zaire que na altura gravava para a editora de Peter Gabriel, Real World.
Uma sala fria, desoladora, que nem o calor da música africana conseguiu aquecer.
A certa altura o pouco público levantou-se para dançar, pois é impossível assistir sentado a um espectáculo de Papa Wemba; aquele som da guitarra é único. Não deixa de ser uma sensação estranha, numa sala como o grande auditorio do Centro Cultural de Belém, ver pessoas a dançarem nos corredores.
11/05/10
10/05/10
Ao vivo... Rod Stewart
Data - 19 de Julho de 1983
Local - Estádio do Restelo
Notas - Apesar das minhas "andanças" em concertos terem começado no início dos anos 70 num espectáculo do Duo Ouro Ngro, no cinema Aviz em Luanda, somente no dia 19 de Julho de 1983 tive a oportunidade de assistir a um espectáculo de um músico de craveira e renome internacional: Rod Stewart. Do que me lembro da altura (este é um dos poucos bilhetes que me falta), o palco estava "de costas" para o rio Tejo e colocado junto à bancada Norte, um espaço com uma capacidade para seis ou sete mil pessoas. Recordo-me de um Rod Stewart endiabrado em palco, no seu melhor estilo, a percorrer o palco de uma ponta à outra de forma incansável:na altura era aquilo que se costumava chamar "um animal de palco". Foi um bom concerto e escusado será dizer que gostei imenso pois, acima de tudo, foi o primeiro grande concerto a que assisti, um espectáculo para milhares de pessoas, com um ambiente muito diferente daquilo a que estava habituado.
Os portugueses Taxi tocaram na primeira parte.
Os portugueses Taxi tocaram na primeira parte.
03/05/10
Recortes... Go Graal Blues Band

Go Graal Blues Band, com Tó Andrade (baixo), João Allain (guitarra), Hippo Birdie (bateria) e Paulo Gonzo (voz e harmónica). Foi com esta formação que o grupo começou a abandonar a onda blues, bem evidente no seu primeiro disco. Paulo Gonzo afirmou na altura que "cantar rock em português, era o mesmo que cantar fado em alemão". Os temas da Go Graal Blues Band eram todos cantados em inglês e, ao longo da sua carreira editaram três álbuns, dois maxi-singles e alguns singles que, apesar de algum reconhecimento por parte da crítica, nunca obtiveram o sucesso merecido. Ainda hoje considero o João Allain, um dos melhores guitarristas que ouvi.
30/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa
28/04/10
26/04/10
Ao vivo... Tindersticks
Local - Teatro Municipal da Guarda
Notas - Último concerto a que assisti nesta mini-tournée por Portugal. No dia seguinte iam actuar em Estarreja.
23/04/10
Ao vivo... Tindersticks
Local - Centro Cultural Olga Cadaval em Sintra
Notas - Grupo de grande culto em Portugal, que proporciona sempre excelentes momentos musicais e que percorre o país de lés a lés.
21/04/10
Ao vivo... Rammstein
Local - Pavilhão Atlântico
Nota - Grande concerto dos Rammstein. Ao contrário do que é habitual no pavilhão atlântico, o som este em bom nível. Grande primeira parte dos Combichrist liderados por Andy LaPlegua.
20/04/10
Tantra

TANTRA
Os Tantra foram um dos grupos mais importantes da música portuguesa no final dos anos 70 e princípio dos anos 80. Liderados pelo incontornável Manuel Cardoso, o grupo estreou-se nos registos discográficos com o single "Novos Tempos", um tema tipicamente de música ligeira e com muitos "lá-lá-lás". Em 1977 é editado o primeiro LP, o excelente "Mistérios e Maravilhas" que considero, ainda hoje, um dos melhores discos da música feita em Portugal. Em 1979, é lançado "Holocausto" e o sucesso repetiu-se tanto em termos comerciais como em concertos ao vivo. Seguem-se uma imensidão de concertos por todo o país e surge a consagração com o Coliseu dos Recreios a encher para um espectáculo de grande qualidade musical e, em termos cénicos, muito acima daquilo que se costumava fazer em Portugal.
Em 1981 é editado "Humanoid Flesh", numa onda muito diferente daquela a que o grupo habituou os seus fans. O grupo abandonou a vertente de rock progressivo e enveredou por uma onda completamente diferente mas que na altura estava na moda, New Wave; para além disso, a música passou a ser cantada em Inglês. Apesar de considerar uma enorme injustiça, este disco foi um imenso flop e arrisco a dizer que no espaço de quatro anos, conseguiram não só ser autores de um dos melhores discos de sempre da música portuguesa, como também de um dos seus maiores fracassos.
Posteriormente seguiu-se um interregno na carreira do grupo e Manuel Cardoso aproveitou para gravar alguns discos a solo, quer como Manuel Cardoso, quer como Frodo. Nunca chegou a obter grande sucesso, mais uma vez injustamente; talvez estivesse alguns anos "adiantado" na música portuguesa.
Em 2003 o grupo regressa com "Terra". Para além de ser evidente estarmos perante uma boa "teimosia" de Manuel Cardoso, pois o trabalho musical assenta praticamente todo sobre ele, o grupo, ao regressar ao rock progressivo, não se consegue libertar (e ainda bem) de Mistérios e Maravilhas. Em Terra, podemos ouvir versões adaptadas de "À Beira do Fim" e "Máquina da Felicidade", bem como de outros temas de Manuel Cardoso, como por exemplo "Manhã Submersa" ou "Solidão", temas estes da sua carreira a solo e incluídos nos álbuns "Noites de Lisboa" e "Zbaboo Dança", respectivamente.
Em 2005, Manuel Cardoso, tenta reunir os Tantra para gravar "Delirium". Apesar de não ter conseguido reunir a formação original, o disco é lançado: um rock progressivo ainda mais conceptual do que é costume, num disco fabuloso e do qual não conseguimos destacar um tema. É aquele tipo de trabalho que tem de ser escutado do princípio ao fim. Se instrumentalmente Manuel Cardoso sempre esteve em excelente nível, é neste Delirium que ele consegue superar algumas das suas "debilidades" vocais. Um disco bem interpretado em todos os aspectos.
Os Tantra ainda hoje existem, muito pela persistência de Manuel Cardoso, alguém que não desiste de tentar furar e ultrapassar as dificuldades que os músicos fora das correntes musicais "playlist" ou "mainstream", sentem em Portugal.
Felizmente estamos perante um músico que não desiste, perante alguém que insiste em gravar pelo simples prazer de tocar e sem grandes objectivos financeiros; ainda bem para nós que, apesar de ser extremamente difícil, conseguimos adquirir os seus discos.
19/04/10
Ao vivo... Tindersticks
16/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa
Ao vivo... Xutos & Pontapés
Local - Estádio do Restelo
Notas - Não sou grande apreciador de concertos no estádio do Restelo, pois a acústica não costuma ser muito famosa. Um estádio com lotação quase esgotada para assistir a um concerto dos Xutos & Pontapés em jeito de "grande produção", com bom som e "servido" com um excelente aperitivo: Tara Perdida na primeira parte.
15/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa
14/04/10
Ao vivo... Tindersticks
Local - Centro Cultural e Congressos das Caldas da Rainha
Notas - Primeiro de uma série de três concertos a que assisti dos Tindersticks nesta mini digressão que percorreu Portugal. Para além das Caldas da Rainha, o grupo actuou em Sintra, Guarda, Estarreja e Guimarães.
13/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa

Foto dos Roxigénio, um dos melhores grupos do Rock Português, numa linha mais hard-rock. Eram formados pelo vocalista António Garcez (Ex-Arte & Ofício), Filipe Mendes (um dos melhores guitarristas portugueses de sempre e que hoje faz parte dos Ena Pá 2000), José Aguiar no baixo e, na bateria, José Eduardo.
Gravaram três LPs e um single, mas nunca conseguiram obter grande sucesso, apesar de terem chegado a Nº 1 no Top do programa de rádio Rock em Stock.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português" de António A. Duarte.
12/04/10
Bonobo - Black Sands

O Inglês Bonobo (Simon Green) regressa com este Black Sands, após cinco anos de interregno.
Editado pela label Ninja Tunes, este disco segue a linha habitual do músico, num estilo musical com um toque de New Age e Ambient. Composto por doze temas, dos quais três são interpretados por Andreya Triana, Black Sands, apesar de ser um disco agradável, não deslumbra.
01 - Prelude
02 - Kiara
03 - Kong
04 - Eyesdown (feat. Andreya Triana)
05 - El Toro
06 - We Could Forever
07 - 1009
08 - All In Forms
09 - The Keeper (feat. Andreya Triana)
10 - Stay The Same (feat. Andreya Triana)
11 - Animals
12 - Black Sands
Nota - 7/10
Ao vivo... Pearl Jam
Local - Pavilhão do Dramático de Cascais
Notas - Segundo concerto dos Pearl Jam em Cascais, que em dois dias consecutivos conseguiram esgotar o saudoso pavilhão (já demolido) do Dramático de Cascais.
09/04/10
Ao vivo... Stranglers
Local - Aula Magna
Notas - Heróis do Punk na década de 70, os Stranglers demonstraram estar em grande forma e proporcionaram um bom concerto numa noite agradável em que viajámos no tempo. Após alguns temas, disseram não entender o facto de estarmos todos sentados e pediram para o pouco público presente se levantar e dançar e, a partir dessa altura, começou uma espécie de anarquia controlada com o público da plateia a saltar para a zona das poltronas, apesar de inicialmente os seguranças tentarem impedir esse "assalto".
Foi então que começou uma noite divertida que durou quase duas horas e atingiu momentos altos com "5 Minutes", "Skin Deep" e "Always The Sun".
07/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa
05/04/10
Ao vivo... Leonard Cohen
Local - Pavilhão Atlântico de Lisboa
Notas - O que dizer de um concerto de um grande senhor do mundo da música, compositor de algumas das mais belas canções de que há memória e que se faz acompanhar por excelentes músicos em palco? Simplesmente, brilhante.
02/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa
01/04/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa
Rui Veloso, na foto com Ramon Galarza (bateria) e Zé Nabo (viola-baixo), nos tempos do "Ar de Rock", o seu primeiro disco que, graças ao sucesso obtido, revolucionou completamente o rock em Portugal.
Ainda hoje, Rui Veloso é apelidado de "Pai do rock português", algo com que não concordo pois antes disto houve muito boa música a ser feita em Portugal e por portugueses. No entanto, não se pode negar que foi o imenso sucesso deste disco que levou as editoras a abrirem as suas portas aos artistas portugueses, apesar de na ganância do lucro, muitas vezes não ligarem a critérios de qualidade, pois tudo o que era editado, vendia bem. Eram lançados discos a um ritmo alucinante, todos as semanas eramos "bombardeados" com edições discográficas, algumas delas sem qualquer qualidade, mesmo ao nível da gravação.
Foto do livro "A Arte Eléctrica de Ser Português".
Ao vivo... Muse
Local - Pavilhão Atlântico de Lisboa
Notas - Os Muse são uma daquelas bandas que sigo com muita atenção, desde o primeiro momento. Apesar de muitas vezes serem injustamente criticados, são, na minha opinião um excelente grupo que proporciona grandes concertos ao vivo, de uma música potente com um ritmo verdadeiramente infernal.
31/03/10
Ao vivo... Jonas Brothers
Local - Wembley Arena
Notas - Segundo concerto do ano, desta banda de grande importância no mundo musical vocacionada para um público mais jovem. Depois da desilusão de Madrid, este foi um bom concerto, dentro do seu próprio estilo.
30/03/10
D'Outrora... Recorte de Imprensa

Street Kids, grupo que teve um percurso fugaz no Rock Português no início dos anos 80. Com origem nos "Plástico" o grupo era formado por Nuno Rebelo (mais tarde autor do hino da Expo-98), Luis Ventura, Eduardo Pimentel, Nuno Canavarro e "Flash Gordon".
Gravaram dois singles de originais (Let Me Do It, Super Wen), um LP (Trauma) e um Maxi-Single (So Far, So Long). Terminaram em 1983.
29/03/10
Ao vivo... Kaiser Chefs
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Um concerto que não deslumbrou, mas tamém não decepcionou. Com um alinhamento a percorrer toda a obra do grupo, os Kaiser Chiefs, formados no ano de 2003 em Leeds, proporcionaram uma noite de bom rock tipicamente britânico. O momento alto do concerto foi com o tema "I Predict a Riot", do álbum "Employment".
Scorpions - Sting In The Tail

Scorpions: mais de 40 anos depois, esta mítica banda formada em Hanover na Alemanha anuncia o seu final. Incicialmente o grupo era formado por Rudolf Schenker (voz e guitarra), Karl-Heinz Follmer (guitarra), Lothar Heimberg (baixo) e Wolfgang Dziony (bateria). Em 1971 entram para a banda o guitarrista Michael Schenker (irmão de Rudolf) e o vocalista Klaus Mein, que ainda hoje se mantém no grupo, o que não acontece com Michael que em 1973 decide abandonar os Scorpions.
Sting in The Tail, editado recentemente é o último disco da carreira do grupo, uma carreira com alguns bons momentos, com alguns discos de bom nível, como por exemplo In Trance (1975), Love Drive (1979) ou Blackout (1982), entre muitos outros sendo que, os Scorpions proporcinaram-nos algumas das mais belas baladas da música rock. Quem não conhece e gosta de ouvir Still Loving You, Always Somewhere ou Lady Starlight, entre muitas outras de um brilhantismo impressionante e de uma beleza indescritível?
Neste último disco, a "receita" mantém-se: um bom leque de canções rock que, sem serem brilhantes, mantêm o nivel de qualidade a que o grupo nos habituou.
Talvez por sabermos que estamos perante o último disco de originais de um grupo que de algum modo marcou a história da música e de várias gerações, e que vai terminar dentro de algum tempo (após uma última tournée), talvez por isso, este disco soe a despedida dando ao próprio álbum um tom conceptual, que ele não tem; talvez o nosso subconsciente nos leve a pensar que vamos perder algo que nos deu momentos de felicidade durante muitos anos.
Em resumo, é um bom disco com duas excelente baladas, Lorelei e Sly (seguramente um clássico), e bons temas de rock, com bons reefs e solos de guitarra, que só não são brilhantes porque são curtos, mas como se sabe nos concertos são normalmente "alongados" e aí sim, vamos ter bons momentos na última tournée que o grupo está a preparar e que quase de certeza deve passar por Portugal, pois o grupo sempre demonstrou grande apreço pelo país onde fez questão de gravar um trabalho ao vivo, no convento do Beato em Lisboa: "Acoustica" em 2001.
Quanto a "Sting In The Tail", termina de forma algo enigmática, com uma das melhores canções de sempre do grupo, "The Best Is Yet To Come"; será a tournée?
01 - Raised On Rock
02 - Sting In The Tail
03 - Slave Me
04 - The Good Die Young (feat. Tarja Turunen)
05 - No Limit
06 - Rock Zone
07 - Lorelei
08 - Turn You On
09 - Sly
10 - Spirit Of Rock
11 - The Best Is Yet To Come
Nota - 8/10
P.S. - Como dizem em "Spirit Of Rock", "Rock Will Never Die"
26/03/10
Peter Gabriel - Scratch My Back
Considero Peter Gabriel (13 de Fevereiro de 1950) um dos músicos mais criativos e geniais da história da música. Deixou os Genesis em 1976 e desde então tem-se dedicado a uma carreira a solo com alguns discos de grande qualidade.
Desde “Peter Gabriel I” em 1977 até este “Scratch My Back” de 2010, Gabriel possibilitou-nos alguns bons momentos musicais com grandes clássicos, como por exemplo Solsbury Hill (Peter Gabriel I em 1977), Games Without Frontiers e Biko (Peter Gabriel III em 1980) e Sledgehammer (So em 1986), entre muitos outros.
Para além da sua excelente carreira a solo, desenvolveu ao longo dos anos uma autêntica cruzada na divulgação da chamada World Music, ao criar a editora Real World cujo objectivo é a divulgação da imensa música deste imenso mundo, levando-nos a descobrir grandes compositores e belíssimas canções em países dos quais pouco ouvimos falar ou pouco sabemos da sua música e da sua cultura.
Após a edição do álbum “Up” em 2002, Peter Gabriel fez vários espectáculos pela Europa, tendo passado por Portugal para concertos no Rock In Rio e no Festival Vilar de Mouros em 2004.
Oito anos passaram desde a edição do seu último disco e regressa neste ano de 2010, com “Scratch My Back” e, para grande surpresa, traz-nos um disco exclusivamente de versões, num tributo que presta a diversos músicos, um disco calmo de excelentes canções, num verdadeiro exercício vocal de grande brilhantismo, como só ele sabe fazer.
Não estamos perante um disco com temas fortes que possam dar bons singles; estamos perante um disco de alguém detentor de uma voz e de uma capacidade musical que não para de nos surpreender.
Será que “Scratch My Back” vai tornar-se num disco de culto na carreira de Peter Gabriel?
O tempo o dirá.
01 – Heroes (David Bowie)
02 – The Boy In The Bubble (Paul Simon)
03 – Mirrorball (Elbow)
04 – Flume (Bon Iver)
05 – Listening Wind (Talking Heads)
06 – The Power Of The Heart (Lou Reed)
07 – My Body Is a Cage (Arcade Fire)
08 – The Book Of Love (Magnetic Fields)
09 – I Think It’s Going To Rain Today (Randy Newman)
10 – Après Moi (Regina Spektor)
11 - Philadelphia (Neil Young)
12 – Street Spirit – Fade Out (Radiohead)
Nota – 8/10
Desde “Peter Gabriel I” em 1977 até este “Scratch My Back” de 2010, Gabriel possibilitou-nos alguns bons momentos musicais com grandes clássicos, como por exemplo Solsbury Hill (Peter Gabriel I em 1977), Games Without Frontiers e Biko (Peter Gabriel III em 1980) e Sledgehammer (So em 1986), entre muitos outros.
Para além da sua excelente carreira a solo, desenvolveu ao longo dos anos uma autêntica cruzada na divulgação da chamada World Music, ao criar a editora Real World cujo objectivo é a divulgação da imensa música deste imenso mundo, levando-nos a descobrir grandes compositores e belíssimas canções em países dos quais pouco ouvimos falar ou pouco sabemos da sua música e da sua cultura.
Após a edição do álbum “Up” em 2002, Peter Gabriel fez vários espectáculos pela Europa, tendo passado por Portugal para concertos no Rock In Rio e no Festival Vilar de Mouros em 2004.
Oito anos passaram desde a edição do seu último disco e regressa neste ano de 2010, com “Scratch My Back” e, para grande surpresa, traz-nos um disco exclusivamente de versões, num tributo que presta a diversos músicos, um disco calmo de excelentes canções, num verdadeiro exercício vocal de grande brilhantismo, como só ele sabe fazer.
Não estamos perante um disco com temas fortes que possam dar bons singles; estamos perante um disco de alguém detentor de uma voz e de uma capacidade musical que não para de nos surpreender.
Será que “Scratch My Back” vai tornar-se num disco de culto na carreira de Peter Gabriel?
O tempo o dirá.
01 – Heroes (David Bowie)
02 – The Boy In The Bubble (Paul Simon)
03 – Mirrorball (Elbow)
04 – Flume (Bon Iver)
05 – Listening Wind (Talking Heads)
06 – The Power Of The Heart (Lou Reed)
07 – My Body Is a Cage (Arcade Fire)
08 – The Book Of Love (Magnetic Fields)
09 – I Think It’s Going To Rain Today (Randy Newman)
10 – Après Moi (Regina Spektor)
11 - Philadelphia (Neil Young)
12 – Street Spirit – Fade Out (Radiohead)
Nota – 8/10
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