Leona Lewis no Rock In Rio 2010
Um exercício de estilo
Quando a música é um vício... um "veneno" salutar
"Toxicidade" - Tema dos GNR - Álbum "Rock In Rio Douro"
05/09/10
04/09/10
02/09/10
30/08/10
Ao vivo... Festival Alentejo
Data - 30 de Julho de 2010
Local - Zona Industrial de Évora
Notas - Primeiro dia da primeira edição do Festival Alentejo, em Évora. Com um cartaz baseado ma música dos anos 80, creio que a afluência de público terá ficado muito aquém das expectativas da organização. Neste primeiro dia, ao chegar ao recinto à hora do início dos concertos, o aspecto era desolador. Pouco mais de 100 pessoas estavam presentes para receberem os Abba Platinum, grupo que se dedica de uma forma quase "assassina" a tocar temas dos Abba. Demasiado mau para ser verdade e a única coisa que quem não assistiu perdeu, foi o poder comprovar que existem grupos mesmo muito maus, para não dizer péssimos.
Quanto a CJ Ramone, e perante algum público, foi uma agradável surpresa com o ex-Ramones a fazer-se acompanhar por uma banda de bom nível que nos trouxe à memória a música dos Ramones, com o ritmo alucinante que o grupo praticava em palco, com o característico 1, 2, 3, 4, e de seguida arranca um tema com grande ritmo.
Apesar do ambiente ter melhorado um pouco, o público continuava escasso. Talvez pouco mais de duas mil pessoas estavam no recinto para assistir a um bom concerto de Peter Murphy, em jeito Best Of, que percorreu toda a sua carreira, não deixando de lado os clássicos Subway, Cuts You Up ou Strange Kind Of Love, entre tantas outras belas canções que o "Sr. Bauhaus" nos cantou durante quase duas horas de espectáculo.
Este sim, foi um bom concerto, e, quem não pode assistir, não sabe o que perdeu.
Quanto ao festival, propriamente dito, talvez tenha "pernas para andar", pois realiza-se numa bela cidade e o local é de fácil acesso, com muito espaço para estacionamento. Na minha opinião, precisa de mais alguma divulgação e de limar algumas arestas no que diz respeito à organização.
27/08/10
Ao vivo... Jonas Brothers
Data - 21 de Agosto de 2010
Local - Nikon At Jones Beach Theater
Notas - Apesar de não ser apreciador do grupo, foi a terceira vez que vi Jonas Brothers ao vivo, para satisfação da minha filha que, desta vez me fez ir até New Yok. Este é aquele concerto que vai ficar na "minha história", não só pelo facto de ter ido a outro continente numa viagem de fim-de-semana, como também devido a um factor de imensa sorte: uma troca de bilhetes que nos "atirou" para a zona VIP do recinto, com direito à possibilidade de assistirmos ao soundcheck do grupo, em que eles aceitavam responder às questões que lhes fossem colocadas por um grupo restrito de cerca de 100 pessoas, composto maioritariamente por adolescentes que jamais irão esquecer esse dia, não só pela simpatia demonstrada pelos músicos, como também por terem tido a oportunidade de estar perto dos seu ídolos.
Musicalmente, a primeira parte foi feita por um misto de actores do filme da Disney, Camp Rock, e com a actuação da Demi Lovato. Num ambiente de alegria, foram recriadas em palco cenas, danças e canções do filme que tem estreia prevista nos Estados Unidos para o início de Setembro.
Finalmente, perto das 21 horas, perante um ambiente misto de histeria e euforia, com gritos ensurdecedores e indescritíveis, entraram em palco os três irmãos, os Jonas Brothers. Durante cerca de hora e meia Joseph Jonas, Kevin Jonas e Nicholas Jonas, levaram ao rubro as cerca de 16000 pessoas que enchiam o excelente recinto de espectáculos, com um som de grande qualidade. A felicidade do público mais novo, estava espelhada nos seus rostos, nos seus olhos, e essa felicidade tão evidente, acabava por passar para os pais que ficavam felizes por ver os seus filhos radiantes, com um brilho nos olhos extremamente bonito.
Mesmo sem ser apreciador da música do grupo, reconheço que este foi um dos concertos que ficará, para sempre, na minha memória.
Os Jonas Brothers são, acima de tudo, um grupo que sabe respeitar a imensa legião de fans, sem caírem na tentação do fácil agrado com discursos infantis. Tratam o público adolescente de uma forma adulta.
26/08/10
Momentos... Empire State Building
25/08/10
Ao vivo... Tony Allen
Data - 06 de Março de 2010
Local - Casa da Música
Notas - Apesar de pequena, a sala 2 da excelente Casa da Música, foi demasiado grande para receber um dos melhores bateristas do mundo. A pouca promoção ao evento, aliada à pouca divulgação da sua música em Portugal, fez com que a sala não estivesse cheia, apesar de estar bem composta por um público conhecedor da obra de Tony Allen e das suas qualidades como baterista, actividade que começou na banda do lendário Fela Kuti, músico nigeriano considerado por muitos como o melhor músico africano de todos os tempos. Tony Allen - nascido no dia 12 de Agosto de 1940 em Lagos na Nigéria - era também director musical (não oficial) de Kuti e um dos maiores divulgadores do Afro-Beat pelo mundo.
Quanto ao concerto, foi de grande qualidade e era impressionante ver a cara do público, completamente deliciado com a actuação de Allen, um público devoto, do qual faziam parte muitos jovens que andam a aprender a tocar bateria e não quiseram desperdiçar a oportunidade de ver ao vivo, num ambiente quase intimista e acolhedor um dos melhores bateristas de sempre. Tony Allen fez-se acompanhar por um excelente grupo de músicos, permanentemente em festa em cima do palco, uma característica que só a música africana e os músicos de raízes africanas conseguem transmitir, pelo menos daquela maneira.
Tony Allen demonstrou como é fácil tocar bateria, não sendo preciso aquele espalhafato e aparato com que somos brindados, quase de forma despropositada, em muitos concertos a que assistimos
23/08/10
20/08/10
Ao vivo... Rock In Rio
Local - Parque da Bela Vista
Notas - O dia "mais pesado" da edição deste ano do Rock In Rio. Um cartaz equilibrado e coerente, mas que pecava pela ausência de um grande nome que atraísse muito público. O recinto não encheu e, devido aos grupos intervenientes, merecia um pouco mais de espectadores, apesar de ser expectável o contrário. O chamado grande nome deste dia eram os Rammstein, que no entanto tinham passado pelo Pavilhão Atlântico no dia 08 de Novembro de 2009, concerto esse que ficou aquém das expectativas no que ao público dizia respeito.
Quanto ao Rock ln Rio deste dia, destaco os Motorhead, liderados pelo carismático Lemmy Kilminster. Apesar de actuarem durante o dia e com as limitações de horários conseguiram dar um concerto bastante enérgico e muito bom, não se deixando "abalar" pela ausência de público, que mais uma vez andava à caça de presentes.
Do concerto dos Soulfly, primeiro grupo a subir ao palco do Parque da Bela Vista, seguramente não irá rezar a história.
Já os Megadeath, foram uma desilusão com um Dave Mustaine nitidamente "em baixo de forma", com falhas de voz constantes ao longo de toda a actuação.
Relativamente aos Rammstein, deram um concerto ao seu nível com muita pirotecnia e com um som de grande qualidade e extremamente cuidado. Os concerto do grupo valem muito pelo seu cariz teatral.
19/08/10
18/08/10
Ao vivo... Festival Super Bock Super Rock

Data - Dias 16, 17 e 18 de Julho de 2010
Local - Meco
Notas - O festival mais mutante de Portugal este ano foi até ao Meco. Se em termos comerciais parece ter resultado, no que diz respeito às condições do recinto e da zona para receber cerca de 20000 pessoas por dia, foi um autêntico desastre. O muito pó dentro do recinto, tornava o ar praticamente irrespirável; as estradas de acesso ao recinto tinham filas de quatro horas de trânsito (muita gente a desistir e voltar para trás); o parque de estacionamento era ridículo, sem qualquer iluminação e de onde era extremamente difícil sair. Em termos, digamos logísticos e de mobilidade, foi talvez o pior festival de sempre em Portugal.
Quanto à vertente musical, o festival esteve sempre em bom nível, com um cartaz bem elaborado e recheado de grandes nomes, em ambos os palcos.
Pelo palco secundário passaram, entre outros os excelentes Beach House e Grizzly Bear.
No que ao palco principal diz respeito, destaco os magníficos concertos dos National e de Prince. Enquanto Prince confirmou ser, na minha opinião um dos melhores guitarristas da actualidade, os National deram aquele que para mim foi o melhor concerto da edição deste ano do Super Bock Super Rock.
Quanto aos Pet Shop Boys, demonstraram ser extremamente profissionais, com uma "máquina" bem oleada, onde não existe qualquer falha: a experiência do grupo nota-se, e é notável.
Já os Keane ficaram um pouco abaixo do esperado, fruto de uma música que se repete e acaba por tornar-se maçadora, apesar do esforço por parte de Tom Chaplin, talvez ciente das fragilidades da música do grupo que lidera de forma incontestável.
Finalmente, quanto aos Spoon e Cut Copy, não acrescentaram nada de novo.
Infelizmente não estive presente no dia dos Vampire Weekend, Hot Chip e Julian Casablancas, entre outros.
Para o fim, propositadamente, deixei o concerto do grupo liderado por Jorge Palma: Palma's Gang. Composto por elementos dos Xutos e Pontapés e dos Radio Macau, este grupo merecia ser liderado por alguém com mais sentido de responsabilidade e que respeitasse o público que de uma forma quase cega o aplaude. Um Jorge Palma alcoolizado, numa actuação desastrosa. Tenho pena que aquele que eu considero um dos melhores músicos portugueses dos últimos anos não consiga, pelo menos aparentemente, superar a dependência do álcool. É pena pois ele é muito bom no que faz.
Acrescento que sou um grande admirador do Jorge Palma, desde o final dos anos 70, mas deixei de assistir a concertos dele (em nome próprio, não festivais), justamente por essa razão.
16/08/10
Ao Vivo... Optimus Alive
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - O principal motivo que me levou à edição deste ano do Optimus Alive foi poder assistir ao concerto dos Manic Street Preachers, grupo de que sou grande admirador e que raramente dá concertos ao vivo, pelo menos em Portugal. Tinha tido a oportunidade de assistir a um concerto deles no Coliseu dos Recreios no já longínquo dia 02 de Novembro de 1998. Desde então esperava ansiosamente por uma nova oportunidade, uma nova data para ver Manic Street Preachers; quase doze anos depois, finalmente chegava esse dia, com o senão de ser num festival e não em nome próprio. Fui um bom concerto em jeito Best Of, no qual o grupo percorreu de forma profissional e excelente, toda a sua carreira. No fim, ficou a promessa de regressarem, e esperamos que seja nos Coliseus. A não perder.
Quando ao resto do dia, no chamado palco secundário foi possível assistirmos a um bom concerto dos Maccabees, que apesar de actuarem perante pouco publico, conseguiram alhear-se disso, enquanto que os Holy Ghost, estiveram muito aquém do esperado.
Voltando ao chamado palco principal, por lá passaram ainda os Skunk Anansie que deram um excelente e poderoso concerto, com uma Skin completamente endiabrada, de uma energia contagiante; quanto aos Jet, foi um concerto que não deixa grandes lembranças; quanto aos Mão Morta, foi pena a falta de conhecimento e desinteresse demonstrado por algum público presente e ficou a ideia que os Mão Morta, actualmente, funcionam melhor em espaços tipo Coliseu dos Recreios, mas também ficou a ideia que a música do grupo não chega ao público mais novo e, os grandes fans do grupo actualmente, são os mesmos que o eram outrora.
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13/08/10
Ao vivo... Rock In Rio
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Este era o dia dedicado à família. Um alinhamento cuidadosamente elaborado para o público mais jovem, até nos horários. A "sessão" começou mais cedo para não acabar tarde, pois a maior parte do público esperado rondaria os 15-17 anos. Do que ficou deste dia, foi a actuação forte e segura dos Dzrt, grupo que não aprecia mas onde se nota uma evolução em termos musicais e ao vivo. Quanto aos Mc Fly, não gostei da actuação do grupo, nem musicalmente nem do seu pseudo sentido de humor. Amy Mac Donald deu um espectáculo somente agradável, não ficando qualquer pormenor na memória, excepto a constante troca de guitarras entre todas (mesmo todas) as músicas.
Quanto à rainha da noite, Miley Cyrus, foi, na minha opinião (não sou fan), apenas uma princesa. Um princesa bonita, mas que musicalmente esteve um pouco aquém do esperado, pelo menos de quem não é grande apreciador. Pareceu-me uma actuação de certo modo fraca, mas os milhares de fans que encheram o Parque da Bela Vista, naquela que foi a maior enchente do RiR deste ano, esses milhares de fans adoraram e saíram do concerto com um sorriso de felicidade estampado nos olhos. Para esses jovens que lá estavam, será seguramente um dia memorável.
12/08/10
11/08/10
Ao vivo... Rock In Rio
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Na edição deste ano do Rock In Rio, este era o dia em que se esperava mais público, muito por causa dos Muse. O dia, num misto de feira com festival de música, começou com a actuação dos portugueses Fonzie. Pouco público junto ao palco pois a principal preocupação de uma grande maioria das pessoas que assiste ao Rock in Rio, é andar à procura dos imensos presentes que são oferecidos pelos patrocinadores, desde os preservativos, a sofás insufláveis em que estavam cerca de três horas nas filas para os poderem receber.
É triste mas é a realidade do Rock in Rio.
Quanto à música, que é o que interessa, a actuação dos Fonzie foi fraca e com pouco público; seguiram-se os Xutos e Pontapés que conseguiram arredar muita gente da caça ao brinde e, como era expectável, deram um bom concerto. Já os Snow Patrol, tiveram uma actuação esforçada e agradável, mas sem deslumbrarem. Simpáticos e comunicativos mas... pouco mais. Não desiludiram mas também não deslumbraram, deslumbre esse que era esperado com os Muse.
A banda liderada por Matthew Bellamy praticamente esgotou o Parque da Bela Vista, num concerto que soube a pouco, em que o grupo percorreu toda a sua carreira, tocando todos os grandes êxitos. Quando refiro que soube a pouco, é porque penso que podiam improvisar um pouco mais musicalmente, pois são excelentes executantes. Matthew Bellamy, cada vez se aproxima mais de ser um dos melhores guitarristas da actualidade e como tal , podia e devia, aproveitar esse dom para, aí sim, nos deslumbrar. Continua a não o fazer.
Talvez em Wembley, onde vou estar em Setembro, o faça.
27/07/10
Ao vivo... Rock In Rio
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Apesar de não ser um festival de que goste, particularmente, tenho de reconhecer que em termos de organização e marketing é o melhor. Tem um objectivo diferente de um Sudoeste, Super Bock Super Rock ou Paredes de Coura, e esse objectivo é visível no cartaz dos vários dias (com excepção do dia "mais pesado"). O Rock In Rio é um evento de cariz mais familiar e mais calmo. Neste dia 22 passaram pelo parque da Bela Vista, Elton John, Leona Lewis e João Pedro Pais, entre outros.
Quanto aos espectáculos, enquanto João Pedro Pais esteve em bom nível e visivelmente bem disposto, Leona Lewis desiludiu (excepção feita à sua beleza); Leona esteve mal, demonstrou estar insegura e desafinou imenso numa actuação desastrosa.
Já Elton John, esteve em bom nível. Com um alinhamento em jeito "Best Of", Elton John percorreu todos os grandes êxitos da sua longa (mas nem sempre boa) carreira. Grande profissionalismo de alguém que ao longo dos anos nos brindou com belas músicas que permanecem intemporais e agradam a um público de todas as idades.
08/07/10
Entrevista... Nicolau Breyner
Terceira parte...
Perg. - Mas essa falta de apoio pode vir a dificultar a evolução do estúdio?
Resp. – Dificultar, de certeza que sim. Espero é que não venha a impedir essa evolução de que falas. Espero que apareça o apoio pretendido pois já temos muito trabalho nas mãos e espero que consigamos superar a crise, mesmo pondo a remota e estranha hipótese de que os bancos não nos apoiem.
Perg. – E quais são os géneros de programas que pensam fazer aqui?
Resp. – Tudo. Este estúdio é vocacionado para telenovelas, peças de teatro e programas musicais. As dimensões do estúdio são para se fazerem projectos grandes.
Perg. – Cada episódio de uma telenovela brasileira custa à RTP cerca de duzentos mil escudos, enquanto que um episódio da portuguesa fica a cerca de quinhentos contos. Porquê?
Resp. – Enquanto que a telenovela brasileira é comercializada para cerca de cento e cinquenta países, a portuguesa não. Neste momento os nossos canais na Argentina e na Venezuela já compraram esta novela, e para além disso já enviamos cópias para Angola e Moçambique. Só para se fazer uma pequena ideia, nos Estados Unidos as televisões estão a passar telenovelas brasileiras da Globo, dobradas em espanhol e que se destinam às comunidades espanholas que existem por lá. É lógico que dois mil e duzentos contos em divisas, não é o mesmo que quinhentos contos a circularem cá dentro. Vamos aguardar e ver o que se consegue arranjar.
Perg. – Nicolau, há mais alguma coisa que queira acrescentar?
Resp. – Só um obrigado ao vosso jornal.
FIM
Perg. - Mas essa falta de apoio pode vir a dificultar a evolução do estúdio?
Resp. – Dificultar, de certeza que sim. Espero é que não venha a impedir essa evolução de que falas. Espero que apareça o apoio pretendido pois já temos muito trabalho nas mãos e espero que consigamos superar a crise, mesmo pondo a remota e estranha hipótese de que os bancos não nos apoiem.
Perg. – E quais são os géneros de programas que pensam fazer aqui?
Resp. – Tudo. Este estúdio é vocacionado para telenovelas, peças de teatro e programas musicais. As dimensões do estúdio são para se fazerem projectos grandes.
Perg. – Cada episódio de uma telenovela brasileira custa à RTP cerca de duzentos mil escudos, enquanto que um episódio da portuguesa fica a cerca de quinhentos contos. Porquê?
Resp. – Enquanto que a telenovela brasileira é comercializada para cerca de cento e cinquenta países, a portuguesa não. Neste momento os nossos canais na Argentina e na Venezuela já compraram esta novela, e para além disso já enviamos cópias para Angola e Moçambique. Só para se fazer uma pequena ideia, nos Estados Unidos as televisões estão a passar telenovelas brasileiras da Globo, dobradas em espanhol e que se destinam às comunidades espanholas que existem por lá. É lógico que dois mil e duzentos contos em divisas, não é o mesmo que quinhentos contos a circularem cá dentro. Vamos aguardar e ver o que se consegue arranjar.
Perg. – Nicolau, há mais alguma coisa que queira acrescentar?
Resp. – Só um obrigado ao vosso jornal.
FIM
07/07/10
Entrevista... Nicolau Breyner
Segunda parte...
Perg. – Em toda a sua carreira, o Nicolau Breyner já fez teatro, cinema, televisão e agora telenovela, que de algum modo também se pode considerar como sendo televisão, logicamente. Qual destas actividades é que lhe deu mais prazer fazer?
Resp. – À partida a televisão e o cinema dão-me sempre mais prazer e eu não sou propriamente um amante de teatro, pois acho o teatro um pouco rotineiro. A televisão e cinema são muito mais aliciantes, o mesmo se passando com a telenovela, pois trata-se de televisão. Para além disso, fazer uma telenovela, é um trabalho de fundo que obriga a um desenvolvimento muito grande e que me agrada imenso; é um desafio e eu gosto de desafios.
Perg. – A Edipim é um projecto de grande envergadura e que ficou muito dispendioso e, segundo consta, os bancos têm-vos recusado empréstimos. Até que ponto acha que isso pode dificultar uma evolução nos vossos estúdios?
Resp. – Os bancos não têm acedido a determinadas coisas, mas isso é algo habitual aqui em Portugal. Um estúdio também é cultura e como se faz agora uma telenovela, daqui a uns tempos podemos fazer outra coisa qualquer; isto é um local de trabalho, no entanto os bancos não vêm o problema assim. É claro que se estivéssemos perante uma coisa de vacas ou algum empreendimento ligado à agricultura já teríamos tido apoio por parte da banca. Agora, estamos perante algo de onde podem vir produtos ligados à cultura e sobretudo ao espectáculo e, como se sabe, em Portugal ainda não percebemos que se trata de um negócio como outro qualquer. Até agora parece que ainda não perceberam, mas espero que um dia venham a perceber isso, pois é fundamental para o país. É incrível que exista um país na Europa em que durante cinquenta anos, não se investiu em nenhum estúdio com grandes dimensões. O último estúdio que foi construído foi o da Tobis, e isso já foi há cinquenta anos. É preciso notar que este estúdio, que nós fizemos, tem mil metros quadrados e, por exemplo, a Globo não tem nenhum com estas dimensões.
...
06/07/10
Entrevista... Nicolau Breyner
Primeira parte...
Quando há cerca de um ano se disse que ia ser feita a primeira telenovela portuguesa, houve uma gente que começou logo a dizer que era impossível e que ia ser um fracasso, pois as telenovelas brasileiras é que eram boas, mais isto mais aquilo, num rol de verdadeiros profetas da desgraça, tipicamente lusitanos. Estas afirmações não faziam qualquer sentido, pois as pessoas ainda não tinham tido a oportunidade de assistir a qualquer episódio da referida telenovela.
Os primeiros episódios vieram provar que estes “comentários” eram falsos, a tal ponto que, Vila Faia, já pode ser considerado um sucesso.
Ao fim de cerca de 40 episódios, já exibidos, consideramos de todo o interesse, fazer uma entrevista relacionada com o sucesso da novela e com o projecto Edipim que, como é sabido, orçou em largos milhares de contos e ao que parece tem-lhes sido recusado por parte da banca, vários empréstimos necessários para o desenvolvimento do negócio. Por estas razões, fomos falar com Nicolau Breyner.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que fizesse um balanço da reacção das pessoas à telenovela.
Resp. – Segundo as sondagens que a RTP faz semanalmente, a audiência tem sido cerca de 86% com um agrado total de 80%. (Na altura só existiam dois canais de televisão).
Perg. – Através dessas sondagens pode-se concluir que a telenovela está a ser um êxito. Inicialmente não houve um receio de que os portugueses não aceitassem bem a telenovela devido ao facto de estarem habituados às brasileiras?
Resp. – Isso não aconteceu e o público português impressionou-me muito em relação a esse aspecto. Esperava que houvesse um período de adaptação mais demorado e ao fim de quatro ou cinco episódios, as pessoas começaram a reagir bem. Neste momento nem se põe a questão se é ou não brasileira… é mais uma telenovela.
...
Os primeiros episódios vieram provar que estes “comentários” eram falsos, a tal ponto que, Vila Faia, já pode ser considerado um sucesso.
Ao fim de cerca de 40 episódios, já exibidos, consideramos de todo o interesse, fazer uma entrevista relacionada com o sucesso da novela e com o projecto Edipim que, como é sabido, orçou em largos milhares de contos e ao que parece tem-lhes sido recusado por parte da banca, vários empréstimos necessários para o desenvolvimento do negócio. Por estas razões, fomos falar com Nicolau Breyner.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que fizesse um balanço da reacção das pessoas à telenovela.
Resp. – Segundo as sondagens que a RTP faz semanalmente, a audiência tem sido cerca de 86% com um agrado total de 80%. (Na altura só existiam dois canais de televisão).
Perg. – Através dessas sondagens pode-se concluir que a telenovela está a ser um êxito. Inicialmente não houve um receio de que os portugueses não aceitassem bem a telenovela devido ao facto de estarem habituados às brasileiras?
Resp. – Isso não aconteceu e o público português impressionou-me muito em relação a esse aspecto. Esperava que houvesse um período de adaptação mais demorado e ao fim de quatro ou cinco episódios, as pessoas começaram a reagir bem. Neste momento nem se põe a questão se é ou não brasileira… é mais uma telenovela.
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