14 July 2009

Ao vivo... Jamie Cullum

Data - 23 de Abril de 2005
Local - Freeport de Alcochete
Observações - Um daqueles concertos em que mais de metade dos presentes só lá estava pois os bilhetes eram atribuídos gratuitamente.

10 July 2009

D'Outrora... Filhos da Pauta

Segunda parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos "Filhos da Pauta" no Rock Rendez-Vous.
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Perg. – Achas importante que através das letras se critique aquilo que não está correcto?
Resp. - (Carpinteiro) Nós criticamos um todo do qual fazemos parte e estamo-nos marimbando para a sociedade pois a sociedade actuar está a tender para um egocentrismo. Não há sociedade… há uma pessoa em cada um, somente.
(Joca) – Nós nas letras das nossas canções falamos daquilo que existe. Por exemplo, temos um tema chamado “Pintor”, que fala do haxixe e o nome da música é o termo que se usa para o adquirir. Isso é uma realidade e temos de falar nisso.
(Carpinteiro) – Mas só o povo é que compra haxixe, pois os da alta sociedade comprar cocaína e heroína.
Perg. – Quanto a contratos e gravações de discos, o que é que têm a dizer?
Resp. - (Carpinteiro) – O que está destinado é que vamos gravar um single, mas ainda não temos marcado a data do estúdio; isso já pertence à editora que é a Valentim de Carvalho e às suas burocracias.
Perg. – Quais as possibilidades que vez de conseguirem obter sucesso?
Resp. - (Carpinteiro) - Não pensei muito nessa questão, pois o estouro dá-se mais através da promoção, disso não tenho dúvidas e a editora aposta em nós.
Perg. – Queres dizer que por vezes a qualidade da música não é importante?
Resp. - (Carpinteiro) – A qualidade não é o mais importante. O que interessa é a promoção, mais nada.

FIM

09 July 2009

D'Outrora... Filhos da Pauta

Primeira parte de uma entrevista feita pelo autor deste blog aos Filhos da Pauta, no Rock Rendez-Vous, no início dos anos 80.

Apesar de já se verificar em menor quantidade, de vez em quando ainda aparece algum grupo de rock português cuja música tem qualidade, como por exemplo os Filhos da Pauta, que brevemente vão editar um disco. Eles dão-nos, segundo nos disseram “música a martelo”, afirmação de que discordo pois a música deles não é feita às três pancadas, antes pelo contrário. Pelo que nos foi dado a ouvir durante a sua actuação no rock Rendez-Vous, a música do grupo tem qualidade e o seu vocalista tem uma voz extremamente potente, apesar de um pouco imatura. Os Filhos da Pauta são um grupo que promete.
Após esta pequena introdução, vamos passar à entrevista que lhes fizemos no final da sua actuação no RRV.
Perg. – Em primeiro lugar, gostava que um de vocês fizesse a apresentação do grupo.
Resp. – (Carpinteiro) O grupo é formado por mim na voz, Quintela no baixo, Joca na guitarra, Araújo na bateria e o Jorge nas teclas.
Perg. - Como é que se definem musicalmente e quais as vossas influências?
Resp. – (Carpinteiro) Influências directas, propriamente ditas, não temos. Eu tenho mais influências dos fado do que do Rock n’ Roll e é por isso que nos dedicamos um bocado a essa linha. Tu até podes ver que quando estou em palco, a cantar, exploro um bocado essas influências do fado. A nível do grupo, as influências que podem existir são por causa destes anos todos de Rock n Roll. Quanto a influências portuguesas, é só o fado e o folclore. A nossa sigla de apresentação é que “somos a banda mais fatela e mais malaica de 1982”, porque repara quando uma pessoa se põe com olhos citadinos a olhar para fora da cidade, é capaz de chamar fatela ou malaico a uma certa camada da população e em cima do palco é essa camada que eu pretendo representar, o povo.
Perg. – Porquê o povo fora da cidade e não o de dentro, já que vocês passam a maior parte do tempo na cidade?
Resp. – (Carpinteiro) O povo da cidade pouco me diz.
(Joca) – Repara que o mise-en-scene dele tenta cair no ridículo e destruir aquela imagem de novo-rico, a imagem do gajo que partiu dos primórdios dos campesinos com as botas ao pescoço e hoje em dia é um novo-rico. Ele tenta mostrar isso, que é uma pessoa revoltada e a sua coreografia em palco tenta mostrar os males da sociedade que o rodeia, por exemplo nas cidades.
Perg. – Através das letras, tentam fazer alguma crítica à sociedade?
Resp. - (Carpinteiro) Não é bem isso. Por exemplo, o povo da aldeia onde eu vivo é um povo que está sempre naquela de revolta.
Perg. – Porquê?
Resp. – Não existe uma razão directa do porquê da revolta do povo. O povo nunca está contente e não existe uma razão directa que justifique isso; se lhes fores perguntar porquê, eles não sabem. Eu ligo-me mais com o povo de fora da cidade.
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Ao vivo... Moby

Data - 26 de Outubro de 2002
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Excelente concerto de Moby, um músico que na minha opinião "funciona" melhor ao vivo do que em disco.

07 July 2009

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2003

Data - 18, 19 e 20 de Julho de 2003
Local - Vilar de Mouros
Observações - Grande concerto de Tricky, desilusão dos Him e um Rufus Wainwright completamente fora de contexto. Um festival que valeu pelo ambiente e por toda a envolvente paisagística. Nesta edição de Vilar de Mouros tocaram ainda Guano Apes, Sepultura, David Fonseca, Blasted Mechanism, Los Planetas, Lenine, Public Enemy, Wailers, Tomahawk e Melvins.

06 July 2009

Moby - Wait For Me

O regresso de Moby aos discos, com este "Wait For Me", não acrescenta nada de novo à já extensa lista de trabalhos lançados por este músico de Nova York, e inclusivamente, dá a sensação de ser uma "segunda parte" do seu último trabalho "Last Night". Composto por dezasseis temas, "Wait For Me", transmite-nos um ambiente chill-out e traz-nos à memória muitos dos temas do disco lançado em 2008.
Na minha opinião trata-se de um disco inconsequente na carreira de Moby, com imensas possibilidades de ser votado ao esquecimento, já que não está dotado de temas fortes (talvez as únicas excepções sejam Mistake e o lindíssimo JLTF). Será extremamente difícil extrair um tema que possa dar um bom single, e desse modo criar um grande sucesso de vendas que possa impulsionar o disco.
É pena, pois apesar de não ser um disco brilhante, não se pode considerar um mau disco; apenas não acrescenta nada de novo à carreira de Moby e fica a sensação de ser aquele género de trabalho lançado somente para cumprir prazos contratuais e também de que Moby podia e tinha capacidade para ir mais longe, pois é um compositor de grande talento.

01 - Division
02 - Pale Horses
03 - Shot In The Black Of The Head
04 - Study War
05 - Walk With Me
06 - Stock Radio
07 - Mistake
08 - Scream Pilots
09 - JLTF-1
10 - JLTF
11 - A Seated Night
12 - Wait For Me
13 - Hope Is Gone
14 - Ghost Return
15 - Slow Light
16 - Isolate

Nota - 6/10