29/11/10

Ao vivo... Shakira

Data - 21 de Novembro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Apesar de não se ser grande apreciador da música de Shakira, tenho de reconhecer que, em termos de espectáculo, o concerto que a colombiana deu no Pavilhão Atlântico esteve em muito bom nível.
Um som de boa qualidade (algo invulgar no Pavilhão Atlântico), uma boa setlist e uma Shakira que aliou à sua imensa beleza, uma simpatia e energia inesgotável, fizeram com que esta noite fique memorável nos milhares de fans que esgotaram o recinto, com gente de todas as idades, desde crianças com pouco mais de cinco anos, até aos respectivos pais, e mesmo alguns avós.
A dar início à noite, esteve em palco a portuguesa Ana Free que, sinceramente e na minha opinião, foi uma desilusão.

Momentos... Fucked Up em Madrid

26/11/10

Ao vivo... Michael Jackson

Data - 26 de Setembro de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Concerto memorável do infelizmente desaparecido Michael Jackson. Nesta altura começava a fase decadente da carreira deste génio, que começou muito cedo no mundo da música mas que também desapareceu demasiado cedo. Nesta altura, o Estádio de Alvalade esgotou para receber o apelidado "Rei da Pop", apesar de Michael Jackson não ter conseguido dar o seguimento ideal à sua carreira, em termos qualitativos.
Depois do mega êxito de "Thriller" (1982), que ainda hoje é o disco mais vendido de sempre, a carreira de Michael Jackson decresceu qualitativamente e, se "Bad" (1987) continuava a ter alguma qualidade, já ""Dangerous" (1991) ficou muito aquém das expectativas e isso foi o princípio do fim de um dos maiores génios da música, goste-se ou não do estilo.

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

25/11/10

Setlist... Tindersticks no Coliseu de Lisboa

Setlist do concerto dos Tindersticks em Lisboa, no dia 28 de Outubro de 2010.

01 - Failling Down a Mountain
02 - Keep You Beautiful
03 - Marbles
04 - Sometimes It Hurts
05 - She Rode Me Down
06 - Peanuts
07 - Before You Close
08 - Raindrops
09 - Marseilles Sunshine
10 - The Otherside
11 - Tyed
12 - Black Smoke
13 - Factory Girls
14 - A Night In
15 - Harmony Arouund My Table

Encore 1

16 - Can We Start Again

Encore 2

17 - Tiny Tears

Ao vivo... Tindersticks

Data - 28 de Outubro de 2010
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Gostei mais do concerto do Porto do que o de Lisboa. Os alinhamentos foram parecidos e, se em Lisboa tivemos o prazer de ouvir "Tiny Tears", no geral o concerto do Porto foi mais agradável.

Momentos... Arcade Fire

Arcade Fire em Madrid

24/11/10

Recortes... Arcade Fire em Madrid

Setlist... Tindersticks no Coliseu do Porto

Setlist do concerto dos Tindersticks no Coliseu do Porto no dia 27 de Outubro de 2010.

01 - The Organist
02 - Mountain
03 - Marbles
04 - Beautiful
05 - Sometimes It Hurts
06 - She Rode Me
07 - Peanuts
08 - Raindrops
09 - Before You Close
10 - Marseilles Sunshine
11 - She's Gone
12 - The Otherside
13 - Tyed
14 - Black Smoke
15 - Factory Girls
16 - A Night In
17 - Harmony

Ao vivo... Tindersticks

Data - 27 de Outubro de 2010
Local - Coliseu do Porto
Notas - Mais um concerto dos Tindersticks, desta vez na cidade do Porto e na véspera do concerto de Lisboa. Neste regresso a Portugal, depois da mini tournée de Fevereiro que passou por cinco cidades do país, o grupo de Stuart A. Staples deu mais um bom concerto no agradável Coliseu do Porto e numa sala praticamente esgotada.
Uma música cada vez mais intimista, repleta de pequenos pormenores que tornam cada espectáculo do grupo num momento único de prazer.

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

23/11/10

Setlist... Arcade Fire em Madrid

Setlist do concerto dos Arcade Fire em Madrid no dia 20 de Novembro de 2010:

01 - Ready To Start
02 - Month Of May
03 - Neighborhood # 2 (Laika)
04 - No Cars Go
05 - Haiti
06 - Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
07 - Modern Man
08 - Rococo
09 - The Suburbs
10 - Crown Of Love
11 - Neighborhood # 1 (Tunnels)
12 - Keep The Car Running
13 - We Used To Wait
14 - Neighborhood #3 (Power Out)
15 - Rebellion (Lies)

Encore

17 - Intervention
18 - Wake Up

22/11/10

Ao vivo... Arcade Fire

Data - 20 de Novembro 2010
Local - Palácio de Deportes Comunidad de Madrid
Notas - Musicalmente, considero este concerto dos Arcade Fire como o melhor do ano de 2010.
Um Palácio de Deportes completamente esgotado, recebeu os Arcade Fire para aquele que acabou por ser o primeiro concerto da digressão europeia, isto depois de ter sido cancelado o do dia 18 de Novembro em Lisboa, devido à realização da cimeira da NATO.
O concerto de Madrid, num recinto onde normalmente o som é de grande qualidade, foi de grande nível e com um ritmo alucinante desde o primeiro tema (Ready to Start) ao último (Wake Up).
Com os elementos do grupo a trocarem constantemente de lugar e de instrumento musical, o ritmo e a "animação" em palco foram uma constante e os Arcade Fire demonstraram, mais uma vez, que não são aquele género de grupo que quando chega a um palco se limita a tocar para "cumprir" uma obrigação contratual; é um grupo que deixa transparecer de forma indesmentível, o prazer de tocar e de proporcionar bons momentos a quem os ouve. Isso notou-se no concerto de Madrid, com uma setlist que percorreu todos a obras do grupo e que teve como momentos altos a interpretação de "No Cars Go", primeiro primeiro trabalho do grupo, e que atingiu o clímax no último tema: o memorável "Wake Up". Pelo meio, e sempre numa onda de um prazer sublime, ainda houve tempo para algum romantismo invadir o recinto do concerto, com o belíssimo " The Crown Of Love", em que um pavilhão a rebentar pelas costura deixou-se embalar pela voz de Win Butler e pelo som melodioso da música dos Arcade Fire. Enquanto que "No Cars Go" fica memorável pelo imenso coro que ofuscou por completo as vozes do grupo, já "The Crown Of Love", fica memorável pelo momento, pela beleza e pelo ambiente vivido no recinto.

Na primeira parte, tocaram os também canadianos Fucked Up, que durante cerca de quarenta e cinco minutos mostraram a sua música que assenta num estilo Punk / Hardcore, algo completamente fora do contexto musical do dia. Apesar de o público presente na sala, estar lá para ver Arcade Fire, num estilo musical completamente diferente, o grupo liderado por Josh Zucker e que conta com uma baixista de origem portuguesa, Sandy Miranda, conseguiu dar alguma animação ao espectáculo, graças à prestação do vocalista.
Em forma de balanço, pode-se dizer que foi uma noite bem passada e com grandes músicas por parte de um dos grupos mais criativos da actualidade: Arcade Fire.

19/11/10

Ao vivo... Muse


Data - 10 de Setembro de 2010
Local - Wembley Stadium
Notas - Até ao momento, este foi o melhor concerto deste ano de 2010. Para além de ter toda uma envolvência proporcionada pelo imponente Wembley Stadium e pela cidade de Londres, a prestação dos Muse foi excelente, quase imaculada. Um alinhamento de grande nível, um estádio esgotado e uma excelente prestação do grupo, fizeram desta noite uma noite inesquecível.
Antes dos Muse, passaram pelo palco de Wembley, The Big Pink, White Rabbits e Lily Allen. Enquanto Big Pink e White Rabbits podem ter razões de queixa do som, que estava realmente muito mau, já Lily Allen foi bafejada pela sorte com uma boa qualidade sonora. Foram concertos curtos, entre trinta e quarenta minutos, para que o horário estipulado pudesse ser cumprido ao segundo: pontualidade britânica.
Quanto aos Muse; Mattew Bellammy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard, provaram em palco o porquê de serem apontados como a melhor banda a actuar ao vivo, principalmente em estádios. Em palco, o desempenho o grupo é devastador e brilhante, num ritmo alucinante e de grande nível. Ainda deu para confirmar que, na minha opinião, Dominic Howard é um dos melhores bateristas da actualidade. A forma como torna fácil os contra-ritmos da música é verdadeiramente impressionante.
Foi um fim de tarde / noite inesquecível.

01 - Uprising
02 - Supermassive Black Hole
03 - Newborn
04 - Neutron Star Collision (Love Is Forever)
05 - Butterflies & Hurricanes
06 - Guiding Light
07 - Interlude
08 - Hysteria
09 - Nishe
10 - United States of Eurasia
11 - I Belong To You
12 - Feeling Good
13 - MK Jam
14 - Undisclosed Desires
15 - Resistance
16 - Starlight
17 - Time is Running Out
18 - Unnatural Selectrion
19 - Soldier's Pem
20 - Exogenesis: Symphony, Part 1: Overture
21 - Stockholm Sundrome
22 - Take a Bow
23 - Plug In Baby
24 - Knights of Cydonia

Momentos... Muse

Muse em Wembley

18/11/10

Recortes... Arcade Fire

Bilhete para o concerto que os canadianos Arcade Fire davam hoje no Pavilhão Atlântico e que foi cancelado devido à realização da cimeira da Nato, nos dias 19 e 20 do mesmo mês.
O que vale é que ainda consegui comprar para o concerto no dia 20, em Madrid

17/11/10

Ao vivo... Interpol

Data - 12 de Novembro de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas - O que define um bom concerto:
- A qualidade do som?
- A prestação dos músicos?
- O ambiente proporcionado pelo entusiasmo do público?

Só através de uma análise a estes três parâmetros, em conjunto ou em separado, é que podemos chegar a uma conclusão relativamente ao que se passou no concerto dos Interpol, realizado no Campo Pequeno.
Se a prestação dos músicos esteve em excelente nível, levando a que o público que quase encheu o recinto tivesse uma entrega extraordinária quase à beira do êxtase, já a qualidade em termos sonoros foi lastimável. Um som enrolado, que em determinadas alturas nos fazia lembrar uma sessão de Drum and Bass, fazia com que as guitarras não tivessem um som definido e a própria voz de Paul Banks, por vezes, era imperceptível.
No que diz respeito à setlist escolhida ela foi quase irrepreensível, ao percorrer todos os quatro álbuns editados por este grupo que se formou em Nova York em 1998 e que lançou os excelentes “Turn On The Bright Lights” em 2002 e “Antics” em 2004 (ambos para a Matador), o mal-amado “Our Love To Admire” em 2007 (editado pela Capitol), e finalmente “Interpol” em 2010 que os trouxe de regresso à editora que os descobriu e onde tinham editado os dois primeiros discos, a independente Matador. Este regresso à editora que os lançou foi positivo para o grupo, que deste modo abandonou o estilo mainstream que os caracterizou na altura da gravação de “Our Love To Admire” para a Capital.
Dos temas que foram tocados pelos Interpol, que graças à sua experiência, conseguiram “dar a volta” ao mau som, ficou a faltar “Pioneer to The Falls” do tal disco mal-amado. Fora isso, como já referi, a setlist foi muito boa.
Na primeira parte tocaram os também americanos, Surfer Blood, grupo formado em 2009 e que editou este ano o muito aclamado “Astro Coast”. Para além de terem que se debater com o mau com, também tiveram de lidar com algum desconhecimento da música do grupo por parte do público. Apesar destes contratempos, não desiludiram e conseguiram animar o público presente, devoto dos Interpol.
Partindo do princípio que na definição do nível do concerto são considerados os três parâmetros como um todo, pode-se dizer que foi uma noite bem passada, com música bem tocada e que nos divertiu, mas que podia ter sido inesquecível, se o som tivesse ajudado.

16/11/10

Isobel Campbel & Mark Lannegan - Hawk

"Hawk", o novo trabalho editado recentemente pelo duo Isobel Campbel & Mark Lannegan, chega a assustar com o seu início algo enfadonho.
Pode-se afirmar que os três primeiros temas destinam-se a consumo interno do mercado americano, pois são demasiado "fechados" numa onda country, mas ausente do tradicional ritmo e com uma sonoridade muito introspectiva, naquele género de música de viagem, como se estivéssemos a atravessar uma daquelas imensas estradas americanas ou aqueles desertos infindáveis.
Finalmente, em "Come Undome", essa viagem imaginária termina (ou será que é apenas um intervalo?), como se fosse o momento da chegada ao destino, ou pelo menos a um ponto intermédio, um ponto mais urbano, num daqueles bares tipicamente de estrada onde paramos para descansar e, durante esse descanso, é nos dada a possibilidade de ouvir temas repletos de influências da música popular americana, com aquele inconfundível cheiro a Blues, cheiro esse abrilhantado por uma boa sonoridade ao nível das teclas.
Seguem-se "No Place To Fall", "Get Behind Me" e "Time Of Season", um conjunto de temas com essa sonoridade mais urbana e que comprova que realmente estamos no intervalo dessa viagem. Nesta parte do disco, o brilhantismo de Mark Lannegan como compositor e intérprete é evidente e a sua voz, simultaneamente cavernosa e sedutora, torna-se embriagante.
Após este pequeno descanso, a viagem recomeça com a bela Isobel Campbell a proporcionar-nos grandes momentos de prazer com a sua voz cheia de ternura em "To Hell And Back Again", um tema calmo e bonito que parece ter sido feito para nos ajudar a acordar e a recomeçar a viagem.
E como estamos perante um disco que se torna numa banda sonora de viagem, "Cool Water" e "Eyes Of Green", levam-nos novamente para as pradarias americanas, desta vez de uma forma suave, a condizer com o cenário por mais imaginário que ele seja, pois está-se perante uma viagem virtual que termina de forma apoteótica com "Lately", tema abrilhantado por um coro Gospel em tom de festa.
Pode não ser o melhor trabalho deste duo, mas é seguramente um excelente disco.

01 - We Die And See Beauty Reign
02 - You Won't Let Me Down Again
03 - Snake Song
04 - Come Undome
05 - No Place To Fall
06 - Get Behind Me
07 - Time Of The Season
08 - Hawk
09 - Sunrise
10 - To Hell & Back Again
11 - Coll Water
12 - Eyes Of Green
13 - Lately

Nota - 8/10

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

15/11/10

Ao vivo... Vampire Weekend

Data - 10 de Novembro de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas -A primeira parte, que começou pontualmente às 21 horas, esteve a cargo dos Californianos Jenny & Johnny que durante cerca de quarenta e cinco minutos e perante pouco público, apresentaram um estilo musical um pouco revivalista, numa onda rock tipicamente americana que acabou por se tornar enfadonha, um pouco pela falta de conhecimento que o público tinha das músicas do grupo que, apesar do esforço demonstrado em palco, não conseguiu cativar os poucos presentes.

Finalmente, e após um curto intervalo numa altura em que o sono provocado pela monotonia da música dos Jenny & Johnny começava a tomar conta de nós, surgem em palco os Vampire Weekend para um concerto curto e excelente, de pouco mais de uma hora, mas de uma alegria e energia contagiante. Perante um público das mais diversas faixas etárias, que comprova a a transversalidade da música do grupo, os Vampire Weekend apresentaram temas dos seus dois discos de originais, Vampire Weekend (2008) e Contra (2010).

Ao apresentarem temas curtos, um pouco à imagem dos discos editados, os Vampire Weekend proporcionaram um concerto cheio de ritmo, praticamente sem momentos mortos ou aborrecidos e transformaram o recinto do Campo Pequeno num local de festa, sendo visível no rosto do público a alegria, felicidade e prazer, que estavam a ter com a actuação do grupo.
Um excelente concerto dos Vampire Weekend, que prometeram regressar a Portugal após a gravação do próximo disco, talvez daqui a dois anos.
Ficamos a aguardar... ansiosamente.

12/11/10

Momentos... Jenny & Johnny

Jenny & Johnny, no Campo Pequeno na primeira parte do concerto dos Vampire Weekend.

10/11/10

Ao vivo... Bon Jovi

Data - 11 de Setembro de 1993
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Pouco público em Alvalade (cerca de 35000 pessoas) para assistir a um bom concerto dos Bon Jovi, que contou com os UHF na primeira parte, seguidos de um Billy Idol ja na fase decadente da sua carreira. É um daqueles concertos de que não tenho grandes recordações, nem boas nem más, e como tal recorri ao site "Bon Jovi Portugal", de onde retirei alguma informação, como a setlist e uma crónica publicada num jornal da altura.

Setlist

I Believe
Wild In The Streets
You Give Love a Bad Name
Born To Be My Baby
I Can't Help Falling In Love
Bed Of Roses
Keep The Faith
I'd Die For You
Blood Money
Blaze Of Glory
Lay Tour Hands On Me
I'll Sleep When I'm Dead / Jumpin' Jack Flash
Bad Medicine / Sout
Help!
Little Wing
Wanted Dead Or Alive
In These Arms
Livin' On A Prayer
I'll Be There For You

03/11/10

Karnataka - The Gathering Light

Karnataka são um grupo formado em 1996 por Rachel Jonas (voz), Ian Jones (baixo e guitarra), Jonathan Edwards (teclas), Paul Davies (guitarra) e Gavin Griffiths (bateria).
Em "The Gathering Light", disco editado este ano de 2010, o grupo apresenta-nos um agradável disco de rock progressivo, melódico, e com alguns momentos de excessiva ligeireza, que faz com que a música do grupo quase saia da onda progressiva e chegue muito perto do New Age. No entanto, estas divagações e estes percursos musicais, são bem feitos e de forma muito agradável.
Em certos momentos, ao longo do disco e principalmente nos temas mais extensos, são feitos bons solos de guitarra, solos esses que nos fazem lembrar os Pink Floyd mas que, obviamente, estão longe do brilhantismo que David Gilmour nos proporciona.
Não quer com isto dizer que existe uma colagem ou uma aproximação que seja evidente, à música dos Pink Floyd; existe sim uma grande influência.
A música dos Karnataka, um pouco graças à voz de Rachel Jonas, apresenta-se algo diferente do que é normal no chamado rock progressivo, com um pequeno toque "ligeiro". É esse toque que faz com que o som do grupo não assuma a vertente conceptual característica do rock progressivo e que, por vezes, faz com que esse estilo musical seja demasiado enfadonho.
"The Gathering Light" é um disco diferente e, não sendo deslumbrante, dá-nos um imenso prazer a ouvir, não em "repeat", mas de vez em quando no sossego da casa e numa boa aparelhagem, pois por muito bom que um iPod possa ser, não chega ao nível de uma aparelhagem das chamadas tradicionais.

01 - The Calling
02 - State Of Grace
03 - Your World
04 - Moment In Time
05 - The Serpent And The Sea
06 - Forsaken I, II e III
07 - Tide to Fall
08 - The Gathering Light

Nota - /10

28/10/10

Momentos... Tindersticks

Tindersticks, no Coliseu do Porto

Ao vivo... Delfins

Data - 11 de Abril de 1997
Local - Coliseu dos Recreios Lisboa
Notas - Ao longo dos imensos anos de concertos, incluindo muitos no Coliseu dos Recreios de Lisboa, este foi aquele em que o Coliseu tinha maior postura humana, com uma sala completamente a "rebentar pelas costuras", num espaço onde não cabia nem mais uma pessoa, e que dava a sensação de terem sido colocados à venda mais bilhetes do que a lotação da sala.
No que se refere ao concerto, pode-se afirmar que foi uma excelente noite de uma banda que na altura estava no seu auge e que, a partir dessa data e incompreensivelmente (ou talvez não) começou a entrar numa fase de decadência que veio a dar origem a uma agonia que o grupo atravessou em termos criativos e que, como é lógico, teve influência comercialmente.
Um espectáculo inesquecível de uma banda que a pouco e pouco, vai caindo no esquecimento, um bocado por culpa própria e por decisões que foram tomadas por alguns elementos do grupo, decisões essas, na minha opinião, erradas.
O grupo deu por terminada a sua carreira em 2009, com alguns concertos pelo país.

26/10/10

Ao vivo... Mike Oldfield

Data - 22 de Setembro de 1993
Local - Pavilhão do Dramático de Cascais
Notas - Inicialmente marcado para a Praça de Touros de Cascais, este evento foi transferido para o Pavilhão do Dramático de Cascais, onde Mike Oldfield nos brindou com um concerto "demasiado" perfeito.
Sem qualquer tipo de improvisação relativamente aos originais editados em disco, o concerto de Mike Oldfield, apesar de bom, tornou-se aborrecido ao criar a sensação de estarmos a ouvir os discos deste brilhante músico nascido em Inglaterra em 15 de Maio de 1953 e que com apenas 20 anos lançou o fundamental "Tubular Bells".
Foi um bom concerto num local que já não existe e por onde passaram bons grupos.

25/10/10

Momentos... Muse

Muse em Wembley

22/10/10

Momentos... Spoon

Spoon no Super Bock Super Rock

20/10/10

Momentos... Muse

Muse em Wembley

19/10/10

Momentos... National

National no Super Bock Super Rock 2010

18/10/10

Momentos... Muse

Muse em Wembley

15/10/10

14/10/10

Momentos... Pet Shop Boys

Pet Shop Boys no Super Bock Super Rock 2010

13/10/10

Momentos... Prince

Prince no Super Bock Super Rock 2010

12/10/10

Momentos... National

National no Super Bock Super Rock 2010

11/10/10

Momentos... Muse

Muse em Wembley

08/10/10

Recortes... Suede em Barcelona

Como não vai passar por Portugal, vale a pena a viagem a Barcelona.

Momentos... Pet Shop Boys

Pet Shop Boys no Super Bock Super Rock 2010

07/10/10

Momentos... National

National no Super Bock Super Rock 2010

06/10/10

Momentos... Muse

Muse em Wembley

05/10/10

Momentos... Stereophonics


Stereophonics no Super Bock Super Rock 2010

04/10/10

Momentos... Prince

Prince no Super Bock Super Rock 2010

01/10/10

D'Outrora... "De Fio a Pavio"

Terceira parte de uma entrevista feita no início dos anos 80, a um conjunto de jornalistas responsáveis pelo programa "De Fio a Pavio", da Rádio Renascença.
...
Perg. - Mas haverá música portuguesa que seja suficiente para ocupar esse espaço, mas que seja de qualidade?
Resp. - (Miguel Lemos) - Depende. Música com raízes populares há muita, existe o levantamento dessa música e tem qualidade. Agora, se falarmos na que é comercializada pelas editoras, penso que não abrange essa qualidade pois tem objectivos comerciais.
(João Viegas Soares) - Actualmente não existe qualquer controle se essa lei é ou não cumprida. Há emissoras que passam muito pouca música portuguesa, e a SPA (Sociedade Portuguesa de Autores) não recebe as listas das música que foram passadas na rádio durante um mês, por isso não existe controlo e, a partir daí, a eficácia da lei fica logo anulada. Se não houver um controlo, não me parece que essa lei tenha resultados práticos suficientes.
Perg. - Acham que na rádio deviam ser dadas mais oportunidades aos jovens?
Resp. - (Miguel Lemos) - Acho que se dão boas oportunidade, mas a rádio também não foge ao ao que costumamos chamar crise geral e que existe na sociedade portuguesa. Essa crise implica o desemprego e a questão do primeiro emprego para os jovens.
Perg. - Mas podem existir jovens com boas ideias para programas e que não tenham tido qualquer experiência anteriormente...
Resp. - (João Viegas Soares) - Pelo que conheço não tem surgido uma grande quantidade de oportunidade a novos valores. Nós somos jovens e somos alguns desses jovens que entraram para a rádio com pouca ou nenhuma experiência. Penso que "De Fio a Pavio" é uma prova de que os jovens têm alguma coisa a dizer.
Perg. - Mas porque razão a rádio não dá esse apoio?
Resp. - (Miguel Lemos) - Uma rádio que seja comercial vive da publicidade e dos ouvintes. As pessoas não podem surgir sem experiência, pois poderão fracassar. Penso que será essa a principal razão.
(João Viegas Soares) - Os interesses económicos sobrepõem-se ao dar novas oportunidades à juventude, o que é negativo.
(Miguel Lemos) - Acho que é negativo, mas essa falta não é tão grande como isso. A Rádio Comercial e a Rádio Renascença têm apostado em gente nova. Na Renascença tem-se apostado muito na juventude, mas mais no sector da informação.

FIM

Momentos... Muse

Muse em Wembley

Momentos... Pet Shop Boys

Pet Shop Boys no Super Bock Super Rock 2010