Um exercício de estilo
Quando a música é um vício... um "veneno" salutar
"Toxicidade" - Tema dos GNR - Álbum "Rock In Rio Douro"
30/07/16
Ao vivo... Festival Músicas do Mundo
Data - 29 de Julho de 2016
Local - Sines
Notas - Ano após ano, o Festival Músicas do Mundo começa a ser considerado um dos melhores de World Music à escala mundial e isso tem-se reflectido no número de público que vai marcando presença na bela cidade de Sines.
Neste dia, passaram pelo FMM os norte-americanos David Murray Infinity Qt. Feat Saul Williams, numa fusão de Free Jazz com o hip hop, o percursionista tunisino Imed Alibi, na sua fusão de ritmos do Magreb com ritmos do Médio Oriente, e para terminar o dia de concertos, os Konono Nº 1 Meets Batida, uma mescla musical composta por músicos da República Democrática do Congo, de Angola e de Portugal.
Cada vez mais, o Festival Músicas do Mundo proporciona-nos a possibilidade de descoberta e conhecimento de enormes músicos que, por diversas razões e muitas vezes por opção própria, optam por nunca deixar as suas raízes, mantendo-se no que se poderá considerar um certo anonimato à escala global, mas ainda bem que assim é, pois não caem na tentativa fácil do mainstream.
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Konono Nº 1,
Saul Williams
29/07/16
Ao vivo... Islam Chipsy e EEK
Data - 28 de Julho de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - A música tradicional do Egipto com toques de modernidade invadiu a ZDB. Uma noite de festa em que nos foi dado a conhecer muita da música que tradicionalmente é tocada nos casamento egípcios. Uma noite de viagem virtual ao Egipto, ao som da sua música.
20/07/16
Ao vivo... Rangda
Data - 19 de Julho de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - aquário da ZDB encheu para receber os Rangda, super-grupo composto por Chasny, Chris Corsano e Sir Richard Bishop proporcionando um excelente concerto, apesar de curto, numa noite com boa música, bom rock com algum experimentalismo à mistura.
Na primeira parte actuou o português Tiago Silva com a sua música obscura e de pesquisa.
17/07/16
Ao vivo... Festival Marés Vivas
Data - 16 de Julho de 2016
Local - Praia do Cabedelo - Vila Nova de Gaia
Notas - Esta foi a minha primeira edição do Festival Marés Vivas, e não posso dizer que tenha saído de lá satisfeito.
O local onde se realiza o festiva é agradável, no entanto merece alguns reparos, que passo a mencionar:
- Acho completamente despropositada a revista feita à entrada aos espectadores, impedindo-os de entrar com comida, obrigando a que essa comida seja deitada no lixo ou ingerida à pressa antes de entrar, o que não faz qualquer sentido nos dias de hoje.
- O local, como já foi referido, é agradável, no entanto é demasiado estreito e pequeno para a quantidade de bilhetes vendidos, não que me incomode minimamente o facto de estar, como se costuma dizer, tipo "sardinha em lata". Isso acaba por ser o menos mau.
O problema surge quando, após começarem os principais concertos, o recinto enche. A partir daqui passa a ser uma "miragem" poder, por exemplo, ir assistir a um concerto no chamado palco secundário ou mesmo dar um passeio pelo recinto, isto para já não falar da impossibilidade - não chega a ser dificuldade... é bem pior, é impossível - de ir buscar qualquer coisa para comer; e é nesta altura que nos lembramos das sandes ou bolachas que os senhores, à entrada, nos obrigaram a colocar no caixote do lixo, numa atitude déspota, numa atitude "surda-muda".
Após estes reparos, passemos ao que interessa, à vertente musical. Neste dia passaram pelo palco principal Beth Orton, Tom Odell, Rui Veloso e James, sendo a qualidade sonora uma constante a todos os concertos.
Se Beth Orton e Tom Odell deram concertos mornos, o de Rui Veloso foi péssimo, sendo um dos piores a que assisti até aos dias de hoje, com temas mal cantados, péssima dicção, e letras completamente imperceptíveis apesar de serem cantadas em português, num concerto demasiado mau para ser verdade.
Já os James, mais uma vez... muito bom, um grupo com uma carreira enorme e que não desilude, mas que por vezes desilude-se com os fans que só estão ali de telemóvel em punho para fotografar e filmar, e Tim Booth fez referência a essa estupidez que cada vez se vê mais nos grandes concertos em Portugal. Essas pessoas acabam por não usufruir do concerto como o poderiam fazer, e não deixa de ser estranho estar a ouvir um magnífico e dançável tema, como por exemplo "Curse, Curse", e quase ninguém o dança, pois estão mais preocupados em filmar. São opções.
14/07/16
Ao vivo... Tindersticks
Data - 13 de Julho de 2016
Local - Teatro Municipal de Vila do Conde
Notas - Inicialmente seria este o único concerto, mas graças à lotação do espaço ter esgotado rapidamente, foi acrescentado outro neste mesmo dia, às 20 horas.
Ao vivo... Tindersticks
Data - 13 de Julho de 2016
Local - Teatro Municipal de Vila do Conde
Notas - Inserido no Festival de Cinema de Curtas de Vila do Conde, os Tindersticks acabaram por dar dois concertos seguidos, no mesmo dia.
Este concerto das 20 horas foi agendado posteriormente pois o programado para as 22.30 esgotou em pouco mais de um dia.
Tendo como base "The Waiting Room", editado em 2016, à medida que os Tindersticks iam tocando os diversos temas do álbum, eram projectados no ecrã pequenos vídeos alusivos a cada tema proporcionando a sensação de estarmos a assistir a um filme cuja banda-sonora era tocada em directo.
10/07/16
Ao vivo... Festival NOS Alive
Data - 08 de Julho de 2016
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Dia de chegar cedo ao recinto para poder ficar nas filas da frente e desse modo assistir a mais um grande concerto dos Radiohead; simplesmente mágico.
Houve ainda tempo para vêr as actuações dos Foals e dos Tame Impala
Data - 09 de Julho de 2016
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Neste último dia do Festival os Arcade Fire não desiludiram, enquanto que os Calexico (palco secundário), Vetusta Morla, Band of Horses, tiveram de lidar com um público "adverso" que estava lá somente para vêr os Arcade Fire.
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07/07/16
16/06/16
Ao vivo... Coldplay
Data - 15 de Junho de 2016
Local - Wembley Stadium
Notas - A "jogar em casa" os londrinos Coldplay, mais uma vez, não desiludiram. Visivelmente satisfeitos com a extraordinária recepção e o Wembley Stadium completamente esgotado, Chris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland e Will Champion proporcionaram um bom concerto - sem improvisos, é certo - mas a essência da música do grupo, está lá.
Cada vez mais pop e menos rock, cada vez menos indie e mais mainstream, o grupo que já tem mais de 20 anos de carreira continua a não desiludir ao vivo. Se em disco vão surgindo pequenas desilusões, em palco, os Coldplay continuam em excelente nível.
A anteceder a actuação dos Coldplay actuaram Alessia Cara e ainda Lianne La Havas, com concertos curtos, de cerca de 30 minutos.
01/06/16
Ao vivo... Steve Gunn
Data - 31 de Maio de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Bom concerto de Steve Gunn, no qual este músico de Brooklyn apresentou temas do seu mais recente disco, "Eyes on the lines" editado recentemente pela Matador.
Depois de ter colaborado com Kurt Vile, Gunn continua a desenvolver a sua carreira a solo, sem no entanto deixar de participar em projectos conjuntos com Vile e ainda com outros grupos, como por exemplo His Golden Messenger ou Mike Copper com quem editou em 2014 "Cantos de Lisboa", para além de muitos outros projectos de cariz rock, mas com algum experimentalismo à mistura.
Depois de ter colaborado com Kurt Vile, Gunn continua a desenvolver a sua carreira a solo, sem no entanto deixar de participar em projectos conjuntos com Vile e ainda com outros grupos, como por exemplo His Golden Messenger ou Mike Copper com quem editou em 2014 "Cantos de Lisboa", para além de muitos outros projectos de cariz rock, mas com algum experimentalismo à mistura.
Na primeira parte da noite o guitarrista Sleepy Doug Shaw apresentou alguns temas novos, num espectáculo que acabou por se tornar monótono.
22/05/16
Setlist... Bruce Springsteen
Setlist do concerto de Bruce Springsteen no Rock in Rio. Como é característico nos seus concertos, o alinhamento definido por Bruce Springsteen no início dos seus concertos acaba por ter várias alterações. Esta imagem foi tirada do palco mas a setlist real já foi publicada neste site.
Ao vivo... Bruce Springsteen
Data - 21 de Maio de 2016
Local - Estádio Santiago Bernabéu
Notas - Quase quatro horas de concerto ao ritmo alucinante a que o Boss nos habituou. Estádio completamente cheio que foi brindado com uma setlist excelente.
01 - Badlands
02 - My Love Will Not Let You Down
03 - Cover Me
04 - The Ties That Bind
05 - Sherry Darling
06 - Two Hearts
07 Wrecking Ball
08 - My City of Ruins
09 - Hungry Heart
10 - Out In The Street
11 - The Promised Land
12 - Trapped
13 - The River
14 - Point Black
15 - Downbound Train
16 - I'm On Fire
17 - Darlington County
18 - Working On The Highway
19 - Waitin' On a Sunny Day
20 - Johnny 99
21 - Because The Night
22 - Spirit In The Night
23 - Human Touch
24 - The Rising
25 - Land of Hope and Dreams
Encore
26 - Born in The USA
27 - Born to Run
28 - Glory Days
29 - Dancing in The Dark
30 - Tenth Avenue Freeze-Out
31 - Bobby Jean
32 - Twist and Shout
Encore 2
33 - Thunder Road
21/05/16
Ao vivo... Bruce Springsteen
Data - 19 de Maio de 2016
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Excelente concerto de Bruce Springsteen apesar de ser num formato mais curto do que é costume.
Mesmo assim, durante cerca de duas horas e meia e acompanhado pela sua banda de sempre, a E Street Band, pode-se afirmar que o "Boss" não desiludiu com o seu ritmo frenético e entusiasmante, e a sua simpatia extraordinária.
02 - No Surrender
03 - My Love Will Not Let You Down
04 - Cover Me
05 - Darkness On The Edge Of Town
06 - Hungry HEart
07 - The Promised Land
08 - Out In The Street
09 - Downbound Trains
10 - I'm On Fire
11 - Atlantic City
12 - Darlington County
13 - Working On The Highway
14 - Johnny 99
15 - The River
16 - Because The Night
17 - Spirit In The Night
18 - Lonesome Day
19 - The Rinsing
20 - Thunder Road
21 - Born In The U.S.A.
22 - Born To Run
23 - Glory Days
24 - Dancing In The Dark
25 - Tenth Avenue Freeze-Out
26 - Twist And Shout
27 - This Hard Land
Ao vivo... Festival Rock in Rio
Data - 20 de Maio de 2016
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Neste dia, entre outros artistas, passaram pelo Parque da Bela Vista, Fergie, Mika e os Queen + Adam Lambert.
Numa das edições mais fracas de que há memória do Rock in Rio Lisboa, este acabou por ser o dia com mais público, apesar de muito desse público estar lá pelos presentes e pelo ambiente de festa, não pela música.
Enquanto que o concerto da ex-Black Eyed Peas, Fergie, foi bastante fraco, apesar de todo o seu esforço, o libanês Mika acabou por proporcionar um espectáculo agradável, graças à excelente boa-disposição e à enorme interacção com o público.
No entanto, neste dia, a grande expectativa residia na actuação de um dos grupos mais importantes da história da música Rock de todos os tempos, os britânicos Queen.
Sem o lendário Freddie Mercury, falecido no dia 24 de Novembro de 1991, o grupo actualmente constituído por Brian May e Roger Taylor tem mantido actividade regular em termos de espectáculos, primeiro com Paul Rodgers (2005-2009), e desde então com o finalista do concurso American Idol, Adam Lambert. John Deacon, e muito bem, recusou-se a fazer parte deste projecto desde o início.
Apesar das reconhecidas qualidades vocais de Lambert, nada nem ninguém poderá algum dia, substituir Mercury, não só pelo seu carisma, mas também pelo seu inigualável timbre musical.
Para alguém que sempre acompanhou a obra deste grupo formado em Londres no ano de 1971, para alguém que devorou todos os seus álbuns até à exaustão, desde "Queen" de 1973 até "Innuendo" de 1991 e ainda ao póstumo "Made in Heaven" de 1995 editado como forma de homenagem a Freddie Mercury, para esse alguém, vêr em palco Brian May e Roger Taylor é excelente; mas não deixa de ser péssimo, vêr e ouvir Adam Lambert a desempenhar o papel de Freddie Mercury.
Apesar de não se poder colocar em causa a qualidade de Lambert, que tem a inteligência de não copiar excessivamente a postura de Mercury, repito, para quem acompanhou a carreira do grupo, foi uma sensação estranha a que viveu neste dia no Parque da Bela Vista.
20/05/16
Ao vivo... Stereophonics
Data - 19 de Maio de 2016
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Os britânicos Stereophonics, infelizmente desconhecidos para uma grande parte do público, apesar de se terem formado no já longínquo ano de 1992 e com perto de uma dezena de discos editados, acabaram por ser a grande surpresa do dia, interagindo com o público e, de forma experiente, conseguiram cativá-lo e prender a sua atenção, algo que não era fácil pois aguardava-se a presença de Bruce Springsteen e os Xutos & Pontapés estavam "a jogar em casa".
Com um alinhamento em formato Best Of, o grupo liderado por Kelly Jones agradou imenso nesta edição do Rock in Rio, chegando a ouvir-se muitos comentários na plateia, no sentido de que já mereciam um concerto em nome próprio e numa sala mais pequena.
Ao vivo... Xutos & Pontapés
Data - 19 de Maio de 2016
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Esta ano, os Xutos & Pontapés voltaram a marcar presença em mais uma edição do Festival Rock in Rio, que de dois em dois anos é realizado em Lisboa e que se auto-intitula "O Maior Festival do Mundo" mas que de alguns anos a esta parte tem vindo a perder um pouco da sua identidade, visto estar a tornar-se cada vez mais pop e menos rock e, para além disto, tem adoptado uma vertente mais comercial e de diversão.
Hoje em dia há quem veja uma ida ao RiR como uma oportunidade de passar um dia divertido durante o qual aproveita-se para tirar selfies, andar em carroceis, e trazer algumas lembranças (quase lixo) para casa. Opções.
Quanto ao concerto dos Xutos & Pontapés, talvez tenha sido um dos seus piores concertos. A banda parecia estar distante, o público amorfo e ausente reagia apenas aos hits do passado de um grupo que enche os recintos por onde passa, mas do qual as pessoas só conhecem (praticamente) os temas mais antigos, exceptuando os seus fiéis seguidores... que são bastantes.
Na opinião de quem escreve este pequeno texto, que vale o que vale, a banda composta por Tim, Zé Pedro, Kalú, Cabeleira e Gui devia reinventar-se, criar uma nova dinâmica e não estar refém dos hits do passado, o que acontece actualmente, acabando por tornar-se maçador assistir a um concerto deste histórico grupo.
Local - Parque da Bela Vista
Notas - Esta ano, os Xutos & Pontapés voltaram a marcar presença em mais uma edição do Festival Rock in Rio, que de dois em dois anos é realizado em Lisboa e que se auto-intitula "O Maior Festival do Mundo" mas que de alguns anos a esta parte tem vindo a perder um pouco da sua identidade, visto estar a tornar-se cada vez mais pop e menos rock e, para além disto, tem adoptado uma vertente mais comercial e de diversão.
Hoje em dia há quem veja uma ida ao RiR como uma oportunidade de passar um dia divertido durante o qual aproveita-se para tirar selfies, andar em carroceis, e trazer algumas lembranças (quase lixo) para casa. Opções.
Quanto ao concerto dos Xutos & Pontapés, talvez tenha sido um dos seus piores concertos. A banda parecia estar distante, o público amorfo e ausente reagia apenas aos hits do passado de um grupo que enche os recintos por onde passa, mas do qual as pessoas só conhecem (praticamente) os temas mais antigos, exceptuando os seus fiéis seguidores... que são bastantes.
Na opinião de quem escreve este pequeno texto, que vale o que vale, a banda composta por Tim, Zé Pedro, Kalú, Cabeleira e Gui devia reinventar-se, criar uma nova dinâmica e não estar refém dos hits do passado, o que acontece actualmente, acabando por tornar-se maçador assistir a um concerto deste histórico grupo.
19/05/16
Ao vivo... Peter Murphy
Data - 16 de Maio de 2016
Local - Aula Magna
Notas - Sala cheia para prestar culto a Peter Murphy, que deu um bom concerto num estilo unplugged. Se inicialmente o som chegou a ser assustadoramente mau, ao fim de duas músicas, com os respectivos acertos, ficou de grande nível, algo habitual naquela que é uma das melhores salas de Lisboa.
Apesar de terem ficado de fora muitos dos grandes êxitos da carreira a solo do eterno senhor Bauhaus, o público saiu de lá extremamente satisfeito, ou não estivessem lá na esperança de ouvirem temas dessa mítica banda... o que aconteceu.
09/05/16
Ao vivo... GNR
Data - 08 de Maio de 2016
Local - Teatro Tivoli
Notas - Concerto de entrada livre anunciado com muito pouca antecedência. Mais uma vez, incompreensivelmente, os GNR não conseguem encher uma sala em Lisboa. Não terá sido somente a pouca divulgação do evento a "responsável" por isso. Infelizmente o grupo de Rui Reininho Tóli César Machado e Jorge Romão raramente esgotam salas em Lisboa, vá-se lá saber porquê.
Bairrismos? Se for esse o caso é uma tremenda estupidez pois este grupo que se formou em 1980 (da formação original só resta Tóli César Machado), tem tido uma carreira das mais consistentes da música portuguesa, apresentando sempre, ou quase sempre, discos de grande qualidade, e a prova disso é o mais recente trabalho "Caixa Negra".
Bairrismos? Se for esse o caso é uma tremenda estupidez pois este grupo que se formou em 1980 (da formação original só resta Tóli César Machado), tem tido uma carreira das mais consistentes da música portuguesa, apresentando sempre, ou quase sempre, discos de grande qualidade, e a prova disso é o mais recente trabalho "Caixa Negra".
Um excelente concerto que, para além de incluir temas desse disco, não deixou de percorrer toda a carreira do grupo, havendo apenas a apontar a fraca qualidade do som.
Ao vivo... AC DC
Data - 07 de Maio de 2016
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Perante o anunciado dilúvio que se confirmou durante todo este dia de Maio, a expectativa para o concerto dos AC/DC era enorme, pois sem Brian Johnson na voz e com Axl Rose a substituí-lo a curiosidade tomou conta, não só dos cerca de 55000 fans da banda australiana, mas também de toda uma imensidão de jornalistas dos quatro cantos do mundo que marcou presença neste concerto, um concerto que iria acrescentar um parágrafo na história da música, parágrafo esse que tanto poderia ser em letras douradas com num negro muito escuro, pois tudo o que mete Axl Rose tem um final sempre imprevisto.
A substituição de Johnson por Rose não foi bem aceite por muitos fans do grupo, no entanto Axl não comprometeu e, apesar de cantar sentado numa poltrona por causa de ter fracturado a perna recentemente, apesar desse enorme contratempo, Axl encheu por completo o palco, sem deixar que o seu ego interferisse com o facto de não ser o principal elemento em palco, dando todo o protagonismo aos membros do grupo, principalmente a Angus Young.
Graças a estes factores, à postura e desempenho de Axl, e à postura e desempenho dos membros do grupo, neste dia que começou chuvoso e terminou com um por-de-sol lindo como que a anunciar que nessa noite, no Passeio Marítimo de Algés, na cidade de Lisboa, iria ser escrita com letras de ouro uma página inimaginável na história do rock.
Fez-se história... e estive lá.
Graças a estes factores, à postura e desempenho de Axl, e à postura e desempenho dos membros do grupo, neste dia que começou chuvoso e terminou com um por-de-sol lindo como que a anunciar que nessa noite, no Passeio Marítimo de Algés, na cidade de Lisboa, iria ser escrita com letras de ouro uma página inimaginável na história do rock.
Fez-se história... e estive lá.
06/05/16
Ao vivo... Glenn Jones
Data - 05 de Maio de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Excelente concerto ao som de uma viola acústica de sonoridade calma, com o dom de nos transportar como se a nossa presença no pequeno aquário da ZDB fizesse parte da banda-sonora de um filme. Muito bom.
04/05/16
Ao vivo... Muse
Data- 03 de Maio de 2016
Local - MEO Arena Lisboa
Notas - Segundo dia dos Muse em Lisboa com mais um concerto totalmente esgotado. Se em termos cénicos foi exactamente igual ao do dia anterior, já no alinhamento existiram algumas diferenças, com a inclusão de alguns temas por exclusão de outros, tendo, também este, tido a duração de perto de duas horas.
Na primeira parte de ambos os dias, tocaram os holandeses De Staat, com um rock simples mas com margem de progressão.
Resumindo um pouco estes dois concertos, pode-se dizer que os Muse cumpriram na perfeição o conceito do que é um concerto / espectáculo ao vivo. Alinhamento perfeito, concertos com bom ritmo, sem quebras e empolgantes.
Ficamos a aguardar pelos concertos de estádio.
Na primeira parte de ambos os dias, tocaram os holandeses De Staat, com um rock simples mas com margem de progressão.
Resumindo um pouco estes dois concertos, pode-se dizer que os Muse cumpriram na perfeição o conceito do que é um concerto / espectáculo ao vivo. Alinhamento perfeito, concertos com bom ritmo, sem quebras e empolgantes.
Ficamos a aguardar pelos concertos de estádio.
Setlist... Muse
Setlist do concerto dos Muse, no dia 03 de Maio de 2016
01 - Drones (Gravação)
02 - Psycho
03 - Reapers
04 - Resistance
05 - Dead Inside
06 - Bliss
07 - The 2nd Law: Isolated System
08 -The Handler
09 - Supermassive Black Hole
10 - Prelude
11 - Starlight
12 - Citizen Erased
13 - Munich Jam
14 - Madness
15 - Undisclosed Desires
16 - JFK
17 - Stockholm Syndrome
18 - Time Is Running Out
19 - Uprising
20 - The Globalist
21 - Drones (Gravação - Reprise)
22 - Mercy
23 - Knights Of Cydonia
03/05/16
Ao vivo... Muse
Data - 02 de Maio de 2016
Local - MEO Arena Lisboa
Notas - O recinto da MEO Arena há muito tempo estava esgotado para os concertos dos Muse em Portugal. Desde o seu primeiro concerto por cá, na pequena sala da Aula Magna em Abril de 2002, Matthew Bellamy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard, têm vindo a construir uma carreira sólida que vai esgotando todos os recintos, de todos os países por onde passa, e Portugal não é excepção.
Se no que a edições discográficas diz respeito, a carreira do grupo tem, momentaneamente, vindo a perder algum fulgor, em palco passa-se exactamente o contrário, confirmando que este grupo formado em 1997 em Teignmout, Devon, Inglaterra, é actualmente uma das melhores bandas em palco, com uma música poderosa e repleta de força.
No primeiro dos dois concertos em Lisboa, no âmbito da digressão de promoção do mais recente trabalho do grupo - "Drones" (2015), no qual conseguem voltar aos discos de excelente nível, redimindo-se dessa forma do mal-amado "The 2nd Law" (2012), não foi de estranhar que o alinhamento desta primeira noite recaísse sobre "Drones" (6) e "Black Holes and Revelations" de 2006 (5), mas sem deixar de passar por "Absolution" de 2003 (4), "The 2nd Law" (3), "Origin of Simmetry" de 2001 (1) e "The Resistance" de 2009 (1), e ainda o excelente dueto bateria-baixo em "Munich Jam".
Com Drones, os Muse voltaram aos bons discos, e com esta digressão, na qual o palco é colocado ao meio da plateia permitindo uma visão de 360º, o grupo confirma toda a sua força em palco, montando um excelente espectáculo cénico, aliado a uma qualidade sonora de excelência.
Arrisco mesmo a afirmar que os Muse são das poucas bandas da actualidade (a par com Coldplay), que têm capacidade para encher estádios.
No primeiro dos dois concertos em Lisboa, no âmbito da digressão de promoção do mais recente trabalho do grupo - "Drones" (2015), no qual conseguem voltar aos discos de excelente nível, redimindo-se dessa forma do mal-amado "The 2nd Law" (2012), não foi de estranhar que o alinhamento desta primeira noite recaísse sobre "Drones" (6) e "Black Holes and Revelations" de 2006 (5), mas sem deixar de passar por "Absolution" de 2003 (4), "The 2nd Law" (3), "Origin of Simmetry" de 2001 (1) e "The Resistance" de 2009 (1), e ainda o excelente dueto bateria-baixo em "Munich Jam".
Com Drones, os Muse voltaram aos bons discos, e com esta digressão, na qual o palco é colocado ao meio da plateia permitindo uma visão de 360º, o grupo confirma toda a sua força em palco, montando um excelente espectáculo cénico, aliado a uma qualidade sonora de excelência.
Arrisco mesmo a afirmar que os Muse são das poucas bandas da actualidade (a par com Coldplay), que têm capacidade para encher estádios.
29/04/16
Ao vivo... Hey Colossus
Data - 28 de Abril de 206
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Com oito álbuns editados em dez anos de existência, os londrinos Hey Colossus passaram pelo aquário da Zé Dos Bois para um bom concerto perante uma plateia que não foi suficiente para esgotar a pequena e excelente sala, mas que acabou por estar bem composta. Bom concerto de rock puro e duro, algo que nos dias que correm é cada vez mais raro.
Na primeira parte tocaram os Killimanjaro, trio oriundo de Barcelos, que lentamente vai impondo a sua música e o seu estilo no panorama rock português, apesar de actualmente existir muito pouca divulgação por parte das rádios nacionais para este tipo de música. José Gomes, Joni Dores e Luís Masquete formaram os Killimanjaro em 2011 e passaram pela ZDB para apresentarem alguns temas de Hook, álbum de estreia, conseguindo agarrar a plateia com bons pormenores musicais.
Depois de os ter visto em Paredes de Coura em 2014, é notória a evolução da música e sonoridade deste trio.
Na primeira parte tocaram os Killimanjaro, trio oriundo de Barcelos, que lentamente vai impondo a sua música e o seu estilo no panorama rock português, apesar de actualmente existir muito pouca divulgação por parte das rádios nacionais para este tipo de música. José Gomes, Joni Dores e Luís Masquete formaram os Killimanjaro em 2011 e passaram pela ZDB para apresentarem alguns temas de Hook, álbum de estreia, conseguindo agarrar a plateia com bons pormenores musicais.
Depois de os ter visto em Paredes de Coura em 2014, é notória a evolução da música e sonoridade deste trio.
28/03/16
Ao vivo... A-Ha
Data - 26 de Março de 2016
Local - O2 Arena
Notas - Viagem ao passado ao som de um dos grupos mais marcantes da década de 80, os noruegueses A-Ha. O som excelente e o previsível alinhamento com principal incidência nos temas mais antigos e que ajudaram a imortalizar este trio composto por Magne Furuholmen, Morten Karket e Pal Waaktaar, fizeram com que esta se tornasse uma noite inesquecível para todos os que esgotaram esta excelente sala londrina.
Houve ainda tempo para ouvir alguns temas dos mais recentes trabalhos do grupo, "Foot of The Moutain" de 2009 e "Cast in Steel" de 2015.
Setlist... A-Ha
Setlist do concerto dos A-Ha na O2 Arena, Londres, no dia 26 de Março de 2016.
01 - I've Been Losing You
02 - Cry Wolf
03 - Move To Memphis
04 - Stay on These Roads
05 - The Swing of Things
06 - Cast in Steel
07 - Crying in the Rain (Carole King cover)
08 - Mother Nature Goes To Heaven
09 - We're Looking for the Whales
10 - Velvet (Savoy cover)
11 - Lifelines (Pal na voz)
12 - Here I Stand and Face the Rain (Anneli Drecker na voz)
13 - Sycamore Leaves
14 - She's Humming a Tune
15 - Foot of the Moutain
16 - Hunting High and Low
17 - Scoundrel Days
Encore 1
18 - The Sun Always Shines on T.V.
19 - Under The Makeup
20 - The Living Daylights
Encore 2
21 - Take on Me
18/03/16
Ao vivo... Angel Olsen
Data - 17 de Março de 2016
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Angel Olsen, com o seu folk tipicamente americano, a sua voz suave e a sua simpatia, tem tudo o que é necessário para nos transportar virtualmente para longe, para um local paradisíaco repleto de paisagens e sons idílicos. As suas actuações são sempre de grande nível, próximas da perfeição, e mais uma vez isso ficou provado na ZDB.
26/02/16
Ao vivo... Festival Rescaldo
Data - 25 de Fevereiro de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Pelo aquário da ZDB passaram dois projectos recentes da música alternativa portuguesa, Acid Acid e Plus Ultra.
Em meados do ano de 2014, o radialista Tiago Castro decidiu transpor para os palcos toda a sua paixão pela música. A partir de uma guitarra, um sintetizador e alguns samples começou por participar em alguns festivais, como por exemplo o Mucho Flow e o Reverence Valada. Nesta noite, na ZDB, apresentou alguns dos seus temas, com uma sonoridade que pode ser apelidada de estranha, em looping constante, com distorções e influências que tanto percorrem caminhos do Krautrock como do psicadelismo electrónico proporcionando ambiências estranhas mas envolventes. Um bom concerto de um bom músico, mas com um estilo musical muito difícil.
Após a curta actuação do Tiago Castro, seguiu-se a actuação dos Plus Ultra.
Esta banda oriunda do norte do país pode ser apelidada de super-grupo, já que são compostos por Gon, membro dos Zen, Kino dos Ornatos Vioelta e Azevedo dos Mosh.
Com uma guitarra e "duas" baterias, os Plus Ultra deram um excelente concerto de rock puro e duro, um rock de definição difícil, pouco melódico e anárquico, mas simultaneamente agradável e repleto de musicalidades e sonoridades que levavam à dança, tornando o ambiente do pequeno aquário próximo do insuportável, e não fosse a excelente prestação dos músicos teria sido difícil, mas atendendo ao espectáculo proporcionado ninguém se lembrou do calor.
Grande noite de música, ambiente quente, corpos suados e ritmos dançantes.
Em meados do ano de 2014, o radialista Tiago Castro decidiu transpor para os palcos toda a sua paixão pela música. A partir de uma guitarra, um sintetizador e alguns samples começou por participar em alguns festivais, como por exemplo o Mucho Flow e o Reverence Valada. Nesta noite, na ZDB, apresentou alguns dos seus temas, com uma sonoridade que pode ser apelidada de estranha, em looping constante, com distorções e influências que tanto percorrem caminhos do Krautrock como do psicadelismo electrónico proporcionando ambiências estranhas mas envolventes. Um bom concerto de um bom músico, mas com um estilo musical muito difícil.
Após a curta actuação do Tiago Castro, seguiu-se a actuação dos Plus Ultra.
Esta banda oriunda do norte do país pode ser apelidada de super-grupo, já que são compostos por Gon, membro dos Zen, Kino dos Ornatos Vioelta e Azevedo dos Mosh.
Com uma guitarra e "duas" baterias, os Plus Ultra deram um excelente concerto de rock puro e duro, um rock de definição difícil, pouco melódico e anárquico, mas simultaneamente agradável e repleto de musicalidades e sonoridades que levavam à dança, tornando o ambiente do pequeno aquário próximo do insuportável, e não fosse a excelente prestação dos músicos teria sido difícil, mas atendendo ao espectáculo proporcionado ninguém se lembrou do calor.
Grande noite de música, ambiente quente, corpos suados e ritmos dançantes.
16/02/16
Setlist... Tindersticks
Setlist do concerto dos Tindersticks na sala Volksbuhne, em Berlin
01 - Follow Me
02 - Second Chance Man
03 - Were We Once Lovers
04 - Help Yourself
05 - Hey Lucinda
06 - This Fear of Emptiness
07 - How He Entered
08 - The Waiting Room
09 - Planting Holes
10 - We Are Dreamers
11 - Like Only Lovers Can
12 - Johnny Guitar (Peggy Lee cover)
13 - Keep You Beautiful
14 - Medicine
15 - She's Gone
16 - Flicker
17 - Boobar Come Back To Me
18 - A Night So Still
19 - Sleepy Song
20 - This Fire Of Autumn
21 - The Other Side Of The World
Encore
22 - Slippin' Shoes
23 - Factory Girls
01 - Follow Me
02 - Second Chance Man
03 - Were We Once Lovers
04 - Help Yourself
05 - Hey Lucinda
06 - This Fear of Emptiness
07 - How He Entered
08 - The Waiting Room
09 - Planting Holes
10 - We Are Dreamers
11 - Like Only Lovers Can
12 - Johnny Guitar (Peggy Lee cover)
13 - Keep You Beautiful
14 - Medicine
15 - She's Gone
16 - Flicker
17 - Boobar Come Back To Me
18 - A Night So Still
19 - Sleepy Song
20 - This Fire Of Autumn
21 - The Other Side Of The World
Encore
22 - Slippin' Shoes
23 - Factory Girls
15/02/16
Ao vivo... Tindersticks
Data - 13 de Fevereiro de 2016
Local - Volksbuhne, Berlin
Local - Volksbuhne, Berlin
Notas - Nem os problemas técnicos que originaram um atraso de uma hora no início do concerto, nem a ausência das cadeiras inicialmente previstas para que as pessoas se sentassem foram suficientes para que o concerto dos Tindersticks não fosse mais um a acrescentar à longa lista de momentos memoráveis que a banda liderada por Stuart Staples, tem proporcionado ao longo dos anos aos seus fans.
Numa noite musical com duas partes, a primeira foi preenchida com a interpretação na íntegra do mais recente trabalho deste grupo que se formou em Nottingham no já longínquo ano de 1992. Enquanto os temas de "The Waiting Room" - disco de grande nível, editado muito recentemente - eram tocados pelo grupo, no ecrã eram projectadas curtas-metragens que serviam de suporte a cada música, como se estivéssemos numa sala de cinema a vêr esses pequenos filmes com a banda-sonora dos mesmos a ser tocada em directo, provocando um efeito misto em que teríamos de ouvir e ver a música e de ver e ouvir as imagens, despertando todos os nossos sentidos, algo que, pessoalmente, me dá imenso prazer.
Após um pequeno intervalo, segundo Stuart Staples "iriam ser passados os créditos dos filmes", o grupo voltou para a segunda parte, durante a qual seriam tocados temas dos álbuns anteriores, tendo sido possível ouvir, canções de "The Hungry Saw" (2008) com natural destaque para "Boobar Come Back To Me"; de "Tindersticks II" (1995), com um belíssimo momento em "She's Gone"; "Falling Down a Montain"(2010), com a lindíssima "Keep You Beautiful"; "Johnny Guitar", uma cover de Peggy Lee; e ainda temas de "The Something Rain" (2012) o disco que fez com que os Tindersticks voltassem ao prazer de tocar, de estar em palco, sendo essa a ideia que transparece para quem os segue há muitos anos. Para além do brilhantismo musical que sempre tiveram, fica a ideia que este disco marca um ponto de viragem na obra do grupo e isso foi confirmado em 2013 com a edição de "Across Six Leap Years", disco em que Earl Harvin (bateria), Dan McKinna (baixo), Neil Fraser (guiatrra), David Boulter (teclas) e Stuart Staples (voz), pegaram em clássicos do grupos e revisitaram-nos, tocando-os com uma nova "roupagem", mais acústica e cada vez mais bela e sedutora.
O mais recente "The Waiting Room" confirma isto tudo, sendo seguramente um dos grandes discos do corrente ano.
Numa noite musical com duas partes, a primeira foi preenchida com a interpretação na íntegra do mais recente trabalho deste grupo que se formou em Nottingham no já longínquo ano de 1992. Enquanto os temas de "The Waiting Room" - disco de grande nível, editado muito recentemente - eram tocados pelo grupo, no ecrã eram projectadas curtas-metragens que serviam de suporte a cada música, como se estivéssemos numa sala de cinema a vêr esses pequenos filmes com a banda-sonora dos mesmos a ser tocada em directo, provocando um efeito misto em que teríamos de ouvir e ver a música e de ver e ouvir as imagens, despertando todos os nossos sentidos, algo que, pessoalmente, me dá imenso prazer.
Após um pequeno intervalo, segundo Stuart Staples "iriam ser passados os créditos dos filmes", o grupo voltou para a segunda parte, durante a qual seriam tocados temas dos álbuns anteriores, tendo sido possível ouvir, canções de "The Hungry Saw" (2008) com natural destaque para "Boobar Come Back To Me"; de "Tindersticks II" (1995), com um belíssimo momento em "She's Gone"; "Falling Down a Montain"(2010), com a lindíssima "Keep You Beautiful"; "Johnny Guitar", uma cover de Peggy Lee; e ainda temas de "The Something Rain" (2012) o disco que fez com que os Tindersticks voltassem ao prazer de tocar, de estar em palco, sendo essa a ideia que transparece para quem os segue há muitos anos. Para além do brilhantismo musical que sempre tiveram, fica a ideia que este disco marca um ponto de viragem na obra do grupo e isso foi confirmado em 2013 com a edição de "Across Six Leap Years", disco em que Earl Harvin (bateria), Dan McKinna (baixo), Neil Fraser (guiatrra), David Boulter (teclas) e Stuart Staples (voz), pegaram em clássicos do grupos e revisitaram-nos, tocando-os com uma nova "roupagem", mais acústica e cada vez mais bela e sedutora.
O mais recente "The Waiting Room" confirma isto tudo, sendo seguramente um dos grandes discos do corrente ano.
01/02/16
Ao vivo... Rafael Toral - Space Collective 3
Data - 29 de Janeiro de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Sendo que as suas actuações cada vez são mais raras, a expectativa para este concerto na Zé Dois era enorme.
Perante um aquário que não encheu, Rafael Toral apresentou-nos alguns temas da sua indefinida música, com uma sonoridade na qual se sente a liberdade de criação e de estilo, não estando amarrada a qualquer estrutura musical.
Fazendo-se acompanhar por Afonso Simões na bateria e por Ricardo Webbens em diversos instrumentos electrónicos, Rafael Toral conduziu-nos numa viagem musical com tanto de estranha como de cativante.
Na primeira parte actuou Bleiddwn, um projecto musical muito recente, cuja estrutura divaga pelo lado mais negro das pistas de dança.
14/01/16
Momentos... GNR
Data - 13 de Janeiro de 2016
Local - Espinho
Notas - Jantar que os GNR fazem anualmente com um pequeno grupo de fans.
Local - Espinho
Notas - Jantar que os GNR fazem anualmente com um pequeno grupo de fans.
11/01/16
Homenagem... David Bowie
08.01.1947 - 10.01.2016
Um dos meus músicos preferidos, partiu.
Durante o fim-de-semana estive a ouvir "Blackstar", trabalho editado no passado dia 08, data em que este músico nascido em Londres celebrou os seus 69 anos.
Após ouvir pela segunda vez consecutiva, disse a quem estava comigo "hoje, dia 10 de Janeiro de 2016, digo-te que este vai ser um dos 10 melhores discos de 2016"
Hoje, ao acordar, ligo o rádio e "levo" com uma notícia destas.
Um murro no estômago.
Bowie deixa-nos um legado de mais de duas dezenas de discos de originais, repletos de excelentes músicas, umas soberbas, outras nem por isso, e algumas menos conseguidas.
Deixa-nos, também, no dia do seu aniversário, um dos seus melhores discos de sempre, como se fosse uma carta de despedida, com letras escuras e sombrias, um disco para ouvir, ouvir, ouvir, e quando já estivermos fartos de o fazer, voltamos a ouvir, pois Bowie foi para o reino do arco-íris, mas a sua obra fica para que nós possamos continuar a deleitar-nos com as suas canções e também para que, no futuro, os mais novos saibam que alguém como David Bowie passou por aqui e que esse alguém fez-nos felizes, fez-nos dançar e, hoje, fez-nos chorar.
26/11/15
Setlist... Arcade Fire
Setlist do concerto dos Arcade Fire no Festival Primavera Sound Barcelona, no dia 29 de Maio de 2014.
25/11/15
Ao vivo... Kurt Vile
Data - 24 de Novembro de 2015
Local - Armazém F
Notas - O norte-americano Kurt Vile, repetiu a receita da noite anterior dos Beach House. Casa cheia, setlist assente no disco editado recentemente B'lieve I'm Goin Down, um dos mais aclamados discos deste ano, mas sem deixar de tocar alguns temas dos seus anteriores trabalhos discográficos.
24/11/15
Ao vivo... Beach House
Data - 23 de Novembro de 2015
Local - Armazém F
Notas - Mais uma noite mágica nesta pena sala de Lisboa. Depois de terem actuado neste mesmo espaço em 2013, com lotação esgotada, o grupo de Victoria Legrand e Alex Scally voltou a esgotar, não se percebendo o porquê de não se realizar o concerto numa sala maior, como por exemplo o Coliseu de Lisboa ou a Aula Magna.
Trazendo na bagagem dois discos editados recentemente, "Depression Cherry" e "Thank You Lucky Stars", o alinhamento percorreu ainda os anteriores trabalhos do grupo, numa excelente noite de celebração musical, de momentos mágicos e sedutores, algo habitual nos Beach House.
23/11/15
Ao vivo... Lower Dens
Data - 21 de Novembro de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Casa cheia, aquário a "rebentar pelas costuras", noite muito fria a contrastar com o calor abrasador desta pequena sala por onde, por norma, passam concertos de grande qualidade, e os Lower Dens, banda de Jana Huntler não desiludiram neste regresso a Lisboa, apresentando temas do mais recente disco "Escape From Evil", de "Nootropics" de 2012 e também de "Twin-Hand Movement", o álbum com que se estreou em 2010 este grupo de Baltimore, sendo de imediato muito bem recebidos pela crítica musical e pelo público, criando um grupo de fieis seguidores.
20/11/15
Ao vivo... Sean N. Savage e Weyes Blood
Data - 19 de Novembro de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Mais um excelente concerto na ZDB. Com a forma estranha de estar em palco Sean N. Savage trouxe-nos a sua música muito enraizado no indie-pop, com um concerto extremamente agradável numa primeira parte que antecedeu o belíssimo concerto de Weyes Blood e, já perto do final, "a cereja no topo do bolo", um dueto. Brilhante.
03/11/15
02/11/15
Ao vivo... GNR
Data - 31 de Outubro de 2015
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Mais um excelente concerto de uma banda história do pop/rock português, mas que, vá-se lá saber porquê, raramente tem bom público nos seus concertos em Lisboa, apesar de manter uma edição regular de excelentes discos repletos de óptimas canções. Este concerto teve como mote principal a apresentação do mais recente trabalho, "Caixa Negra", um dos melhores de música portuguesa editados durante este ano de 2015.
28/09/15
Ao vivo... Cured Pink - Fingers
Data - 24 de Setembro de 2015
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Nesta noite, na ZDB apresentaram-se dois grupos australianos com enorme vontade de emergirem no panorama da música independente numa vertente mais experimentalista.
O trio Fingers, composto por Samuel Karmel, Carla dal Forno e Tarquin Manek, apresentaram temas de "Hide Before Dinner", disco editado para a conceituada Blackest Ever Black. Com uma estrutura musical assente em guitarra e teclas, foi um concerto demasiado morno, um pouco por desconhecimento da obra do grupo, por parte do pouco público presente.
Relativamente aos Cured Pink, nesta sua estreia em termos de digressão europeia, Andrew McLellan, Mitchell Perkins, Glen Schenau e Stuart Busby, deram um concerto interessante, mas que não chegou a empolgar, ficando no entanto a ideia que a banda pode chegar um pouco mais longe.
11/09/15
Ao vivo... Angel Olsen
Data - 09 de Setembro de 2015
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - A norte-americana Angel Olsen apresentou-se sozinha no palco do aquário da Galeria Zé dos Bois, para um excelente concerto, intimista, interagindo muito com o público que esgotou por completo a pequena sala, mostrando-se simpática e feliz por estar perante uma plateia devota e resistente ao imenso calor que se fazia sentir.
O seu mais recente trabalho, "Burn Your Fire for No Witness", editado em 2014 pela Jagjaguwar, serviu de suporte ao alinhamento da noite, mas também tivemos a oportunidade de ouvir temas dos discos anteriormente editados pela Bathetic Records, "Half Way Home" de 2012 e "Strange Cacti" de 2011, dois bons trabalhos de uma cantora que tem construído uma carreira sólida mas ainda curta, assente no Indie Folk e Country de raízes americanas, mas sem nunca entrar pelos campos do Folk e Country tradicionais, dando-lhe sempre uma característica indie, funcionando a sua bem timbrada voz como "a cereja no topo do bolo".
07/08/15
Ao vivo... GNR
Data - 06 de Agosto de 2015
Local - Casino Estoril
Notas - Num formato próximo do acústico, Rui Reininho, Jorge Romão, Toli César Machado e amigos, apresentaram um alinhamento em jeito Best Of, ficando de fora a maior parte dos temas do mais recente disco, "Caixa Negra", editado este ano.
Num concerto que durou cerca de hora e meia, foi possível ouvir alguns dos maiores êxitos desta banda que está cada vez mais pop e cada vez menos rock, e isso é bom.
Entre as canções tocadas, destaque para Tirana, Sangue Oculto, Morte ao Sol, Caixa Negra, Popless, Ana Lee, Asas, Desnorteado, e a fundamental Dunas, entre muitos outros temas.
Um bom concerto perante uma plateia apática, como se estivessem num evento de gala. Nem a farpa de Reininho "obrigado por todo o vosso apoio" foi suficiente para quebrar o gelo de uma plateia fria.
Espera-se que o concerto agendado para Outubro no Coliseu de Lisboa, tenha mais participação por parte do público, o que não será difícil.
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