14/05/09

Pelo mundo... Rossy

Roosy é natural da ilha de Madagascar e a sua música cruza instrumentos tradicionais de Madagascar com instrumentos modernos, como por exemplo sintetizadores, o que origina um som invulgar. É um estilo musical muito próprio que não chega a poder ser considerado música popular de Madagascar mas também não pode ser considerada música electrónica. É estabelecida uma fusão entre o tradicional africano e o moderno europeu de forma muito agradável.
Rossy formou o seu próprio grupo com base na "Kabosy", a guitarra tradicional de Madagascar e, simultaneamente, recorrendo pouco ao tradicional uso na música africana das percussões. A sua música, melódica e suave, assenta muito no acordeão, instrumento em que Rossy é exímio e esse som torna-a agradável, pela sua suavidade.
Não é um músico de grande produção discográfica nem de grande divulgação fora do seu país natal, o que é pena.

Discografia:

1991 - Island Of Ghosts
1992 - One Eye On The Future One Eye On The Past
1997 - Madagascar
2004 - Gasy Car Madagascar

13/05/09

Manic Street Preachers - Journal For Plague Lovers

Dois anos após a edição de "Send Away The Tigers", os Manic Street Preachers estão de regresso aos discos com "Journal For Plague Lovers", um disco repleto de boas canções que pode ser considerado, desde já, um dos melhores discos de sempre do grupo.
Um rock simultaneamente suave e agressivo, repleto de guitarras fortes e ritmadas, percorre este disco composto por catorze canções, onde não faltam algumas baladas no tom acústico a que o grupo nos habituou.
Catorze anos após o desaparecimento de Richard James Edwards, este "Journal For Plague Lovers", está ao nível do mítico "Holy Bible", último trabalho em que Edwards participou. Todos os temas do álbum foram feitos com base em letras que Edwards deixou ao grupo, sendo o disco produzido por Steve Albini e, curiosamente, gravado em fita analógica.
Richard James Edwards, desaparecido em Fevereiro de 1995 numa das pontes do rio Tamisa em Londres, foi dado como morto em Novembro de 2008. O seu corpo nunca apareceu, mas o seu espírito e a sua influência estão presentes de forma indelével na música dos Manic Street Preachers.
"Journal For Plague Lovers" pode não ser uma obra-prima, mas trata-se de um excelente disco que traz de volta o prazer de ouvir a música deste agrupamento formado no País de Gales em 1991.

01 - Peeled Apples
02 - Jackie Collins Existencial Question Time
03 - Me And Stephen Hawking
04 - This Joke Sport Severed
05 - Journal For Plague Lovers
06 - She Bathed Herself In A Bath Of Bleach
07 - Facing Page: Top Left
08 - Marlon J.D.
09 - Doors Closing Slowly
10 - All Is Vanity
11 - Pretension/Repulsion
12 - Virginia State Epilpetic Colony
13 - Williams Last Words
14 - Bag Lady

Nota - 8/10

Momentos

Mais uma foto tirada pelo autor deste blog, durante a destruição do cinema e teatro Monumental, no Saldanha. Um edifício bonito e em bom estado de conservação que foi destruído no tempo de Nuno Abecassis como presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Sabe-se lá o porquê...

12/05/09

Ao vivo... Pet Shop Boys

Data - 19 de Janeiro de 2000
Local - Palacio De Deportes De La Comunidad de Madrid
Observações - Grande concerto com um som extraordinário. Um dos concertos da minha vida num Palacio De Deportes de La Comunidad de Madrid completamente esgotado, num ambiente invulgar e diferente. Só não percebo o motivo de um grupo com a importância e o sucesso dos Pet Shop Boys nunca ter passado por Portugal, até esta altura. Passaram por cá, num concerto no Freeport de Alcochete, alguns anos depois. Os métodos para aquisição dos bilhetes eram através do clube de fans do grupo ou compras efectuadas no referido centro comercial. Nesse concerto em Alcochete o grupo afirmou exactamente o que eu disse: não percebemos porque razão nunca fomos convidados para actuar em Portugal.

Momentos... Armando Gama

Foto tirada durante uma entrevista feita pelo autor deste Blog a Armando Gama, na altura um dos elementos do duo Sarabanda, para além de Chris Kopke.

11/05/09

Ben Harper - White Lies for Dark Time

Ben Harper está de regresso aos discos mas desta vez sem os Innocent Criminals, a sua banda de sempre. Quem "acompanha" agora Ben Harper são os Relentless7, com Jason Mozersky nas guitarras, Jesse Ingalls no baixo e Jordan Richardson na bateria. O resultado não podia ser melhor.
Em "White Lies For Dark Time", graças à associação aos Relentless7, a música de Ben Harper, é completamente diferente daquela a que nos habituou e praticamente corta o cordão umbilical que o ligava aos Innocent Criminals e à sua anterior obra que, na minha opinião, já era demasiado repetitiva como se a sua critividade já estivesse esgotada. Este disco apresenta uma linha mais pesada com um rock puro mas extremamente agradável, sempre com um dedilhar constante de guitarras, pelos dedos de Mozersky, como se estivessem sempre a solar e para além disso, com excelentes solos de guitarra, não fosse Ben Harper um dos melhores guitarristas da actualidade. Soberbo o tema "Why Must You Always Dress In Black", a concluir uma sequência de cinco temas electrizantes para depois nos presentear com uma bela balada "Skin Thin", aqui já mais ao seu estilo antigo mas mesmo assim diferente; a viola acústica traz-nos à memória o "velho" Ben, mas o som da guitarra eléctrica está presente... e de forma diferente. "Fly One Time" é o tema que se segue e, mais um vez, brilhante, ao começar com num tom calmo que vai aumentando de intensidade chegando quase a ser conceptual, acabando de forma apoteótica para servir como elo de ligação para uma sequência final de quatro temas, sendo dois de um rock puro com grandes momentos de guitarras e os outros dois que fecham o disco são duas baladas, como que necessárias para nos acalmar e tranquilizar, pois aquilo que ouvimos até aqui foi um conjunto de canções de grande intensidade, bem elaboradas e interpretadas vocal e musicalmente de forma irrepreensível.
"White Lies For Dark Time" é já um dos discos obrigatórios de 2009, que marca o regresso de um Ben Harper mais criativo e com possibilidade de demonstrar e confirmar todas as suas qualidades musicais, quer como compositor quer como músico.

01 - Number With No Name
02 - Up To You Now
03 - Shimmer & Shine
04 - Lay There & Hate Me
05 - Why Must you Always Dress In Black
06 - Skin Thin
07 - Fly One Time
08 - Keep It Together (So I Can Fall Apart)
09 - Boots Like These
10 - The Word Suicide
11 - Faithfully Remain

Nota - 9/10

10/05/09

Fischerspooner - Entertainment

"Entertainment" assinala o regresso aos discos dos Fischerspooner, após o muito produtivo ano de 2005 em que editaram "Odissey" e "The Other Side New York". Em 1998, em New York, Warren Fischer e Casey Spooner decidem formar os Fischerspoon. No início a banda actuava exclusivamente como duo, mas actualmente nos seus espectáculos chegam a estar em palco cerca de 20 elementos, desde instrumentistas que colaboram com a banda, a bailarinos e cantores convidados para interpretar algumas das canções.
"Entertainment" segue a linha dos trabalhos anteriores do grupo, ao apresentar um estilo musical muito melodioso graças aos imensos "Vocoders", assentes numa música electrónica bem ritmada a fazer lembrar Depeche Mode, mas que também nos traz à memória Giorgio Moroder, produtor e compositor de grande sucesso no início dos anos 80, que chegou a trabalhar com Freddie Mercury no tema Love Kills.
A música dos Fischerspooner é agradável de ouvir e "Entertainment" é um bom disco pop.

01 - The Best Revenge
02 - We Are Electric
03 - Money Can´t Dance
04 - In A Modern World
05 - Supply & Demand
06 - Amuse Bouche
07 - Infidels Of The World Unite
08 - Door Train Home
09 - Danse En France
10 - To The Moon

Nota - 7/10

09/05/09

White Lies - To Lose My Life

Harry McVeigh (voz e guitarra), Charles Cave (baixo) e Jack Lawrence Brown (bateria e teclas) formaram os Fear Of Lying em 2004 na cidade de Londres e em 2006 editaram o single More Attempts at Perfection, num estilo brit-pop. Apesar do sucesso obtido com este single, decidem alterar o nome do grupo e o seu estilo musical; passam a ser os White Lies.
É com este nome que gravam o seu primeiro trabalho "To Lose My Life", produzido por Ed Buller e Max Dingel. Neste disco, é abandonado em definitivo o estilo brit-pop e o grupo pratica um rock com algumas influências pop que nos trazem à memória alguns sons dos Joy Division, Teardrop Explodes e, a nível vocal, de Robert Smith dos Cure.
"To Lose My Life" é um disco agradável, composto por dez temas, sendo todos eles potenciais singles. Longe de ser uma obra-prima, é um bom disco que abre boas perspectivas para o grupo poder afirmar-se na difícil cena rock britânica e mundial.
Sem ser deslumbrante, "To Lose My Life" não desilude e os White Lies trazem alguma frescura e um som novo à cena musical britânica que, apesar de ser no geral de grande qualidade, por vezes torna-se muito idêntica.
É um disco a merecer alguma atenção e a ouvir mais do que uma vez pois, como é sabido, grande parte da boa música aprende-se a gostar à medida que a ouvimos e descobrimos novos sons, apesar de já termos ouvido esses temas imensas vezes.

01 - Death
02 - To Lose My Life
03 - A Place To Hide
04 - Fifty On Our Foreheads
05 - Unfinished Business
06 - E.S.T.
07 - From The Stars
08 - Farewell To The Fairground
09 - Nothing To Give
10 - The Price Of Love

Nota - 8/10

08/05/09

D'Outrora... John Watts

Foto de John Watts, vocalista da banda Fischer-Z, que obteve algum sucesso no início dos anos 80 e que amanhã actua em Oeiras, no auditório Municipal Eunice Munoz. Esta foto é do início dos anos 80 quando Watts deu início à sua carreira a solo e passou por Portugal para uma participação no programa "Passeio dos Alegres", apresentado por Júlio Isidoro para a RTP 1. Após a actuação no programa o autor deste blog fez-lhes uma entrevista que foi publicada no jornal Musicalíssimo.

Ao vivo... David Byrne

Data - 28 de Abril de 2009
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Neste seu regresso a Portugal, David Byrne deu um excelente espectáculo para um Coliseu que apesar de não estar esgotado, estava muito bem composto. Foi, como já referi, um excelente espectáculo com um corpo de três bailarinos e todos os músicos vestidos de branco; nesta vertente do espectáculo todos os elementos presentes em palco colaboravam nas coreografias. Quanto à música e ao concerto propriamente dito, foi muito bom. David Byrne, para além de quatro clássicos dos Talking Heads, apresentou-nos, essencialmente, músicas do seu mais recente trabalho "Everything That Happens Will Happen Today" e do seu primeiro trabalho com Brian Eno "My Life In The Bush Of Ghosts". Bem disposto e comunicativo, voltou ao palco por três vezes, para satisfazer o imenso público que o aplaudiu do primeiro ao último momento, público que interagiu com o músico de uma forma invulgar, criando uma grande empatia músico-público, criando um ambiente de culto e devoção.

07/05/09

Momentos... Beatnicks

O viola-baixo dos Beatnicks, em palco, durante um concerto no Rock Rendez-Vous, numa foto tirada pelo autor deste blog.

06/05/09

Ao vivo... Lenny Kravitz

Data - 05 de Maio de 2009
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Mesmo com o palco colocado a meio do recinto, o pavilhão Atlântico não encheu para receber Lenny Kravitz, na tournée que comemora a edição do seu primeiro trabalho Let Love Rule. Foi uma excelente noite de rock, em jeito de Best Of, onde Lenny percorreu praticamente todos os seus discos, com excepção do mal-amado Circus. No primeiro dos três encores, Lenny Kravitz fez-se acompanhar pela portuguesa Marisa no tema "Again", sem dúvida alguma aquele onde a voz de Marisa soava melhor, sendo talvez o momento alto da noite, um pouco motivado pelo patriotismo nacional. Fazendo-se acompanhar por uma banda com músicos de grande qualidade, com um som excelente numa noite de excelentes canções e soberbos solos de guitarra de Craig Ross, Lenny Kravitz proporcionou a todos os presentes uma boa noite de música durante mais de duas horas. Na primeira parte actuaram os franceses Les Chevals, um colectivo de nove músicos, sendo sete deles saxofonistas.

05/05/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Recorte da revista Música & Som, sobre um concerto de Lene Lovich no início dos anos 80, ou final dos anos 70, e que contou com os portugueses Aqui Del Rock na primeira parte.

04/05/09

Ao vivo... B. B. King

Data - 21 de Março de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - O rei do Blues num grande concerto, perfeito. Sala cheia.

30/04/09

Ao vivo... Zucchero

Data - 13 de Maio de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Meio Coliseu para um concerto onde sobressaiu a faceta mais romântica de Zucchero.

Pelo mundo... Remmy Ongala

Há quem diga que na Tanzânia, Remmy Ongala é mais conhecido do que o próprio presidente da república. Ele e a sua Orchestra Super Matimila desenvolvem toda a sua actividade musical a partir de Dar Es Salaam, antiga capital da Tanzânia e onde estão situados a maior parte dos agentes económicos e sendo praticamente o centro da decisão política, apesar da capital ser Dodoma desde 1973.
Remmy Ongala como músico iniciou-se na bateria e mais tarde passou à guitarra e é responsável por uma grande parte dos mais excitantes e envolventes temas da música africana, graças ao cruzamento muito conseguido do som da guitarra soukous (tipicamente do Zaire, país onde nasceu, na região de Kivu e de onde emigrou para a Tanzânia em 1968), com ritmos tanzanianos, latinos e algumas influências da música das Caraíbas, aliando a este cocktail musical a sua soberba voz. As suas canções são normalmente longas, com extensos solos de guitarra que nos maravilham com aquele som típico que só os africanos conseguem obter desse instrumento.
Através da sua música, Remmy Ongala tenta ir mais longe e evitar que ela seja somente uma forma de fazer as pessoas dançar através do seu ritmo contagiante. Para isso, foca sempre questões sociais nas letras, abordando imensos temas como por exemplo a sida, a corrupção governamental, as injustiças sociais, e uma imensidão de assunto que, infelizmente, são comuns e retratam a realidade da maioria dos países do continente africano, continente esse que tanto nos encanta com as suas maravilhas naturais como nos entristece e constrange com a sua realidade social.
África é um continente único, quer a nível musical quer em termos místicos. Talvez seja por isso que quando escutamos um disco de música tipicamente africana seja impossível ficarmos impávidos e serenos à escuta. Existe algo nos toca e nos faz vibrar, e a música de Remmy Ongala é um desses casos.

Discografia selectiva:

1990 – Songs For The Poor Man
1991 – Mambo
1996 – Sema

29/04/09

Ao vivo... Super Bock Super Rock 2006

Data - Dias 25 e 26 de Mario de 2006
Local - Parque do Tejo - Parque das Nações
Notas - Foi feita a respectiva crónica neste blog, na altura.

D'Outrora... Recorte de Imprensa



Recorte publicado em Agosto de 1980 na revista Música & Som, sobre um concerto dos UHF em que fizeram a primeira parte dosUriah Heep.

28/04/09

Ao vivo... David Byrne

Data - 03 de Abril de 2004
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Mais um bom concerto de David Byrne para uma sala cheia.

27/04/09

Dan Deacon - Bromst

Dan Deacon nasceu em West Babylon no dia 28 de Agosto de 1981. Desde muito cedo manifestou o seu interesse pela música electrónica e de computadores tendo frequentado o conservatório de música no Purchase College onde concluiu a sua formação académica. Aos 22 anos grava os seus primeiros trabalhos em simples CD-R e passado algum tempo muda-se para Baltimore onde se torna popular no seio dos músicos e amantes da música electrónica.
Em 2007 surge a sua consagração com o trabalho Spiderman Of The Rings, onde estão bem patentes todas as suas qualidades no campo da música electrónica, bem como as evidentes influências de grupos como os Devo, Scratch Orchestra ou Talking Heads.
Em 2009 lança Bromst, um disco soberbo onde confirma todos os seus dotes como músico. Apesar de parecer uma música estranha, com ritmos por vezes anárquicos e desconexos, Dan Deacon brinda-nos com um disco coeso onde existe um fio condutor que nos deixa perplexos e deliciados. Arrisco a afirmar, que estamos perante aquele que vai ser um dos melhores discos de 2009.

01 - Buid Voice
02 - Red F
03 - Padding Ghost
04 - Snookered
05 - Of The Mountains
06 - Surprise Stefani
07 - Wet Wings
08 - Woof Woof
09 - Slow With Horns / Run For Your Life
10 - Baltihorse
11 - Get Older

Nota - 9/10

Ao vivo... David Byrne

Data - 15 de Fevereiro de 1998
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Bom concerto com alguns temas dos Talking Heads para delícia do imenso público presente, que encheu completamente o coliseu.

26/04/09

Bob Dylan - Together Through Life

Em "Together Through Life", Bob Dylan traz-nos uma dezena de boas canções que conseguem levar-nos numa viagem através da música americana. Sendo um disco fortemente influenciado por blues citadino, que no entanto não esquece os instrumentos da música popular americana, temos a oportunidade de ouvir excelentes momentos de guitarra que, aliados à extraordinária e inconfundível voz de Dylan, são transformados em autênticas pérolas musicais e numa fonte de prazer e sedução, pois a sua voz à medida que os anos vão passando torna-se mais sedutora.
Apesar do seu feitio, da sua forma de estar, da sua arrogância e pouca comunicabilidade, Bob Dylan continua a ser um músico de excelência que, após mais de 45 anos de carreira, consegue manter um excelente nível e surpreender-nos com mais um bom disco, do qual destaco Beyond Here Lies Nothin, Jolene e It's All Good como excelentes blues e também a soberba balada, ao estilo Dylan e com o acordeão de David Hidalgo, This Dream Of You.

01 - Beyond Here Lies Nothin'
02 - Life Is Hard
03 - My Wife's Home Town
04 - If you Ever Go To Houston
05 - Forgetful Heart
06 - Jolene
07 - This Dream Of You
08 - Shake Shake Mama
09 - I Feel A Change Comin On
10 - It's All Good

Nota - 8/10

24/04/09

Pelo mundo... Guo Brothers

Os Guo Brothers são formados por Guo Yue e Guo Yi tendo editado o seu primeiro trabalho “Yuan” através da editora Real World de Peter Gabriel em 1990. Neste disco, produzido pelo Irlandês Pól Brennan (Ex. Clannad), o grupo traz-nos bonitas canções inspiradas na música tradicional chinesa, com leves influências de Pól Brennan mas que de modo algum interferem com a identidade dos temas.
Oriundos de uma família pobre, os dois irmãos desenvolveram um grande trabalho em termos de pesquisa da música popular e tradicional, chinesa desde as mais remotas zonas até às grandes cidades A sua música tocada somente com dois instrumentos tradicionais chineses, graças à forte influência das flautas, transmite-nos sensações de prazer, um prazer relaxante que nos leva a “viajar” por esse imenso país que é a China.
Apesar de residirem na China, a sua música não obteve grande sucesso a nível interno, sendo apenas reconhecida internacionalmente.
Em 1995 editaram “Our Homeland” e em 1997 "Music Of China".

A partir dessa altura têm surgido alguns discos a solo de Guo Yue que continua a desenvolver uma brilhante carreira, brindando-nos com excelentes momentos musicais, pois trata-se de um exímio músico e flautista. Colaborou ainda com Jori Hirota no também excelente projecto Trisan em 1998.

DISCOGRAFIA
1990 – Yuan
1995 – Our Homeland
1997 – Music Of China

Ao vivo... Peter Gabriel

Data - 01 de Junho de 2003
Local - Palau Sant Jordi em Barcelona
Observações - Verdadeiramente espectacular este concerto de Peter Gabriel, um dos maiores nomes da música mundial e que, até esta data, nunca tinha visto actuar ao vivo. Um palco redondo, constantemente a rodar para que todo o público presente pudesse ver todos os pormenores. Um Peter Gabriel fabuloso como sempre, e com o inigualável Tony Levin que talvez seja o melhor viola-baixo do mundo. Excelente, também a participação nos coros e duetos de Melanie Gabriel, que prova o ditado "filha de peixe, sabe nadar".

23/04/09

D'Outrora... Afrika Star

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Afrika Star, publicada no jornal Musicalíssimo.
...
Perg. – Além de cantares no grupo, também cantas a solo, tendo inclusivamente concorrido ao festival da canção. Fala-nos da tua carreira a solo.
Resp. – O gravar a solo é secundário. O objectivo que tive no cantar a solo, foi concorrer ao festival da canção, mas a minha canção não foi apurada. Agora vou concorrer ao festival da canção que o Stress está a organizar, em que como se sabe, vão estar presentes algumas das canções que o júri não apurou.

Perg. – No próximo dia 3 de Maio vocês vão arrancar para a Europa, numa tournée em que irão actuar no Luxemburgo, Itália, França, Holanda. Fala-nos um bocado, acerca disso.
Resp. – Nós, todos os anos fazemos essa tournée e o público reage bem à nossa música. A maioria do público que temos nesses espectáculos, é público cabo-verdiano, mas também vão alguns estrangeiros. Por vezes até temos que prolongar as nossas tournées, porque o público exige. Os países onde temos mais sucesso, é na Itália e na França. O público gosta de ouvir as nossas músicas.

Perg. – Em termos de planos para o futuro, o que é que vocês têm planeado?
Resp. – Além dessa tournée e do LP, estamos a pensar organizar um festival de reggae que contará com a presença de Peter Tosh e dos Culture, mas estas presenças ainda não estão confirmadas. Estamos também a pensar em organizar um espectáculo que durará dois dias, e para isso pensamos levar lá os Ferro e Fogo e os UHF. Este espectáculo ainda está em fase de estudo.

FIM

Ao vivo... Go Graal Blues Band


João Alain, guitarrista da saudosa Go Graal Blues Band. Na minha opinião, um dos melhores guitarristas de sempre da música portuguesa. Após o final do grupo, e pelo que sei e que carece de confirmação, João Alain colaborou com alguns músicos como músico de estúdio mas não voltou aos palcos nem a nenhum outro projecto musical que tenha visto registado em disco a sua actividade.

22/04/09

D'Outrora... Afrika Star

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Afrika Star, publicada no jornal Musicalíssimo.

Perg. - Jô, em primeiro lugar gostava que me dissesses qual a formação actual do grupo.
Resp. – O grupo actualmente é formado por mim, que sou o vocalista; no baixo temos o Joaquim, o guitarra solo é o Jorge, contra viola solo é o Pedro, viola ritmo é o Zé, na bateria o Manuel e temos um director que é o Zeca.

Perg. – Quais os objectivos que pretendem atingir ao fazer a divulgação da música de Cabo Verde?
Resp. – Nós tentamos mostrar às pessoas que a música de Cabo Verde merece que lhe seja dada mais atenção, e para isso divulgamo-la, apesar do pouco apoio que temos a nível editorial. Em Portugal já existem cerca de doze agrupamentos de música Cabo-Verdiana e aos poucos está-se a implantar, mas quando tivermos mais apoio por parte das editoras, ainda será maior.

Perg. – Em termos de discos, como é que vão os Afrika Star?
Resp. – No final do ano passado editámos o LP “Puli S. Bento” e em Abril deste ano editámos o LP Afrika Star 82. Neste próximo disco, todos os temas vão ser originais e serão cantados em crioulo, na sua maioria.

Perg. – Os vossos discos são difíceis de encontrar no mercado. Não haverá um desinteresse por parte da editora na divulgação da vossa música?
Resp. – A editora tem-se mostrado interessada em nós, mas não nos tem dado apoio promocional, devido, possivelmente, a condições financeiras. Inclusivamente, há certos trabalhos que deviam ser feitos pela editora e somos nós que os fazemos, como por exemplo a promoção dos discos pois somos nós que os levamos às rádios. Esse tido de trabalho devia ser feito pela editora, mas não é isso que acontece.

Perg. – Porquê? Por falta de dinheiro?
Resp. – Não é por falta de dinheiro. Eles não têm feito promoção, nem na rádio nem nos jornais. Sinceramente não sei porquê, ainda estou para entender isso. As discotecas até se recusam a receber os nossos discos, devido a esse pouco apoio. Outro defeito que a nossa editora tem é que se preocupa mais em chegar ao público Cabo-Verdiano, somente.
...

Ao vivo... Coldplay

Data - 23 de Novembro de 2005
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Sala esgotada para aquele que foi um dos melhores concertos de 2005, apesar de Chris Martin, por várias vezes, ter-se esquecido das letras das canções. Um bom espectáculo com uma parte verdadeiramente espectacular em que Chris Martin desaparece do palco e aparece no meio do público a cantar.

21/04/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Recorte de um artigo publicado na revista Música & Som, no mês de Agosto de 1980, sobre a primeira parte de Sérgio Godinho, num concerto de Chuck Berry.

20/04/09

Ao vivo... Spain

Local - Aula Magna
Dia - 10 de Maio de 1996
Observações - Um concerto fabuloso que serviu de promoção ao primeiro álbum do grupo. Após intensos aplausos a pedirem um segundo encore, lembro-me de os músicos dizerem que não podiam tocar mais pois não tinham mais músicas ensaiadas. Simplesmente fabuloso. Foi organizado pela saudosa XFM... para a sua imensa minoria.

17/04/09

Pelo mundo... Amadou & Mariam

Amadou Bagayoko e Mariam Doumbia conheceram-se em Bamako, no Mali no ano de 1975, no instituto para jovens invisuais. Amadou nasceu em Outubro de 1954 e com apenas 14 anos começou a sua carreira musical como membro do agrupamento Les Ambassadeurs du Motel até 1974. Amadou ficou invisual na adolescência, tendo então ingressado no instituto onde veio a conhecer aquela que viria a ser a sua esposa Mariam Doumbia, também invisual desde os cinco anos de idade. Mariam nasceu em Abril de 1958 e após ingressar no mencionado instituto, aprendeu Braille, dança e música. Para além destas actividades, Amadou & Mariam fizeram com que as actividades musicais e artísticas no instituto tivessem grande desenvolvimento.
Em 1980 decidem casar e dar início a uma parceria, também em termos musicais. Até 1985 Amadou desenvolve uma intensa carreira a solo onde ganha alguns prémios e obtém relativo sucesso e nesse mesmo ano fazem os primeiros espectáculos fora do Mali, mais propriamente no Burkina-Faso e em 1986 mudam-se para a Costa do Marfim em busca de melhores condições de gravação. É que, por incrível que pareça, no Mali as condições eram fracas, apesar de ser um autêntico “viveiro” de músicos de grande qualidade como por exemplo Ali Farka Touré, Fela Kuti ou Salif Keita (que também fez parte dos Les Ambassadeurs du Motel, com Amadou).
Em termos de edições musicais, o grupo começou por lançar várias cassetes produzidas por Maikano, até que em 1994 foram convidados para gravar em Paris, trabalhos esses que nunca chegaram a ser editados e, finalmente em 1998 é lançado o primeiro CD “Sou Ni Tile”, ao qual se sucederam vários discos quer do grupo quer a de Amadou a solo, e em 2002 colaboram com Manu Chao. Esta parceria com um dos mais bem sucedidos músicos de World Music fez com que a sua música começasse a ser mais conhecida a nível mundial e deu nova projecção ao grupo.
Finalmente em 2004 o sucesso e o talento são reconhecidos um pouco por todo o mundo, graças ao fabuloso disco “Dimanche au Bamako” que obtém grande sucesso a nível internacional tendo sido considerado pela crítica, quase unanimemente, como o melhor disco de World Music desse ano. Esse enorme sucesso fez com que iniciassem tournées pela Europa e África, e obtivessem muitos e importantes prémios no mundo da música.
A partir desta altura começaram a colaborar com vários músicos de renome, como por exemplo Damon Albarn e actuaram em vários festivais, um pouco por todo o mundo.
O ano de 2008 trouxe-nos mais uma agradável surpresa (em tom de confirmação), com o disco “Welcome to Mali”, onde colaboraram vários e importantes músicos, como por exemplo Toumani Diabete, Tiken Jah Fakoly, Juan Rozoff, e também o ex-Blur e Gorillaz, Damon Albran na produção. Trata-se de um disco diferente do anterior, onde se nota uma ligeira fusão com ritmos ocidentais, o que dá origem a uma música de “dançante” e contagiante, mas sem perder a identidade com esse país de grandes músicos – Mali -, e esse continente – África –, onde se toca (e que nos toca) de uma forma inigualável e peculiar.
Amadou & Mariam são, sem qualquer dúvida, um dos nomes mais importantes do actual panorama da World Music, neste caso do Mali e de África.

DISCOGRAFIA
- 1999 - Se Te Djon Ye
- 1999 - Sou Ni Tile
- 2000 - Tje Ni Mousso
- 2003 - Wati
- 2005 - Dimanche a Bamak0
- 2006 - Paris Bamako
- 2008 - Welcome To Mali


D'Outrora... Recorte de Imprensa

Segunda parte de um artigo publicado na revista "Música & Som" no ano de 1979, sobre um concerto dos Tubes que contou com os portugueses Corpo Diplomático (que mais tarde deram origem aos Heróis do Mar) na primeira parte.

16/04/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Primeira parte de um artigo publicado na revista "Música & Som" no ano de 1979, sobre um concerto dos Tubes que contou com os portugueses Corpo Diplomático (que mais tarde deram origem aos Heróis do Mar) na primeira parte.

15/04/09

Ao vivo... Red Hot Chili Peppers

Data - 24 de Janeiro de 2003
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Pavilhão completamente esgotado para um excelente concerto da banda liderada por Anthony Kiedis, durante a tournée de promoção a "By The Way", editado em 2002 e que conseguiu obter grande sucesso, quer por parte da crítica quer comercialmente. Os Red Hot Chilli Peppers conseguiram manter o nivel de Californication editado em 1999.

14/04/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo sobre um concerto dos Uriah Heep no Porto, publicado na revista Música & Som em Agosto de 1980.

13/04/09

Ao vivo... António Pinho Vargas

Data - 04 de Abril de 1996
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Concerto com a participação de Maria João.

11/04/09

Leonard Cohen - Live In London

Se existe alguém ou algo intemporal neste mundo, Leonard Cohen e a sua música são um desses casos. Tive a felicidade (pois foi disso que se tratou) de assistir ao concerto que Cohen deu em Lisboa no já longínquo ano de 1988, no Coliseu dos Recreios.
Ainda hoje me lembro desse dia e desse concerto, de pequenos pormenores, como por exemplo a imensa fila para entrar ou a postura e traje de Leonard Cohen, as músicas que foram tocadas durante cerca de duas horas para uma sala cheia de um público devoto e fiel que prestava o seu culto a um Senhor.
Vinte anos depois regressou a Portugal para mais um concerto, desta vez em recinto ao ar livre, menos intimista. Não pude deixar de estar presente e, como referi na altura num post colocado neste blog, foi algo de sublime e soberbo, de um prazer indescritível, o prazer de ouvir belíssimas canções e de ver uma plateia dos 15 aos 80 anos em delírio, num delírio muitas vezes arrepiante tal era o silêncio, pois quando se presta culto, é o que deve se deve fazer... permanecer em silêncio. Era uma sensação estranha, estar no meio de cerca de 15000 pessoas e não se ouvir nada, chegando a dar a sensação de que as pessoas nem respiravam, como se estivessem siderados, para não perderem nada de uma noite que iria ficar para sempre gravada nas suas memórias.
. Do alto dos seus 73 anos - nasceu no dia 21 de Setembro de 1934 no Quebec (Canadá) -, Leonard Cohen continua a irradiar simpatia, talento e charme. A sua voz, à medida que os anos vão passando torna-se mais grave e isso, por incrível que pareça, torna as suas músicas ainda mais belas, de uma beleza contagiante e inebriante.
Leonard Cohen - Live In London, foi gravado ao vivo no dia 18 de Julho de 2008, um dia antes dessa mágica noite de Lisboa. Estamos perante um CD / DVD que retrata de forma fiel o que se passou em Lisboa.
São vinte e quatro belas canções num CD / DVD de grande qualidade.

01 - Dance Me To The End Of Love
02 - The Future
03 - Ain't No Cure For Love
04 - Bird On The Wire
05 - Everybody Knows
06 - In My Secret Life
07 - Who By Fire
08 - Hey, That's No Way To Say Goodbye
09 - Anthem
10 - Tower Of Song
11 - Suzanne
12 - The Gypsy's Wife
13- Boogie Street
14 - Hallelijah
15 - Democracy
16 - I'm Your Man
17 - Take This Waltz
18 - So Long, Marianne
19 - First We Take Manhattan
20 - Sisters Of Mercy
21 - If It Be Your Will
22 - Closing Time
23 - I Tried To Leave You
24 - Whither Thou Goest

Nota - 9/10

09/04/09

Ao vivo... Diana Krall

Data - 08 de Abril de 1998
Local - Centro Cultural de Belém
Observações - Um excelente espectáculo de grandes canções, proporcionado pela lindíssima Diana Krall.

07/04/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa

Artigo sobre Júlio Pereira, publicado na revista Rock em Portugal em Julho de 1978.

06/04/09

Ao vivo... Eric Clapton

Data - 20 de Fevereiro de 2001
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - O grande Eric Clapton, considerado por muitos um dos melhores guitarristas de sempre. Um dos concertos mais aguardados. Simplesmente fabuloso.

04/04/09

Neil Young - Fork In The Road

Neil Young está de regresso aos discos com mais um bom trabalho, Fork In The Road.
Estamos perante um disco de bom rock, dentro do estilo a que Neil Young nos habituou com o som da sua guitarra Les Paul e a sua voz sempre jovem, pela qual o tempo parece não passar. Este Fork In The Road, com um incio forte e cheio de ritmo, traz-nos dez boas canções que, apesar de não acrescentarem nada de novo à já extensa obra de Neil Young, transmitem-nos uma sensação de um prazer estranho mas bom... o prazer de ouvir uma música que nos dá uma certa paz de espírito e de suavidade, graças à voz melódica e intemporal de Neil Young, uma voz que nos faz sentir bem e nos faz crer que no mundo existem coisas boas e, simultaneamente, nos faz esquecer o mundo em que viviemos e do qual Neil Young continua a ser um grande crítico, um contestatário. 
Este é um daqueles discos que com o tempo, à medida que o ouvimos e quanto mais o escutamos, mais passamos a gostar dele.
É assim a boa música... é isso que se passa com a de Neil Young.

01 - When Worlds Collide
02 - Fuel Line
03 - Just Singing A Song
04 - Johnny Magic
05 - Cough Up The Bucks
06 - Get Behind The Wheel
07 - Off The Road
08 - Hit The Road
09 - Light A Candle
10 - Fork In The Road

Nota - 8/10

03/04/09

Cinematic Orchestra na Aula Magna


Jason Swinscoe, líder e fundador dos Cinematic Orchestra faz-se acompanhar nestes dois espectáculos em Portugal – os únicos na Europa em 2009 - por Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm, e Stuart McCallum.
O espectáculo da Aula Magna no dia 02 de Abril foi fabuloso. Jason Swinscoe e os seus excelentes músicos tocaram temas dos vários álbuns do grupo para uma sala completamente esgotada e incansável nos aplausos, tendo no final e durante cerca de dez minutos, aplaudido de pé os músicos.
Foi uma noite de boa música electrónica com excelentes fusões com um Acid-Jazz de qualidade, com bons solos por parte de todos os músicos e nesses momentos o público permanecia num devoto silêncio, que explodia num aplaudir intenso.
Para fechar a noite, Grey Reverend que tocou na primeira parte interpretou “To Build a Home”, sendo o momento alto da noite.
Apesar de ter sido um bom concerto, ficou a sensação de que o grupo podia ter ido mais longe ao nível do improviso e divagação musical, pois é um colectivo recheado de bons músicos que sabem improvisar e tocar de forma sublime e densa.

Ao vivo... Joe Cocker

Data - 31 de Julho de 2000
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Um concerto que percorreu toda a obra de Joe Cocker. O melhor momento da noite foi, como era de esperar, a interpretação do tema dos Beatles "With a Little Help For My Friends".

02/04/09

D'Outrora... Cinco Estrelas

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, publicada no jornal Musicalíssimo.
...
Perg. – Em relação ao facto de as editoras terem de aceitar grupos, é preciso colocar o problema que por vezes aqueles discos que as editoras vão editar, podem não ter o mínimo de qualidade para serem passados na rádio. Isso é uma realidade, não concordam?
Resp. – (F.H.) Está certo, mas nesse caso eu pergunto: porque razão é que se passa tanta música estrangeira de fraca qualidade? Será que é só por ser estrangeira? Então se há uma grande quantidade de música estrangeira que em termos de qualidade deixa muito a desejar, acho que fraca qualidade por fraca qualidade, o público prefere a nossa música, a música portuguesa. Se em termos de público não existe esse problema porquê essa imposição da música estrangeira?

Perg. – Mas será que não há mesmo esse problema?
Resp. – (F.H.) Eu tenho a certeza que não. Digo-te isto porque contacto muito com o povo. Há um sector do público urbano que prefere a música estrangeira, mas será que quem ouve rádio é só o público das zonas urbanas? Podia fazer-se uma sondagem para ver qual o tipo de música que o público prefere, e os senhores da rádio iam ficar surpreendidos. De certeza que viria a ser mais passada a música portuguesa e isso dar-nos-ia condições monetárias para que pudéssemos desenvolver as nossas condições técnicas, para termos melhor qualidade. É claro que concordamos que se passe música estrangeira na rádio, mas que seja de qualidade. Nós somos pela opinião do intercâmbio musical. Musicalmente somos colonizados pela América e pela Inglaterra, mas não devemos esquecer que a França, Itália e Espanha, são grandes potências musicais.

Perg. – Em Portugal, no que diz respeito a promoção, a vossa editora é a melhor, sem qualquer dúvida. Acham isso fundamental para que um disco obtenha sucesso’
Resp. – (J.A.) Acho que sim.
(J.V.) – É como as latas das salsichas: as que mais se vendem são aquelas a que fazem mais publicidade.

Perg. – E passa-se o mesmo em termos discográficos?
Resp. – (J.V.) Sim, mas tem de haver sempre qualquer coisa, tem que ter um mínimo de qualidade.

Perg. – Através das letras das vossas músicas, o que é que tentam transmitir às pessoas?
Resp. – (J.A.) Tentamos dizer coisas sérias a brincar e criticamos a sociedade, pois a crítica é positiva e é uma forma de diálogo, desde que não seja destrutiva; a partir do momento que é destrutiva, já considero negativa, dizer mal por dizer.

Perg. – Em termos de projectos para o futuro, o que têm?
Resp. – (J.V.) Queremos dar muitos concertos, acabar de pagar o PA. O nosso objectivo é gravar um Lp e esperamos vir a conseguir isso. Talvez saia mais um single nosso depois do verão.

FIM

01/04/09

D'Outrora... Cinco Estrelas

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog, publicada no jornal Musicalíssimo.

Ao contrário do que muita gente pensa, o agrupamento 5 estrelas que agora editou o seu primeiro disco, já têm quinze anos de experiência musical. Somente ao fim destes quinze anos é que viram o seu trabalho compensado com a gravação do single “Vida Chata / Vampiro”, que promete ser um enorme sucesso. Este grupo é formado por: Félix Heleno, como coordenador geral; José Araújo na guitarra e voz; José Sofia na bateria, José Vítor, no baixo; Zé Fernando, nas teclas e João António nos sintetizadores. Estes são os cinco Estrelas e de seguida passemos a uma entrevista que lhes fizemos, pois eles prometem.

Perg. – Como é que se definem, musicalmente?
Resp. – (José Vítor) Musicalmente… acho que é música de 5 estrelas, só.
(José Araújo) Nós procuramos não estar ligados a nenhum movimento em particular. A música que fazemos é aquela que nos apetece fazer, e se o pessoal gosta ou não gosta, isso não interessa.

Perg. – Inicialmente começaram por ser um grupo de baile e depois passaram para um onda rock. Há quem considere uma evolução natural, mas por outro lado há quem considere existir um aproveitamento pelo facto do rock, dar dinheiro. No vosso caso, trata-se de um aproveitamento para conseguirem gravar um disco, ou é o caso da chamada evolução natural?
Resp. – (J.A.) Nós evoluímos naturalmente, não nos aproveitamos dos outros estarem a gravar para conseguirmos gravar, também. Não fomos atrás dessa gente toda. Fizemos a música que nos apeteceu fazer e depois calhou gravarmos o disco. Agora, se é rock ou não, a malta é que sabe.
(J.V.) Eu acho que sim. O rock abrange uma área grande não é só música da pesada. Pode haver rock mais suave.

Perg. – Agora que já conseguiram gravar um disco, pensam continuar com os bailes?
Resp. – (J.A.) Vamos continuar temporariamente. Vamos fazer os últimos contratos que temos marados e depois queremos dedicar-nos aos concertos o mais depressa possível.

Perg. – Vocês querem-se dedicar aos concertos. Têm estruturas para isso, para uma tournée?
Resp. – (J.A.) Temos. Nós temos uma aparelhagem bastante sofisticada e todo o apoio necessário para tocarmos seja onde for. O que acontece é que há poucos espectáculos e há medo de investir neles. Nós já temos material suficiente para fazer um espectáculo.

Perg.. – Então o vosso problema é a falta de convites?
Resp. – (J.A.) Convites, realmente, surgem poucos porque há falta de promotores de espectáculos e por esse motivo, os espectáculos não existem em grande quantidade. Há também o facto de não sermos conhecidos.
(F.H.) O meio musical é difícil, somos um país pequeno e há poucos promotores. A razão porque ainda temos de fazer alguns bailes, é porque temos os nossos encargos familiares e é natural que se aparecer um contrato com um determinado cachet, ainda tenha de se aceitar. Era com que fosse possível fazer só concertos; seria o ideal. Aí a rádio e a televisão têm uma força extraordinária e a prova está em todo este movimento que se criou e não foi por acaso que os primeiros grupos que apareceram, ganharam todos discos de ouro pelas vendas dos discos. É uma prova de que os portugueses querem música portuguesa. A possibilidade de os grupos se manterem depende muito de uma divulgação que a rádio e a TV deves estar dispostos a dar ao seu público.
(J.V.) Para ajudar nesse sentido, surgiu a lei dos 50% a música portuguesa.

Perg. – Mas essa lei não está a ser cumprida.
Resp. – (J.V.) Para já ainda são os 40% e a partir do próximo ano é que passa aos 50%. Essa lei veio fazer com que as editoras tivessem de lançar grupos pois é preciso música portuguesa.
(J.S.) A rádio, hoje em dia, nem os 40% passa, porque não existe qualquer controlo.
...

31/03/09

D'Outrora... Recorte de Imprensa


Artigo publicado no jornal Musicalíssimo sobre um concerto no Rock Rendez Vous. O artigo não é de minha autoria, mas estive lá neste dia e aproveitei para para fazer uma entrevista ao Anibal Miranda, numa altura em que este músico tinha bastante sucesso, principalmente graças ao seu single "Don't Shoot".

Momentos... Afrika Star

Foto tirada pelo autor deste blog, ao vocalista dos Afrika Star após uma entrevista para o jornal Musicalíssimo, que será publicada em breve neste blog.

30/03/09

A não perder... Cinematic Orchestra

Os Cinematic Orchestra sobem ao palco da Aula Magna no próximo dia 02 de Abril. O colectivo liderado pelo multi-instrumentalista Jason Swinscoe conta ainda com Phil France, Tom Chant, Luke Flowers, Nick Ramm e Stuart McCallum.
A sua música é uma verdadeira mescla de estilos, com grandes improvisações assentes em ritmos electrónicos com passagens e fusões com Acid Jazz, Trip-Hop, Drum n'Bass e um Post-Rock experimental numa vertente eletrónica, sem devaneios de guitarras.
Será, sem dúvida alguma, um excelente concerto naquela que é, para mim, a melhor sala de espectáculos de Lisboa, Aula Magna.
Discografia:

- Motion (1999)
- Every Day (2002)
- Man With A Movie Camera (2003)
- Ma Fleur (2007)
- Live At The Royal Albert Hall (2008)

Ao vivo... Genesis

Data - 22 de Julho de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Grande concerto no estádio de Alvalade. Estádio cheio para receber os Genesis liderados por um Phil Collins simpático e comunicativo com os espectadores, para além de Mike Rutherford e Tony Banks. Destaque para, a meio do concerto, quando Phil Collins assume a bateria por breves instantes, instantes esses que foram suficientes para confirmar estar perante um dos melhores bateristas do mundo. Quanto ao resto, foram uns Genesis muito diferentes daquilo a que nos habituaram com Peter Gabriel a liderar a banda. Menos progressivos e conceptuais, sendo alguns temas bastante comerciais.

27/03/09

Marianne Faithfull... Easy Come Easy Go


Três anos depois do muito aclamado Before The Poison Marianne Faithful regressa aos discos com este Easy Come Easy Go. Sem conseguir chegar ao nivel do seu antecessor, e muito menos do inesquecível "Broken English", estamos perante um bom disco com boas canções; acrescento, boas versões de canções, pois é disso que se trata.

Easy Come Easy Go é um disco de covers que abrange diversos estilos e autores como Randy Newman, Decemberists, Smokey Robinson ou Morrissey. Para além de Faithfull seleccionar excelentes temas destes músicos, rodeou-se também de um elenco de luxo ao nível de colaborações, como por exemplo Antony Hegarty, Nick Cave, Rufus Wainwright, Jarvis Cocker, Sean Lennon, Keith Richard e muitos outros.

Canções bem interpretadas, numa toada melancólica e calma, com excepção de Hold On Hold On e Dear God Please Help Me que apresentam um ritmo ligeiramente mais rápido, uma batida mais forte e com boas guitarras à mistura. Destaque para Sing Me Back Home que conta com a voz de Keith Richards e de The Crane Wife que conta com Nick Cave nos coros.

01 - Down From Dover
02 - Hold On Hold on
03 - Solitude
04 - The Crane Wife
05 - Easy Come Easy Go
06 - Children Of Stone
07 - How Many Worlds
08 - In Germany Before The War
09 - O O Baby
10 - Sing Me Back home
11 - Salvation
12 - Black Coffee
13 - The Phoenix
14 - Dear God Please Help Me
15 - Kimbie
16 - Many A Mile
17 - Somewhere
18 - Flandyke Shores

Estes dezoito temas fazem parte da edição para Inglaterra, pois a dos Estados Unidos inclui somente doze.

Nota - 8/10