15/04/09

Ao vivo... Red Hot Chili Peppers

Data - 24 de Janeiro de 2003
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Pavilhão completamente esgotado para um excelente concerto da banda liderada por Anthony Kiedis, durante a tournée de promoção a "By The Way", editado em 2002 e que conseguiu obter grande sucesso, quer por parte da crítica quer comercialmente. Os Red Hot Chilli Peppers conseguiram manter o nivel de Californication editado em 1999.

14/04/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo sobre um concerto dos Uriah Heep no Porto, publicado na revista Música & Som em Agosto de 1980.

13/04/09

Ao vivo... António Pinho Vargas

Data - 04 de Abril de 1996
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Concerto com a participação de Maria João.

11/04/09

Leonard Cohen - Live In London

Se existe alguém ou algo intemporal neste mundo, Leonard Cohen e a sua música são um desses casos. Tive a felicidade (pois foi disso que se tratou) de assistir ao concerto que Cohen deu em Lisboa no já longínquo ano de 1988, no Coliseu dos Recreios.
Ainda hoje me lembro desse dia e desse concerto, de pequenos pormenores, como por exemplo a imensa fila para entrar ou a postura e traje de Leonard Cohen, as músicas que foram tocadas durante cerca de duas horas para uma sala cheia de um público devoto e fiel que prestava o seu culto a um Senhor.
Vinte anos depois regressou a Portugal para mais um concerto, desta vez em recinto ao ar livre, menos intimista. Não pude deixar de estar presente e, como referi na altura num post colocado neste blog, foi algo de sublime e soberbo, de um prazer indescritível, o prazer de ouvir belíssimas canções e de ver uma plateia dos 15 aos 80 anos em delírio, num delírio muitas vezes arrepiante tal era o silêncio, pois quando se presta culto, é o que deve se deve fazer... permanecer em silêncio. Era uma sensação estranha, estar no meio de cerca de 15000 pessoas e não se ouvir nada, chegando a dar a sensação de que as pessoas nem respiravam, como se estivessem siderados, para não perderem nada de uma noite que iria ficar para sempre gravada nas suas memórias.
. Do alto dos seus 73 anos - nasceu no dia 21 de Setembro de 1934 no Quebec (Canadá) -, Leonard Cohen continua a irradiar simpatia, talento e charme. A sua voz, à medida que os anos vão passando torna-se mais grave e isso, por incrível que pareça, torna as suas músicas ainda mais belas, de uma beleza contagiante e inebriante.
Leonard Cohen - Live In London, foi gravado ao vivo no dia 18 de Julho de 2008, um dia antes dessa mágica noite de Lisboa. Estamos perante um CD / DVD que retrata de forma fiel o que se passou em Lisboa.
São vinte e quatro belas canções num CD / DVD de grande qualidade.

01 - Dance Me To The End Of Love
02 - The Future
03 - Ain't No Cure For Love
04 - Bird On The Wire
05 - Everybody Knows
06 - In My Secret Life
07 - Who By Fire
08 - Hey, That's No Way To Say Goodbye
09 - Anthem
10 - Tower Of Song
11 - Suzanne
12 - The Gypsy's Wife
13- Boogie Street
14 - Hallelijah
15 - Democracy
16 - I'm Your Man
17 - Take This Waltz
18 - So Long, Marianne
19 - First We Take Manhattan
20 - Sisters Of Mercy
21 - If It Be Your Will
22 - Closing Time
23 - I Tried To Leave You
24 - Whither Thou Goest

Nota - 9/10

09/04/09

Ao vivo... Diana Krall

Data - 08 de Abril de 1998
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Um excelente espectáculo de grandes canções, proporcionado pela lindíssima Diana Krall.

07/04/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo sobre Júlio Pereira, publicado na revista Rock em Portugal em Julho de 1978.

06/04/09

Ao vivo... Eric Clapton

Data - 20 de Fevereiro de 2001
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - O grande Eric Clapton, considerado por muitos um dos melhores guitarristas de sempre. Um dos concertos mais aguardados. Simplesmente fabuloso.

04/04/09

Neil Young - Fork In The Road

Neil Young está de regresso aos discos com mais um bom trabalho, Fork In The Road.
Estamos perante um disco de bom rock, dentro do estilo a que Neil Young nos habituou com o som da sua guitarra Les Paul e a sua voz sempre jovem, pela qual o tempo parece não passar. Este Fork In The Road, com um incio forte e cheio de ritmo, traz-nos dez boas canções que, apesar de não acrescentarem nada de novo à já extensa obra de Neil Young, transmitem-nos uma sensação de um prazer estranho mas bom... o prazer de ouvir uma música que nos dá uma certa paz de espírito e de suavidade, graças à voz melódica e intemporal de Neil Young, uma voz que nos faz sentir bem e nos faz crer que no mundo existem coisas boas e, simultaneamente, nos faz esquecer o mundo em que viviemos e do qual Neil Young continua a ser um grande crítico, um contestatário. 
Este é um daqueles discos que com o tempo, à medida que o ouvimos e quanto mais o escutamos, mais passamos a gostar dele.
É assim a boa música... é isso que se passa com a de Neil Young.

01 - When Worlds Collide
02 - Fuel Line
03 - Just Singing A Song
04 - Johnny Magic
05 - Cough Up The Bucks
06 - Get Behind The Wheel
07 - Off The Road
08 - Hit The Road
09 - Light A Candle
10 - Fork In The Road

Nota - 8/10

03/04/09

Cinematic Orchestra na Aula Magna


Jason Swinscoe, líder e fundador dos Cinematic Orchestra faz-se acompanhar nestes dois espectáculos em Portugal – os únicos na Europa em 2009 - por Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm, e Stuart McCallum.
O espectáculo da Aula Magna no dia 02 de Abril foi fabuloso. Jason Swinscoe e os seus excelentes músicos tocaram temas dos vários álbuns do grupo para uma sala completamente esgotada e incansável nos aplausos, tendo no final e durante cerca de dez minutos, aplaudido de pé os músicos.
Foi uma noite de boa música electrónica com excelentes fusões com um Acid-Jazz de qualidade, com bons solos por parte de todos os músicos e nesses momentos o público permanecia num devoto silêncio, que explodia num aplaudir intenso.
Para fechar a noite, Grey Reverend que tocou na primeira parte interpretou “To Build a Home”, sendo o momento alto da noite.
Apesar de ter sido um bom concerto, ficou a sensação de que o grupo podia ter ido mais longe ao nível do improviso e divagação musical, pois é um colectivo recheado de bons músicos que sabem improvisar e tocar de forma sublime e densa.

Ao vivo... Joe Cocker

Data - 31 de Julho de 2000
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Um concerto que percorreu toda a obra de Joe Cocker. O melhor momento da noite foi, como era de esperar, a interpretação do tema dos Beatles "With a Little Help For My Friends".

02/04/09

D'Outrora... Cinco Estrelas

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, publicada no jornal Musicalíssimo.
...
Perg. – Em relação ao facto de as editoras terem de aceitar grupos, é preciso colocar o problema que por vezes aqueles discos que as editoras vão editar, podem não ter o mínimo de qualidade para serem passados na rádio. Isso é uma realidade, não concordam?
Resp. – (F.H.) Está certo, mas nesse caso eu pergunto: porque razão é que se passa tanta música estrangeira de fraca qualidade? Será que é só por ser estrangeira? Então se há uma grande quantidade de música estrangeira que em termos de qualidade deixa muito a desejar, acho que fraca qualidade por fraca qualidade, o público prefere a nossa música, a música portuguesa. Se em termos de público não existe esse problema porquê essa imposição da música estrangeira?

Perg. – Mas será que não há mesmo esse problema?
Resp. – (F.H.) Eu tenho a certeza que não. Digo-te isto porque contacto muito com o povo. Há um sector do público urbano que prefere a música estrangeira, mas será que quem ouve rádio é só o público das zonas urbanas? Podia fazer-se uma sondagem para ver qual o tipo de música que o público prefere, e os senhores da rádio iam ficar surpreendidos. De certeza que viria a ser mais passada a música portuguesa e isso dar-nos-ia condições monetárias para que pudéssemos desenvolver as nossas condições técnicas, para termos melhor qualidade. É claro que concordamos que se passe música estrangeira na rádio, mas que seja de qualidade. Nós somos pela opinião do intercâmbio musical. Musicalmente somos colonizados pela América e pela Inglaterra, mas não devemos esquecer que a França, Itália e Espanha, são grandes potências musicais.

Perg. – Em Portugal, no que diz respeito a promoção, a vossa editora é a melhor, sem qualquer dúvida. Acham isso fundamental para que um disco obtenha sucesso’
Resp. – (J.A.) Acho que sim.
(J.V.) – É como as latas das salsichas: as que mais se vendem são aquelas a que fazem mais publicidade.

Perg. – E passa-se o mesmo em termos discográficos?
Resp. – (J.V.) Sim, mas tem de haver sempre qualquer coisa, tem que ter um mínimo de qualidade.

Perg. – Através das letras das vossas músicas, o que é que tentam transmitir às pessoas?
Resp. – (J.A.) Tentamos dizer coisas sérias a brincar e criticamos a sociedade, pois a crítica é positiva e é uma forma de diálogo, desde que não seja destrutiva; a partir do momento que é destrutiva, já considero negativa, dizer mal por dizer.

Perg. – Em termos de projectos para o futuro, o que têm?
Resp. – (J.V.) Queremos dar muitos concertos, acabar de pagar o PA. O nosso objectivo é gravar um Lp e esperamos vir a conseguir isso. Talvez saia mais um single nosso depois do verão.

FIM

01/04/09

D'Outrora... Cinco Estrelas

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, publicada no jornal Musicalíssimo.

Ao contrário do que muita gente pensa, o agrupamento 5 estrelas que agora editou o seu primeiro disco, já têm quinze anos de experiência musical. Somente ao fim destes quinze anos é que viram o seu trabalho compensado com a gravação do single “Vida Chata / Vampiro”, que promete ser um enorme sucesso. Este grupo é formado por: Félix Heleno, como coordenador geral; José Araújo na guitarra e voz; José Sofia na bateria, José Vítor, no baixo; Zé Fernando, nas teclas e João António nos sintetizadores. Estes são os cinco Estrelas e de seguida passemos a uma entrevista que lhes fizemos, pois eles prometem.

Perg. – Como é que se definem, musicalmente?
Resp. – (José Vítor) Musicalmente… acho que é música de 5 estrelas, só.
(José Araújo) Nós procuramos não estar ligados a nenhum movimento em particular. A música que fazemos é aquela que nos apetece fazer, e se o pessoal gosta ou não gosta, isso não interessa.

Perg. – Inicialmente começaram por ser um grupo de baile e depois passaram para um onda rock. Há quem considere uma evolução natural, mas por outro lado há quem considere existir um aproveitamento pelo facto do rock, dar dinheiro. No vosso caso, trata-se de um aproveitamento para conseguirem gravar um disco, ou é o caso da chamada evolução natural?
Resp. – (J.A.) Nós evoluímos naturalmente, não nos aproveitamos dos outros estarem a gravar para conseguirmos gravar, também. Não fomos atrás dessa gente toda. Fizemos a música que nos apeteceu fazer e depois calhou gravarmos o disco. Agora, se é rock ou não, a malta é que sabe.
(J.V.) Eu acho que sim. O rock abrange uma área grande não é só música da pesada. Pode haver rock mais suave.

Perg. – Agora que já conseguiram gravar um disco, pensam continuar com os bailes?
Resp. – (J.A.) Vamos continuar temporariamente. Vamos fazer os últimos contratos que temos marados e depois queremos dedicar-nos aos concertos o mais depressa possível.

Perg. – Vocês querem-se dedicar aos concertos. Têm estruturas para isso, para uma tournée?
Resp. – (J.A.) Temos. Nós temos uma aparelhagem bastante sofisticada e todo o apoio necessário para tocarmos seja onde for. O que acontece é que há poucos espectáculos e há medo de investir neles. Nós já temos material suficiente para fazer um espectáculo.

Perg.. – Então o vosso problema é a falta de convites?
Resp. – (J.A.) Convites, realmente, surgem poucos porque há falta de promotores de espectáculos e por esse motivo, os espectáculos não existem em grande quantidade. Há também o facto de não sermos conhecidos.
(F.H.) O meio musical é difícil, somos um país pequeno e há poucos promotores. A razão porque ainda temos de fazer alguns bailes, é porque temos os nossos encargos familiares e é natural que se aparecer um contrato com um determinado cachet, ainda tenha de se aceitar. Era com que fosse possível fazer só concertos; seria o ideal. Aí a rádio e a televisão têm uma força extraordinária e a prova está em todo este movimento que se criou e não foi por acaso que os primeiros grupos que apareceram, ganharam todos discos de ouro pelas vendas dos discos. É uma prova de que os portugueses querem música portuguesa. A possibilidade de os grupos se manterem depende muito de uma divulgação que a rádio e a TV deves estar dispostos a dar ao seu público.
(J.V.) Para ajudar nesse sentido, surgiu a lei dos 50% a música portuguesa.

Perg. – Mas essa lei não está a ser cumprida.
Resp. – (J.V.) Para já ainda são os 40% e a partir do próximo ano é que passa aos 50%. Essa lei veio fazer com que as editoras tivessem de lançar grupos pois é preciso música portuguesa.
(J.S.) A rádio, hoje em dia, nem os 40% passa, porque não existe qualquer controlo.
...

31/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Artigo publicado no jornal Musicalíssimo sobre um concerto no Rock Rendez Vous. O artigo não é de minha autoria, mas estive lá neste dia e aproveitei para para fazer uma entrevista ao Anibal Miranda, numa altura em que este músico tinha bastante sucesso, principalmente graças ao seu single "Don't Shoot".

Momentos... Afrika Star

Foto tirada pelo autor deste blog, ao vocalista dos Afrika Star após uma entrevista para o jornal Musicalíssimo, que será publicada em breve neste blog.

30/03/09

A não perder... Cinematic Orchestra

Os Cinematic Orchestra sobem ao palco da Aula Magna no próximo dia 02 de Abril. O colectivo liderado pelo multi-instrumentalista Jason Swinscoe conta ainda com Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm e Stuart McCallum.
A sua música é uma verdadeira mescla de estilos, com grandes improvisações assentes em ritmos electrónicos com passagens e fusões com Acid Jazz, Trip-Hop, Drum n'Bass e um Post-Rock experimental numa vertente eletrónica, sem devaneios de guitarras.
Será, sem dúvida alguma, um excelente concerto naquela que é, para mim, a melhor sala de espectáculos de Lisboa, Aula Magna.
Discografia:

- Motion (1999)
- Every Day (2002)
- Man With A Movie Camera (2003)
- Ma Fleur (2007)
- Live At The Royal Albert Hall (2008)

Ao vivo... Genesis

Data - 22 de Julho de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Grande concerto no estádio de Alvalade. Estádio cheio para receber os Genesis liderados por um Phil Collins simpático e comunicativo com os espectadores, para além de Mike Rutherford e Tony Banks. Destaque para, a meio do concerto, quando Phil Collins assume a bateria por breves instantes, instantes esses que foram suficientes para confirmar estar perante um dos melhores bateristas do mundo. Quanto ao resto, foram uns Genesis muito diferentes daquilo a que nos habituaram com Peter Gabriel a liderar a banda. Menos progressivos e conceptuais, sendo alguns temas bastante comerciais.

27/03/09

Marianne Faithfull... Easy Come Easy Go


Três anos depois do muito aclamado Before The Poison Marianne Faithful regressa aos discos com este Easy Come Easy Go. Sem conseguir chegar ao nivel do seu antecessor, e muito menos do inesquecível "Broken English", estamos perante um bom disco com boas canções; acrescento, boas versões de canções, pois é disso que se trata.

Easy Come Easy Go é um disco de covers que abrange diversos estilos e autores como Randy Newman, Decemberists, Smokey Robinson ou Morrissey. Para além de Faithfull seleccionar excelentes temas destes músicos, rodeou-se também de um elenco de luxo ao nível de colaborações, como por exemplo Antony Hegarty, Nick Cave, Rufus Wainwright, Jarvis Cocker, Sean Lennon, Keith Richard e muitos outros.

Canções bem interpretadas, numa toada melancólica e calma, com excepção de Hold On Hold On e Dear God Please Help Me que apresentam um ritmo ligeiramente mais rápido, uma batida mais forte e com boas guitarras à mistura. Destaque para Sing Me Back Home que conta com a voz de Keith Richards e de The Crane Wife que conta com Nick Cave nos coros.

01 - Down From Dover
02 - Hold On Hold on
03 - Solitude
04 - The Crane Wife
05 - Easy Come Easy Go
06 - Children Of Stone
07 - How Many Worlds
08 - In Germany Before The War
09 - O O Baby
10 - Sing Me Back home
11 - Salvation
12 - Black Coffee
13 - The Phoenix
14 - Dear God Please Help Me
15 - Kimbie
16 - Many A Mile
17 - Somewhere
18 - Flandyke Shores

Estes dezoito temas fazem parte da edição para Inglaterra, pois a dos Estados Unidos inclui somente doze.

Nota - 8/10

Ao vivo... Moonspell

Data - 31 de Outubro de 2001
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Grande concerto dos Moonspell. Sala completamente cheia para assistir a um alinhamento que abrangeu um pouco de toda a obra do grupo, principalmente do álbum Darkness And Hope.

26/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte sobre um concerto dos Uriah Heep em Lisboa, publicado em Agosto de 1980 na revista Música & Som.

25/03/09

Pet Shop Boys... Yes

Yes marca o regresso dos Pet Shop Boys aos discos, após um interregno de cerca de três anos.
Neste disco Chris Lowe e Neil Tennant mantêm aquele estilo de tocar e cantar que tem tanto de inconfundível como de limitador.
É um facto que ao longo de toda a carreira desta banda inglesa, formada em Londres em 1981, os seus discos têm tido sempre um bom nível qualitativo. Não existe uma obra-prima na imensa discografia do grupo, mas também não existe um disco sobre o qual seja possível ter uma opinião negativa. Os Pet Shop Boys apresentam-nos sempre discos coerentes, com excelentes produções, com canções bem construídas, canções que nos fazem dançar, ao mesmo tempo que nos embalam com a excelente, bonita e suave voz de Neil Tennant e o toque simples mas melodioso de Chris Lowe nas teclas e programação.
Yes surge na tal linha limitadora que tem a música do grupo. Acaba por ser, quase, mais do mesmo. Digo quase porque, apesar de ser parecido com os anteriores trabalhos, é diferente. As músicas continuam a ser bonitas e ouvimo-las como sendo uma novidade, pois é disso que se trata: um novo disco de um grupo antigo, mas que consegue manter-se em bom nível ao fim de 27 anos de carreira. Desde Suburbia e West End Girls, temas do seu primeiro disco "Please", até qualquer um dos temas deste "Yes", a música dos Pet Shop Boys permanece como sempre... boa e intemporal.
Finalmente, acrescento que este disco conta com a colaboração de Johnny Marr, ex-Smiths e Modest Mouse e com os arranjos, nas cordas, de Owen Pallett que costuma colaborar com os Arcade Fire e Last Shadow Puppets.

01 - Love Etc.
02 - All Over The World
03 - Beautiful People
04 - Did You See Me Coming?
05 - Vulnerable
06 - More Than A Dream
07 - Building A Wall
08 - King Of Rome
09 - Pandemonium
10 - The Way It Used To Be
11 - Legacy

(Edição extra)

12 - This Used To Be In The Future (Philip Oakey)
13 - More Than A Dream (Magical Dub)
14 - Pandemonium (Stars And Sun Dub)
15 - The Way It Used To Be (Left Of Love Dub)
16 - All Over The World (This Is A Dub)
17 - Vulnerable (Public Eye Dub)
18 - Love, Etc. (Beautiful Dub)
19 - Ging And Jag
20 - We're All Criminals Now

Note - 8/10

24/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte de um artido publicado na revista Rock Em Portugal em Julho de 1978, sobre um concerto dos Tantra e Arte & Ofício.

23/03/09

Ao vivo... Elton John

Data - 16 de Julho de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Numa altura em que existia a polémica sobre a possível queda da pala do estádio de Alvalade, o que fez com que o posicionamento do palco fosse diferente do habitual (ficou situado em frente à dita bancada), Elton John deu um bom espectáculo para um público devoto mas que não esgotou o recinto. O momento alto da noite foi quando Elton John dedicou o tema dos Queen "The Show Must Go On" a Freddie Mercury, falecido no dia 24 de Novembro de 1991. Uma excelente interpretação para uma fabulosa canção.

20/03/09

Que é feito de... Nina Hagen?


Nina Hagen nasceu em Berlin, na Alemanha no dia 11 de Março de 1955. Em 1976 emigra para o ocidente onde assina contrato com a CBS e lançou o seu primeiro trabalho em 1978. Tornou-se mais conhecida pelas suas extravagâncias e o seu visual arrojado e estranho para a época, do que pela sua música.

Com uma voz estranha mas segura e bem colocada, na qual eram evidentes as influências da ópera que chegou a aprender, os seus dois primeiros discos conseguiram obter algum sucesso, apesar de nunca terem sido considerados trabalhos de grande qualidade. Nina Hagen gravou uma versão punk do conhecido tema "My Way" de Frank Sinatra.

Em 1982 muda-se para Nova york onde grava o seu primeiro disco em Inglês, Nunsexmonkrock, seguindo-se Fearless em 1983, com produção do então muito na moda Giorgio Moroder. Em 1985 deixa a CBS após a edição de Nina Hagen In Extacy passa a editar no Canadá, sem grande sucesso.

Finalmente em 1989 regressa à Alemanha e ao mercado alemão, seguindo-se vários trabalhos numa discografia extensa, mas de fraca qualidade.

Que é feito dela?

DISCOGRAFIA

1979 - Nina Hagen Band
1980 - Unbehagen
1982 - Nunsexmonkrock
1983 - Angstlos
1983 - Fearless
1985 - In Ekstacy
1987 - Love
1989 - X Love
1991 - Street
1994 - Revolution Ballroom
1995 - Freud Euch
1996 - BeeHappy
1998 - Om Namaj Shivay
2000 - Return Of The Mother
2001 - Sternenmaedchen
2003 - Big Band Explosion
2006 - Die Reise Zur Shneekpenigin
2008 - Mother Is Reacting

Esta discografia é selectiva.

Ao vivo... Aniversário Programa Rock em Stock

Concerto comemorativo do 2º aniversário do programa de rádio "Rock em Stock", realizado no pavilhão do Clube de Futebol "Os Belenenses" em 1981. No palco estão os Street Kids. Nesse dia tocaram ainda os Jafumega, Roxigénio, Arte & Oficio, UHF, GNR e NZZN.

19/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Recorte sobre um concerto de Joe Jackson no Pavilhão de Cascais, no final dos anos 70.

18/03/09

Bruce Springsteen... Working On A Dream


Numa altura em que se começa a falar do regresso a Portugal de Bruce Springsteen, destaco o seu último trabalho “Working On a Dream”.

Este disco surge na sequência de Magic, editado em 2007 e marca o regresso do Boss ao rock depois da passagem pelo folk americano num excelente disco de covers de Pete Seeger “We Shall Overcome: The Seeger Sessions”, de 2006. Enquanto que Magic era evidente uma revolta originada pelas políticas de Bush, Working On a Dream mostra alguns sinais de optimismo pela eleição de Obama para a presidência americana. Sendo Springsteen um activista de esquerda, a sua música (como sua principal arma) não podia passar ao lado destas questões, bem como da esperança de que Obama possa mudar algo no mundo, e nos EUA.

Working On a Dream é um disco que vale pelo seu todo, com boas canções dentro do estilo a que Springsteen nos habituou; um disco cheio de esperança que começa com um tema longo, conceptual e brilhante (Outlaw Pete), seguindo-se um desfilar de bons temas onde é visível e audível o prazer de Bruce Springsteen em gravar com a sua E-Street Band numa era pós-Bush. "The Last Carnival" é dedicado a Danny Frederici, membro da E-Street Band e recentemente falecido. São notórios os sons a que a E-Strett Band nos habitou, as guitarras de Van Zandt e Nils Lofgren’s em My Lucky Day. Como tema extra aparece no disco "The Wrestler", feito propositadamente para o filme com o mesmo nome e interpretado por Mickey Rourke.

Um bom disco e, seguramente, um grande concerto.

01 – Outlaw Pete
02 – My Lucky Day
03 – Working On A Dream
04 – Queen Of The Supermarket
05 – What Love Can Do
06 – This Life
07 – Good Eye
08 – Tomorrow Never Knows
09 – Life Itself
10 – Kingdom Of Days
11 – Surprise, Surprise
12 – The Last Carnival
13 – The Wrestler

Nota – 8/10

Ao vivo... Disney no gelo

Data - 15 de Março de 2003
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - A magia da Disney num espectáculo bonito com coreografias e danças interessantes, onde todo o público presente se diverte da mesma forma, seja qual for a idade.

17/03/09

Momentos... Beatnicks

Foto tirada pelo autor deste blog durante um concerto dos Beatnicks no Rock Rendez Vous. Mais um grupo que não durou muito tempo nem obteve grande êxito. Chegou a contar com a Lena D'Água como vocalista na altura da edição do primeiro single. A partir dessa altura passou a ser Tó Leal o vocalista do grupo, tendo gravado, entre outros, os singles "Somos o Mar" e "Blue Jean", bem como o LP "Aspectos Humanos", que foi um registo curioso e importante numa onda de um pop suave mas agradável.
Se não estou em erro, o único elemento do grupo que ainda hoje grava é o Tó Leal, com uma carreira a solo virada, essencialmente, para a música ligeira.

16/03/09

D'Outrora... Ferro & Fogo

Postal que vinha dentro de um single dos Ferro e Fogo, grupo de rock português com algum sucesso no início dos anos 80. Gravaram três singles e um LP "Vidas" que não obteve grande sucesso, em termos comerciais.
Esta banda, oriunda de grupos que nos anos 70 percorriam o país de Norte a Sul em bailes de finalistas (na altura eram moda), ainda hoje existe tendo-se tornado uma banda de "Covers" e actua em espaços pequenos, como bares e pubs.
A relativamente má produção dos seus discos fez com que o sucesso ficasse um pouco longe, mas o seu vocalista, João Carlos, era (e continua a ser) dono de uma excelente voz.
Na sua discografia, destaco os singles "Super-Homem" e "Santa Apolónia", bem como o já mencionado LP.

Ao vivo... Stomp

Data - 27 de Novembro de 2002
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Sapateado, música, teatro e boa disposição num só espectáculo. Os Stomp proporcionam bons momentos recorrendo aos mais diversos objectos para fazer música e a consequente dança. Desde vassouras a simples caixas e caixotes, tudo serve para se assistir a um espectáculo inesquecível mas que, basta ver uma vez. Assisti por duas vezes em anos diferentes e na segunda já não teve grande piada.

13/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Cartaz a anunciar concertos no Rock Rendez Vous em Lisboa no ano de 1981.

Ao vivo... Festival do Sudoeste 2008


Data - 08 de Agosto de 2008
Local - Zambujeira do Mar
Notas - Com o Festival do Sudoeste a decair ano após ano, numa quebra inqualificável em termos qualitativos, optei por ir somente um dia. Achei o cartaz deste ano de 2008 demasiado mau e numa altura em que começam a ser divulgados os primeiros nomes para a edição deste ano de 2009, torna-se preocupante a decadência do evento. Neste dia, passaram pela Herdade da Casa Branca os Goldfrapp, que deram um concerto morno; a portuguesa Rita Redshoes em excelente nível; uns Tindersticks em bom nível, apesar de estarem um bocado como peixes fora de água, pois o seu estilo musical é mais intimista e como tal, para recintos mais pequenos ou bucólicos (ex. Paredes de Coura); e a fechar a noite, os fabulosos Chemical Brothers que transformaram o local numa enorme discoteca ao ar livre.

12/03/09

Ao vivo... Deep Purple

Data - 28 de Julho de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Os velhinhos Deep Purple a mostrarem grande forma: Quem sabe, jamais esquece. Primeira parte com os Portugueses Tarantula.

27/02/09

Ao vivo... Evanescence

Data - 07 de Outubro de 2003
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Um concerto que durou cerca de 50 minutos. Uma verdadeira desilusão, quer pela duração do mesmo, quer pelo desempenho dos músicos em palco.

26/02/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte publicado na revista Rock em Portugal em Julho de 1978, sobre um concerto de Jim Capaldi, em Lisboa, que contou com os portugueses Beatnicks na primeira parte.

25/02/09

Recortes... Go Graal Blues Band

Um autocolante da Go Graal Blues Band, igual à capa do seu primeiro disco, em que Paulo "Gonzo" tocava, somente, harmónica. Um disco de verdadeiro blues, com excelentes solos de guitarra de João Allain.

Ao vivo... Tindersticks

Data - 06 de Junho de 2000
Local - Queimódromo de Coimbra
Notas - Mais um dos muitos concertos a que assisti dos Tindersticks, este integrado nas comemorações da Semana Académica da Universidade de Coimbra (Noite de farmácia). Na primeira parte estiveram os Belle Chase Hotel. Concertos ao ar livre, num espaço agradável que foi feito à entrada da bonita cidade de Coimbra.

23/02/09

Ao vivo... AC/DC

Data - 06 de Julho de 1996
Local - Estádio do Restelo
Nota - Dois dias depois de terem sido colocados à venda os ingressos para o concerto que marca o regresso dos AC/DC a Portugal, não resisto a "recuperar" um post antigo, que apareceu neste blog, referente ao concerto que deram no estádio do Restelo no dia 06 de Julho de 1996.
Na primeira parte actuou Joe Satriani e, depois... a loucura em forma de concerto. Um grande concerto, com uma enorme produção por parte dos AC / DC. Verdadeiramente espectacular. Passados quase 13 anos vou ver novamente esta grande banda Australiana no próximo dia 03 de Junho, no estádio de Alvalade. Será, seguramente, uma grande noite de Rock; um rock duro e puro, tocado por músicos com alguma idade, mas que não perderam a qualidade musical, a energia, e o prazer de estar em cima de um palco.
Vai ser o realizar de um sonho para muitos, como por exemplo para quem comentou este post na altura em que foi publicado pela primeira vez (mantive o comentário).
Para mim, que já tive o prazer de os ver, vai ser a confirmação que os AC / DC continuam a ser uma grande banda de Rock.
"Let There Be Rock", em Alvalade.

20/02/09

Momentos... Fialho Gouveia

Foto tirada pelo autor deste blog, após uma entrevista feita ao Fialho Gouveia, no início dos anos 80, no Teatro Maria Matos.

19/02/09

Ao vivo... Def Leppard

Data - 30 de Outubro de 1996
Local - Pavilhão de Cascais
Notas - No auge do grupo, os Def Leppard proporcionaram um excelente concerto ao imenso público que encheu por completo o Pavilhão de Cascais.
A partir desta altura, os Def Leppard nunca mais conseguiram obter grande sucesso, editando discos demasiado fracos, como por exemplo Slang editado em 1996, ou X de 2002, em contraste com os excelentes Pyromania de 1983, Hysteria de 1987 ou o extremamente comercial Adrenalize de 1992. Em 2008 editaram Songs From The Sparkle Lounge.

Na primeira parte actuaram os Terrorvision.

21/01/09

Recortes... Prólogo

Recorte da revista Rock em Portugal, publicada em Agosto de 1978, sobre um concerto do grupo "Prólogo".

19/01/09

João Aguardela (1969-2009)

A partida de alguém que muito fez, e muito deixou por fazer, na música portuguesa.

Ao vivo... Go Graal Blues Band

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto da Go Graal Blues Band nos anos 80.

Momentos

Foto tirada pelo autor deste blog, à fachada do antigo teatro Monumental, no Saldanha, durante a sua demolição. Este era o belo edifício que estava situado onde hoje existe um Centro Comercial.

06/01/09

Recortes... Kama-Sutra

Recorte da revista sobre um concerto dos Kama-Sutra. Publicado na revista "Rock em Portugal" em Julho de 1978.

Momentos... Filhos do Presidente

Foto do grupo "Filhos do Presidente". Este agrupamento surgiu durante o apogeu do rock feito em Portugal no inicio dos anos 80. Se não estou em erro, chegou a gravar um single mas que não obteve grande sucesso. Para além de algumas (poucas) passagens por programas da televisão, pouco fizeram.

Brevemente será publicada neste blog, uma entrevista feita a este grupo no intervalo de uma apresentação num programa de TV, salvo erro "Passeio dos Alegres".

01/12/08

Ao vivo... A Menina do Mar

Data - 12 de Fevereiro de 2005
Local - Teatro Politeama
Notas - Espectáculo infantil produzido por Filile Lá Féria.

29/11/08

Momentos... Ferro e Fogo

Foto tirada pelo autor deste blog aos Ferro & Fogo, durante uma actuação no Rock Rendez-Vous, no inicio dos anos 80.

15/11/08

Momentos... NZZN

Foto tirada pelo autor deste blog, durante um concerto dos NZZN.

06/11/08

Entrevista... Aqui Del Rock

Terceira parte de uma entrevista feita aos Aqui Del Rock, no dia 24 de Fevereiro de 1981
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Perg. – O que acham da lei que obriga as rádios a passar 50% de música portuguesa?
Resp. – (Óscar) – Isso vai ser assim: António Calvário, António Mourão, Tony de Matos, etc.
Perg. – Mas isso pode vir a marginalizar o rock português.
Resp. – (Óscar) – Agora a falar a sério… acho que não.
(Fernando) – Eles vão passar rock, mas só cantado em português.
(Serra) – Eu acho que isso não pode ser assim. As pessoas podem-se exprimir na língua que quiserem desde que sejam residentes ou nascidos neste país. As consequências só se podem ver na prática, com o tempo.
Perg. – Projectos para o futuro.
Resp. – (Óscar) – Os nossos maiores projectos são tocar e ter hipóteses para o poder fazer.

FIM

05/11/08

Entrevista... Aqui Del Rock

Segunda parte de uma entrevista feita aos Aqui Del Rock, no dia 24 de Fevereiro de 1981
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Perg. – Acham que as divergências que existem actualmente entre os grupos portugueses, possam ser prejudiciais para o rock português?
Resp. – (Alfredo) – Eu acho que se eles fazem isso é muito mau, porque nós devíamos dar-nos todos muito bem.
(Serra) – Se isso é prejudicial? Pode ser mas também pode ser benéfico. Existem sempre divergências, pontos de vista diferentes e depois, na prática, isso vai dar um leque maior de possibilidades de escolhas às pessoas. Eu acho que não interessa se essas divergências existem ou não, o que interessa é que existam muitos grupos e oportunidades para eles, sejam bons ou maus. Falta de qualidade? A qualidade há-de surgir, uma vez que há quantidade.
Perg. – É possível viver em Portugal à custa da música?
Resp. – (Serra) – Para nós, até agora, ainda não foi possível, mas queremos ver se conseguimos.
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04/11/08

Entrevista... Aqui Del Rock

Primeira parte de uma entrevista feita aos Aqui Del Rock, no dia 24 de Fevereiro de 1981

Perg. – Qual a vossa formação actual?
Resp. – Actualmente o grupo é formado pelo Alberto na guitarra, Carlos na guitarra, Serra na bateria, Fernando no baixo e por mim, Óscar que sou o vocalista.
Perg. – Há quanto tempo é que os Aqui Del Rock se formaram?
Resp. – (Óscar) – Há dois dias. Não, agora a falar a sério, nós formámo-nos há cerca de um ano e começámos a tocar aquilo que gostamos e temos feito um esforço nesse sentido. Só que os nossos gostos vão mudando e fomos tocando outras coisas e de acordo com isso, fomos encontrando as pessoas indicadas para fazer aquilo que nós queríamos e isso é um processo que leva tempo, especialmente porque o que nós pretendemos fazer também se vai definindo com as pessoas que vão entrando, mas o facto das pessoas irem entrando não é o mais importante; o mais importante é aquilo que nós hoje queremos fazer. Por isso quando me perguntaste há quanto tempo é que nós existíamos eu disse que era há dois dias, porque nós existimos no momento em que estamos a tocar para alguém, ou para nós.
Perg. – Acham que existe um Movimento Rock Português devido à explosão de grupo que houve, ou é algo efémero?
Resp. – (Alberto) – Eu posso dizer que já assisti nos anos 70 a uma coisa parecida e foi tudo por água abaixo. Por isso, não sei se acredite, apesar de estar um bocado melhor do que nos anos 70. Eu acho que esse movimento não vai ter nada a ver com os rockers que existem no nosso país, pois vai haver pessoas que se vão aproveitar disso para ganhar dinheiro e não vão dar possibilidades aos rockers de expandirem aquilo que querem dizer.
(Serra) – Desde sempre que a música deste género é efémera e é assim que se define; quando deixar de o ser, começa a ser algo chato, e tu vês que todos os grupos que perdem a urgência do momento, que perdem a inovação, que deixam de se por constantemente em causa, tornam-se grupos chatos. Eu estou convencido que para já e com a quantidade de grupos que estão a aparecer, há alguma possibilidade desse movimento continuar.
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