Patrick Wolf durante a actuação no Festival Optimus Alive.
Um exercício de estilo
Quando a música é um vício... um "veneno" salutar
"Toxicidade" - Tema dos GNR - Álbum "Rock In Rio Douro"
22/07/11
21/07/11
Ao vivo... Festival Optimus Alive
Data - 09 de Julho de 2011
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - O último dia da edição deste ano do acidentado Alive, foi extremamente fraco, em termos de concertos. Uma série de grupos de pouco relevo, divididos pelos diversos palcos do recinto, ficando a ideia que foram os grupos que sobraram de um determinado pacote de artistas.
Se por um lado é inegável a qualidade dos TV on The Radio em palco e nos discos, essa qualidade já é questionável em relação aos White Lies e aos Kaiser Chiefs.
Apesar de ambos se terem esforçado para proporcionar bons momentos ao público, esse esforço ficou aquém do desejado, principalmente no caso dos White Lies, que deram um concerto morno, em fim de festa.
No caso dos Kaiser Chiefs, o esforço de Ricky Wilson (visivelmente mais magro) em remar contra o marasmo que é a actual música do grupo, foi insuficiente. Ele corre, salta, vai ao bar buscar uma cerveja, brinca com os espectadores e com os operadores de câmara, faz, como se costuma dizer, trinta por uma linha, mas a qualidade musical do grupo e os momentos em que o público delira, restringem-se aos temas do primeiro trabalho do grupo, Employment (2005). Não foi um concerto mau, mas esteve longe de ser bom.
Um bom fim de festa, mas um mau fim de festival.
Tocaram ainda Jane's Adiction, Paramore, Foals, Linda Martini, entre outros, mas não assisti a estes concertos.
20/07/11
Ao vivo... Festival Optimus Alive
Data - 08 de Julho de 2011
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Dia desastroso para a organização do festival, com o cancelamento de três concertos do palco principal.
Klepht, The Pretty Reckless e os You Me At Six, viram os seus concertos cancelados devido a problemas técnicos, segundo a organização. Ao que consta, uma das vigas que sustentava a estrutura do palco, estava a ceder, tendo sido colocadas duas gruas para funcionarem como suporte do palco. Um azar toda a gente tem, no entanto é de lamentar a falta de informação por parte da organização e a forma como lidaram com o problema, perante o público. Apesar de tudo, conseguiram assegurar os concertos dos 30 Seconds to Mars e dos Chemical Brothers, com uma redução substancial do tempo, principalmente dos 30 Seconds.
Klepht, The Pretty Reckless e os You Me At Six, viram os seus concertos cancelados devido a problemas técnicos, segundo a organização. Ao que consta, uma das vigas que sustentava a estrutura do palco, estava a ceder, tendo sido colocadas duas gruas para funcionarem como suporte do palco. Um azar toda a gente tem, no entanto é de lamentar a falta de informação por parte da organização e a forma como lidaram com o problema, perante o público. Apesar de tudo, conseguiram assegurar os concertos dos 30 Seconds to Mars e dos Chemical Brothers, com uma redução substancial do tempo, principalmente dos 30 Seconds.
Esta questão não me afectou minimamente, pois este dia estava destinado ao chamado palco secundário, que neste festival foi muito superior ao apelidado palco principal. Por este palco (secundário) iam passar Angus & Julia Stone, Fleet Foxes e os Grinderman de Nick Cave, entre outros.
Se os dois primeiro se limitaram a darem espectáculos bons e agradáveis mas que, seguramente, ser perderão no tempo , já os Grinderman arrasaram por completo a assistência com um espectáculo de um ritmo alucinante e poderosíssimo; direi mesmo brutal. O início com um Nick Cave, como que possuído por um demónio que queria arrasar tudo e todos; um vendaval de música e ritmo indescritível.
Passados dez dias, e já sem estar sobre o efeito que se tem quando acaba um concerto, arrisco a afirmar que foi o melhor concerto a que assisti até hoje.
19/07/11
Setlist... Coldplay (Optimus Alive)
Ao vivo... Super Bock Super Rock
Data - 16 de Julho de 2011
Local - Aldeia do Meco
Notas - Aquele que foi considerado, à partida, como o melhor festival do ano em Portugal, terminou de uma forma péssima com uma actuação desastrosa dos Strokes e com problemas de som que, em determinadas alturas, faziam com que a voz de Julian Casablancas não se ouvisse em certos locais do recinto, na zona abrangida pelo palco principal.
O dia nem começou mal, com uma actuação dinâmica e segura dos portugueses X-Wife, à qual se seguiu o pop despretensioso e suave do vocalista dos Killers, Brandon Flowers, que apesar de poder ser considerado um erro de casting para um festival com um cartaz tão alternativo, não desiludiu e conseguiu segurar e agarrar o público.
Após a actuação de Flowers, entraram em palco os Elbow, para aquele que considero ter sido o melhor concerto do dia. Com um estilo musical digno de um Coliseu ou de uma Aula Magna num ambiente mais calmo e intimista, o grupo esteve em bom nível irradiando simpatia e boa música, talvez excessivamente monótona para o ambiente que se vivia no recinto, tendo chegado a provocar alguma sonolência em algum público, maioritariamente fans dos The Strokes. Seria um concerto fabuloso, noutra sala.
Entre os muitos aguardados Slash e The Strokes, houve tempo para uma curta visita ao palco secundário, onde actuava o ex-Stone Roses, Ian Brown, para mais um concerto desastroso, algo a que o músico já nos habituou. A primeira vez de Brown, a solo em terras portuguesas, foi, em tudo, idêntica à primeira vez dos Stone Roses no Festival de Vilar de Mouros, em 1996: um desastre.
Relativamente a Slash, provou ser um dos melhores guitarristas de sempre. Agora numa carreira a solo, acompanhado por Myles Kennedy na voz, o ex-Guns n' Roses deu um concerto razoável em que demonstrou todo o seu nível, tendo, logicamente, como momentos altos os temas dos Guns, principalmente Sweet Child O' Mine, onde cerca de 30000 pessoas cantaram a música na integra, proporcionando um momento de alguma beleza, algo que o grupo seguinte não conseguiu fazer.
Achei muito fraca a actuação dos Strokes, por muito que isso possa custar aos fans de uma das melhores bandas surgidas na última dezena de anos, mas que desde o seu primeiro disco, Is This It (2001) nunca mais conseguiu atingir grandes níveis qualitativos, pese alguma melhoria no último, Angels (2011 ) em relação ao fraco First Impessions on Earth de 2006. uma actuação descabida, se não ébria, por parte de Julian Casablancas. Todos nós temos dias maus, e quero acreditar que foi esse o caso dos Strokes.
18/07/11
Ao vivo... Super Bock Super Rock
Data - Dia 15 de Julho de 2011
Local - Aldeia do Meco
Notas - No segundo dia da 17ª edição do festival Super Bock Super Rock, a expectativa maior era para a actuação dos Arcade Fire, que deste modo compensavam o público português, depois do cancelamento a que foram obrigados no ano passado, devido à cimeira da Nato.
No palco principal, o dia começou da melhor maneira com o projecto Noiserv, liderado por David Santos e que assenta numa estrutura muito pessoal do músico, num estilo intimista.
Após a actuação de Noiserv, chegou a vez de Rodrigo Leão & Cinema Ensemble que, mais uma vez não desiludiram e deram um concerto de grande nível, que incidiu principalmente sobre o último trabalho do músico, "A Mãe", editado durante o ano de 2009. Como ponto negativo deste concerto, apenas alguma indecisão durante a actuação, indecisão essa que transmitiu a ideia de falta de conhecimento do alinhamento das canções, levando inclusivamente a que fossem ouvidos alguns apupos.
Enquanto não começava a actuação dos Portishead, houve oportunidade para uma "viagem" até à zona do palco secundário para assistir a Legendary Tigerman, músico de grande nível mas que se torna aborrecido em palco, apesar de ser um excelente executante mas, e na minha opinião, ao fim de três ou quatro músicas... chega; e está na hora de fazer a "viagem" de regresso até ao palco principal, onde os Gift, de que não sou apreciador, estavam a terminar a sua actuação.
Seguiam-se, neste mesmo palco, os Portishead de Beth Gibbons para mais um daqueles concertos a que este grupo nos habituou, e dos quais é extremamente dificil conseguir apontar algum defeito. Uma voz mais limpa de Beth Gibbons, foi complementada de forma excelente pelos grandes músicos que fazem parte do grupo e que tornam os concertos dos Portishead como algo grandioso.
A fasquia deste segundo dia estava muito alta, e só um grupo como os Arcade Fire é que conseguia fazer melhor que Portishead. Com um início arrasador, ao som de Ready To Start, o concerto foi um autêntico Best Of que percorreu os três excelentes álbuns editados por esta banda canadiana que continua a ter uma carreira de grande nível, quase imaculada; como imaculado foi o concerto que deram neste SBSR, apesar de uma hora e quinze minutos ser muito pouco para tanta música boa, como é a dos Arcade Fire.
15/07/11
Ao vivo... Super Bock Super Rock
Data - 14 de Julho de 2011
Local - Aldeia do Meco
Notas - A edição deste ano do Super Bock Super Rock - o festival mais mutante, dos muitos que se realizam em Portugal - serviu para confirmar que os grandes problemas com que este festival se depara são os acessos e as fracas condições do recinto, devido ao pó, às poucas casas de banho e a uma área de alimentação muito pequena, tornando num verdadeiro pesadelo qualquer tentativa para adquirir algo para comer.
No que diz repeito à música, que na realidade é o que interessa à maior parte dos "festivaleiros", o cartaz deste ano é excelente, pois traz-nos uma imensidão de grupos de grande qualidade e, principalmente, com poucas passagens por Portugal.
Neste primeiro dia, o destaque em termos de alinhamento ia para os Arctic Monkeys, que não desiludiram numa actuação que durou cerca de uma hora e quinze minutos. No entanto, na minha opinião, o grupo podia ser mais enérgico em termos de presença em palco, pois se por um lado a música do grupo é de uma energia impressionante, já a presença em palco da banda é algo estática, com os elementos muito "agarrados aos seus lugares".
A anteceder a actuação da banda liderada por Alex Turner, estiveram em palco os Beirut, para aquele que foi o melhor concerto deste primeiro dia. Zach Condon e este seu projecto, deram um concerto muito próximo da perfeição, deixando a ideia que um concerto deste grupo numa Aula Magna ou num Coliseu será, isso sim, perfeito, pois num espectáculo deste género e em nome próprio, não "estamos a levar" com aquelas pessoas que estão ali pelo ambiente e não respeitam quem está ali pela música, pois estão constantemente a falar sobre nada e sobre quase tudo, mas acima de tudo, falam do que não tem nada a ver com o que se está a passar. Infelizmente é algo que acontece muito em festivais.
Relativamente aos Walkmen, o segundo grupo a passar pelo palco principal, provaram mais uma vez que são uma banda de grande nível e profissionalismo, nos seus espectáculos. Um bom concerto, que serviu para abrir o apetite para os Beirut.
Relativamente ao palco secundário, o destaque do dia vai para a actuação boa e segura da sueca Lykke Li, que surpreendeu ao apresentar os temas dos seus dois trabalhos Youth Novels (2008) e Wounded Rhimes (2010) numa versão, quase que arrisco a dizer mais gótica. Se nos discos a música de Lykke Li apresenta uma sonoridade mais calma, já ao vivo surge um cruzamento com ambientes e sonoridades góticas, mas que nunca chega a entrar naquela onda gótica à base de guitarras.
Houve ainda Tame Impala que confirmaram a qualidade apresentada em disco, os El Guincho que foram uma boa surpresa, e os portugueses Sean Riley & Slowriders que demonstraram ser muito bons em palco.
13/07/11
10/07/11
08/07/11
Ao vivo... Festival Optimus Alive
Data - 07 de Julho de 2011
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Este segundo dia do Optimus Alive estava virado para uma onda mais rock, tendo como cabeça de cartaz os Foo Fighters. Para além disso, assinalava o regresso de Zé Pedro aos concertos dos Xutos & Pontapés, após uma intervenção cirúrgica. Se os Foo Fighters são um grupo que não aprecio, já o mesmo não se pode dizer dos Xutos & Pontapés, apesar de começar a haver uma certa saturação para a música do grupo.
Por razões de alinhamento, o concerto dos Xutos coincidiu com o dos Primal Scream, pelo que a opção foi a banda liderada por Bobby Gillespie, que durante mais de uma hora, tocou na íntegra o seu inesquecível álbum Screamadelica de 1991, que ainda hoje é considerado um dos melhores discos da história da música rock. O facto de num evento desta natureza (festival), o alinhamento incidir basicamente sobre um disco, limita um pouco a reacção do público, ávido de "best of". Após uma "primeira parte" em que foi tocado na integra esse imprescindível disco, o grupo entrou no tal estilo "best of", com Cosmic Girl (Riot City Blues, de 2006) e a partir dessa altura tocou meia dúzia das músicas mais conhecidas do grupo e aí sim, houve grande entrega por parte do público que encheu o palco secundário.
Após a actuação dos Primal Scream, seguiu-se Iggy Pop & The Stooges no palco principal para um concerto de rock puro e duro, muito ao seu estilo. Comunicativo e de uma energia impressionante, Iggy Pop deliciou o público com o seu estilo muito peculiar. Um bom concerto de rock, mas não o suficiente para ser o melhor do dia; esse... foi o dos Primal Scream.
07/07/11
Ao vivo... Festival Optimus Alive
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - No primeiro dia da edição do Alive 2011, o passeio marítimo de Algés esgotou completamente com cerca de 52.000 pessoas, lotação excessiva para as condições do recinto e dos respectivos acessos: era impossível ir buscar algo para comer ou beber e a saída da zona do recinto foi uma missão árdua e de grande paciência.
Com três palcos espalhados pelo recinto, não deixa de ser desagradável estar a assistir a um concerto e, como música de fundo, ouvir os outros palcos. É algo que deve ser corrigido.
No aspecto musical, é de realçar o bom concerto dos Coldplay que apesar dos anos conseguem manter um excelente nível qualitativo e a música do grupo, ao vivo, funciona na perfeição em recintos abertos e com grande capacidade, pois a banda liderada por Chris Martin tem um bom conjunto de empolgantes canções; para além disso conseguem transmitir para o público, a alegria demonstrada em palco.
A anteceder os Coldplay, passaram pelo palco principal os Blondie liderados pela incontornável Debbie Harry, numa actuação morna que foi salva pelos músicos da banda, já que Debbie Harry desiludiu e foram notórias as debilidades da sua voz, pois "o tempo não perdoa", e sessenta e cinco anos, feitos no dia 01 de Julho, é muito tempo. Não foi um bom concerto, mas também não chegou a ser aborrecido.
Finalmente num dos palcos secundários e após uma boa actuação dos Coldplay, seguiu-se o melhor concerto deste primeiro dia: Patrick Wolf, músico Irlandês que mostrou ser dono de uma grande voz e de uma presença em palco de grande nível. O pouco público presente, teve oportunidade de assistir a um concerto curto mas muito bom e o músico não se inibiu pelo aspecto da plateia, algo despida.
Ficamos a aguardar um concerto em nome próprio de Patrick Wolf.
05/07/11
Ao vivo... Sufjan Stevens

Data - 31 de Maio de 2011
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Infelizmente, o Coliseu dos Recreios esteve pouco mais de meio para receber um dos músicos mais criativos e geniais da actualidade: Sufjan Stevens.
Sufjan Stevens é natural de Detroit e com apenas trinta e cinco anos, conta com oito trabalhos editados, com a particularidade de terem sido muito bem recebidos pela crítica; todos eles.
Durante quase duas horas, Sufjan Stevens brindou o pouco publico presente com belíssimas interpretações das suas músicas, com rasgos e genialidade em algumas improvisações que, como se sabe, muitas vezes são suficientes para definir o nível de um concerto.
Apesar de ser um estilo musical de definição difícil, a música deste norte-americano torna-se simultaneamente estranha e sedutora, e neste concerto ela foi executada de forma brilhante e perfeita.
Seguramente, um dos melhores concertos de 2011.
Setlist
Seven Swans
Too Much
Age of Adz
Enchanting Ghost
I Walked
The Owl and the Tanager
Vesuvius
Get Real Get Right
I Want To Be Well
Futile Devices
Impossible Soul
Concerning The UFO Sighting Near Highlan, Illionois
Casimir Pulaski Day
Chicago
Setlist... Pulp no Wireless Festival
01 - Do You Remember The First Time
02 - Pink Glove
03 - Mile End
04 - Mis-Shapes
05 - Something Changed
06 - Disco 2000
07 - Sorted For E?s
08 - F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E
09 - I Spy
10 - Babies
11 - Underwear
12 - This Is Hardcore
13 - Sunrise
14 - Bar Italia
15 - Common People
Setlist do excelente concerto dos Pulp, no dia 03 em Hyde Park.
28/05/11
Gil Scott-Heron - I'm New Here - (R.I.P.)

Faleceu ontem um génio. Gil Scott-Heron, autor de um dos melhores discos de 2010.
Por esse motivo, em jeito de homenagem, recupero a análise feita a "I'm New Here" na altura da sua edição.
Este "I'm New Here" é um disco, no mínimo, curioso, pois trata-se de um trabalho de música em forma de poesia... ou poesia em forma de música.
Dos quinze temas que fazem parte do disco, uns são declamados outros cantados pela excelente voz de Gil Scott-Heron e, a forma como os temas são elaborados e interpretados, transformam este disco em algo muito introspectivo, como se nos estivesse a ser contada uma história cheia de talento e beleza.
Alguns temas cantados, outros narrados e ainda outros que parecem relatos de histórias de bastidores, fazem com que a este disco se possa aplicar a frase "inicialmente estranha-se... depois entranha-se".
"I'm New Here" não é um disco fácil, pois tem tanto de estranho com de belo. Insere-se naquele género de registo que se aprende a gostar com o tempo, e não creio que possa ser ouvido em qualquer altura ou qualquer lugar; nada disso. É preciso estar com capacidade para interiorizar a música e o ambiente que o disco proporciona, e julgo estar-se perante o "companheiro" ideal para uma viagem pois, para além da sensação de companhia que nos transmite, proporciona-nos momentos de grande beleza e serenidade, embalados pela excelente voz de Gil Scott-Heron.
01 - On a Comming From a Broken Home (1)
02 - Me And The Devil
03 - I'm New Here
04 - Your Soul And Mine
05 - Parentes (Interlude)
06 - I'll Take Care Of You
07 - Being Blessed (Interlude)
08 - Where Did The Night Go
09 - I Was Guided (Interlude)
10 - New York Is Killing Me
11 - Certain Things (Interlude)
12 - Running
13 - The Crutch
14 - I've Been Me (Interlude)
15 - On a Comming From a Broken Home (2)
Nota - 9/10
26/05/11
Ao vivo... National

Data - 24 de Maio de 2011
Local - Praça de Touros do Campo Pequeno
Notas - Depois de os ter visto o ano passado no festival Super Bock Super Rock, e após ter conhecimento do regresso a Portugal para este mês de Maio, disse a muita gente que este concerto dos National ia ser o melhor concerto do corrente ano.
Apesar de não ser o mais correcto ir para um espectáculo com a ideia preconcebida de que vai ser isto ou aquilo, as expectativas criadas deixaram de o ser e passaram a ser a confirmação de que caso não seja o melhor (devido a pequenas debilidades da sala do Campo Pequeno em termos acústicos), vai ser seguramente um dos melhores.
Com um alinhamento a incidir preferencialmente nos álbuns Boxer (2007) e High Violet (2010), o concerto dos National foi brilhante em todos os aspectos. A banda liderada por Matt Berninger esteve em palco quase duas horas para delícia dos milhares de fans que quase encheram a quente arena do Campo Pequeno e tiveram oportunidade de passar uma noite de excelente música, com um excelente concerto dado por uma banda que sabe interagir com o público de uma forma simpática sem cair no exagero. Destaque para o último encore, que funcionou como a "cereja no topo do bolo", já que o tema de encerramento do soberbo alinhamento, foi cantado praticamente "à capela", com o grupo a incentivar os milhares de fans presentes a cantarem em coro, o que originou um momento musical arrepiante que vai ficar, seguramente, na memória de quem lá esteve.
Estivemos, sem qualquer dúvida, perante uma das melhores bandas da actualidade: The National.
A primeira parte esteve a cargo dos Dark Dark Dark, que apresentaram o seu último trabalho Wild Go (2010). Uma música calma, agradável mas inconsequente, que serviu como "aquecimento" para uma grande noite de música.
Alinhamento:
Star a War
Anyone's Ghost
Secret Meeting
Bloodbuzz Ohio
Slow Show
Squalor Victoria
Afraid Of Everyone
Little Faith
Abel
All The Wine
Sorrow
Apartment Story
Conversation16
Lucky Tou
England
Fake Empire
Friend Of Mine
Mr. November
Terrible Love
About Today
Vanderlyle Crybaby Geeks
P.S. - Em Agosto os National volta a Portugal, desta vez ao Festival do Sudoeste.
Sou da opinião que a música do grupo funciona melhor em espaços abertos, para Matt Berninger ter mais espaço para poder soltar a sua forma peculiar de cantar e de estar em palco, forma essa que a momentos parece ser dominada por laivos de loucura.
Só é pena ser o Festival do Sudoeste, cujo ambiente é uma espécie de "o meu primeiro festival", mas vale a pena ir; eu vou.
25/05/11
Ao vivo... Lady Gaga

Data - 10 de Dezembro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Se musicalmente este concerto deixou algo a desejar, já do ponto de vista de espectáculo esteve em excelente nível. Apesar de não ser apreciador da cantora, nem do estilo musical que pratica, Lady Gaga deu um bom concerto para um público que esgotou o Pavilhão Atlântico. Um espectáculo muito cénico e teatral (às vezes excessivamente), que confirmou Lady Gaga como uma das melhores entertainers da actualidade, que peca somente pelo excesso de diálogos nos intervalos das músicas, o que origina alguma quebra no ritmo do concerto.
A primeira parte foi assegurada por um grupo que já acompanha Lady Gaga há muitos anos, os Semi Precious Weapon, com uma teatralidade grotesca e com uma música extremamente aborrecida e de fraca qualidade. Demasiado mau para ser verdadeiro.
24/05/11
Ao vivo... Guns N' Roses

Data - 06 de Outubro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Apesar de ter começado com mais de uma hora de atraso, os Guns N' Roses deram um concerto de grande nível que durou quase três horas, onde houve a oportunidade de ouvir os grandes clássicos do grupo, intercalados com temas de "Chinese Democracy", primeiro trabalho do grupo após a saída de Slash, cuja ausência se faz notar, principalmente ao nível de solos de guitarra. Apesar disso, e graças ao bom nível de Axl Rose, a música do grupo mantém-se agradável.
Foi, seguramente, um dos melhores concertos de 2010.
A primeira parte esteve a cargo se Sebastian Bach que, verdade seja dita, deu um concerto de nível razoável. Bons momentos musicais que acabaram por se perder na duração do espectáculo pois Sebastian Bach esteve em palco durante hora e meia, um pouco a "encher", à espera de Axl Rose. De louvar o profissionalismo deste músico, nascido nas Bahamas e líder dos Skid Row que, apesar de saber que estava somente a fazer tempo, manteve o profissionalismo durante toda a actuação.
23/05/11
Ao vivo... Suede

Data - 06 de Maio de 2011
Local - Parque da Cidade no Porto
Notas - Apesar de os ter visto recentemente num concerto em nome próprio - dia 26 de Novembro de 2010, na sala Razzmatazz em Barcelona - não deixei de os ir ver ao Porto, desta vez num espectáculo inserido na semana académica do Porto e que contou com os portugueses Pontos Negros na primeira parte, cujo concerto começou bem, mas acabou por se tornar aborrecido.
Relativamente aos Suede, e estabelecendo a inevitável comparação com o concerto de Barcelona, pareceu-me que o grupo está mais entrosado. Enquanto que no concerto de Barcelona foi notória alguma timidez e algum receio em improvisar, já neste do Porto isso não existiu.
Foi sem duvida um excelente concerto da banda liderada por um Brett Anderson, sempre no seu estilo sedutor, provocante e encantador, quer ao nível de presença em palco, quer ao nível vocal.
24/03/11
Ao vivo no dia 08 de Abril... A Jigsaw

Depois de um longa digressão europeia, na qual promoveram o aclamado "Like The Wolf", os A Jigsaw, vão pisar o palco do Maus Hábitos no próximo dia 8 de Abril pelas 22 horas, para um concerto que se espera memorável.
A música deste grupo oriundo de Coimbra, composto por João Rui, Jorri, Marco Silva e Susana Ribeiro, assenta numa base Blues / Folk, e é essa magia que levam ao Porto para uma noite única, onde ainda vai ser possível assistir a actuações de Sofia Truta, com a participação de João Fonseca (covers de Rock n' Roll e Country) e ainda Francisco Rua, um prodígio portuense da Slap Guitar.
Organizado pela PickMeUp em parceria com a Rewind Music e com a colaboração do Maus Hábitos, o preço da entrada é de 5 Euros com consumo obrigatório.
Através do site rewind-music, é possível ver todos os passos da torunée "Like The Wolf European Tour".
O video de Red Pony pode ser visto no YOUTUBE.
23/03/11
14/03/11
Ao vivo... Frodo e Heróis do Mar
11/03/11
Recortes... Iodo
10/03/11
Recortes... Mário Mata
Recortes... Mário Mata
05/03/11
03/03/11
02/03/11
D'Outrora... Jornal Som 80 (Part.3) - Albatroz

A seguir à edição deste primeiro single, o grupo conseguiu obter algum sucesso e dar alguns concertos pelo país, chegando a actuar no palco do Rock Rendez-Vous, num espectáculo com pouco público, ao qual tive oportunidade de assistir com o objectivo de os entrevistar no final.
Este grupo, oriundo de Gondomar, Porto, chegou a gravar outro single em 1981, intitulado "O Júlio é um duro", e "dedicado" ao apresentador de televisão Júlio Isidro.
Os Albatroz acabaram por nunca atingir grande sucesso e em 1984 decidem mudar de estilo musical optando por uma espécie de regresso ás origens, pois tornaram-se um grupo vocacionado para tocar em bailes e arraiais populares.
Desconheço se o grupo ainda existe, ou se alguns dos seus elementos estão ligados a outros projectos musicais.
01/03/11
D'Outrora... Jornal Som 80 (Part.2)

\


Esta é a primeira de uma série de publicações de um artigo que foi publicado no suplemento"Som 80", que fazia parte do jornal "Portugal Hoje", já extinto.
Os factos mencionados nos textos sobre as bandas, estão, à data de hoje, extremamente desactualizados, pois este artigo foi publicado na edição do dia 01 de Agosto de 1981.
Na medida do possível, irei tentar, junto a cada "recorte" que fale de uma determinada banda, acrescentar alguma actualização de dados, principalmente em termos de discos editados e se a banda continua ou não, no activo.
28/02/11
D'Outrora... Jornal Som 80 (Part.1)

Capa do suplemento Som 80, que era publicado no extinto jornal "Portugal Hoje". Nesta edição, de Agosto de 1981, foi publicado um artigo sobre o rock português, no qual fazia um breve resumo dos grupos mais importantes do momento.
Hoje é publicada a parte da capa onde é mencionado o artigo. A partir de amanhã, são publicados vários recortes do artigo, pois devido à extensão do mesmo, não é de todo possível (nem prático) fazer uma publicação da página inteira.
Recortes... Iodo
25/02/11
D'Outrora... Recortes de Imprensa
18/02/11
16/02/11
14/02/11
11/02/11
Ao vivo... Michael Nyman
Data - 21 de Maio de 1998
Local - Centro Cultural de Belém
Notas - Um excelente concerto do grande compositor Michael Nyman, autor da inesquecível banda sonora do filme "O Piano". Contou com a participação da portuguesa Filipa Pais que interpretou algumas canções de uma forma perfeita, mas um pouco pedante.
10/02/11
Festival Alive - Grinderman

Só mesmo em Portugal é que um grupo desta importância, liderado por alguém como o Nick Cave, é contratado para tocar no palco secundário do Festival Alive.
Não sei qual o tamanho do recinto onde o palco secundário deste ano vai estar colocado, mas se for idêntico ao dos anos anteriores, pouco mais de 1000 pessoas poderão assistir ao concerto, em condições.
Ao vivo... Young Gods

Data - 31 de Janeiro de 2011
Local - Santiago Alquimista
Notas - Primeiro concerto de 2011 e pode-se afirmar que o ano começou da melhor maneira. Neste segundo dia dos Young Gods no Santiago Alquimista, a sala esteve longe de estar cheia (ao contrário do dia anterior) mas, mesmo assim, o grupo liderado por Franz Treichler deu um concerto fabuloso durante cerca de uma hora e quarenta e cinco minutos. Com um alinhamento que incidiu principalmente no mais recente trabalho, Everybody Knows, houve ainda tempo para percorrer a longa carreira deste grupo oriundo da Suiça, e que já conta com mais de 25 anos no activo, apesar de serem naturais de um país sem grande tradição musical, e principalmente no estilo musical onde se insere o grupo.
Um espectáculo em que o rock industrial esteve ao melhor nível, numa sala em que o público presente prestou culto e devoção a uma banda que, em palco, consegue superiorizar o nível que atinge nos discos.
09/02/11
Ao vivo... Band Of Horses

Data - 07 de Fevereiro de 2011
Local - Aula Magna
Notas - A sala da Aula Magna esgotou para assistir à estreia dos norte-americanos, de Seattle, Band Of Horses.
Apesar da excelência da sala, ela acaba por ter um efeito algo redutor no que à chamada prestação do público diz respeito. Se por um lado cria um ambiente intimista, por outro lado e em certos estilos musicais, limita e inibe a reacção do público, criando uma espécie de barreira, invisível mas evidente, entre os espectadores e os músicos.
O concerto dos Band of Horses acabou por ser penalizado por isto, pois enquanto nas músicas que o grupo tocou com uma vertente mais intimista - fruto das influências country-folk americanas - existiu uma verdadeira simbiose entre o público e o grupo, já naquelas num estilo mais rock - com as influências do meio musical de Seattle - ficou evidente uma certa relutância dos espectadores em se soltarem e vibrarem, um pouco graças ao efeito "auditório", em que está toda a gente sentada.
Considero a Aula Magna uma das melhores salas para concertos de Lisboa e com uma acústica excelente, mas para um género musical mais próximo ou que se queira aproximar do rock, fica a faltar algo, fica a faltar "espaço" para que as pessoas possam dançar e saltar descontraídamente.
Talvez por isso, o concerto que os Band Of Horses deram tenha ficado um pouco aquém das expectativas, com alguns momentos de uma ligeira monotonia que quase nos levaram ao bocejo. Não tendo sido um um concerto memorável, também não se pode afirmar que tenha sido mau. Teve excelentes momentos musicais que alternaram com os já referidos momentos de alguma monotonia e quebras de ritmo, mas com uma setlist boa que percorreu os três álbuns editados pelo grupo: Everything All The Time (2006), Cease To Begin (2007) e Infinite Arms (2010). O momento alto da noite surgiu, como era previsível, com "The Funeral", numa interpretação de grande nível em que o público se rendeu em definitivo à banda liderada por Ben Dridwell.
Em termos gerais foi um bom concerto, mas fica a ideia que o grupo consegue e pode fazer melhor, nomeadamente no alinhamento das músicas, pois como já foi referido a setlist foi boa, mas na minha opinião, o alinhamento das músicas podia ter sido diferente, para que desse modo não surgissem as quebras de ritmo que surgiram e que quebraram o entusiasmo do público.
A primeira parte, esteve a cargo de Mike Noga & Gentlemen Of Fortune, trio australiano que durante cerca de 30 minutos, presenteou-nos com uma música de grandes influências do folk-rock norte-americano, tendo inclusivamente tocado uma cover de Bob Dylan. Uma primeira parte agradável e de bom nível.
08/02/11
Setlist... Band Of Horses na Aula Magna
Setlist do concerto dos Band Of Horses na Aula Magna, no dia 07 de Fevereiro de 2011.
01 - Evening Kitchen
02 - Snow
03 - NW Apt.
04 - Too Soon
05 - Weed Party
06 - Part One
07 - Older
08 - The General Specific
09 - Blue Beard
10 - Compliments
11 - Factory
12 - Cigarrettes, Wedding Bands
13 - Marry Song
14 - Laredo
15 - No One's Gonna Love You
16 - Funeral
17 - Wicked Gil
18 - Ode To LRC
19 - Detlef Schrempf
20 - Is There a Ghost?
21 - The Great Salk Late
07/02/11
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