24/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte de um artido publicado na revista Rock Em Portugal em Julho de 1978, sobre um concerto dos Tantra e Arte & Ofício.

23/03/09

Ao vivo... Elton John

Data - 16 de Julho de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Numa altura em que existia a polémica sobre a possível queda da pala do estádio de Alvalade, o que fez com que o posicionamento do palco fosse diferente do habitual (ficou situado em frente à dita bancada), Elton John deu um bom espectáculo para um público devoto mas que não esgotou o recinto. O momento alto da noite foi quando Elton John dedicou o tema dos Queen "The Show Must Go On" a Freddie Mercury, falecido no dia 24 de Novembro de 1991. Uma excelente interpretação para uma fabulosa canção.

20/03/09

Que é feito de... Nina Hagen?


Nina Hagen nasceu em Berlin, na Alemanha no dia 11 de Março de 1955. Em 1976 emigra para o ocidente onde assina contrato com a CBS e lançou o seu primeiro trabalho em 1978. Tornou-se mais conhecida pelas suas extravagâncias e o seu visual arrojado e estranho para a época, do que pela sua música.

Com uma voz estranha mas segura e bem colocada, na qual eram evidentes as influências da ópera que chegou a aprender, os seus dois primeiros discos conseguiram obter algum sucesso, apesar de nunca terem sido considerados trabalhos de grande qualidade. Nina Hagen gravou uma versão punk do conhecido tema "My Way" de Frank Sinatra.

Em 1982 muda-se para Nova york onde grava o seu primeiro disco em Inglês, Nunsexmonkrock, seguindo-se Fearless em 1983, com produção do então muito na moda Giorgio Moroder. Em 1985 deixa a CBS após a edição de Nina Hagen In Extacy passa a editar no Canadá, sem grande sucesso.

Finalmente em 1989 regressa à Alemanha e ao mercado alemão, seguindo-se vários trabalhos numa discografia extensa, mas de fraca qualidade.

Que é feito dela?

DISCOGRAFIA

1979 - Nina Hagen Band
1980 - Unbehagen
1982 - Nunsexmonkrock
1983 - Angstlos
1983 - Fearless
1985 - In Ekstacy
1987 - Love
1989 - X Love
1991 - Street
1994 - Revolution Ballroom
1995 - Freud Euch
1996 - BeeHappy
1998 - Om Namaj Shivay
2000 - Return Of The Mother
2001 - Sternenmaedchen
2003 - Big Band Explosion
2006 - Die Reise Zur Shneekpenigin
2008 - Mother Is Reacting

Esta discografia é selectiva.

Ao vivo... Aniversário Programa Rock em Stock

Concerto comemorativo do 2º aniversário do programa de rádio "Rock em Stock", realizado no pavilhão do Clube de Futebol "Os Belenenses" em 1981. No palco estão os Street Kids. Nesse dia tocaram ainda os Jafumega, Roxigénio, Arte & Oficio, UHF, GNR e NZZN.

19/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Recorte sobre um concerto de Joe Jackson no Pavilhão de Cascais, no final dos anos 70.

18/03/09

Bruce Springsteen... Working On A Dream


Numa altura em que se começa a falar do regresso a Portugal de Bruce Springsteen, destaco o seu último trabalho “Working On a Dream”.

Este disco surge na sequência de Magic, editado em 2007 e marca o regresso do Boss ao rock depois da passagem pelo folk americano num excelente disco de covers de Pete Seeger “We Shall Overcome: The Seeger Sessions”, de 2006. Enquanto que Magic era evidente uma revolta originada pelas políticas de Bush, Working On a Dream mostra alguns sinais de optimismo pela eleição de Obama para a presidência americana. Sendo Springsteen um activista de esquerda, a sua música (como sua principal arma) não podia passar ao lado destas questões, bem como da esperança de que Obama possa mudar algo no mundo, e nos EUA.

Working On a Dream é um disco que vale pelo seu todo, com boas canções dentro do estilo a que Springsteen nos habituou; um disco cheio de esperança que começa com um tema longo, conceptual e brilhante (Outlaw Pete), seguindo-se um desfilar de bons temas onde é visível e audível o prazer de Bruce Springsteen em gravar com a sua E-Street Band numa era pós-Bush. "The Last Carnival" é dedicado a Danny Frederici, membro da E-Street Band e recentemente falecido. São notórios os sons a que a E-Strett Band nos habitou, as guitarras de Van Zandt e Nils Lofgren’s em My Lucky Day. Como tema extra aparece no disco "The Wrestler", feito propositadamente para o filme com o mesmo nome e interpretado por Mickey Rourke.

Um bom disco e, seguramente, um grande concerto.

01 – Outlaw Pete
02 – My Lucky Day
03 – Working On A Dream
04 – Queen Of The Supermarket
05 – What Love Can Do
06 – This Life
07 – Good Eye
08 – Tomorrow Never Knows
09 – Life Itself
10 – Kingdom Of Days
11 – Surprise, Surprise
12 – The Last Carnival
13 – The Wrestler

Nota – 8/10

Ao vivo... Disney no gelo

Data - 15 de Março de 2003
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - A magia da Disney num espectáculo bonito com coreografias e danças interessantes, onde todo o público presente se diverte da mesma forma, seja qual for a idade.

17/03/09

Momentos... Beatnicks

Foto tirada pelo autor deste blog durante um concerto dos Beatnicks no Rock Rendez Vous. Mais um grupo que não durou muito tempo nem obteve grande êxito. Chegou a contar com a Lena D'Água como vocalista na altura da edição do primeiro single. A partir dessa altura passou a ser Tó Leal o vocalista do grupo, tendo gravado, entre outros, os singles "Somos o Mar" e "Blue Jean", bem como o LP "Aspectos Humanos", que foi um registo curioso e importante numa onda de um pop suave mas agradável.
Se não estou em erro, o único elemento do grupo que ainda hoje grava é o Tó Leal, com uma carreira a solo virada, essencialmente, para a música ligeira.

16/03/09

D'Outrora... Ferro & Fogo

Postal que vinha dentro de um single dos Ferro e Fogo, grupo de rock português com algum sucesso no início dos anos 80. Gravaram três singles e um LP "Vidas" que não obteve grande sucesso, em termos comerciais.
Esta banda, oriunda de grupos que nos anos 70 percorriam o país de Norte a Sul em bailes de finalistas (na altura eram moda), ainda hoje existe tendo-se tornado uma banda de "Covers" e actua em espaços pequenos, como bares e pubs.
A relativamente má produção dos seus discos fez com que o sucesso ficasse um pouco longe, mas o seu vocalista, João Carlos, era (e continua a ser) dono de uma excelente voz.
Na sua discografia, destaco os singles "Super-Homem" e "Santa Apolónia", bem como o já mencionado LP.

Ao vivo... Stomp

Data - 27 de Novembro de 2002
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Sapateado, música, teatro e boa disposição num só espectáculo. Os Stomp proporcionam bons momentos recorrendo aos mais diversos objectos para fazer música e a consequente dança. Desde vassouras a simples caixas e caixotes, tudo serve para se assistir a um espectáculo inesquecível mas que, basta ver uma vez. Assisti por duas vezes em anos diferentes e na segunda já não teve grande piada.

13/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Cartaz a anunciar concertos no Rock Rendez Vous em Lisboa no ano de 1981.

Ao vivo... Festival do Sudoeste 2008


Data - 08 de Agosto de 2008
Local - Zambujeira do Mar
Notas - Com o Festival do Sudoeste a decair ano após ano, numa quebra inqualificável em termos qualitativos, optei por ir somente um dia. Achei o cartaz deste ano de 2008 demasiado mau e numa altura em que começam a ser divulgados os primeiros nomes para a edição deste ano de 2009, torna-se preocupante a decadência do evento. Neste dia, passaram pela Herdade da Casa Branca os Goldfrapp, que deram um concerto morno; a portuguesa Rita Redshoes em excelente nível; uns Tindersticks em bom nível, apesar de estarem um bocado como peixes fora de água, pois o seu estilo musical é mais intimista e como tal, para recintos mais pequenos ou bucólicos (ex. Paredes de Coura); e a fechar a noite, os fabulosos Chemical Brothers que transformaram o local numa enorme discoteca ao ar livre.

12/03/09

Ao vivo... Deep Purple

Data - 28 de Julho de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Os velhinhos Deep Purple a mostrarem grande forma: Quem sabe, jamais esquece. Primeira parte com os Portugueses Tarantula.

27/02/09

Ao vivo... Evanescence

Data - 07 de Outubro de 2003
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Um concerto que durou cerca de 50 minutos. Uma verdadeira desilusão, quer pela duração do mesmo, quer pelo desempenho dos músicos em palco.

26/02/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte publicado na revista Rock em Portugal em Julho de 1978, sobre um concerto de Jim Capaldi, em Lisboa, que contou com os portugueses Beatnicks na primeira parte.

25/02/09

Recortes... Go Graal Blues Band

Um autocolante da Go Graal Blues Band, igual à capa do seu primeiro disco, em que Paulo "Gonzo" tocava, somente, harmónica. Um disco de verdadeiro blues, com excelentes solos de guitarra de João Allain.

Ao vivo... Tindersticks

Data - 06 de Junho de 2000
Local - Queimódromo de Coimbra
Notas - Mais um dos muitos concertos a que assisti dos Tindersticks, este integrado nas comemorações da Semana Académica da Universidade de Coimbra (Noite de farmácia). Na primeira parte estiveram os Belle Chase Hotel. Concertos ao ar livre, num espaço agradável que foi feito à entrada da bonita cidade de Coimbra.

23/02/09

Ao vivo... AC/DC

Data - 06 de Julho de 1996
Local - Estádio do Restelo
Nota - Dois dias depois de terem sido colocados à venda os ingressos para o concerto que marca o regresso dos AC/DC a Portugal, não resisto a "recuperar" um post antigo, que apareceu neste blog, referente ao concerto que deram no estádio do Restelo no dia 06 de Julho de 1996.
Na primeira parte actuou Joe Satriani e, depois... a loucura em forma de concerto. Um grande concerto, com uma enorme produção por parte dos AC / DC. Verdadeiramente espectacular. Passados quase 13 anos vou ver novamente esta grande banda Australiana no próximo dia 03 de Junho, no estádio de Alvalade. Será, seguramente, uma grande noite de Rock; um rock duro e puro, tocado por músicos com alguma idade, mas que não perderam a qualidade musical, a energia, e o prazer de estar em cima de um palco.
Vai ser o realizar de um sonho para muitos, como por exemplo para quem comentou este post na altura em que foi publicado pela primeira vez (mantive o comentário).
Para mim, que já tive o prazer de os ver, vai ser a confirmação que os AC / DC continuam a ser uma grande banda de Rock.
"Let There Be Rock", em Alvalade.

20/02/09

Momentos... Fialho Gouveia

Foto tirada pelo autor deste blog, após uma entrevista feita ao Fialho Gouveia, no início dos anos 80, no Teatro Maria Matos.

19/02/09

Ao vivo... Def Leppard

Data - 30 de Outubro de 1996
Local - Pavilhão de Cascais
Notas - No auge do grupo, os Def Leppard proporcionaram um excelente concerto ao imenso público que encheu por completo o Pavilhão de Cascais.
A partir desta altura, os Def Leppard nunca mais conseguiram obter grande sucesso, editando discos demasiado fracos, como por exemplo Slang editado em 1996, ou X de 2002, em contraste com os excelentes Pyromania de 1983, Hysteria de 1987 ou o extremamente comercial Adrenalize de 1992. Em 2008 editaram Songs From The Sparkle Lounge.

Na primeira parte actuaram os Terrorvision.

21/01/09

Recortes... Prólogo

Recorte da revista Rock em Portugal, publicada em Agosto de 1978, sobre um concerto do grupo "Prólogo".

19/01/09

João Aguardela (1969-2009)

A partida de alguém que muito fez, e muito deixou por fazer, na música portuguesa.

Ao vivo... Go Graal Blues Band

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto da Go Graal Blues Band nos anos 80.

Momentos

Foto tirada pelo autor deste blog, à fachada do antigo teatro Monumental, no Saldanha, durante a sua demolição. Este era o belo edifício que estava situado onde hoje existe um Centro Comercial.

06/01/09

Recortes... Kama-Sutra

Recorte da revista sobre um concerto dos Kama-Sutra. Publicado na revista "Rock em Portugal" em Julho de 1978.

Momentos... Filhos do Presidente

Foto do grupo "Filhos do Presidente". Este agrupamento surgiu durante o apogeu do rock feito em Portugal no inicio dos anos 80. Se não estou em erro, chegou a gravar um single mas que não obteve grande sucesso. Para além de algumas (poucas) passagens por programas da televisão, pouco fizeram.

Brevemente será publicada neste blog, uma entrevista feita a este grupo no intervalo de uma apresentação num programa de TV, salvo erro "Passeio dos Alegres".

01/12/08

Ao vivo... A Menina do Mar

Data - 12 de Fevereiro de 2005
Local - Teatro Politeama
Notas - Espectáculo infantil produzido por Filile Lá Féria.

29/11/08

Momentos... Ferro e Fogo

Foto tirada pelo autor deste blog aos Ferro & Fogo, durante uma actuação no Rock Rendez-Vous, no inicio dos anos 80.

15/11/08

Momentos... NZZN

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto dos NZZN.

06/11/08

Entrevista... Aqui Del Rock

Terceira parte de uma entrevista feita aos Aqui Del Rock, no dia 24 de Fevereiro de 1981
...
Perg. – O que acham da lei que obriga as rádios a passar 50% de música portuguesa?
Resp. – (Óscar) – Isso vai ser assim: António Calvário, António Mourão, Tony de Matos, etc.
Perg. – Mas isso pode vir a marginalizar o rock português.
Resp. – (Óscar) – Agora a falar a sério… acho que não.
(Fernando) – Eles vão passar rock, mas só cantado em português.
(Serra) – Eu acho que isso não pode ser assim. As pessoas podem-se exprimir na língua que quiserem desde que sejam residentes ou nascidos neste país. As consequências só se podem ver na prática, com o tempo.
Perg. – Projectos para o futuro.
Resp. – (Óscar) – Os nossos maiores projectos são tocar e ter hipóteses para o poder fazer.

FIM

05/11/08

Entrevista... Aqui Del Rock

Segunda parte de uma entrevista feita aos Aqui Del Rock, no dia 24 de Fevereiro de 1981
...
Perg. – Acham que as divergências que existem actualmente entre os grupos portugueses, possam ser prejudiciais para o rock português?
Resp. – (Alfredo) – Eu acho que se eles fazem isso é muito mau, porque nós devíamos dar-nos todos muito bem.
(Serra) – Se isso é prejudicial? Pode ser mas também pode ser benéfico. Existem sempre divergências, pontos de vista diferentes e depois, na prática, isso vai dar um leque maior de possibilidades de escolhas às pessoas. Eu acho que não interessa se essas divergências existem ou não, o que interessa é que existam muitos grupos e oportunidades para eles, sejam bons ou maus. Falta de qualidade? A qualidade há-de surgir, uma vez que há quantidade.
Perg. – É possível viver em Portugal à custa da música?
Resp. – (Serra) – Para nós, até agora, ainda não foi possível, mas queremos ver se conseguimos.
...

04/11/08

Entrevista... Aqui Del Rock

Primeira parte de uma entrevista feita aos Aqui Del Rock, no dia 24 de Fevereiro de 1981

Perg. – Qual a vossa formação actual?
Resp. – Actualmente o grupo é formado pelo Alberto na guitarra, Carlos na guitarra, Serra na bateria, Fernando no baixo e por mim, Óscar que sou o vocalista.
Perg. – Há quanto tempo é que os Aqui Del Rock se formaram?
Resp. – (Óscar) – Há dois dias. Não, agora a falar a sério, nós formámo-nos há cerca de um ano e começámos a tocar aquilo que gostamos e temos feito um esforço nesse sentido. Só que os nossos gostos vão mudando e fomos tocando outras coisas e de acordo com isso, fomos encontrando as pessoas indicadas para fazer aquilo que nós queríamos e isso é um processo que leva tempo, especialmente porque o que nós pretendemos fazer também se vai definindo com as pessoas que vão entrando, mas o facto das pessoas irem entrando não é o mais importante; o mais importante é aquilo que nós hoje queremos fazer. Por isso quando me perguntaste há quanto tempo é que nós existíamos eu disse que era há dois dias, porque nós existimos no momento em que estamos a tocar para alguém, ou para nós.
Perg. – Acham que existe um Movimento Rock Português devido à explosão de grupo que houve, ou é algo efémero?
Resp. – (Alberto) – Eu posso dizer que já assisti nos anos 70 a uma coisa parecida e foi tudo por água abaixo. Por isso, não sei se acredite, apesar de estar um bocado melhor do que nos anos 70. Eu acho que esse movimento não vai ter nada a ver com os rockers que existem no nosso país, pois vai haver pessoas que se vão aproveitar disso para ganhar dinheiro e não vão dar possibilidades aos rockers de expandirem aquilo que querem dizer.
(Serra) – Desde sempre que a música deste género é efémera e é assim que se define; quando deixar de o ser, começa a ser algo chato, e tu vês que todos os grupos que perdem a urgência do momento, que perdem a inovação, que deixam de se por constantemente em causa, tornam-se grupos chatos. Eu estou convencido que para já e com a quantidade de grupos que estão a aparecer, há alguma possibilidade desse movimento continuar.
...

01/11/08

Momentos... Salada de Frutas

Uma foto, tirada pelo autor deste blog, dos Salada de Frutas durante um concerto no Rock Rendez-Vous, em Dezembro de 1982.

26/10/08

Disco... Helio Sequence - Keep Your Eyes Ahead

Após um intervalo forçado de quatro anos - devido aos problemas vocais do seu vocalista, Brandon Summer - os The Helio Sequence regressam aos discos com "Keep Your Eyes Ahead". Brandon Summer, vocalista e guitarrista do grupo e Benjamim Weikel, trazem-nos um conjunto de dez excelentes canções, num estilo mais pop e consequentemente menos psicadélico que o seu antecessor, "Love And Distance" de 2004. "Keep Your Eyes Ahead" é um disco mais acessível, repleto de canções pop, sem nunca chegar a ser excessivamente comercial e com alguns momentos de brilhantismo, como por exemplo "You Can Come To Me".

01 - Lately
02 - Can't Say No
03 - The Captive Mind
04 - You Can Come To Me
05 - Shed Your Love
06 - Keep Your Eyes Ahead
07 - Back To This
08 - Hallelujah
09 - Broken Afternoon
10 - No Regrets

Nota - 8/10

22/10/08

Ao vivo... Cartaz Rock Rendez Vous

Cartaz de publicidade da mítica sala de Lisboa, Rock Rendez Vous.

18/10/08

Momentos... Kamikaze

Foto durante um concerto no Rock Rendez-Vous. Os Kamikase, foram mais uma daquelas bandas de baile que, aproveitando o boom do rock português, tentaram a sua sorte em termos discográficos. Apesar de terem obtido uma boa participação no festival Só Rock, não chegaram a gravar nenhum disco. Foi uma das apostas do autor deste blog, enquanto jornalista do Musicalíssimo. Penso que o grupo já não existe.

12/10/08

Disco... I. Campbell & M. Lanegan - Sunday At Devil Dirt


Depois do excelente e bem sucedido "Ballad Of Broken Seas", editado em 2006, Isobell Campbell & Mark Lanegan, regressam em 2008 com um novo trabalho, intitulado "Sunday At Devil Dirt", um novo disco mas que não foge ao estilo a que este duo nos habituou. A voz grave e cavernosa de Lanegan em contraste com a voz suave e angelical de Campbell, transmite-nos grandes momentos de prazer e serenidade. Sem surpreender, acaba por ser um excelente trabalho candidato a figurar no "Top Ten" dos melhores discos de 2008.

01 - Seafaring Song
02 - The Raven
03 - Salvation
04 - Who Built The Road
05 - Come On Over (Turn Me On)
06 - Black Burner
07 - The Flame That Burns
08 - Shotgun Blues
09 - Keep Me In Mind, Sweetheart
10 - Something To Believe
11 - Trouble
12 - Sally, Don't You Cry

Classificação - 8/10

11/10/08

Momentos... Adelaide Ferreira

Foto de Adelaide Ferreira no início dos anos 80, altura em que foi feita a entrevista publicada neste blog.

10/10/08

Entrevista... Adelaide Ferreira


Quarta parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80. ...
Perg. – O que achas deste movimento eu surgiu o ano passado, de grupos rock portugueses? Resp. – Essencialmente acho que existe uma saturação por parte do público português, ao rock importado. O rock internacional está a passar uma crise. Por exemplo, eu acho que a New Wave é um estilo muito fraco e, na minha opinião, feito de uma forma muito pouco inteligente. Costumo dizer que é um rock quadrado e o público português é muito inteligente e quando existe qualquer coisa que não lhe agrade, ele agarra o que é bom. O rock português acontece bem por parte do Rui Veloso e os portugueses aderem ao rock feito por portugueses, na medida em que está a ser feito com muito melhor qualidade do que o estrangeiro.
Perg. – Achas que pode ser considerado um movimento?
Resp. – Eu acho que sim. Porque não? Acho que é uma necessidade que a juventude portuguesa tem que qualquer coisa seja feita em Portugal. Nós estamos fartos de ser sempre os fraquinhos, os pobrezinhos. Há pessoas com capacidade no nosso país e a geração que está a consumir o rock português, sabe isso.

Perg. – Não colocas a hipótese do público se vir a fartar devido a um cansaço originado por existirem muitas bandas ao mesmo tempo?
Resp. – Não, eu acho que o que vai acontecer é uma selecção natural. Nem tudo o que se está a fazer é bom, é tudo razoável e os grupos estão todos a começar. Depois vai haver por parte dos grupos, uma melhoria do seu trabalho, uma melhoria de qualidade quer a nível instrumental quer a nível de arranjos. Isso vai originar uma selecção e as próprias pessoas vão aperceber-se do que preferem e daqui a um ou dois anos há uma selecção e vão existir alguns grupos que se vão manter e outros que vão ter de trabalhar mais para poderem melhorar. Isso é sempre bom e é salutar ter de melhorar o seu trabalho para conseguir chegar ao nível dos que já estão seleccionados por determinado público.

Perg. – Como é que vês o papel da mulher no rock que se faz em Portugal?
Resp. – Da mesma maneira que o papel do homem. Acho que têm ambos o mesmo peso, apesar de não serem iguais. Portanto, o papel da mulher é mostrar que é igual ao homem, que pode cantar o rock da mesma maneira, o homem com mais virilidade e a mulher com mais feminilidade, mas ambos têm um papel muito importante.

Perg. – Quais são os teus projectos para o futuro?
Resp. - Eu tenho alguns projectos mas são a curto prazo. Tenho a banda formada, estamos a fazer espectáculos, a nossa estreia correu bem e estou muito contente. Vou editar um Lp e tentar dar o máximo número de espectáculos.

FIM

09/10/08

Entrevista... Adelaide Ferreira

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80.
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Perg. – Recentemente formaste uma banda que se destina a acompanhar-te nos espectáculos ao vivo. Quem são os músicos que formam essa banda e qual é que foi o critério que seguiste para essa selecção?
Resp. – Sabes que aqui em Portugal o critério é uma coisa em que não podemos pensar muito, pois existem poucos músicos com capacidade. Há alguns mas são poucos, talvez porque a entrada nas escolas, por exemplo no conservatório, é muito restrita, pois não é qualquer pessoa que consegue entrar numa escola dessas. A possibilidade de se formarem músicos no nosso país é quase nula e é por isso que existem poucos músicos com capacidade e portanto, a minha selecção de músicos praticamente não existiu, pois “agarrei” os que havia. Eles são o Necas na bateria, Luís Fernando na guitarra ritmo e harmónica, Eduardo Quintela no piano, Carlos Borracha na viola solo e o Zacarias no baixo. O Zacarias substitui recentemente o Vasco Alves que estava no grupo, mas teve de sair por questões da sua vida pessoal.

Perg. – És ao mesmo tempo actriz e cantora. Qual das duas profissões te dá mais gozo fazer?
Resp. – As duas podem-se completar e eu gostava imenso de fazer um filme em que pudesse reunir essas duas coisas, como por exemplo uma ópera rock. Gosto imenso das duas,

Perg. – Recentemente afirmaste que os cantores em Portugal, não cantam com a voz que têm mas com a voz que pensam ter. O que pretendias dizer com esta afirmação?
Resp. – Disse e mantenho. O que quis dizer foi que nós, normalmente, não conhecemos o instrumento que temos. Eu, por exemplo, aqui há dois anos desconhecia metade da voz que conheço hoje em mim. E isso deve-se ao motivo que te disse há pouco: há muito poucas escolas, ou acesso a escolas, onde nós possamos aprender isso mesmo, conhecer e educar a nossa voz. Eu digo isto, porque vejo no dia-a-dia que há cantores que cantam com muita voz e não conseguem cantar bem com a voz que têm e há cantores que cantam com menos voz do que podem. Portanto, isso é sinónimo de falta de conhecimentos e eu integro-me nesse grupo. Neste momento estou na escola do Hot Club de Portugal, de jazz, para aprender a capacidade vocal que tenho, saber a elasticidade vocal que tenho e saber improvisar dentro da música.
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08/10/08

Entrevista... Adelaide Ferreira

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80.

Perg. – Na tua carreira musica tiveste uma viragem radical, pois passaste da música ligeira das “Alegres Comadres” para o rock de “Baby Suicida”. Porquê essa viragem e como é que te sentiste?
Resp. – Porquê? Essencialmente por uma necessidade pessoal. Devo dizer que me afastei do panorama artístico do nosso país durante oito meses, para reflectir. Fiz isso e daí surgiu o rock. Não quer dizer que antes não tenha tentado fazer rock, pois em 1979, fiz uma proposta à editora onde me encontrava, de gravar duas ou três músicas rock que, por acaso, até vão sair agora no meu LP e que, quanto a mim, são as músicas mais fortes do trabalho. Até já tive ocasião de o ver, num espectáculo que fizemos na Marinha Grande, pois essas músicas foram as que tiveram mais aceitação por parte do público. Essa tal proposta foi recusada. Entretanto, reflecti, e pensei que o rock era mesmo a melhor maneira de expressar toda uma energia acumulada dentro de mim. Como sabes eu sou uma pessoa do teatro, e o teatro dá-nos uma faculdade muito grande de saber estar em palco, de saber trabalhar o que fazemos. Portanto a opção do rock está aí e além disso tenho ouvido muito rock durante toda a minha vida e como tal, sinto-me preparada para cantar rock.

Perg. – Consideras que o “Baby Suicida” foi um trabalho conseguido?
Resp. – Considero. Aliás, é o primeiro trabalho que faço a nível discográfico com o qual me sinto realizada. Claro que existem sempre aquelas coisas que nós gostávamos que corressem melhor mas o trabalho no geral, acho que está bom.
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07/10/08

Entrevista... Adelaide Ferreira

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog a Adelaide Ferreira, publicada no suplemento "Som 80", parte integrante do jornal "Portugal Hoje", extinto no início dos anos 80.

A Adelaide Ferreira é uma cantora/actriz sobejamente conhecida de todos nós e que goza de certo prestígio no panorama musical português. Senão, vejamos: quem é que ainda não ouviu falar daquela música, numa onda rock, chamada “Baby Suicida” e que tem obtido enorme sucesso? E daquele grupo formado por quatro raparigas, Alegres Comadres, e que foram ao festival da canção em 1979? Seguramente que, todos nos lembramos da excelente voz da Adelaide Ferreira no seio desse grupo; e, já agora, estou-me a lembrar da sua interpretação, curta mas interessante, no filme “Kilas o mau da fita”. Foi por esta razão que decidi entrevistar a Adelaide Ferreira.
Perg. – Adelaide Ferreira, em que linha ou onda musical é que tu te integras?
Resp. – Neste momento integro-me na onda rock. Agora, se me perguntares se é ou não definitivo, digo-te que não sei porque normalmente um cantor sofre, não no sentido depreciativo, uma evolução, e eu espero que isso aconteça comigo, espero não ficar por aqui e, portanto, de certeza absoluta que o meu rock vai evoluir progressivamente e daqui por uns anos, não sei o que estou a fazer, se rock, se jazz - rock..
Perg. – Quais os cantores ou grupos que mais te influenciam?
Resp. – Olha, eu admiro muita gente no mundo da música. Creio que estou influenciada por todos os que gosto e não influenciada (parece uma contradição, mas não é), porque normalmente eu tento não me deixar influenciar na totalidade por um cantor, mas sim por um conjunto de cantores que eu selecciono para o meu gosto. Os gostos vou-tos dizer, eles são muitos do jazz e poucos do rock. Do rock são a Janis Joplin, Bette Midler, e a Elkie Brooks; do jazz gosto do Cleo Laine, Sarah Vaughan, Billie Holiday, Al Jarreau que de homens é um dos poucos por quem me deixo, não digo influenciar, mas uma vez que a educação musical em Portugal está tão pouco desenvolvida, existem tão poucas escolas de música e que nos ensinem a cantar, que vou-me ensinando a mim própria através daquilo que ouço. Não me deixo influenciar na totalidade por ninguém, mas parcialmente por toda a gente.
...

04/10/08

Momentos... Cinema Monumental

Foto tirada pelo autor deste blog, na início da demolição (incompreendida) do cinema e também teatro Monumental, no Saldanha. Havia ainda uma outra sala (tipo estúdio) que, salvo erro, tinha o nome de Satélite.

29/09/08

Ao vivo... Interpol

Data - 07 de Novembro de 2007
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Perante uma sala completamente cheia, o Interpol proporcionaram um excelente concerto, sóbrio e denso, como densa é a voz e a postura de Daniel Kessler. O alinhamento musical percorreu os três discos do grupo deste Turn on The Bright Lights (2002), até ao recente Our Love To Admire (2007), passando pelo Antics (2004). Um bom concerto.

Eis o alinhamento completo do concerto:

Pioneer To The Falls
Say Hello To The Angels
Narc
Obstacle 1
Scale
Mammoth
No I Threesome
Slow Hands
Rest My Chemistry
The Lighthouse
EvilC'mere
The Heinrich Maneuver
Not Even Jail
Take You On a Cruise
Stella Was a Diver and She Was Always Down
PDA

28/09/08

Apollo Sunshine... Katonah

Apollo Sunshine são um grupo que nasceu em Boston. Formados por Jesse Gallagher na voz, baixo e teclas; Sam Cohen na voz e guitarra e Jeremy Black na bateria. Num estilo musical verdadeiramente independente, a música deste agrupamento é de definição difícil. Tanto anda pela onda psicadélica como, momentaneamente, faz lembrar o rock progressivo dos anos 70; é, no entanto, uma música muito bem construída apesar de em certos momentos parecer ir em direcção ao caos, só que existe um fio condutor que nunca deixa que isso aconteça.
O grupo estreou-se nos discos em 2003 com o álbum Katonah e em 2005 editaram Apollo Sunshine.
Enquanto se espera a oportunidade de ouvir o seu mais recente trabalho, Shall Noise Upon editado este ano, sugiro uma audição a Katonah, um excelente disco de rock alternativo, num estilo muito próprio.

01 – Katonah
02 – Fear Of Heights
03 – I Was On The Moon
04 – Happening
05 – Blood Is Wood
06 – The Egg
07 – Sheets With Stars
08 – Mayday Disorder
09 – Conscious Pilot
10 – Hot Air Ballon

Nota - 8/10

26/09/08

Recortes... Xutos e Pontapés


Logótipo dos Xutos e Pontapés no início de 1982

25/09/08

Entrevista... Xutos & Pontapés

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Xutos & Pontapés, que foi publicada no jornal Musicalíssimo no dia 01 de Fevereiro de 1982

Perg. – Como é que o público reagiu à vossa actuação na maratona do “Musicalíssimo”?
Resp. – Acho que ficaram um bocado assustados connosco.
Perg. – Porquê?
Resp. - Porque acho que somos um grupo totalmente diferente do que se está habituado a ver, somos um grupo bastante agressivo em palco, quer do ponto de vista teatral quer do ponto de vista musical; e isso, acho que assusta um bocado as pessoas. Inicialmente o público, estava um bocado frio, mas nós conseguimos aquecer.
Perg. – Vocês tentam dar, através dos vossos poemas, alguma mensagem às pessoas que os ouvem?
Resp. – Tanto as nossas letras, como as nossas músicas são uma revolta momentânea que nós sentimos em determinadas alturas. São coisas sentidas por nós, que retratam certas revoltas, certos acontecimentos do dia-a-dia. Tentamos fazer com que as pessoas tenham interesse pelo conteúdo das letras.
Perg. – Quais são os vossos projectos para o futuro?
Resp. – Se tudo correr bem, gravar um álbum para o ano e em Fevereiro deve sair um novo single. Esperamos ir dando alguns concertos. O que mais nos preocupa é continuarmos a ensaiar e a fazer músicas.

FIM

24/09/08

Entrevista... Xutos & Pontapés

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Xutos & Pontapés, que foi publicada no jornal Musicalíssimo no dia 01 de Fevereiro de 1982

Perg. – Como por exemplo o Grupo de Baile?
Resp. – Não. O Grupo de Baile é um grupo que eu, à partida ignoro, e apesar de conhecer, não quero conhecer mais.
Perg. - Não achas que, por exemplo, grupos como o Grupo de Baile, que têm umas origens um pouco distantes do rock, se querem aproveitar deste movimento justamente por isso, por dar dinheiro?
Resp. – Querem e a todos os níveis. Porque, repara, tu chegas à província e são raros os grupos de baile da província que não tentem entrar numa de rock, ou fazer um disco de rock pois isso trás mais publicidade. Temos o exemplo do “Só Rock” em que metade das bandas que lá foram, eram grupos de baile.
Perg. – Acham que o rock português tem algumas possibilidades de poder ir além fronteiras?
Resp. – Eu acho que não se pode pensar nesse caso. Nós, pessoalmente, nunca pensámos ir ao estrangeiro.
Perg. – E se surgisse uma oportunidade?
Resp. – Não íamos, porque não temos uma organização no seio do grupo que consiga aguentar o mercado nacional e que nos permita fazer uma tournée a nível nacional. A nível internacional ainda menos possibilidade havia.
Perg. – Porquê que não têm essa organização? Por falta de experiência ou questões monetárias?
Resp. – Falta de experiência, não. Agora falta de condições monetárias, talvez; a nível de material é outras das falhas, mas isso supera-se. O que acontece no seio do grupo é que, até agora, nós temos levado a coisa um bocado por brincadeira e agora estamos a começar a levar a sério. A partir daí começamos a arrancar com um projecto de organização a nível monetário e a criar uma independência monetária do grupo.
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23/09/08

Entrevista... Xutos & Pontapés

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Xutos & Pontapés, que foi publicada no jornal Musicalíssimo no dia 01 de Fevereiro de 1982

Em 1980 marcaram uma excelente actuação no pavilhão do Belenenses, quando serviram de suporte às vedetas “Wilko Johnson Solid Sender’s”. “Sémen” é tocado pela primeira vez no Rock Rendez-Vous e o salto para o panorama do rock nacional estava dado. Xutos e Pontapés, antes de o serem, foram “Beijinhos e Parabéns” e “De Lirius Tremulus”.
Surgiu recentemente no nosso mercado discográfico, mais um disco de rock português, desta vez do grupo Xutos e Pontapés. Neste single, o grupo brinda-nos com uma música de qualidade invulgar, “Sémen”. Devido ao facto de esse single ser um trabalho bastante positivo, fui entrevistá-los.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que me dissessem qual a formação do grupo?
Resp. – (Zé Pedro) – O grupo é formado por mim na guitarra e voz, o Francis na guitarra, Tim no baixo e voz e o Kalu na bateria. Formámo-nos em 1978.
Perg. – Qual a vossa experiência musical antes de tocarem nos Xutos e Pontapés?
Resp. – O Kalu toca desde os 15 anos e já fez parte de várias bandas, o Tim teve experiência no campo da música contemporânea, o Francis tocou em várias bandas de segundo plano e eu nunca tinha tido nenhuma experiência.
Perg. – Têm aspirações a ser um dos grandes grupos do rock português?
Resp. – Não. Tanto não temos aspirações como nunca nos tentamos impor, nunca nos tentamos enfiar no seio do próprio movimento.
Perg. – Porquê?
Resp. – Para já considero que não deve existir um movimento chamado rock português, porque actualmente o rock português está a ser aproveitado para tudo o que se passa em Portugal a nível de músicas mais mexidas. Portanto, há muita coisa que se faz e é chamada rock português que, à priori, não devia ter sequer qualquer contacto com o rock. Em Portugal, há uma grande paranóia a nível mental das pessoas, de aceitarem grupos pop. Ora bem, há grupos a fazerem o dito rock português, que poderiam dizer que fazem pop.
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20/09/08

Momentos... Aqui Del Rock

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um ensaio dos Aqui Del Rock em 1981.

15/09/08

Richard Wright

28/07/1943 - 15/09/2008

Richard Wright, um dos fundadores daquela que na minha opinião, foi a melhor banda de sempre da música, faleceu hoje dia 15 de Setembro. Wright, para além de teclista dos Pink Floyd era um dos compositores do grupo, tendo participado no processo de composição de alguns dos seus melhores discos, entre os quais Dark Side Of The Moon (1973) e Wish You Were Here (1975). Em 1979 foi afastado, como membro oficial do grupo, por Roger Waters, tendo regressado posteriormente como músico convidado. Somente em 1987, durante as gravações de A Momentary Lapse Of Reason (1987), volta ao grupo como membro mas sem participar como compositor; voltou ao papel de compositor em Division Bell (1994). Em 02 de Julho de 2005 participou na curta, mas inesquecível, participação dos Pink Floyd no festival Live Aid, no Hyde PArk em Londres.

14/09/08

Disco... Gutter Twins - Saturnalia


Um projecto, um grupo ou um super-grupo?
Na minha opinião isso não é o mais importante para defenir os The Gutter Twins. Formados por Mark Lanegan - membro dos Screaming Trees, Twilight Singrers e dos Queens Of The Stone Age - e por Greg Dulli - membro dos Afghan Whigs, Blackbeat Band e também dos Twilight Singers, os Gutter Twins editaram em Março deste ano um disco que se arrisca a ser considerado como um dos melhores de 2008: “Saturnalia”.
É um disco extremamente equilibrado, do primeiro ao último tema, onde somos presenteados com verdadeiras pérolas musicais. O estilo inconfundível que Mark Lanegan e Greg Dulli têm evidenciado ao longo da sua carreira, com canções densas fortes e melódicas, canções duras sem ser agressivas, ou antes como algo “agridoce”, uma mistura de agressividade com uma suavidade que nos é transmitida pela grande qualidade musical evidenciada desde o primeiro ao último acorde de qualquer tema deste trabalho.

01 – The Stations
02 – God’s Children
03 – All Misery / Flowers
04 – The Body
05 – Idle Hands
06 – Circle The Fringes
07 – Who Will Lead Us?
08 – Seven Stories Underground
09 – I Was In Love With You
10 – Bête Noire
11 - Each To Each
12 – Front Street

Classificação – 9/10

09/09/08

Homenagem... Hector Zazou

../../1948 - 08/09/2008

Hector Zazou, músico argelino e autor de alguns dos melhores trabalhos da música independente experimental, faleceu hoje, dia 09 de Setembro de 2008. Tinha sessenta anos e deixa um legado musical de qualidade soberba. Com ele colaboraram, entre muitos outros, Bjork, John Cale, Dead Can Dance, David Sylvian, etc, etc. O músico e o homem podem partir, mas Zazou fica para sempre nas nossas memórias, imortalizado pela sua obra. O prazer que sempre tivemos a ouvir os seus discos, jamais será esquecido.

31/08/08

Disco... David Byrne & Brian Eno - Everything That Happens...

Quando é anunciado um novo trabalho da dupla David Byrne e Brian Eno, cria-se sempre uma ansiedade natural para o ouvir. Byrne e Eno, habituaram-nos, sempre, a trabalhos bons e surpreendentes, quer pela constante inovação, quer pela excelente qualidade musical, pois raramente editam um disco que não tenha elevados padrões de qualidade. Este seu mais recente trabalho não foge a essa regra, pois estamos perante um disco composto por onze excelentes temas, que vão, por exemplo, de um “Home”, numa onda mais comercial mas que não chega a cair na simplicidade, até “I Feel My Stuff” onde Brian Eno dá asas à sua criatividade e imaginação, passando por um “Strange Overtones” que foi o primeiro tema a ser adiantado ao público e onde estão mais evidentes as influências dos Talking Heads.

01 – Home
02 – My Big Nurse
03 – I Feel My Stuff
04 – Everything That Happens
05 – Life Is Long
06 – The River
07 – Strange Overtones
08 – Wanted For Live
09 – One Fine Day
10 – Poor Boy
11 –The Lighthouse

Classificação – 8/10

27/08/08

Entrevista... Speeds

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog no dia 12 de Setembro de 1980 aos Speeds, e que foi publicada no jornal "Musicalíssimo".
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Perg. – Porquê que não cantam em Português?
Resp. – Nós lisboetas, temos uma dicção que não é fácil enquadrar-se no rock.. Por enquanto vamos seguir os objectivos inicialmente propostos de cantar em Inglês, embora já tenhamos na gaveta, qualquer coisa em Português, mas a gaveta está bem fechada. Cantar em Português seria uma experiência bastante aliciante. Gostávamos muito de cantar em Português até porque gostaríamos de transmitir qualquer mensagem com as letras das nossas músicas, mas neste momento ainda não temos condições criadas para isso.
Perg. – As editoras que apostam mais nos grupos Portugueses, são as grandes ou as pequenas?
Resp. – Isso agora está mais distribuído, pois há grupos na Valentim de Carvalho, na Nova, na Rossil e muito particularmente na Gira, editora da qual fazermos parte, bem como os Trabalhadores do Comércio. A Nova, Valentim de Carvalho, Gira (Ex. R.P.E.), são quatro empresas totalmente diferentes que neste momento perceberam que vale a pena apostar noutro tipo de empreendimento.
Perg. – Acham que a rádio apoia os grupos Portugueses?
Resp. – Felizmente isso já acontece e a prova disso é que nós estamos aqui e no bom caminho.
Perg. – Quais as principais diferenças que acham que existe entre o vosso primeiro single e o último?
Resp. – Há diferenças na qualidade do som, embora a linha musical seja a mesma. De qualquer maneira, ainda não estamos satisfeitos com o produto final, ou seja a prensagem.
Perg. – Projectos para o futuro?
Resp. – Vamos actuar na TV, no Rock Rendez-Vous e temos contratos para Coimbra, Aveiro, alguns bares de Lisboa, liceus e clubes. A pouco e pouco vamos melhorando a nossa qualidade de som, o que é difícil, devido aos elevados preços do material. Há mais músicas para ensaios, sem fugir ao Rock puro que tocamos.

P.S. – Os Speeds viriam a desaparecer pouco tempo depois. Nunca chegaram a gravar nenhum LP, e o segundo single do grupo “Today Is Not A Good Day” foi um fracasso. Segundo sei, foi das poucas entrevistas que os Speeds deram e as fotos publicadas neste blog são das poucas que existem do grupo.

Recortes... Chuck Berry

Artigo publicado na revista "Música & Som" em Agosto de 1980.

26/08/08

Entrevista... Speeds

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog no dia 12 de Setembro de 1980 aos Speeds, e que foi publicada no jornal "Musicalíssimo".

Quando se fala de Rock feito por Portugueses tem que, obrigatoriamente, se falar nos Speeds. Os Speeds editaram dois singles em 1980, tendo atingido o Top do programa Rock em Stock.
Perg. – Quem são os Speeds?
Resp. – Na bateria é o João José, viola solo é o Ricardo, viola ritmo e harmónica é o Pedro Oliveira, viola baixo o João Ejarque e na voz sou eu, João Braz.
Perg. – Como é que se deu a vossa entrada no mundo discográfico?
Resp. – Nós levámos uma cassete ao Luís Felipe Barros, do Rock em Stock, ele gostou e proporcionou-nos a gravação de um single na editora R.P.E., single esse que chegou ao 3º lugar do Top, com o tema “Where I Used To Play”.
Perg. – Qual a linha ou onda musical com que se identificam?
Resp. – Rock, somos rockers. A nossa música é fruto de todas as influências que nos rodeiam no mundo do rock. Não queremos ser rotulados.
Perg. – Concordam com o apoio que se dá actualmente aos grupos Portugueses?
Resp. – Apesar desse apoio ainda não ser suficiente, não há duvida que hoje estão criadas melhores condições do que há uns anos atrás, mas esse apoio ainda é fraquinho. Antes comíamos ossos, agora já engolimos espinhas.
Perg. – Quais as consequência que vocês pensam que terá o facto de aparecerem tantas bandas rock, isto se atendermos a que o nosso mercado é muito restrito?
Resp. – Acho que a pouco e pouco o rock feito em Portugal por Portugueses, está a impor-se junto da malta nova. Quanto mais grupos existirem, mais concorrência há, o que terá aspectos positivos se houver união mas também tem aspectos negativos, que estão à vista.
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23/08/08

Momentos... Salada de Frutas

Um foto, tirada pelo autor deste blog, aos Salada de frutas durante um concerto no Rock Rendez-Vous, no início dos anos 80.

21/08/08

Entrevista... Arte Nova

Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog em Junho de 1981 ao agrupamento "Arte Nova", e que foi publicada no jornal "Musicalíssimo" no dia 19 de Agosto desse ano.

Perg. – Porquê que escolheram cantar em Português?
Resp. – (Lau) Porque somos Portugueses.
Perg. – Então não concordam quando se afirma que o rock não pode ser cantado em Português, ou pelo menos não deve?
Resp. – O rock é um estilo musical que tem uma língua de origem que é o Inglês e de facto essa música foi feita e estruturada para ser canta nessa língua. Ninguém pensa, por exemplo, em cantar fado em Inglês. O rock teve uma grande evolução que originou uma internacionalização, e actualmente já não é nem inglês nem americano, é internacional. Se fossemos ingleses, cantávamos em inglês, como somos portugueses cantamos em português.
(Zé) – Cantando em Inglês estaríamos a dar uma evolução á música Inglesa e não à Portuguesa. Perg. – Quer dizer que vocês “lutam” para dar alguma evolução à música Portuguesa.
Resp. – (Tó) Claro.
Perg. – Através dos poemas das vossas músicas, acham que é importante dar alguma mensagem às pessoas que as ouvem?
Resp. – (Lau) Acho que sim.
(Zé) – Quase todo o rock retrata a sociedade. Nós retratamos a sociedade e o nosso principal lema é fazer uma crítica aos valores humanos dominantes, aos valores morais, porque acreditamos que o mundo está englobado num sistema muito rígido e não o tentamos destruir porque iria aparecer um outro sistema que também seria rígido. Apenas o criticamos.

Perg. – Como é que interpretam esta avalanche de grupos Portugueses?

Resp. – (Lau) Acho que é uma onda, que aparece de vez em quando.
Perg. – Há quem afirme que esta avalanche se deve a uma possível decadência do rock estrangeiro. Concordam?
Resp. – (Lau) Eu acho que não. Uma coisa que penso que teve muita influência foi o elevado número de concertos que houve no ano passado. Isso fez com que o pessoal começasse a formar grupos. Perg. – Quais os vosso planos para o futuro?
Resp. – (Mário) O nosso objectivo é trabalhar e esperamos que as pessoas aproveitem o nosso trabalho.

P.S. - Não tive conhecimento que este agrupamento tenha chegado a editar algum disco. Julgo que não e se por acaso estiver errado, as minhas desculpas.

20/08/08

Entrevista... Arte Nova

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog em Junho de 1981 ao agrupamento "Arte Nova", e que foi publicada no jornal "Musicalíssimo" no dia 19 de Agosto desse ano.

Perg. – Já existe algum disco gravado?
Resp. – (Tó) Gravado ainda não está. Temos alguns contactos com as editoras e está, digamos, apalavrado, mas não podemos adiantar mais nada.
Perg. – As editoras têm demonstrado interesse nas vossas músicas?
Resp. – (Lau) Acho que sim.
Tó – Eles é que entraram em contacto connosco e é por essa razão que achamos que devem estar interessados.
Perg. – Quais foram essas editoras?
Resp. – (Zé) A Rossil e a Metro-Som.
Perg. – Do ponto de vista musical, como é que se identificam?
Resp. – (Tó) – É muito difícil definirmo-nos, isto porque estamos ainda num trabalho de pesquisa. É impossível dizer que gostamos desta música e é esta música que vamos tocar. Nós temos estado em várias fases, pois começámos a tocar uma música tipo Jazz-Rock, depois New Wave e outros estilos que vamos tocando conforme nos apetece.
(Zé) Nós tentamos fugir a tudo o que nos possa retratar a outros grupos.
(Lau) Acho que estamos a tentar fazer um trabalho de pesquisa, a tentar criar um estilo próprio. Perg. – Actualmente não são profissionais, ou seja, não vivem somente da música. Têm isso como um objectivo, viver à custa da música?
Resp. – (Lau) Para já, não sei. O tempo dirá.
(Tó) – Para já, cada um de nós tem as suas ideias com vista a uma profissão a seguir em termos de futuro e nenhum de nós está a pensar em seguir a música como profissão, mas um dia isto pode dar uma volta e quem sabe, se nos tornaremos profissionais.
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Pulseira... Festival do Sudoeste

19/08/08

Entrevista... Arte Nova

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog em Junho de 1981 ao agrupamento "Arte Nova", e que foi publicada no jornal "Musicalíssimo" no dia 19 de Agosto desse ano.

Algo que não é novidade para ninguém é que actualmente andam a aparecer muitos grupos de Rock Português e a origem desses grupos já não é só das grandes cidade, como por exemplo Lisboa e Porto. Muitos deles são, inclusivamente, oriundos de terras com pouca população, as chamadas terras pequenas.
Analisando isto, podemos concluir que começa a existir o chamado Movimento Rock Português.
Um dos grupos que está neste momento a tentar gravar um disco, são os Arte Nova, de Sacavém. Recentemente serviram de banda de apoio ao espectáculo dado por Manuela Bravo no palco do Teatro Monumental. Para além de terem acompanhado Manuela Bravo, os Arte Nova também tocaram músicas deles que tiveram boa aceitação por parte do público presente, tendo sido muito elogiados pela crítica, não só pela sua qualidade musical, mas também pela sua maturidade, apesar de ser uma banda constituída por músicos muito novos, pois as suas idades oscilam entre os doze e os dezoito anos. A sua crescente popularidade em espectáculos fez com que marcasse uma entrevista.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que fizessem a apresentação da banda.
Resp. – Os Arte Nova são formados pelo Lau no sax-alto, na viola solo o Zé, no sax-tenor o Tó, na viola baixo o Mário, na bateria o Rui e nas teclas o Raul.
Perg. – Como e quando é que vocês se formaram e quais os vossos objectivos?
Resp. – Lau – Formámo-nos há cerca de um ano. Antes tocávamos num grupo, que foi onde começámos a aprender mas era mais um grupo para bailes com objectivo de podermos juntar dinheiro para comprar material, e há cerca de um ano é que começamos mesmo a trabalhar em força, a fazer a nossa própria música.
Tó – Nós viemos todos de uma escola de música. Foi lá que nos juntamos e que começámos a aprender música e depois achamos engraçado formar um conjunto. Primeiro começámos com violas de caixa a cantar música popular Portuguesa, mas a formação não era a que está agora. Depois houve uma certa evolução e começamos a tocar em bailes. Não quer dizer que estejamos a desprezar a música popular ao afirmarmos que houve uma evolução. Nós evoluímos como músicos e depois dos bailes começamos a achar que seria engraçado começarmos a tocar música nossa, no sentido de uma auto-realização. Foi então que começámos a compor as nossas próprias canções e estamos a tentar cortar um bocado com os bailes e vamos tentar começar a ganhar dinheiro nos concertos, ou mesmo acompanhando outros artistas como foi o caso da Manuel Bravo.
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