12/10/17

Ao vivo... Yasmine Hamdan

Data - 11 de Outubro de 2017
Local - Teatro da Trindade
Notas - Natural de Beirut, Líbano, Yasmine Hamdan praticamente esgotou a sala do Teatro da Trindade num concerto de grande nível em que apresentou temas dos dois álbuns já editados, "Ya Nass" de 2013 e "Al Jamilat" de 2017, dois excelentes discos em que é criada uma fusão entre a música tradicional libanesa e as sonoridades ocidentais.

11/08/17

Setlist... Dead Combo

Setlist do concerto dos Dead Combo no Teatro da Trindade

31/07/17

Ao vivo... Festival Músicas do Mundo

Data - 28 e 29 de Julho de 2017
Local - Castelo de Sines
Notas - Neste segundo fim-de-semana daquele que começa a ser considerado um dos grandes festivais de World Music à escala global, a bonita cidade de Sines encheu-se para receber música dos quatro cantos do mundo.
Do extenso cartaz destes dias, a escolha recaiu sobre os BCUC (África do Sul), Fatoumata Diawara & Hindi Zahra (Mali / Marrocos), Mário Lúcio (Cabo Verde), Lura (Cabo Verde), Gaye Su Akyol (Turquia), Oumou Sangaré (Mali) e Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim).
O melhor concerto deste fim-de-semana foi o dos sul-africanos BCUC que proporcionaram um espectáculo soberbo e contagiante, com temas longos de cerca de 20 minutos mas que não se tornavam enfadonhos.
Sempre no palco situado no interior do Castelo de Sines, seguiu-se Fatoumata Diawara & Hindi Zahra (Mali / Marrocos) com um concerto cheio de charme e classe musical; Mário Lúcio (Cabo Verde) com o seu Funaná um pouco monótono; Lura (Cabo Verde) com a curiosidade de o recinto do Castelo estar completamente cheio num final de tarde / início de noite, o que não é de todo normal em Sines, quando o tempo está bom e existe uma excelente praia mesmo ali ao lado; Gaye Su Akyol (Turquia) com um bom concerto mas que poderia ter sido ligeiramente mais curto; Oumou Sangaré (Mali) o principal nome do dia e uma das mais importantes figuras da música do Mali, mas que não conseguiu empolgar como era expectável; e para finalizar a edição deste ano dos concertos no castelo Tiken Jah Fakoly (Costa do Marfim) ao som do reggae africano.
Se musicalmente o festival começa a ser reconhecido a nível internacional, o que é excelente, isso origina um problema à organização: a massificação.
É cada vez mais gente a querer assistir e o recinto é limitado pois os concertos principais são no interior do castelo. Para além disto, a cidade de Sines não tem estruturas em termos de hotelaria para muito mais gente nesta altura do ano e pareceu começar a surgir algum descontentamento por parte dos residentes, o que não é nada conveniente.
Perante este cenário de massificação versus capacidade da cidade de Sines, creio que não será conveniente que a organização ceda à tentação de ter cada vez mais público e desse modo aumentar as receitas.
Claro que é agradável e excelente poder assistir a concertos de grandes nomes da World Music, como por exemplo o de Oumou Sangaré, mas aí surge o reverso da medalha, o excesso de público, e todos sabemos que nem sempre são os grandes nomes a proporcionarem os melhores concertos.
Como comecei por referir no início do texto, o melhor concerto do fim-de-semana foi dos sul-africanos BCUC, um grupo que urge ouvir e descobrir; e não se pense que o facto de alguns dos temas terem cerca de 20 minutos é "assustador"; nada disso, quando se ouve esta banda do Soweto, nem se dá pelo do passar do tempo.

30/07/17

Pulseira... Festival Músicas do Mundo

Pulseira do 2º fim-de-semana do Festival Músicas do Mundo 2017, Sines

28/07/17

Ao vivo... Dead Combo

Data - 27 de Julho de 2017
Local - Teatro da Trindade
Notas - Como dizia alguém ao meu lado, antes do concerto começar, "a música deste grupo parece para filmes".
Sendo injustamente redutora, esta afirmação não deixa de ter um pingo de verdade, pois nesta noite, Tó Trips e Pedro V. Gonçalves, proporcionaram-nos a banda-sonora ideal para percorrer alguns bairros de Lisboa, e ainda algumas pequenas e pitorescas histórias vividas por estes dois músicos desde o início da sua carreira, histórias essas que foram sendo contadas como introdução aos diversos temas que a banda tocou.
Um bom concerto numa boa sala, num ambiente descontraído.

27/07/17

Ao vivo... Bonnie 'Prince' Billy

Data - 26 de Julho de 2017
Local - Teatro da Trindade
Notas - O norte-americano Bonnie 'Prince' Billy proporcionou um  magnífico concerto no Teatro da Trindade.
Sozinho em palco, vestido de branco e acompanhado pela sua viola acústica, deu um concerto que nos transmitiu paz, arrebatador, criando nos espectadores a sensação de estarmos num outro mundo, naquele que não existe, no mundo perfeito.
Não deixa de ser curioso o efeito que a música tem em nós quando tocada de forma sincera e despretensiosa e condimentada com pequenas histórias (ou estórias) introdutórias.
Uma noite de magia, uma noite musicalmente perfeita.

10/07/17

The Killers - British Summer Time - Hyde Park

Setlist do concerto dos The Killers no British Summet Time, Hyde Park

01 - The Man
02 - Somebody Told Me
03 - Spaceman
04 - The Way It Was
05 - Smile Like You Mean It
06 - Jenny Was a Friend of Mine
07 - The Rives is Wild
08 - Bling (Confession of a King)
09 - Shadowily (Joy Division Cover)
10 - Human
11 - For Reasons Unknown
12 - A Dustland Fairytale
13 - Read My Mind
14 - Runaways
15 - All These Things That I've Done

Encore
16 - This Is Your Life
17 - Shot at the Night
18 - When You Were Young
19 - Mr. Brightside

09/07/17

Ao vivo... British Summer Time

Data - 08 de Julho de 2017
Local - Hyde Park - Londres
Notas - Cerca de sessenta e cinco mil pessoas encheram por completo este belíssimo parque da cidade de Londres com o objectivo de assistirem à actuação dos norte-americanos The Killers, num dos poucos concertos agendados até à data em território europeu pela banda liderada por Brandon Flowers.
Com um novo trabalho a ser editado brevemente, foi ao som de "The Man", primeiro avanço desse muito aguardado trabalho, que os The Killers deram início a um bom concerto que durou perto de hora e meia e cujo alinhamento percorreu toda a carreira do grupo.
Sem grandes "floreados" ou improvisações - verdade seja dita, a música do grupo não se proporciona muito a isso - Brandon Flowers, David Keuning, Mark Stoermer, e Ronnie Vannucci, levaram ao delírio a imensa multidão presente, que dançou, saltou e cantou, "como se não houvesse amanhã".
Um concerto de grande nível a fechar um grande dia de música onde pudemos assistir a uma boa actuação dos Tears For Fears, e uma excelente actuação de Elbow que, apesar de estarem perante um público maioritariamente desconhecedor da obra do grupo, não se inibiram e graças à simpatia de Guy Garvey, conseguiram cativar muitos dos milhares de espectadores presentes.
Pelo palco secundário passaram, para além de outros, os Mew, que deram um concerto morno, o típico concerto de início de tarde.

03/06/17

Ao vivo... Guns N' Roses

Data - 02 de Junho de 2017
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Finalmente a reunião de um dos mais icónicos grupos da história da música rock, problemáticos e polémicos, como convém.
Depois de enormes desavenças entre os elementos do grupo, de projectos a solo falhados, de concertos em nome de Guns N' Roses com uma série de músicos convidados e em que o único membro da banda era Axl Rose, finalmente e nesta vida, eis que em 2017 aparece a "Not In This Lifetime Tour".
Senhoras e senhores, Guns N' Roses para uma digressão à escala mundial, e que passou por Portugal.
Podem estar mais velhos e mais gordos, mas isso não é o mais importante.
O importante foi que eles apareceram, foram pontuais e durante mais de duas horas fizeram-nos dançar, saltar e divertir ao som dos grandes êxitos de uma banda que ficou e ficará para a história como uma das mais perigosas do seu tempo.
Uma enorme noite de rock em que actuaram ainda Tyler Bryant & The Shakedown e Mark Lanegan, que "sentiram na pele" o facto de serem dois enormes erros de casting, com o público completamente alheio ao que se passava em palco.

Relativamente aos Guns N' Roses, eis a setlist:

01 - It's So Easy
02 - Mr. Brownstone
03 - Chinese Democracy
04 - Welcom to The Jungle
05 - Double Talkin' Jive
06 - Better
07 - Estranged
08 - Live and Let Die (Wings cover)
09 - Rocket Queen
10 - You Could Be mine
11 - New Rose (The Damned cover)
12 - This Is Love
13 - Civil War
14 - Black Hole Sun (Soundgarden cover)
15 - Coma
16 - Slash Guitar Solo
17 - Speak Sofly Love (Love Them From The Godfather - Nino Rota Cover)
18 - Sweet Child O' Mine
19 - Out Ta Get Me
20 - Wish You Were Here (Pink Floyd Cover)
21 - November Rain
22 - Knockin' On Heaven's Door (Bob Dylan cover)
23 - Nightrain

Encore

24 - Patience
25 - Whole Lotta Rosie (AC/DC cover)
26 - Paradise City
27 - You Know My Name (Chris Cornell song)

21/05/17

Ao vivo... Harry Potter e a Pedra Filosofal

Data - 20 de Maio de 2017
Local - MEO Arena
Notas - A MEO Arena esgotou para assistir ao primeiro filme da saga Harry Potter, com a particularidade de ter acompanhamento ao vivo por parte de uma enorme orquestra que esteve perfeita quer ao nível de execução musical da banda-sonora do filme, quer com os tempos de entrada no acompanhamento às imagens, chegando a existir momentos em que nos esquecíamos que a orquestra estava lá.

04/05/17

Ao Vivo... Pharmakon

Data - 03 de Maio de 2017
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - A compositora de New York, Margaret Chardiet, é Pharmakon.
Nesta noite, no aquário da ZDB, longe de estar cheio, proporcionou um concerto com tanto de espectacular como de louco.
O ar incrédulo do público a apreciar a performance de Chardiet é algo difícil de descrever, tal a intensidade do momento, parecida possuída por um demónio qualquer e a sua postura era de quem o queria expulsar, de alguém que queria soltar algo estranho que se tinha alojado dentro de si.
Foi um concerto curto, de cerca de 40 minutos, mas tenho muitas dúvidas que Margaret Chardiet aguentasse muito mais em palco tal a intensidade do momento, proporcionando um concerto memorável.
Na primeira parte actuou Pä, projecto português de exploração musical, com Filipa Campos e Paulo Fonseca, duo que proporcionou um concerto morno.

03/05/17

Ao Vivo... Placebo

Data - 02 de Maio de 2017
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Mais de quatro mil pessoas esgotaram o Coliseu dos Recreios para receberem a digressão comemorativa dos 20 anos de edições discográficas dos britânicos Placebo, banda formada na cidade de Londres em 1994 e que editou o seu primeiro trabalho em 1996, o homónimo "Placebo".
Desde então, a banda actualmente formada pelo carismático Brian Molko nas guitarras e voz e Stefan Osdal no baixo, teclas e voz, editou sete álbuns de originais, sendo o último "Loud Like Love" de 2013. O baterista Steven Hewitt (um dos fundadores) saiu do grupo em 2007, tendo sido substituído por Steve Forrest, que se mantém até aos dias de hoje.
Sendo uma digressão comemorativa de 20 anos de edições discográficas, como é natural, o alinhamento percorreu toda a carreira dos Placebo, com ligeira predominância no álbum de 1996, do qual tocaram 5 temas, num alinhamento que contemplou 24 dos maiores êxitos do grupo, para além de uma cover de Kate Bush, Running Up That Hill (A Deal With God)".
Numa noite com muita música e som excelente, e pela parte que me toca, o momento alto, não pela vertente musical mas pelo simbolismo, surgiu com o tema "Without You I'm Nothing", durante o qual o grupo projectou imagens de David Bowie, assumidamente um admirador da música dos Placebo, prestando-lhe homenagem e, verdade seja dita, não haverá melhor tema para o fazer, dizendo-lhe isso que ele, seguramente, ouviu onde quer que esteja.
Na primeira parte tocaram os Digital 21, projecto apadrinhado pelo baixista Steven Hewitt que também esteve em palco. Se inicialmente a música foi interessante, acabou por se tornar um pouco repetitiva, apesar de terem tocado somente cerca de 40 minutos.
Uma noite de grande música e um alinhamento perfeito proporcionaram durante cerca de duas horas e quinze minutos, momentos de felicidade a quem foi ao Coliseu dos Recreios, em Lisboa.
Venha um novo álbum de originais e uma nova digressão... espera-se.



Setlist... Placebo


Setlist do concerto dos Placebo no Coliseu dos Recreios

00 - Every You Every Me (Video)
01 - Pure Morning
02 - Loud Like Love
03 - Jesus' Son
04 - Soulmates
05 - Special Needs
06 - Lazarus
07 - Too Many Friends
08 - Twenty Years
09 - I Know
10 - Devil In The Details
11 - Space Monkey
12 - Exit Wounds
13 - Protect Me FromWhat I Want
14 - Without YouI'm Nothing
15 - 36 Degrees
16 - Lady Of The Flowers
17 - For What It's Worth
18 - Slave To The Wage
19 - Special K
20 - Song to Say Goodbye
21 - The Bitter End

Encore

22 - Teenage Angst
23 - Nancy Boy
24 - Infra-red

Encore 2

25 - Running Ut That Hill (A Deal With God)

10/03/17

Ao vivo... Cock Robin

Data - 09 de Março de 2017
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Nesta noite, com o Coliseu dos Recreios completamente esgotado fez-se uma viagem ao passado, liderada pelo carismático vocalista Peter Kingsbery, mas sem a não menos carismática vocalista Anna Lacazio, substituída por Coralie Vuillemin.
Não sendo exactamente o mesmo a música do grupo com Coralie no lugar de Anna, não deixou de ser uma noite agradável na qual ouvimos os grandes clássicos deste grupo norte-americano que nos anos 80 acabou por obter mais sucesso na Europa do que nos Estados Unidos.
Como é natural não faltaram os clássicos "The Promise You Made", "When Your Heart Is Weak ou "Just Arround the Corner", entre muitos outros que levaram ao rubro os imensos fans que marcaram presença para celebrar esta noite ao som de uma banda-sonora que lhes trará, seguramente, grandes memórias.

30/01/17

Ao Vivo... Biffy Clyro

Data - 27 de Janeiro de 2017
Local - Coliseu dos Recreios
Notas - Frank Carter The Rattlednakes (na primeira parte) e os Biffy Clyro proporcionaram uma boa noite de puro rock, ao público que esgotou o Coliseu dos Recreios.
Graças ao típico alinhamento em jeito de Best Of, pode-se dizer que o público saiu completamente satisfeito, após um concerto com cerca de duas horas com e uma extensa setlist:

01 - Wolves of Winter
02 - Livinsg is a Problem Because Everything Dies
03 - Howl
04 - Biblical
05 - Victory Over The Sun
06 - God & Satan
07 - Bubbles
08 - Boooom, Blast & Ruin
09 - Friends and Enemies
10 - Modern Magic Formula
11 - Black Chandelier
12 - Re-Arrange
13 - Herex
14 - Medicine
15 - Glitter and Trauma
16 - Mountains
17 - In The Name of The Wee Man
18 - Flammable
19 - That Golden Rule
20 - Many of Horror

Encore

21 - Machines
22 - Animal Style
23 - Stingin' Belle

31/12/16

2016... Ano improvável (Parte 4)


Quando já não se esperava pois 2016 estava a ser um ano demasiado mau - aliás como referido em publicações anteriores, foi um ano improvável - eis que surge próximo do seu final, mais precisamente no dia 25 de Dezembro como tratando-se de uma prenda de Natal de todo indesejável, a notícia da morte de George Michael. Outro músico de uma grande parte da banda-sonora da minha vida que partia.
Que ano, este 2016.
George Michael (Georgios Kyriacos Panayiotou), filho de pai cipriota e mãe britânica, nasceu no Norte de Londres no dia 25 de Junho de 1963.
Em 1981 ele e o seu colega de escola Andrew Ridgeley formaram os Wham!, que terminaram em 1986, tendo editado somente dois trabalhos, mas que mesmo assim deixaram temas incontornáveis na música pop do anos 80. "Wake Me Up Before You Go-Go", "Everything She Wants" ou "Last Christhmas" são alguns desses êxitos, e este último é já um dos enormes clássicos de Natal.
A sua carreira a solo começou quando ainda estava nos Wham! com a edição em 1984 do Maxi-Single "Careless Whisper" que se tornou de imediato num enorme sucesso à escala mundial, excedendo em muito os êxitos alcançados pelo grupo. Graças ao enorme sucesso obtido, não foi de estranhar que George Michael optasse por seguir a sua carreira a solo, lançando em 1987 "Faith", vendendo mais de 10 milhões de exemplares um pouco por todo o mundo.
Três anos depois editou "Listen Without Prejudice Vol. 1", e é nesta altura que começam a surgir as dificuldades de Michael em conviver com a fama. Recusa dar entrevistas e também recusa participar nos vídeos de promoção do disco. Esta incompatibilidade do seu ego com os objectivos da editora levaram a uma longa batalha judicial que terminou em 1993, com o músico a perder o processo em tribunal. George Michael chegou a acusar a Sony de sabotagem às vendas do disco, para além de, segundo as suas palavras, "mantê-lo num estado de escravidão profissional".
Sempre polémico e num modo de querer as coisas à sua maneira (uma característica da genialidade), em 2002 no documentário "Shoot The Dog" atacou Tony Blair e George W. Bush por causa da guerra no Iraque. Incomodados pela sua verdade (que mais tarde se comprovou), os jornais propriedade de Rupert Murdoch lançaram uma campanha feroz contra George Michael, uma campanha de difamação e depreciação como há muito não se via, mas que de modo algum afectaram a sua personalidade.
George Michael e a sua música marcaram uma geração e o seu último trabalho de originais "Patience" foi editado em 2004. Desde então não editou qualquer disco excepto dois temas originais que fizeram parte de um "Best Of".
O regresso aos palcos aconteceu em Coimbra, no dia 12 de Maio de 2007. Estive lá e foi o concretizar de um sonho poder vê-lo em palco.
Com uma vida de excessos e polémicas, apesar de indesejável a notícia não foi surpresa, mas doeu muito ouvi-la pela manhã, ao acordar.
Mais um músico que partia neste improvável ano de 2016.
Durante o ano de 2016 disse que estava a preparar um novo trabalho para ser lançado em 2017. Quem sabe se não será o disco que desde 1990 está por editar. Nos rumores que foram e vão surgindo no mundo musical, consta que "Listen Without Prejudice Vol. 1" daria origem a um "Listen Without Prejudice Vol. 2"; isso nunca aconteceu. Será esse o disco que estaria a preparar para 2017?
Com isto tudo, e sendo este o último texto sobre génios e músicos incontornáveis que partiram neste improvável ano de 2016, dá-me vontade de mencionar uma pequena frase de uma das suas mais belas canções, "A Different Corner", de 1986.
"Take me back in time, maybe i can forget..." o que foi este ano, de todo, horrível.

30/12/16

2016... Ano improvável (Parte 3)

Tal como Bowie e ao contrário de Prince, Leonard Cohen faz parte do restrito leque de músicos que me habituei a ouvir de forma ininterrupta ao longo dos anos.
Descobri a sua música em 1977, quando, com somente 15 anos de idade adquiri "Death of a Ladies' Man", disco que me cativou de imediato, tendo surgido dentro de mim um impulso sensorial que me levou à procura dos trabalhos anteriormente editados por este músico nascido no Quebec, Canadá, no ano de 1934.
Numa procura nem sempre fácil, pois na altura não existiam as tecnologias dos dias de hoje, consegui adquiri-los, "Songs of Leonard Cohen" (1967), "Songs From a Room" (1969) e "Songs of Love and Hate" (1971), sendo este último disco considerado por muitos como o seu melhor trabalho e uma obra incontornável na história da música, como incontornável é Leonard Cohen, homem discreto, sóbrio, encantador, dono de uma voz belíssima, e que destila charme por todos os poros da sua pele.
Ao olhar para uma foto sua, sempre de roupa escura e quase sempre com o seu chapéu, o nosso interior sente-se tocado, invadido; ao ouvir a sua música. os nossos sentimentos, a forma como nos sentimos no momento altera-se. Se estamos deprimidos, ela reconforta-nos; se estamos felizes, tem o dom de nos alegrar ainda mais.
No dia 07 de Novembro do improvável ano de 2016, Leonard Cohen partiu.
Soube-o uns dias mais tarde, dezoito dias decorridos do mês de Novembro. Estava longe do país onde resido e muito mais longe do país em que ele partiu. Por incrível que possa parecer, tinha feito um jejum de notícias de alguns dias e quando decidi aceder a sites noticiosos, levei outro murro no estômago, daqueles bem fortes que nos deixam sem respirar, sem capacidade de reagir. A primeira reacção que tive foi, e passo a citar "porra, morreu o Leonard Cohen".
Senti de imediato as lágrimas nos olhos, como se tivesse perdido alguém muito próximo, apesar de não o ser, longe disso. Leonard Cohen e a sua música faziam parte da minha vida como estando entranhados em mim, na minha pele.
Apesar de ser uma partida previsível atendendo à debilidade do seu estado de saúde nos últimos tempos, não deixa de ser um choque, uma injustiça levar um murro destes. Cohen sabia que estava prestes a partir naquela que seria a sua última viagem, sabia-o quando no dia 21 de Outubro deste ano lançou "You Want It Darker", onde diz, em forma de sussurro:

"If you are the dealer, I'm out of the game
If you are the healer, it means I'm broken and lame
If thine is the glory then mine must be the same
You want it darker
We kill the flame

Magnified, sanctified, be thy holy name
Vilified, crucified, in the human frame
A million candles burning for the help that never came
You want it darker

I'm ready my lord"

Ele estava... nós não.

Numa outra das belíssimas oito canções que completam este seu último disco, sussurra-nos, como se estivesse junto aos nossos ouvidos:

"I'm leaving the table
I'm out of the game"

Ouvir atentamente "You Want it Darker" acaba por tornar-se uma experiência intensa e dura.
Neste décimo quarto álbum de originais, Cohen consegue surpreender-nos, por incrível que possa parecer, não pela qualidade apresentada no disco mas pela sua enorme capacidade de não nos desiludir e simultaneamente fazer com que nos sintamos parte da sua vida, como ele fez, faz, e fará, da nossa. "You Want it Darker" tem o dom de fazer com que interiorizemos que somos aquilo que ele nos chamava nos concertos - seus amigos -, sentimos que quer partilhar connosco os seus bons e maus momentos, sentimos que nos queria confidenciar a brevidade da sua partida.
Neste disco de sensações belas e estranhas, sentimos que alguém está a cantar para nós, num jeito simultaneamente doce, alegre e triste, melancólico, e fá-lo de uma forma envolvente, uma das características dos seus concertos. Vi alguns, senti isso. Em certos momentos as lágrimas invadiam os meus olhos, sim, lágrimas de felicidade, só que agora, quando ouço o disco com que ele nos deixou, elas voltam, mas desta vez são lágrimas de tristeza.
Lacrimejei ao ouvir o disco, e em segredo chorei quando soube que ele nos tinha deixado... aos seus amigos.

29/12/16

2016... Ano improvável (Parte 2)

Dia 21 de Abril, chego a casa cansado de mais um dia de trabalho, sento-me no sofá, ligo a televisão.
Ainda mal me acomodei e, "pás"... mais um murro no estômago.
Prince, muitas vezes apelidado de pequeno-génio de Minneapolis tinha partido.
Fiquei inerte ao ouvir a notícia da partida de mais um dos meus compositores preferidos.
Absolutamente genial, polémico, capaz do melhor e do pior, Prince Rogers Nelson editou mais de três dezenas de discos, entre o seu primeiro álbum "For You" editado em 1988 e o último "HITnRUN: Phase Two" editado em 2015, o que dá uma média superior a um disco por ano durante toda a sua carreira.
Sempre foi do conhecimento geral que Prince era um ávido compositor, constando ainda que, supostamente, terá deixado mais de uma centena de canções prontas a ser editadas. Consta também que passava os dias a compor, não sendo de estranhar ao analisarmos a sua produção musical
Não sendo, digamos, tão transversal como Bowie, Prince deixou uma marca incontornável no panorama musical, com trabalhos de enorme qualidade, como por exemplo "Purple Rain" (1984) que deu origem a um filme com o mesmo nome no qual é o actor principal, "Sign 'O' Times" (1987) ou "The Love Symbol Album" (1992).
Graças à sua ânsia de editar novos trabalhos e dar vazão à sua criatividade, teve uma carreira com muitos altos e baixos, vagueando por vários estilos musicais, desde o Funk ao Rock, passando pelo Jazz, e envolvendo-se em projectos de curta duração.
Como todos os génios, tinha algo de louco, não sendo de estranhar algumas facetas da sua personalidade muito peculiar, como por exemplo o facto de ter mudado de nome várias vezes, a sua guerra contra quem publicava vídeos e fotografias dos seus concertos na Internet e a sua luta pela defesa dos direitos de autor. A título de curiosidade pode-se referir que não existia qualquer vídeo dele que pudesse ser visto no Youtube, tendo inclusivamente processado quem insistia em os publicar.
Excêntrico, compositor genial, em palco movia-se de forma espectacular, dançava lindamente e era considerado por muita gente um dos melhores guitarristas do mundo, apesar de a sua música não assentar numa estrutura que permitisse grandes solos. Tinha uma forma muito particular de tocar, extraindo o som dos solos da sua guitarra com a mão que marcava a nota, enquanto com a outra, a direita, gesticulava e representava.
Inesquecível no Festival Super Bock Super Rock na Aldeia do Meco em que, ao lado de Ana Moura, Prince "cantou" com a sua guitarra o fado "Vou dar de beber à dor". Ana Moura cantou e Prince fez o mesmo com a guitarra sem cantar, em 2010.
No dia 21 de Abril deste improvável ano de 2016, Prince partiu com apenas 57 anos de idade.
Não me tendo marcado de forma tão indelével como por exemplo David Bowie, a música de Prince também preenche uma grande parte da banda-sonora da minha vida e, para além disso, sou dos que o considera um dos melhores guitarristas de sempre, e a guitarra é o meu instrumento preferido.
Sei que partiu, mas deixou-nos um legado enorme, e espero que se confirme o rumor de que deixou mais de uma centena de canções prontas a serem editadas.

28/12/16

2016... Ano improvável (Parte 1)

O ano que agora termina ficará na história da música como um dos piores de sempre; se não o pior.

Seria impensável que num só ano partissem quatro nomes incontornáveis e transversais do mundo musical.

Fatidicamente, somente com onze dias decorridos, levo o primeiro murro no estômago.
Na manhã desse dia, ao acordar, assim que ligo o pequeno rádio que me faz companhia matinal, ouço numa estação improvável, falar de David Bowie. Com uma sensação mista de pavor por aquela rádio estar a falar nele, e em estado de pré-choque, ouço a notícia da sua partida. Bowie tinha-nos deixado no dia anterior, 10 de Janeiro.
Dois dias antes tinha editado "Blackstar", trabalho de imensa qualidade e repleto de simbolismo. Ouvi-o no dia em que foi editado, quatro vezes seguidas, num "repeat" que se pretendia saciador, mas que se revelou incapaz de o ser, tal era o prazer sentido ao ouvi-lo. Disse-o nesse mesmo dia, a quem me era próximo, "este vai ser o melhor disco de 2016". Não me enganei.
"Blackstar" é daqueles trabalhos que se revela diferente de cada vez que o ouvimos; é como quando apreciamos uma pintura ou uma escultura: nunca é igual, e de cada vez que detectamos um pormenor, esse pormenor torna ainda mais belo o que estamos a apreciar.

"Look up here, i'm in heaven,
I've got scares that can't be seen
I've got drama, can't be stolen
Everybody knows me now

"Look up here man, i'm in danger
I've got nothing left to loose
I'm so high it makes my brain whirl
Deopped my cell phone down below
..."

Foi com a crueldade destas palavras assentes numa base musical dura, que Bowie nos deixou, aos 69 anos de idade e 49 após a edição do primeiro disco, "David Bowie" em 1967.
Desde então editou uma quantidade considerável de trabalhos, nem todos de grande nível é verdade, mas, para contrabalançar esses discos menos conseguidos, lançou muitos que perdurarão para sempre na história da música de forma incontornável, como por exemplo a famosa trilogia de Berlim, "Low" e "Heroes" de 1977, e "Lodger" de 1979, entre muitos outros, mas seria demasiado exaustivo estar aqui a mencioná-los.
Por exemplo, quem não dançou, cantou, chorou, riu e foi feliz ao som de Absolute Beginners, Let's Dance, China Girl, Wild is The Wind, Seven, ou ainda Thursday's Child, entre tantos outros temas de um músico que me habituei a ouvir, quase diariamente, desde o início dos anos 70 e até aos dias de hoje, um músico que quando lançava um novo disco tinha em mim um efeito estranho e doentio, uma doença salutar que me enchia de prazer e ansiedade, pois não descansava enquanto não o tinha, deitava-me tarde ou acordava cedo, não interessava; o que interessava era ter oportunidade de o ouvir, de o devorar até à exaustão, que nem sempre surgia, e de acrescentar mais uma série de temas à banda-sonora da minha vida, da qual já faziam parte muitas das suas canções.
Neste improvável ano de 2016, David Bowie deixou-nos, hoje já acredito nisso, mas inicialmente, tenho de confessar que julguei ser uma manobra de marketing, um rumor, um boato, algo que viesse a ser desmentido. Sei que Bowie não alinhava nesse tipo de propaganda, mas mesmo assim, esperei, esperei... e esse desmentido nunca surgiu. Afinal era verdade.
Ainda hoje, é com sentimento de tristeza e olhos a quererem verter as lágrimas que me esforço por conter, que fico, quando ouço algumas das suas músicas, principalmente aquelas que mais me marcaram e acompanharam nos bons e maus momentos ao longo de mais de 40 anos, e, quando ouço "Blackstar", o disco em que se despede de nós, esse esforço é insuficiente, e sinto os olhos marejar.

12/12/16

Ao vivo... A Pequena Sereia

Data - 11 de Dezembro de 2016
Local - Teatro Politeama
Notas - Peça de teatro infantil.

05/12/16

Ao vivo... James

Data - 04 de Dezembro de 2016
Local - MEO Arena
Notas - Como era expectável a MEO Arena, apesar de estar bem composta, não esgotou para poder assistir a mais um bom concerto dos James, uma banda que assiduamente passa por Portugal, país onde tem uma extensa legião de fans, extremamente fieis.

03/12/16

Ao vivo... Weyes Blood

Data - 02 de Dezembro de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Pouco mais de um ano depois, os Weyes Blood regressaram ao aquário da ZDB para mais um bom concerto.

17/11/16

Ao vivo... Selena Gomez

Data - 16 de Novembro de 2016
Local - MEO Arena
Notas - Concerto cancelado por motivo de doença da Selena Gomez. Os bilhetes para este concerto esgotaram rápidamente.

31/10/16

Setlist... Tindersticks

Setlist do concerto na Casa da Música. A seguir a "Boobar" (que não interpretaram em Lisboa), os Tindersticks tocaram "Like Only Lovers" e no encore foram tocadas "Sometimes It Hurts" e "My Oblivion", para encerrar o concerto que durou cerca de noventa minutos.

30/10/16

Ao vivo... Tindersticks

Data - 29 de Outubro de 2016
Local - Casa da Música
Notas - Mais uma noite cheia de intensidade ao som da boa música de uma banda que não desilude em palco, Tindersticks. Mesmo sendo muito parecido com o de Lisboa, em termos de alinhamento, nunca é demais ouvir boa música.

27/10/16

Ao vivo... Tindersticks

Data - 26 de Outubro de 2016
Local - Teatro Tivoli
Notas - Uma sala praticamente esgotada para, mais uma vez, ser celebrada uma noite de culto aos Tindersticks, banda britânica com uma enorme legião de fans em Portugal e com inúmeras actuações em terras lusas.
Com um alinhamento assente em "The Waiting Room" (2016), durante cerca de hora e meia houve ainda oportunidade de ouvir alguns temas de trabalhos anteriores, como por exemplo "Medicine" de "The Something Rain" (2012) ou "She's Gone" de "Tindersticks I" (1995), ou ainda "Johnny Guitar", cover de Peggy Lee que o grupo liderado por Stuart Staples toca frequentemente.
Com som de grande qualidade, próximo da perfeição, foi notória a satisfação e envolvência do público e dos músicos naquilo que se pode chamar "noite de culto", tal o silêncio vivido na sala durante a interpretação dos temas, silêncio esse que dava lugar a intensos e ruidosos aplausos de satisfação no final de cada tema, e numa cadência perfeita, numa agradável noite numa sala aconchegada, a música dos Tindersticks envolvia-nos, fazendo, mais uma vez, parte da banda-sonora das nossas vidas... e que banda-sonora.
E que bem que sabe ouvir a conjugação da melancólica e terna voz de Stuart Staples com os pormenores musicais que nos são oferecidos pela guitarra de Neil Fraser, com a doçura das teclas de David Boulter, com a subtileza de Dan McKinna no baixo e com a classe de Earl Harvin na bateria.
Tão bom; e nunca cansa.

Setlist:

01 - Follow Me
03 - Were We Once Lovers?
03 - Second Chance Man
04 - Sleepy Song
05- Medicine
06 - Johnny Guitar (Peggy Lee Cover)
07 - She's Gone
08 - If You're Looking For a Way Out
09 - The Other Side Of The World
10 - Hey Lucinda
11 - How He Entered
12 - The Waiting Room
13 - Planting Holes
14 - We Are Dreamers!
15 - Show Me Everything
16 - Say Goodbye To The City
17 - A Night To Still

Encore

18 - Sometimes It Hurts
19 - My Oblivion

14/10/16

Ao vivo... Toty Sa Med

Data - 13 de Outubro de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - O angolano Toty Sa Med trouxe África à Galeria Zé Dos Bois. Tendo como mote a divulgação do seu primeiro trabalho, o EP "Ingonbota", Toty deu início ao concerto apresentando-se sozinho em palco com as suas três guitarras, as mesmas com que gravou o seu EP de estreia, segundo o próprio disse.
Com um reportório assente em temas da música tradicional de Angola, Toty Sa Med contou com convidados especiais em palco, como Aline Frazão e Paulo Flores, que participaram em alguns temas, ajudando a que esta noite se tornasse numa celebração de amizade.

23/09/16

Ao vivo... Rodrigo Amado e Chris Corsano

Data - 22 de Setembro de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Não foi de admirar que Rodrigo Amado & Chris Corsano proporcionassem a quem encheu o aquário da Galeria Zé Dos Bois, mais uma excelente noite de música de improvisação percorrendo os vários campos do Jazz, com sonoridades densas e fores. Apesar de nem sempre ser fácil ou estar com espírito para isso foi um serão bastante agradável, que contou ainda com a actuação de Tom Carter que regressou à ZDB para uma apresentação a solo.

10/09/16

Ao vivo... Shopping

Data - 09 de Setembro de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Mais uma noite de bom Rock no aquário da ZDB. Rock puro, algo cada vez mais raro nos dias de hoje.

30/08/16

Ao vivo... David Fonseca

Data - 26 de Agosto de 2016
Local - Vilar de Mouros
Notas - David Fonseca deu um excelente concerto em Vilar de Mouros comprovando que a sua música funciona muito melhor em palco do que em disco, contrastando a garra e a força da música ao vivo com a excessiva suavidade melódica do disco.
Durante cerca de uma hora tocou alguns dos seus clássicos, num alinhamento típico de festival, em formato "Best of", aproveitando ainda para apresentar alguns temas do seu último disco, "Futuro Eu" de 2015, o primeiro cantado em português.
No entanto, acabaram por ser os temas interpretados em Inglês que mais cativaram, exceptuando, obviamente, a legítima homenagem a António Variações, pois David Fonseca fez parte do projecto "Humanos" que em 2004 editou um excelente disco homónimo, como forma de homenagem a esse músico que viveu antes do seu tempo, António Variações.
Apesar de ser um concerto curto, ainda interpretou temas dos Silence 4, e prestou mais uma merecida homenagem, desta vez a um monstro da música que partiu no início deste ano, David Bowie.

Ao vivo... Echo and the Bunnymen

Data - 26 de Agosto de 2016
Local - Vilar de Mouros
Notas - Onze anos depois, os britânicos Echo & The Bunnymen, liderados por Ian McCulloch regressaram ao Festival Vilar de Mouros.
Actuando, como sempre, na penumbra do palco, com tonalidades escuras e sem autorizar qualquer recolha de imagem, os Echo and The Bunnymen não desiludiram, ao contrário do sucedido em 2005.
Num concerto relativamente curto, com cerca de uma hora, os momentos que mais empolgaram o pouco público presente foram, como era previsível, os grandes clássicos da banda, como por exemplo "The Killing Moon".
De realçar ainda a excelente voz de McCulloch, que demonstrou estar em grande forma.

29/08/16

Setlist... Orchestral Manouvers in The Dark

Setlist do concerto dos Orchestral Manouvers in The Dark, no Festival Vilar de Mouros 2016

01 - Enola Gay
02 - Tesla Girls
03 - Messages
04 - Radio Waves
05 - History of Modern (Part 1)
06 - If You Leave
07 - (Forever) Live and Die
08 - She's LEaving
09 - Souvenir
10 - Joan of Arc
11 - Maid of Orleans (Joan of Arc)
12 - Talking Loud and Clear
13 - Metroland
14 - So In Love
15 - Dreaming
16 - Sailing On The Seven Seas
17 - Locomotion
18 - Electricity

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros

Data - Dias 25, 26 e 27 de Agosto de 2016
Local - Vilar de Mouros
Notas - No ano em que se celebram os 50 anos da primeira edição do Festival Vilar de Mouros decorrida em 1965 e vocacionada somente para a chamada música folclórica, é feita mais uma tentativa de fazer ressurgir aquele que foi o primeiro festival da Península Ibérica.
Numa das mais bonitas zonas do país, numa pequena localidade que acolhe de muito bom grado o festival e se integra dento do espírito do mesmo, algo tem faltado para que o mesmo não consiga cimentar a sua posição no panorama dos festivais em Portugal.
Após o ressurgimento em 1996, realizou-se uma nova edição em 1999. Desde então e até 2006 o festival aconteceu de forma ininterrupta. Em 2006 existiu alguma megalomania ao celebrarem os 35 anos comemorativos da edição de 1971, ano em foi considerado o Woodstock português e por onde passaram Elton John e Manfred Mann, entre muito outros nomes de relevo do panorama musical português. Nesse ano de 2006 o festival foi celebrado com o lema "35 anos, 35 bandas, 35 Euros". Apesar de o preço ser muitíssimo acessível, o número de festivaleiros ficou muito aquém do previsto, resultando num enorme prejuízo.
Não sendo isto suficiente, a política entrou nos meandros do festival, e devido às divergências que foram surgindo o mesmo teve um interregno de 8 anos, regressando somente em 2014. Este enorme hiato, aliado à indefinição de datas e interesses de cariz político, teve graves consequências no Festival Vilar de Mouros, tendo o mesmo deixado de fazer parte do roteiro dos festivais portugueses.
Nem o facto de a edição de 2014 ter-se saldado por um enorme fracasso, demoveu a "Surprise & Expectation" de fazer uma nova tentativa para o ressurgimento daquele que, na opinião de quem escreve estas linhas, é um dos melhores festivais que se realiza em Portugal, um festival onde a música e o  ambiente se fundem de uma maneira como em nenhum outro sucede; o cenário idílico, o ambiente com verdadeiro espírito de festival, e a forma como se é acolhido pela gente da terra, são a prova mais do que evidente de que o Festival Vilar de Mouros não pode acabar.
Pode não ter estado muita gente na edição deste ano - segundo os números da organização, terão sido cerca de 22000 pessoas - mas a certeza com que ficou alguém que pela décima primeira vez marcou presença em Vilar de Mouros, é que quem lá esteve, saiu de lá feliz e com vontade de voltar.
Assim o desejo, e espero que a organização continue a ser tão boa como foi este ano.

P.S. - Brevemente serão publicados pequenos textos de alguns concertos.

28/08/16

Pulseira... Festival Vilar de Mouros

Pulseira da edição de 2016 do Festival Vilar de Mouros

27/08/16

Ao vivo... Orchestral Manoeuvres in the Dark

Data - 26 de Agosto de 2016
Local - Vilar de Mouros
Notas - Quase 40 anos após a sua formação (1978), os ingleses Orchestral Manoeuvres in The Dark, também conhecidos como OMD, continuam em grande forma. Arrisco mesmo a afirmar que este foi o melhor concerto da edição do renascido Vilar de Mouros, e um dos melhores concertos a que assisti até aos dias de hoje.
Os OMD apresentaram um alinhamento de grande nível que não deixou de fora nenhum dos clássicos deste grupo que regressou aos palcos em 2006 após um interregno que durou mais de dez anos, interregno esse originado pelo fim do grupo quando da edição de "Universal" em 1996, disco que passou praticamente despercebido no seguimento, aliás, do que já havia sucedido com os anteriores, já que após o estrondoso sucesso com os primeiros trabalhos - desde o homónimo OMD editado em 1980 até "Junk Culture" de 1984 - a partir da edição de "Crush" de 1985 foram editados vários discos que ficaram muito longe de obter qualquer sucesso, originando o final do grupo, ou pelo menos uma longa pausa.
Com a edição de "History of Modern" em 2010, os OMD voltaram aos trilhos do sucesso e em Vilar de Mouros, para além dos clássicos, ainda foi possível ouvir o excelente tema "Metroland", de English Electric, o último álbum de originais, editado em 2013.
Com disse Andy McCluskey na introdução a este tema: "A new song, don't worry... it's fantastic"; foi, e nem perante uma música praticamente desconhecida de uma grande parte do público o entusiasmo diminuiu e isso era bem visível nos rostos do público e dos músicos em palco, que se mostraram extremamente felizes com a recepção que lhes foi proporcionada, prometendo voltar em breve.
Espera-se que cumpram o prometido.

18/08/16

Recortes... Festival Vilar de Mouros 2016

Cartaz do Festival Vilar de Mouros de 2016, ano em que se celebram os 50 anos da primeira edição. Este ano verifica-se mais uma tentativa no sentido de o Festival passar a ter periodicidade regular, o que não tem sido nada fácil.
Depois das tentativas, aparentemente falhadas, de 2006 e 2014, pode ser que, como é costume dizer-se, à terceira seja de vez.
Esperemos que sim, pois este evento realiza-se numa das zonas mais bonitas de Portugal e, para além disso, tem um ambiente totalmente diferente dos imensos festivais que há nesta época do ano em todo o país. Não é melhor nem pior do que os outros... é diferente.
É um festival em que existe uma plena integração da comunidade local, com o público do festival, criando um ambiente e proporcionando momentos inesquecíveis.

01/08/16

Ao vivo... Festival Músicas do Mundo

Data - 30 de Julho de 2016
Local - Castelo de Sines
Notas - Neste dia, pelo palco do castelo passaram os portugueses Sebastião Antunes & Quadrilha, seguindo-se a música de fusão de Bachar Mar - Khalifé (Libano / França), o folk britânico de  Billy Bragg (Reino Unido), o projecto de fusão de Speed Caravan (Argélia / França / Senegal), e para terminar o dia a música ganesa pela mão de um dos seus maiores músicos da actualidade, Pat Thomas & Kwashibu Area Band (Gana).

30/07/16

Pulseira... Festival Músicas do Mundo

Ao vivo... Festival Músicas do Mundo

Data - 29 de Julho de 2016
Local - Sines
Notas - Ano após ano, o Festival Músicas do Mundo começa a ser considerado um dos melhores de World Music à escala mundial e isso tem-se reflectido no número de público que vai marcando presença na bela cidade de Sines.
Neste dia, passaram pelo FMM os norte-americanos David Murray Infinity Qt. Feat Saul Williams, numa fusão de Free Jazz com o hip hop, o percursionista tunisino Imed Alibi, na sua fusão de ritmos do Magreb com ritmos do Médio Oriente, e para terminar o dia de concertos, os Konono Nº 1 Meets Batida, uma mescla musical composta por músicos da República Democrática do Congo, de Angola e de Portugal.
Cada vez mais, o Festival Músicas do Mundo proporciona-nos a possibilidade de descoberta e conhecimento de enormes músicos que, por diversas razões e muitas vezes por opção própria, optam por nunca deixar as suas raízes, mantendo-se no que se poderá considerar um certo anonimato à escala global, mas ainda bem que assim é, pois não caem na tentativa fácil do mainstream.

29/07/16

Pulseira... Festival Músicas do Mundo

Ao vivo... Islam Chipsy e EEK

Data - 28 de Julho de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - A música tradicional do Egipto com toques de modernidade invadiu a ZDB. Uma noite de festa em que nos foi dado a conhecer muita da música que tradicionalmente é tocada nos casamento egípcios. Uma noite de viagem virtual ao Egipto, ao som da sua música.

20/07/16

Ao vivo... Rangda

Data - 19 de Julho de 2016
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - aquário da ZDB encheu para receber os Rangda, super-grupo composto por Chasny, Chris Corsano e Sir Richard Bishop proporcionando um excelente concerto, apesar de curto, numa noite com boa música, bom rock com algum experimentalismo à mistura.
Na primeira parte actuou o português Tiago Silva com a sua música obscura e de pesquisa.

17/07/16

Ao vivo... Festival Marés Vivas

Data - 16 de Julho de 2016
Local - Praia do Cabedelo - Vila Nova de Gaia
Notas - Esta foi a minha primeira edição do Festival Marés Vivas, e não posso dizer que tenha saído de lá satisfeito.
O local onde se realiza o festiva é agradável, no entanto merece alguns reparos, que passo a mencionar:
- Acho completamente despropositada a revista feita à entrada aos espectadores, impedindo-os de entrar com comida, obrigando a que essa comida seja deitada no lixo ou ingerida à pressa antes de entrar, o que não faz qualquer sentido nos dias de hoje.
- O local, como já foi referido, é agradável, no entanto é demasiado estreito e pequeno para a quantidade de bilhetes vendidos, não que me incomode minimamente o facto de estar, como se costuma dizer, tipo "sardinha em lata". Isso acaba por ser o menos mau.
O problema surge quando, após começarem os principais concertos, o recinto enche. A partir daqui passa a ser uma "miragem" poder, por exemplo, ir assistir a um concerto no chamado palco secundário ou mesmo dar um passeio pelo recinto, isto para já não falar da impossibilidade - não chega a ser dificuldade... é bem pior, é impossível - de ir buscar qualquer coisa para comer; e é nesta altura que nos lembramos das sandes ou  bolachas que os senhores, à entrada, nos obrigaram a colocar no caixote do lixo, numa atitude déspota, numa atitude "surda-muda".
Após estes reparos, passemos ao que interessa, à vertente musical. Neste dia passaram pelo palco principal Beth Orton, Tom Odell, Rui Veloso e James, sendo a qualidade sonora uma constante a todos os concertos.
Se Beth Orton e Tom Odell deram concertos mornos, o de Rui Veloso foi péssimo, sendo um dos piores a que assisti até aos dias de hoje, com temas mal cantados, péssima dicção, e letras completamente imperceptíveis apesar de serem cantadas em português, num concerto demasiado mau para ser verdade.
Já os James, mais uma vez... muito bom, um grupo com uma carreira enorme e que não desilude, mas que por vezes desilude-se com os fans que só estão ali de telemóvel em punho para fotografar e filmar, e Tim Booth fez referência a essa estupidez que cada vez se vê mais nos grandes concertos em Portugal. Essas pessoas acabam por não usufruir do concerto como o poderiam fazer, e não deixa de ser estranho estar a ouvir um magnífico e dançável tema, como por exemplo "Curse, Curse", e quase ninguém o dança, pois estão mais preocupados em filmar. São opções.

14/07/16

Ao vivo... Tindersticks

Data - 13 de Julho de 2016
Local - Teatro Municipal de Vila do Conde
Notas - Inicialmente seria este o único concerto, mas graças à lotação do espaço ter esgotado rapidamente, foi acrescentado outro neste mesmo dia, às 20 horas.

Ao vivo... Tindersticks

Data - 13 de Julho de 2016
Local - Teatro Municipal de Vila do Conde
Notas - Inserido no Festival de Cinema de Curtas de Vila do Conde, os Tindersticks acabaram por dar dois concertos seguidos, no mesmo dia.
Este concerto das 20 horas foi agendado posteriormente pois o programado para as 22.30 esgotou em pouco mais de um dia.
Tendo como base "The Waiting Room", editado em 2016, à medida que os Tindersticks iam tocando os diversos temas do álbum, eram projectados no ecrã pequenos vídeos alusivos a cada tema proporcionando a sensação de estarmos a assistir a um filme cuja banda-sonora era tocada em directo.

10/07/16

Ao vivo... Festival NOS Alive

Data - 08 de Julho de 2016
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Dia de chegar cedo ao recinto para poder ficar nas filas da frente e desse modo assistir a mais um grande concerto dos Radiohead; simplesmente mágico.
Houve ainda tempo para vêr as actuações dos Foals e dos Tame Impala
Data - 09 de Julho de 2016
Local - Passeio Marítimo de Algés
Notas - Neste último dia do Festival os Arcade Fire não desiludiram, enquanto que os Calexico (palco secundário), Vetusta Morla, Band of Horses, tiveram de lidar com um público "adverso" que estava lá somente para vêr os Arcade Fire.

07/07/16

Recortes - NOS Alive 2016

Cartaz da edição de 2016 do Festival NOS Alive

16/06/16

Ao vivo... Coldplay

Data - 15 de Junho de 2016
Local - Wembley Stadium
Notas - A "jogar em casa" os londrinos Coldplay, mais uma vez, não desiludiram. Visivelmente satisfeitos com a extraordinária recepção e o Wembley Stadium completamente esgotado, Chris Martin, Guy Berryman, Jonny Buckland e Will Champion proporcionaram um bom concerto - sem improvisos, é certo - mas a essência da música do grupo, está lá.
Cada vez mais pop e menos rock, cada vez menos indie e mais mainstream, o grupo que já tem mais de 20 anos de carreira continua a não desiludir ao vivo. Se em disco vão surgindo pequenas desilusões, em palco, os Coldplay continuam em excelente nível.
A anteceder a actuação dos Coldplay actuaram Alessia Cara e ainda Lianne La Havas, com concertos curtos, de cerca de 30 minutos.