24/04/15

Ao vivo... Shabazz Palaces

Data - 23 de Abril de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Com o aquário da ZDB completamente cheio, os norte-americanos de Seattle Shabazz Palaces, deram, durante duas horas, um extraordinário concerto.
Ishmael Butler e Tendai Maraire, prenderam o público do primeiro ao ultimo momento, desfilando temas dos dois discos já editados, Black Up de 2011 e Lese Majesty de 2014.
A sonoridade diferente do hip-hop tradicional, fruto dos vários experimentalismos do duo nos quais tentam quebrar todas as barreiras musicais, faz com que os seus concertos não se tornem repetitivos. Se num concerto tradicional de hip-hop existe essa tendência - pois é um estilo que não varia muito em termos de construção musical, visto a sua força estar nas letras - no caso dos Shabazz Palaces, isso não sucede, pois a sua música tanto navega pelo hip-hop tradicional como se aproxima do Jazz, do Rap e do Dub, e isso faz toda a diferença, e é isso que torna um concerto deste grupo em algo diferente... e que nos cativa.

20/04/15

Crónica... Tó Pica


Tó Pica, experiente guitarrista com 23 anos de carreira, membro dos Sacred Sin, Ramp, Anti-Clockwise e Secret Lie, apresenta-se nesta primeira edição do Festival Energeia acompanhado por um leque de excelente músicos, com o objectivo de dar a conhecer o seu primeiro trabalho a solo, um CD a editar brevemente, e do qual se espera a confirmação (se é que ainda precisa disso) de Tó Pica como um dos melhores guitarristas portugueses de metal.

18/04/15

Ao vivo,,, Led-On

Data - 17 de Abril de 2015
Local - Espaço Armazém F
Notas - Paulo Ramos na voz, Mário Delgado na guitarra, Manuel Paulo nos teclados, Zé Nabo no baixo e Alexandre Frazão na bateria, dão corpo a este projecto de amigos que, de vez em quando, reúne-se dá alguns concertos tocando covers de temas dos Led Zeppelin, músicas incontornáveis de uma banda incontornável na história do rock.
Ao vê-los em palco fica a sensação de que estão ali para se divertir, e essa forma de estar acaba por se passar para o público.
Um excelente concerto que durou perto de duas horas.

Crónica... Manifesto



Paulo Lima na voz e guitarra, Augusto Figueira na guitarra e coros, Bidgi Marciano no baixo e coros e Nuno Justo na bateria e coros formaram os Manifesto em Novembro de 2011.
Com um rock simples e directo, o grupo deu-se a conhecer com o tema "Acordai", numa homenagem ao maestro Fernando Lopes Graça e ao poeta José Gomes Ferreira.
Em 2014 editam o primeiro álbum, homónimo, do qual faz parte o tema Arriscar, primeiro single a ser extraído do mesmo e com uma sonoridade muito próxima dos Tara Perdida, um rock cheio de energia e empolgante.
Os Manifesto são mais um grupo que começa a despontar no panorama musical português e que vai marcar presença na primeira edição do Festival Energeia.

17/04/15

Crónica... Razia


Os Razia formaram-se em Fevereiro de 2010 e aquilo que pode ter começado por ser uma espécie de brincadeira, na qual um grupo de amigos com jeito para a música decide juntar-se e alugar um espaço para os seus ensaios e tocar covers dos seus grupos preferidos, acabou por se tornar algo sério.
Desse grupo de amigos composto pelo Hugo, Pedro, David, Gonçalo e Anita, a Anita já não faz parte do grupo, tendo abandonado o projecto em Setembro de 2010.
Os membros actuais dos Razia são o Gonçalo na voz, David na guitarra, João na guitarra e voz, Pedro no baixo e voz e o Hugo na bateria e voz, e são estes músicos que, citando o grupo, "três anos e meio e dezasseis originais depois, cá estamos nós", e ao fim de mais e um ano e gravações, finalmente é editado o primeiro trabalho "Rebaldaria", um álbum composto por doze temas de Punk-Rock nacional cheio de energia.
Os Razia são outro grupo que vai marcar presença no Festival Energeia.

16/04/15

Lower Dens - Escape From Evil


Oriundos de Baltimore, os Lower Dens formaram-se em 2009, sendo um dos muitos projectos de Jana Huntler, cantora que se estreou em 2002 e desde essa altura tem mantido uma certa regularidade no que diz respeito a edições discográficas e algumas colaborações com outros músicos, dos quais pode-se destacar Devendra Banhart.
Para completar a formação dos Lower Dens, Huntler juntou-se ao guitarrista Will Adams, ao baixista Geoff Graham e ao baterista Abram Sanders que foi substituído por Nate Nelson em 2011. Corria o ano de 2012 quando os elementos do grupo decidem ser necessário dar mais envolvência e profundidade à sua música, e é para atingir o objectivo dessa sonoridade mais ambiental e densa que entra para o grupo o guitarrista e teclista Carter Tanton, sendo editado em 2012 "Nootropics", disco que sucedeu ao trabalho de estreia " "Twin-Hand Movement" de 2010.
Após um interregno de três anos, e com a mesma formação, os Lower Dens estão de volta com o delicioso "Escape From Evil", editado pela Ribbon, um belo disco com grandes influências dos Beach House (outro excelente grupo de Baltimore) e momentos que nos trazem à memória a vertente mais calma de Anna Calvi ou o tom sedutor de Cat Power.
Estamos perante um disco de ambiências, de sensações, um disco que simultaneamente navega pelos mares da densidade, da obscuridade, mas que nos absorve, que faz com nós façamos parte dele, ou que ele faça parte de nós, um disco envolvente, envolvência essa bem evidente em temas como "Ondine" em que a guitarra é o nosso meio de transporte, ou "I Am The Earth", uma balada que nos embala como se fossemos um bebé de poucos meses, ou ainda "Société Anonyme", tema muito marcado pelo baixo que nos leva para uma viagem prestes a terminar e, como estamos deliciados com o que estamos a ouvir, a viagem não termina aí... voltamos à primeira música.
Um disco viciante, e seguramente um dos melhores deste ano, que ainda nem a meio chegou.

01 - Sucker's Shangri-La
02 - Ondine
03 - To Die In L.A.
04 -Quo Vadis
05 - Your Heart Still Breating
06 - Electric Current
07 - I Am Te Hearth
08 - Non Grata
09 - Company
10 - Société Anonyme

Nota - 8.8 / 10

15/04/15

Crónica.... Gazua


Foi no ano de 2007 que estes três músicos, com larga experiência, se juntaram para formar os Gazua.
João Corrosão na guitarra e voz, fez parte dos Corrosão Caótica no final dos anos 80 e início dos anos 90 e também dos Carbon H, durante o ano de 1998; Paulino no baixo e coros também se estreou nos anos 80 com os Jardim do Enforcado e posteriormente, nos anos 90, com os M.A.D e os Spitz Buben; finalmente o baterista João Teixeira que tocou com os Anti-Clockwise e com Kalú, dos Xutos e Pontapés.
Conhecidos por darem concertos enérgicos, o grupo já editou cinco trabalhos, tendo sido o primeiro, "Convocação", editado em 2008, ao qual se seguiu  "Música Pirata" em 2009, "Contracultura" em 2010, "Transgressão" em 2012 e já este ano "Sobrenatural", ou seja, cinco discos em apenas 8 anos de existência, e o seu número de seguidores tem vindo a aumentar ano após ano.
Com passagens pelo cinema S. Jorge, Espaço TMN ao Vivo, Festa do Avante e Musicbox, entre muitos outros concertos e festas académicas, é de esperar um enorme concerto no festival Energeia, no dia 01 de Maio.

14/04/15

Recortes... Festival Energeia

Não é, nem pretende ser, somente mais um festival. Pretende ser um festival diferente, uma festa com muita música e animação e nesta sua primeira edição o Festival Energeia apresenta um cartaz virado para o rock cantado em português.
Dia 01 de Maio, no RCA Club, situado na Rua João Saraiva Nº 18, Bairro de Alvalade.

10/04/15

Ao vivo... Joaquin Sabina

Data - 09 de Março de 2015
Local - Auditório FIBES - Sevilha
Notas - Terceiro concerto a que assisti de Joaquin Sabina, e mais uma vez este músico nascido em Úbeda, Jáen, em Espanha no ano de 1949 não desiludiu. Fazendo-se acompanhar por excelentes músicos, Sabina esteve irrepreensível, num concerto em que tocou na integra o álbum "19 Dias y 500 Noches" de 1999, com um som perfeito numa excelente sala com bom ambiente, não deixando de visitar alguns dos seus sucessos de sempre, justificando a viagem de 900 km ao fim de um dia de trabalho e a consequente noite mal dormida. A repetir.

09/04/15

Ao vivo... Aniversário Galeria Zé Dos Bois

Data - 19 de Dezembro de 2014
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Dia de aniversário na Galeria Zé Dos Bois. Bom concerto de música Qawwali, com alguns temas cantados em português, provocando uma sensação estranha mas extremamente agradável, numa noite de festa com um ambiente extraordinário.
Um dos melhores espaços culturais da cidade de Lisboa comemorou desta forma os seus 20 anos, encerrando assim uma programação que se estendeu por algumas semanas.
Parabéns à ZDB.

08/04/15

Ao vivo... Pere Ubu

Data - 04 de Dezembro de 2014
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Se fossemos obrigados a atribuir um símbolo matemático aos Pere Ubu, esse símbolo seria, sem qualquer dúvida o "mais". Formados em 1975, os Pere Ubu, são das bandas mais incompreendidas, mais inovadoras, mais experimentalistas, que mais discos editou, mais estilos musicais apresentou, e que mais mudanças de formação teve até à data.
Da formação original, o único membro que resta é o vocalista David Thomas, e foi ele que esteve à frente do grupo que se apresentou nesta noite num aquário da ZDB a "rebentar pelas costuras".
Grande concerto de rock, de puro rock, mas também experimental e estranho, como tem sido sempre a carreira deste grupo que já lançou uma imensidão de discos, alguns com características muito diferentes uns dos outros, com ritmos diferentes, com sonoridades e experimentalismos de extremos, desde o mais melódico ao mais dançável, ao mais ruidoso, mas nunca abdicando de uma identidade muito própria.
Um grande concerto de rock, no qual o grupo apresentou alguns temas do seu mais recente trabalho, o excelente "Carnival of Souls", considerado por muita crítica como um dos melhores discos de 2014.

07/04/15

Ao vivo... Moonspell

Data - 27 de Março de 2015
Local - Coliseu dos Recreios - Lisboa
Notas - Concerto de apresentação do recentemente editado "Extinct". Os Moonspell formaram-se em 1992. Liderados pelo carismático Fernando Ribeiro, este grupo oriundo da Brandoa (Amadora), gravou durante o ano de 1993 a demo "Anno Satanae" que lhe possibilitou a assinatura de um contrato com a editora francesa "Adipocere Records", para a qual editaram em 1994 o EP "Under The Moonspell".
No ano de 1995, através da Century Media Records, surge o primeiro álbum, "Wolfheart". Desde então, o grupo tem construído uma carreira extremamente sólida, com discos de grande nível e muitos concertos um pouco por todo o mundo, carreira esta que, estranhamente (ou talvez não) começou de "fora para dentro", ou seja, os Moonspell começaram a obter maior sucesso no estrangeiro e só passado algum tempo é que conseguiram cimentar a sua posição em Portugal, sendo considerados actualmente a melhor banda de Gothic Metal portuguesa.
Relativamente ao concerto desta noite, foi uma celebração que teve como base "Extinct", não deixando de percorrer alguns dos trabalhos mais importantes da banda, com temas de "Wolfheart" de 1995, "Irreligious" de 1996, "Alpha Noir / Omega White" de 2012, e "Night Eternal" de 2008, não sendo de estranhar o facto de terem ficado de fora temas de "Sin/Pecado" de 1998, o trabalho mais fraco do grupo.

Setlist

01 - Breathe (Until We Ate No More)
02 - Extinct
03 - Night Eternal
04 - Opium
05 - Awake!
06 - The LAst Of Us
07 - Medusalem
08 - Raven Claws (com Mariangela Demurtas - Tistania)
09 - Funeral Bloom
10 - Domina
11 - Malignia
12 - The Future is Dark
13 - Em Nome do Medo (com Rui Sidónio, dos Bizarra Locomotiva)
14 - Vampiria
15 - Ataegina
16 - Alma Mater

Encore

17 - Wolfshade (A Werewolf Masquerade)
18 - Mephisto
19 - Full Moon Madness

Na primeira parte tocaram os Bizarra Locomotiva, que apresentaram um concerto poderoso e forte, de grande nível, com um Rui Sidónio imparável e contagiante em palco. Um grupo a rever.
Tocaram ainda os gregos SpticFlesh, num concerto algo monótono, um pouco por desconhecimento da obra do grupo por parte do público que quase encheu o Coliseu numa noite de devoção ao Metal dos Moonspell, mas que, na minha opinião, teve como grandes vencedores, os Bizarra Locomotiva.

29/03/15

Ao vivo... Freestyle Motocross

Data - 28 de Março de 2015
Local - Campo Pequeno
Notas - Durante cerca de duas horas e trinta minutos, diversas bicicletas e motos deram um bom espectáculo de acrobacias e saltos, com um ritmo interessante mas que acabou por se tornar monótono devido à extensão do espectáculo. Se tivesse demorado hora e meia, teria sido muito bom; assim, foi bom.

15/03/15

Ao vivo... Ascensor da Nazaré

Bilhete do Ascensor da Nazaré. Um passeio bonito numa bela vila do litoral português. Bonitas paisagens, boa gastronomia e muito, muito vento.

16/02/15

Setlist... Tindersticks

Setlist do fabuloso concerto dos Tindesticks na inauguração pop da excelente sala da Philharmonie de Paris.

01 - Keep You Beautiful
02 - Second Chance Man
03 - Medicine
04 - Dying Slowly
05 - Johnny Guitar (Peggy Lee Cover)
06 - Into The night (Julee Cruise Cover)
07 - Boobar
08 - Come Feel The Sun
09 - A Night To Still
10 - The Other Side Of The World
11 - Drunk Tank
12 - Piano Song
13 - Factory Gilrs

Encore 1
14 - Hushabye Montain
15 - She's Gone (interrompida)
16 - Sometimes It Hurts
17 - My Oblivion
18 - Trouble Every Day
19 - She's Gone

Encore 2
20 - All The Love

09/02/15

Ao vivo... Jozef Van Wissem

Data - 05 de Fevereiro de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - O holandês Jozef Van Wissem, com o seu Alaúde foram um bálsamo para um noite fria, de inverno. A suavidade da sua música foi impressionante. Se fechássemos os olhos e nos deixássemos levar, apoderava-se de nós a sensação de estarmos a fazer parte de um filme, no qual a sua música era a respectiva banda-sonora. Imagens de campos sem fim, de paraísos longínquos tomavam conta da nossa mente e nós "voávamos" por campos desconhecidos e simultaneamente embriagantes, levados pela música de Wissem, surpreendente e marcante.
Na primeira parte, durante cerca de 30 minutos, esteve em palco o português Manuel Dordio com a sua guitarra eléctrica, para nos apresentar um conjunto de divagações e experiências musicais, totalmente instrumentais.

03/02/15

Ao vivo... Nuno Prata

Data - 30 de Janeiro de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - O Ex-Baixista dos Ornatos Violeta, Nuno Prata, deu um excelente concerto intimista no aquário da ZDB, longe de estar cheio.
Após o final dos Ornatos Violeta, Nuno Prata não tardou a regressar aos palcos, primeiro em dueto com o multi-instrumentista Nicolas Tricot, num projecto intitulado Nuno Nico.
Em 2006 regressou aos discos, em nome próprio, com a edição de "Todos os dias fosses estes outros", produzido por Tricot, e em 2010 editou "Deve Haver", trabalho em que contou com a colaboração dos Clã Hélder Gonçalves e Manuela Azevedo, sendo evidente ao longo de todo o disco o pop característico desse grupo portuense.
Neste concerto, na ZDB, Nuno Prata apresentou-se em trio para apresentação do seu terceiro trabalho discográfico, álbum homónimo, no qual contou com a colaboração de Manuel Cruz, outro Ex-Ornatos Violeta.

09/01/15

Ao vivo... Frei Hermano da Câmara

Data - 13 de Dezembro de 2014
Local - Campo Pequeno - Lisboa
Notas - Um espectáculo em que Frei Hermano da Câmara apresentou na íntegra um dos discos mais vendidos de sempre da música portuguesa,o álbum "O Nazareno" editado em 1978. Passado tantos anos, este monge beneditino nascido em Lisboa em 12 de Julho de 1934, consegue esgotar praticamente todos os espectáculos que dá, não só pela sua raridade mas também pelo prestigio que tem e pela legião de fans que o acompanha há imensos anos. Para além dos temas de "O Nazareno", que foi tocado na sequência original, o concerto terminou em autêntica apoteose com o saudoso "Fado da Despedida".
A título de curiosidade, e extra-concerto, acrescento que Frei Hermano da Câmara chegou a gravar um disco com o Quarteto 1111, "Bruma Azul do Desejado", editado  em 1973 e no qual participaram ainda Mike Sergeant no baixo e guitarra, Miguel Artur da Silveira na bateria, António Moniz Pereira na guitarra e José Cid nas teclas. Este disco a que Frei Hermano da Câmara deu voz, é uma raridade na música portuguesa e considerado um dos grandes discos de sempre.

    06/01/15

    Ao vivo... Univers

    Data - 31 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - Univers no Festival Primavera Sound 2014.

    05/01/15

    Ao vivo... Seun Kuti

    Data - 31 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - Seun Kuti no palco Ray-Ban.

    02/01/15

    Os melhores de 2014

    01 - War on Drugs - Lost In The Dream
    02 - Perfume Genius - Too Bright
    03 - FKA Twigs - LP1
    04 - Damon Albarn - Everyday Robots
    05 - St. Vincent - St. Vincent
    06 - Jack White - Lazaretto
    07 - Caribou - Our Love
    08 - Future Islands - Singles
    09 - Aphex Twin - Syro
    10 - Sun Kil Moon - Benji
    11 - Run The Jewels - Run The Jewels 2
    12 - Royal Blood - Royal Blood
    13 - Real Estade - Atlas
    14 - Sharon Van Etten - Are We There
    15 - Fucked Up - Glass Boys

    31/12/14

    Ao vivo... Fucked Up

    Data - 06 de Setembro de 2014
    Local - Irving Plaza - New York
    Notas - Grande e envolvente concerto dos canadianos Fucked Up. O melhor de 2014.
    Actuaram ainda os Pinback e os Speedy Ortiz.

    Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

    Quinta parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980

    Perg. – Já aqui falamos da vossa passagem pela televisão. Em termos de rádio, já alguma vez participaram nalgum programa?
    Resp. – Para a rádio nunca fizemos nada. Dá a ideia que estão mais preocupados com outras coisas.
    Perg. – Com o Disco-Sound?
    Resp. – Não diremos com o Disco-Sound, mas com o regressar à música Portuguesa dos anos 20 e 30 pois consideramos as vedetas Portuguesas dos anos 50 como se fossem dessa época. A música dos anos 50 é muito divulgada pela rádio.
    Perg. – Mas se existissem ofertas, aceitavam-nas?
    Resp. – Nós não consideramos isso uma oferta, porque não são precisas ofertas para ir à rádio. Isso até é capaz de haver muito, assim como ofertas para irmos lá tocar. Simplesmente aqueles indivíduos fazem um contrato, não uma oferta, para fazer um determinado trabalho e para determinada entidade. O que a rádio quer é obter o máximo pelo mínimo.

    Fim

    Entrevista feita no dia 17 de Abril de 1980, em Odivelas

    30/12/14

    Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

    Quarta parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980
    ...
    Perg. – Para quando a edição de um novo LP?
    Resp. – Um disco não sai quando as outras pessoas acham que deve sair, só porque já está na altura de se lançar outro. Não é assim, é quando nos sentimos bem com o trabalho que se pode fazer. Não se faz um trabalho porque o mercado exige ou porque determinadas pessoas possam exigir que a Go Graal mantenha um trabalho sistemático.
    Perg. – O vosso primeiro disco vendeu-se bem?
    Resp. – O disco vendeu-se bem para o mercado Português que geralmente consome mais o fado, as canções de embalar e a canção nacional ligeira. Para um mercado deste género, Blues, vendeu-se bem. Agora para um trabalho que consideramos da melhor qualidade desde sempre editada em Portugal, consideramos que se vendeu bem, porque os trabalhos de qualidade em Portugal têm vendas muito baixas e por vezes em quantidades menores que o nosso disco. Apesar da promoção ter sido fraca, o disco vendeu-se bem.
    ...

    29/12/14

    Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

    Terceria parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980

    Perg. – Sentem-se influenciados por algum intérprete ou agrupamento musical, em particular?
    Resp. – Temos uma cultura e como tal somos influenciados pelas pessoas que mais directamente nos dizem respeito.
    Perg. – Isso a vível geral. Individualmente é diferente.
    Resp.- Há um elemento, o Urial que é influenciado a 100% pelos Ramones, quer musicalmente quer como executante. Nós normalmente sentimo-nos influenciados por uma década de bons músicos, e não por músicos específicos. São essencialmente músicos que surgiram no final da década de 60 e até ao fim da de 70. A partir daí as nossas influências pararam.
    Perg. – No vosso primeiro LP têm um tema intitulado “We Remenber M.W.”, que é dedicado a Muddy Waters. Porquê? Influência?
    Resp. – Preferimos não falar nisso. Não nos referimos a um tema específico, porque não dá para analisar um disco assim, dá para analisar um trabalho de fundo e não um ou outro tema.
    ...

    28/12/14

    Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

    Segunda parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980


    Perg. – O que acham do Movimento do Rock Português?
    Resp. – Não existe.
    Perg. – Já alguma vez existiu ou pensam que virá a existir?
    Resp. – Não existiu e nem tão depressa virá a existir. Bem, existe um movimento Rock, não existe é uma cultura, mas movimento existe, pois a partir do momento em que há movimentação de grupos e de músicos, ele existe. A cultura rock é que não existe pois as pessoas não estão preparadas para aceitarem o rock como cultura.
    Perg. – Vocês já participaram em três programas de televisão que foram o “Soltem o rock mas guardem-no bem”, o “Tal & Qual” e o “Sheiks com cobertura”. Acham que a TV deve-se abrir mais aos grupos de rock Portugueses?
    Resp. – A televisão vai-se abrindo aos grupos portugueses, conforme vai levando aquelas tacadas que os próprios grupos vão dando à televisão.
    ...

    27/12/14

    Entrevista... Entrevista Go Graal Blues Band

    Primeira parte de uma entrevista feita à Go Graal Blues Bando, no dia 17 de Abril de 1980

    Perg. – Quem é a Go Graal Blues Band?
    Resp- Em termos de pessoas, na guitarra baixo temos o Tó Andrade, na harmónica o Paulo Gonzo, na bateria o Barrigas e nas guitarras o João Allain e o Urial. Em termos de grupo temos dois anos de existência, raízes no Blues e, portanto, a partir daí não temos comprometimentos com nenhuma forma musical e por isso vamos tocando aquilo para que estamos preparados e com que nos sentimos à vontade para tocar.
    Perg. – Vocês vivem somente à custa da música, isto é são profissionais?
    Resp. – Viver somente à custa da música não vivemos, mas somos profissionais, pelo menos em intenção.
    Perg. - Mas em Portugal é difícil um grupo do vosso género musical sobreviver somente à custa da música?
    Resp. – Não, não é difícil.
    Perg. – Porque é que não cantam em Português? Será que a língua Portuguesa não se integra dentro espírito do Blues?
    resp. – Não cantamos em Português, somente porque não nos apetece.
    ...

    22/12/14

    Ao vivo... Mogwai

    Data - 31 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
    Notas - Os escoceses de Glasgow, Mogwai, regressaram a Barcelona para apresentação do seu mais recente trabalho discográfico, "Rave Tapes", no entanto o seu post-rock experimental, progressivo e caótico, não foi suficiente para quebrar o gelo de uma fria noite de Maio.

    19/12/14

    Ao vivo... Arcade Fire

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - O concerto dos Arcade Fire era, para uma grande parte do público, um dos mais aguardados desta edição, e o grupo não desiludiu. Impressionante, cheio de ritmo, do primeiro ao último minuto.

    01 - Reflektor
    02 - Flashbulb Eyes
    03 - Neighborhood 3 (Power Out)
    04 - Rebellion (Lies)
    05 - Joan ofArc
    06 - Rococo
    07 - The Suburbs
    08 - The Suburbs (Continued)
    09 - Ready To Star
    10- Neighborhood 1 (Tunnels)
    11 - Neighborhood 2 (Laika)
    12 - No Cars Go
    13 - Haiti
    14 - Keep The Car Running
    15 - We Exist
    16 - Afterlife
    17 - It's Never Over (Oh Orpheus)
    18 - Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
    19 - Normal Person
    20 - Here Comes The Night Time
    21 - Wake Up

    17/12/14

    Ao vivo... Midlake

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - Mais um grupo norte-americano, cuja música vagueia pelo folk-country, com alguns devaneios entre o experimentalismo e aquele rock tipicamente americano, que nos faz lembrar, em certas alguns, alguns temas de Neil Young. Não tendo sido um excelente concerto, não se pode dizer que tenha sido mau, no entanto as boas condições climatéricas com muito calor e, sendo um concerto durante a tarde, não ajudaram a que o público se rendesse aos Midlake.

    15/12/14

    Ao vivo... Tarzan

    Data - 13 de Dezembro de 2014
    Local - Aula Magna - Lisboa
    Notas - Espectáculo de musical infantil.

    12/12/14

    Ao vivo... El Ultimo Vecino

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - El Último Vecino é o projecto pessoal de Gerard Alegre Dòria, um dos músicos mais importantes da cena underground espanhola. Com uma música enraizada na electrónica dos anos 80, repleta de influências dos New Order ou Orchestral Manouvers In The Dark, os El Último Vecino, proporcionaram um concerto agradável, que nos fez recuar um pouco no tempo.

    10/12/14

    Ao vivo... Glasser

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
    Notas - Concerto morno dos Glasser. Musicalmente muito próximos do universo sonoro de Bjork, com inegáveis influências, a electrónica do grupo aliada à boa voz de Cameron Mesirouw não conseguiram empolgar o público, tornando-se ligeiramente aborrecido, num concerto de fim de tarde, início de noite.

    09/12/14

    Ao vivo... Follakzoid

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - Os chilenos Follakzoid apresentaram-se em Barcelona com seu rock cósmico e psicadélico num concerto morno, principalmente devido ao desconhecimento da maior parte do público da obra deste grupo, que já conta com dois discos editados e que já recebeu alguns bons elogios da imprensa europeia, tendo o conceituado "The Guardian" dito que graças à música dos Follakzoid, o Chile era o "lugar do cosmic rock".

    08/12/14

    Entrevista... Mário Mata

    Terceira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata, no início dos anos 80.
    ..
    Perg. – Agora estás na tropa. Não achas que isso possa ter atrapalhado um bocado a tua carreira?
    Resp. – Não. Para mim, até foi bom ter desaparecido.
    Perg. – Porquê?
    Resp. – Para acalmar. Eu estava a ficar um bocado afanado da voz pois tocava todos os dias. Fez-me bem ter feito ginástica, coisa que já não fazia há muito tempo. Se a tropa empatou em alguma coisa foi em termos de tempo, mais nada.
    Perg. – Através dos poemas tentas transmitir algo?
    Resp. – Falo mais do quotidiano. Não dou mensagens.
    Perg. – Não dás directamente, mas talvez dês indirectamente.
    Resp. – Sim.
    Perg. Porquê?
    Resp. – Dei indirectamente no primeiro LP, mas neste que vai sair agora já vou dar directamente.
    Perg. – Porquê essa mudança?
    Resp. – No meu primeiro álbum estava mais calmo, menos maduro e as letras do primeiro álbum não estão bem trabalhadas, com excepção da “Sonata Da Má Vida” e do “Começamos a Flutuar”. No álbum anterior tinha um bocado de retranca.
    Perg. O quê que te levou a não participar na maratona do “Musicalíssimo”?
    Resp. – Eu estava com febre, rouco e um bocado em baixo. Inicialmente estava para ir actuar à noite e disse-lhes que ia da parte da tarde pois quando se está rouco, à tarde está-se sempre um bocado melhor. Mas como à tarde já estava muito afanado, ia para lá fazer figura de urso, todo afanado da voz, e isso não me ia dar gozo nenhum. Portanto, acho que quando as pessoas não estão em condições, não vão. Foi por isso que não fui. Quando ao facto de não telefonar a avisar, não o fiz, porque não tinha o número de telefone de Vila Franca e não ia lá avisar.
    Perg. – Quais os teus projectos para o futuro?
    Resp. – A curto prazo são, trabalhar no disco e fazer espectáculos. Tenho também em vista um mês de espectáculos nos EUA. Este projecto ainda está em negociações no que respeita a datas e caso exista uma pequena alteração nas datas, vou aceitar, o que por muito mau que fosse seria benéfico, pois tudo tem o seu lado positivo.

    FIM

    07/12/14

    Entrevista... Mário Mata

    Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata, no início dos anos 80.
    ...
    Perg. – Actualmente estás em estúdio a preparar um novo trabalho, que sai em Maio. A linha musical desse LP, é diferente da do anterior?
    Resp. – Tirando o “É Pá Desgraça”, praticamente tudo foge ao álbum anterior. O “É Pá Desgraça” é do tipo popular. Há três músicas tipo Blue Grass norte-americano e as restantes, uma é do tipo medieval, que se chama “Algarve e Tá Na Hora” e as outras são mais viradas para o Jazz. O álbum, possivelmente, chamar-se-á “É Pá Desgraça”.
    Perg. – Esperavas que o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, obtivesse o sucesso que obterve?
    Resp. – O êxito, comercialmente falando, falhou, isto porque a música começou a ser badalada cerca de seis meses antes da saída do disco. O êxito já tinha acontecido antes do disco ter sido posto à venda, já tinha havido aquele impacto. Neste próximo trabalho as músicas só vão começar a ser divulgadas depois da saída do disco.
    Perg. – Não vês a hipótese deste disco vir a ter umas vendas inferiores ao anterior?
    Resp. – Pode se vender a mesma coisa e não ser um estouro. Acho que não vai ser nenhum estouro, mas não gosto de fazer previsões dessas.
    Perg. – Não achas que este tempo todo que estiveste ausente, talvez tenha sido demasiado, e as pessoas tenham esquecido o Mário Mata?
    Resp. – As pessoas não estão esquecidas e este espaço de tempo é preciso.
    Perg. – Porquê?
    Resp. – Eu acho que subi demasiado depressa, e agora quero entrar numa calma, subir aos poucos, e para isso as pessoas têm de estar preparadas. Acho que é preciso dar o espaço de pelo menos um ano para a música que quero fazer. Também quero mostrar às pessoas que o Mário Mata não é só o “Não Há Nada P’ra Ninguém”. Sou muito da opinião de se deixar o espaço de um ano, e acho que é o intervalo ideal.
    ...

    06/12/14

    Entrevista... Mário Mata

    Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog ao Mário Mata, no início dos anos 80.

    Mário Mata é um músico que somente há ano e meio é que começou a ser badalado cá no burgo. Apesar de ser pouco tempo, a sua importância já é grande e as músicas que toca são, na sua maioria, de grande qualidade. Antes da edição do seu primeiro LP “Não Há Nada P’ra Ninguém”, alguns de nós talvez já o conhecêssemos de o vermos a tocar nas esquinas das ruas ou no metropolitano, a pedir uma esmola para poder arranjar dinheiro para comer, para sobreviver. Actualmente encontra-se a preparar outro LP. Daí o justificar-se a entrevista.
    Perg. – Antes de editares o “Não Há Nada P’ra Ninguém”, a tua experiência musical era tocares em bares ou na rua. Qual dos dois te dá mais prazer?
    Resp. – Depende. Tocar nas ruas para mim representou uma época, como tocar nos bares representa outra. São coisas completamente diferentes. Acho que há dois pólos: há o tocar num palco num sítio em que não se gosta e depois há o vir para a rua convencer as pessoas. É melhor vir para a rua do que tocar num sítio que não se goste.
    Perg. – Quando tocas na rua, as pessoas dão-te uma certa quantia em dinheiro, de livre vontade. Qual o que para ti tem mais significado: o que te é dado na rua por quem passa, ou o que te dá, por exemplo a TV, para ires lá gravar um programa?
    Resp. – Acho que é um bocado difícil responder a isso. Por vezes, quando eu vinha para a rua, era para arranjar dinheiro para comer, cantava para sobreviver, mas havia outras alturas em que me apetecia vir desabafar com as pessoas. Acho que quando a TV quer que uma pessoa vá lá cantar tem que pagar, enquanto na rua as pessoas dão o que querem e de livre vontade. É capaz de ser mais importante o dinheiro que as pessoas dão na rua.
    ...

    05/12/14

    Ao vivo... Caveman

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - Entre um palco e outro, houve algum tempo para assistir à actuação dos Caveman, num pequeno espaço do recinto. Em modo Unplugged, o quinteto de Nova-Yorque apresentou alguns temas do seu mais recente álbum, "Caveman" de 2013 e ainda alguns do disco de estreia "Cocobeware" de 2011, disco este que lhes trouxe algum protagonismo, sendo de imediato comparados a bandas como os Woods ou Real Estate.

    03/12/14

    Ao vivo... Wind Atlas

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fórum - Barcelona
    Notas - Mais um grupo de Barcelona, Wind Atlas. 
    Aos fundadores Andrea Pérez e Sergi Alexandre juntaram-se Iván Montero, Raúl Pérez e Marina Sánchez, para aquilo que foi a grande surpresa deste Primavera Sound de 2014.
    Somente com um EP editado na altura, "Fen Fire", os Wind Atlas encantaram a plateia, com uma sonoridade musical obscura, densa e enigmática, que nos trouxe à memória Cocteau Twins ou mesmo Dead Can Dance. Grande concerto.

    02/12/14

    Ao vivo... El Petit de Cal Eril

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fórum - Barcelona
    Notas - Os El Petit de Carl Eril, são um grupo da Catalunha liderado por Joan Pons, também conhecido como o homem-orquestra de Guissona.
    Com muitos músicos em palco e um bom conjunto de metais, a música do grupo vagueia por alguma improvisação que tem por base o folk da Catalunha e, apesar de ser o primeiro concerto do dia, com início às 17 horas, o público compareceu em número razoável, e não foi o chamado factor casa que fez com que isso acontecesse, pois neste Primavera Sound a quantidade de estrangeiros dos mais diversos países é imensa.

    01/12/14

    Setlist... James

    Setlist do concerto dos James na Meo Arena, no dia 29 de Novembro de 2014.

    01 - Lose Control
    02 - Oh My Heart
    03 - Walk Like You
    04 - Frozen Britain
    05 - Seven
    06 - Curse Curse
    07 - Laid
    08 - What's The World
    09 - I Wanna Go Home
    10 - All Good Boys
    11 - Quicken The Dead
    12 - Just Like Fred Astaire
    13 - Jam J
    14 - Dream Thrum
    15 - P.S.
    16 - All I'm Saying
    17 - Getting Away With It (All Messed Up)
    18 - Moving On
    19 - Gone Baby, Gone
    20 - Sound

    Encore

    21- Born of Frustration
    22 - Interrogation
    23 - Sometimes

    30/11/14

    Momentos... Sadie Dupuis

    Sadie Dupuis, volcalista e guitarrista dos Speedy Ortiz, durante a actuação no Festival Primavera Sound 2014, em Barcelona.

    28/11/14

    Ao vivo... St. Vincent

    Data - 29 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Forum - Barcelona
    Notas - Um dos melhores concertos da edição deste ano do Primavera Sound.
    St. Vincent (Anne Clark), depois de em 2012 ter editado juntamente com David Byrne o álbum "Love This Giant", regressou aos discos em nome próprio em 2014 com o excelente álbum homónimo, disco este considerado um dos melhores de 2014
    Previsivelmente, o alinhamento do concerto incidiu principalmente no seu mais recente trabalho e, apesar de relativamente curto, foi um concerto muito bom, que nos prendeu da primeira ao ultimo tema.

    01 - Rattlesnake
    02 - Digital Witness
    03 - Cruel
    04 - Birth In Reverse
    05 - Regret
    06 - Every Tear Disappears
    07 - Surgeon
    08 - Cheerleader
    09 - Prince Johnny
    10 - Year of The Tiger
    11 - Marrow
    12 - Huey Newton
    13 - Bring Me Your Loves

    24/11/14

    Ao vivo... Aldeia Natal

    Data - 07 de Dezembro de 2013
    Local - Parque Eduardo VII
    Notas - Evento temático alusivo à época natalícia.

    21/11/14

    Ao vivo... Vaccines

    Data - 22 de Maio de 2013
    Local - Parc Del Forum - Barcelona
    Notas - Talvez a maior surpresa da edição do Festival Primavera Sound 2013, Vaccines, com um rock bem ritmado, cheio de força e bons riffs.

    18/11/14

    Ao vivo... Festival Primavera Sound 2014

    Data - De 28 a 31 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Forum - Barcelona
    Notas - Crónicas já publicadas

    14/11/14

    Ao vivo... Mas Ysa

    Data - 30 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas  - Mas Ysa (Thomas Arsenault) deu um concerto soberbo. Sozinho em palco, com sintetizadores e osciladores e a sua excelente voz, levou-nos por uma viagem pela synth-pop, com laivos de new wave e indie, numa viagem sedutora, daquelas que dá vontade de nos deixarmos levar através de um espaço imaginário e inebriante.
    Mesmo muito bom concerto de um músico que urge descobrir algo mais.

    12/11/14

    Ao vivo... Superchunk

    Data - 31 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum
    Notas - Mais de 10 anos depois, os Superchunk regressaram às edições discográficas em 2010 com o trabalho "Majesty Shredding".
    Depois de uma passagem bem sucedida pelo Primavera Sound de 2010 no qual apresentaram o trabalho editado nesse ano, o grupo liderado por Mac McCaughan voltou a Barcelona para apresentação de "I Hate Music" de 2013, brindando o muito público presente com um grande concerto de puro rock, com boas guitarras e bons riffs a marcarem a actuação do grupo formado em Chapel Hill em 1989 e que parece ter regressado ao activo de forma consistente.
    A prova de que o Rock 'n' Roll é eterno.

    10/11/14

    Recortes... Nós Alive

    Cartaz da edição do Festival Optimus Alive de 2014, data a partir da qual passou a chamar-se Nós Alive, por motivos de patrocínios.

    06/11/14

    Setlist... Placebo

    Setlist do concerto dos Placebo, no Coliseu dos Recreios em Lisboa, no dia 05 de Novembro 2014.

    01 - B3
    02 - For What It's Worth
    03 - Loud Like Love
    04 - Every You Every Me
    05 - Scene of The Crime
    06 - A Million Little Pieces
    07 - Twenty Years
    08 - Too Many Friends
    09 - Rob The Bank
    10 - One Of a Kind
    11 - Exit Sounds
    12 - Meds
    13 - Song To Say Goodbye
    14 - Special K
    15 - The Bitter End

    Encore

    16 - Begin The End
    17 - Running Up That Hill (A Deal With God) (Kate Bush Cover)
    18 - Post Blue
    19 - Infra-Red

    05/11/14

    Ao vivo... Placebo

    Data - 04 de Novembro de 2014
    Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
    Notas - Quatro anos passados após o cancelamento do concerto agendado para o Coliseu dos Recreios de Lisboa (07 de Outubro de 2010), os Placebo regressaram com a sala da Rua das Portas de Santo Antão completamente esgotada para a recepção à multi-nacional banda formada em 1994 em Londres. Brian Molko (belga), Stefan Olsdal (Suécia), Steve Forrest (Estados Unidos), durante hora e meia, com um som de excelente qualidade e um jogo de luzes perfeito, conseguiram aquecer os ânimos de uma plateia, que por vezes parecia apática.
    Comunicativos e interagindo bem com o público, os Placebo apresentaram uma setlist que, praticamente, ignorou os primeiros discos da banda, deixando de fora qualquer tema do álbum de 1996 "Placebo" e tocando somente um tema de cada um dos três álbuns seguintes, Without You I'm Nothing de 1998, Black Market Music de 2000 e Sleeping With Ghosts  de 2003
    Ou seja, o alinhamento incidiu principalmente no mais recente disco do grupo "Loud Like Love" editado em 2013 e  que, por sinal, foi muito bem recebido por parte da crítica e do público e, ao contrário do que seria expectável, estes temas foram dos que mais animaram o público, para além de alguns clássicos como "The Bitter End", "Meds", "Special K" ou "Infra-Red", tema com que encerraram a noite, ficando a vontade de um regresso para breve.
    Na primeira parte tocaram os Oso Leone, banda de Maiorca liderada por Xavi Marin. Durante cerca de 30 minutos apresentaram, essencialmente, temas do mais recente trabalho discográfico, "Mokragora". Sem conseguirem empolgar a plateia, também não desiludiram, e acabaram por dar um concerto agradável com a sua música muito assente em guitarras e algumas experiências sonoras, mesmo a nível vocal. Já aqui foi referido em outras publicações anteriores que é um grupo a seguir com atenção.

    03/11/14

    Ao vivo... Kendrick Lamar

    Data - 31 de Maio de 2014
    Local - Parc Del Fòrum - Barcelona
    Notas - Tendo como base do alinhamento o muito aclamado "good kid, m.A.A.d City" de 2012, Kendrick Lamar deu um bom concerto, apesar de curto, tocando cerca de 40 minutos.

    27/10/14


    Data - 25 de Outubro de 2014
    Local - Discoteca Lux Frágil
    Notas - Inserido nas comemorações dos 20 anos da Galeria Zé dos Bois, o concerto de Ty Segall decorreu na Discoteca Lux, na já habitual sala de concertos.
    Com lotação esgotada há já alguns dias, era grande a expectativa para assistir à actuação deste músico americano, nascido no dia 08 de Junho de 1987 em Laguna Beach, e que trazia a Portugal a apresentação do seu mais recente disco, "Manipulator", editado pela label Drag City.
    Se alguém tem dúvidas que ainda existe rock puro, assista a um concerto de Ty Segall, músico detentor de uma imensa discografia, não só em nome próprio mas também em diversos projectos como por exemplo, Epsilons, Fuzz, ou ainda a colaboração com os White Fence.
    Neste concerto, que durou perto de hora e meia, Ty Segall bem-disposto, imparável, com grandes solos de guitarra e muito ritmo, transformando a plateia do Lux Frágil, numa gigante sala de Crowd Surfing, praticamente da primeira à última música.
    Som alto, solos de guitarra, bons riffs e grandes distorções, a fazerem lembrar que o Rock'n'Roll jamais acabará. Pode estar a passar um momento menos bom, mas existe, e Ty Segall, à semelhança de Jack White é um dos nomes mais importantes da actualidade nesse panorama musical.
    Na primeira parte tocaram os desconhecidos JC Satan, banda de Bordéus, França, que, apesar de serem desconhecidos, conseguiram agarrar o público, com o seu rock pais pesado, por momentos à beira do Punk Hardcore.

    26/10/14

    Scott Walker and Sunn O))) - Soused

    Editado pela conceituada 4AD, Scott Walker com a colaboração do duo Sunn O))), traz-nos este magnífico "Soused", um disco que tem tanto de estranho como de belo.
    A sua voz de barítono, aliada à sonoridade proporcionada por Greg Anderson e Stephen O'Malley do duo Sunn O))), que por sua vez se aliam ao guitarrista Tos Nieuwenhizen, e ainda ao teclista Peter Walsh, que normalmente acompanha Walker, criam uma atmosfera musical quase indescritível, pesada e densa.
    Se existem discos nos quais a base instrumental é importante pelo ritmo criado, neste "Soused" essa base funciona como um complemento à voz de Walker, que ao narrar mais do que cantar, funciona como um complemento a uma estrutura musical completamente ausente de ritmo, mas repleta de sonoridades e pequenos pormenores, que abrilhantam um música complexa e de uma audição que não é propriamente fácil.
    Uma panóplia de sons, ruídos, guitarras distorcidas com uma sonoridade metálica, uma bateria que irrompe de vez em quando sem ser na sua forma tradicional, um sino, um grito aqui e ali, teclas que surgem esporadicamente, sintetizadores, tudo de forma caótica mas em simbiose perfeita com a voz de Walker, que quando começamos a escutar soa estranha, mas apesar disso prende-nos, e este é um daqueles trabalhos que começamos a ouvir e muito dificilmente conseguimos parar de o fazer até que o disco termine, e quando isso acontece, parece que o faz de forma abrupta.
    A pergunta que pode ficar no ar é se será que termina mesmo de forma abrupta ou será que o prazer da audição nos faz pensar assim?

    01 - Brando
    02 - Herod 2014
    03 - Bull
    04 - Fetish
    05 - Lullaby

    Nota - 8.5 / 10

    23/10/14

    Ao vivo... Conor Oberst

    Data - 22 de Agosto de 2014
    Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
    Notas - "Não sei como, já toquei 50 vezes em todo os países da Europa e nunca cá tinha vindo". Estas foram algumas das palavras de Conor Oberst na sua estreia em Portugal.
    Por incrível que pareça, este músico nascido em Omaha, nos Estados Unidos no dia 15 de Fevereiro de 1980, é detentor de uma discografia imensa nos vários projectos em que participa, ou participou.
    Commander Venus, Desaparecidos, Monsters of Folk, Park Ave., The Faint e, ainda os Bright Eyes formados em 1995 e que lançaram o seu primeiro disco "Letting Off The Happiness" em 1998.
    Desde então, a carreira de Oberst incidiu, básicamente, nos Bright Eyes, editando uma dúzia de discos, tendo praticamente todos eles obtido boa aceitação por parte do público americano e europeu, exceptuando Portugal, e talvez tenha sido esse o motivo para nunca terem passado por cá.
    Finalmente este ano, ao fim de muitos anos de carreira, Conor Oberst passou por Paredes de Coura. Fazendo-se acompanhar pelos Dawes, banda que momentos antes tinha actuado em nome próprio no palco secundário, Oberst esforçou-se e deu um bom concerto para uma escassa plateia, que não conseguiu empolgar, apesar da empatia criada entre o ele e o público.
    Foi pena, e foi com notória melancolia que Conor Oberst se despediu da banda que o acompanhou neste concerto pois, segundo disse, este seria o último com os Dawes nesta tournée, pois o grupo liderado por Taylor Godsmith regressaria à Califórnia no dia seguinte; Oberst afirmou que "é como ficar sem o braço direito e o esquerdo ao mesmo tempo".
    No final do concerto, ao despedir-se do público, o músico de Omaha que editou este ano o excelente disco "Upside Down Mountain" garantiu querer "voltar muito em breve".
    Espera-se que sim e que, desta vez, consiga ter o público rendido, pois é um músico de grande nível.

    21/10/14

    Ao vivo... Goat

    Data - 23 de Agosto de 2014
    Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
    Notas - Sobre esta banda, pouco se sabe; ou melhor nada; não, quase nada.
    Sabe-se que são oriundos da Suécia. Mais nada, pois não se sabe quem são.
    Sabe-se que gravaram três discos, "World Music" em 2012,  "Live Ballroom Ritual" em 2013 e Commune" em 2014.
    Só isto, nada mais.
    Sabe-se que, em palco e com os rostos escondidos atrás de máscaras, estes excelentes músicos dão concertos soberbos, repletos de energia, de danças tribais, misturas de World Music com rock puro e duro, sons psicadélicos completamente em transe, alucinados e alucinam quem os vê, com uma anarquia total em palco. Difícil de descrever.
    Um concerto inesquecível. Soberbo.

    19/10/14

    Perfume Genius - Too Bright

    "Too Bright" é o terceiro disco de Perfume Genius (Mike Hadreas), e de certo modo marca uma ruptura com os trabalhos editados anteriormente.
    Se em "Learning" (2010) e "Put Your Back N2 (2012), a sua música era extremamente fechada, virada para dentro e centrada em si mesmo, com uma estrutura intima, belíssima, assente em voz e piano, neste disco isso não é tão evidente, apesar de estarmos, novamente, perante uma obra introspectiva.
    Se em "I Decline", "Too Bright, ou mesmo "All Along", ainda são notórias algumas semelhanças com os discos anteriores apesar de alguns pormenores de orquestra, nos restantes temas isso não acontece, recorrendo Hadreas a diversas experiências sonoras, como por exemplo em "Grid", "My Body", ou  ainda em "I'm a Mother", onde, através de devaneios vocais, são evidentes as influências que este jovem músico tem, de uma das divas da música independente avant-garde, Diamanda Galás.
    Com piano, sintetizadores, voz e orquestra, e com a colaboração do Portishead Adrian Utley e ainda de John Parish, colaborador habituar de PJ Harvey, Perfume Genius apresenta-nos um disco de grande nível, menos intimo, com música menos calma do que aquela a que nos habituou, mas, apesar disso, toda a sua ternura e sensualidade musical estão lá, tanto em temas como "Queen" ou "Fool" com partes musicais a "dois tempos", ou ainda "Longpig" e "My Body" à base de sintetizadores e experiências sonoras, não podendo, de modo algum, ficarmos alheios à beleza de "Don't Le Them In" com uma harpa verdadeiramente deliciosa, ou  "All Along", o fabuloso tema que encerra aquele que será, seguramente, um dos melhores discos deste ano.

    01 - I Decline
    02 - Queen
    03 - Fool
    04 - No Good
    05 - My Body
    06 - Don't Let Them In
    07 - Grid
    08 - Longpig
    09 - I'm a Mothger
    10 - Too Bright
    11 - All Along

    Nota - 9/10