31 October 2011

Ao vivo... Joe Jonas, Britney Spears

Data - 28 de Outubro de 2011
Local - O2 Arena - Londres
Notas - Este foi o primeiro concerto a que fui, em que o motivo da ida não era o artista principal, mas sim um dos artistas secundários, neste caso Joe Jonas, um dos membros dos Jonas Brothers.
Joe Jonas lançou este ano o seu primeiro trabalho a solo e, como já referi várias vezes neste blog, apesar de não ser apreciador da sua música, reconheço que em palco apresenta-se sempre em bom nível, com boas actuações. Embora tenha estado em palco somente 30 minutos, a actuação de Joe Jonas conseguiu prender o público e, perante uma O2 Arena longe de estar cheia, Joe conseguiu entusiasmar e fazer esquecer a péssima actuação do primeiro grupo do dia, as Destinee & Paris, duo feminino do pior que já vi, num playback musical total, e em algumas partes também vocal. Parecia que estávamos numa sessão de um Eurofestival da Canção de quinta categoria, naquele que já figura como o pior concerto que vi, até ao dia de hoje.
Depois da tempestade das Destinee & Paris, veio a bonança pela voz de Joe Jonas e passado cerca de 30 minutos de intervalo, com a tipica pontualidade britânica, eis que entra em palco a americana Britney Spears, para um concerto morno em jeito de grande produção, no que a cenários diz respeito. Musicalmente foi um concerto pobre, com uma Britney a demonstrar grandes debilidades vocais e algum estagnamento em termos de carreira. O bom espectáculo cénico foi, na minha opinião, prejudicado por projecções de pequenas histórias que pretendiam criar no mesmo, uma espécie de enredo mas que - e repito, na minha opinião - acabaram por prejudicar o concerto, pois alguns desses "Interludes" eram demasiado longos e aborrecidos.
Briney Spears pode não ter desiludido, mas de certeza absoluta que, pondo os fanatismos de lado, também não deslumbrou ninguém, e Britney Spears está cada vez mais longe de poder ser considerada aquilo com que sempre sonhou: ser a rainha da pop.
Apesar de ter uma carreira de mais de dez anos, durante os quais conseguiu manter um certo equilíbrio em termos de edições musicais regulares, a sua música caiu num marasmo do qual está a ser extremamente dificil sair; cada vez mais, a música de Britney Spears é aquilo que se pode considerar "mais do mesmo".

Momentos... Britney Spears na O2 Arena

Britney Spears na O2 Arena, Londres

30 October 2011

Momentos... Joe Jonas na O2 Arena

Joe Jonas, na O2 Arena, Londres

Momentos... Britney Spears na O2 Arena

Britney Spears, na O2 Arena, Londres

Momentos... Na O2 Arena

Joe Jonas, só 30 minutos, mas foi o melhor concerto da noite.
Britney Spears - Grande produção cénica, mas musicalmente muito fraco
Destinee & Paris - Muito mau. Sorte é que só "cantaram" 15 minutos.

Momentos... O2 Arena

O2 Arena, antes do início dos concertos

Momentos... O2 Arena

O2 Arena, Londres

Pulseira... O2 Arena

Pulseira do concerto de Destinee & Paris, Joe Jonas e Britney Spears na O2 Arena, em Londres.

Momentos... Fleet Foxes

Fleet Foxes no Festival Alive 2011

26 October 2011

Tom Waits - Bad As Me

Apesar de já andar nisto há cerca de 40 anos e de contar com mais de 20 discos de originais editados, sempre que se suspeita estar para breve a edição de um novo disco de Tom Waits, a expectativa é imensa.
Desde o dia em que se começou a levantar a ponta do véu sobre "Bad As Me", até à sua edição, a curiosidade de o ouvir (para não dizer devorar) foi crescendo e, finalmente, é agora possível apreciar o mais recente trabalho deste génio nascido em 07 de Dezembro de 1949.
"Bad As Me" surge sete anos após o último trabalho de originais, "Real Gone" e, ao terminar uma primeira audição do disco, a reacção é imediata e espontânea: estamos perante um Tom Waits ao seu melhor nível. Quarenta anos volvidos, a sua música continua a ser de grande qualidade e inconfundível, como acontece logo com o tema de abertura "Chicago", e que nos leva a pensar que Tom Waits regressa a uma base musical de Blues, apesar da aparente anarquia que é a sua música, anarquia essa que continua em "Raised Right Men", tema em que se sente o respirar do Blues ouvido nos bares norte-americanos, aqueles bares que nos acostumámos a ver nos filmes, onde a música soa de forma suave, com um leve toque de Jazz, em versão Cabaret.
A primeira grande surpresa do disco, surge logo à terceira música, "Talking At The Same Time", uma balada bonita em que Tom Waits aparece com uma voz extremamente melódica e suave, uma voz muito diferente daquela com que o identificamos, uma voz que torna esta música uma das mais belas deste disco, um disco onde a anarquia musical de Waits alterna frequentemente com baladas deliciosas, algumas quase com espírito natalício.
Se ao ouvirmos temas como "Chicago", "Raised Right Men", "Get Lost", "Bad As Me", "Satisfied" e "Hell Broke Luce", deparamos com o Tom Waits do costume na já referida anarquia musical muita vez apelidada de esquisita, se bem que desta vez numa base rítmica Blues, em temas como "Talking At The Same Time", "Face To The Highway", "Play Me", "Back In The Crowd", "Kiss Me", "Last Leaf", "New Year's Eye", somos transportados de uma forma suave e inebriante para os bares e para as paisagens norte-americanas, para aquelas viagens que fazem parte do nosso imaginário.
A voz de Tom Waits, mesmo a mais "agressiva", consegue irradiar ternura e, ao fazê-lo, torna-se bela e mágica.

01 - Chicago
02 - Raised Right Men
03 - Talking At The Same Time
04 - Get Lost
05 - Face To The Highway
06 - Pay Me
07 - Back In The Crowd
08 - Bad As Me
09 - Kiss me
10 - Satisfied
11 - Last Leaf (dueto com Keith Richards)
12 - Hell Broke Luce
13 - New Year's Eye

Nota - 9/10

24 October 2011

Ao vivo... Cheikh Lô

Data - 12 de Agosto de 2011
Local - Centro Cultural de Belém
Notas - Uma sala com pouco público e em que os presentes, apesar do entusiasmo demonstrado, não se chegaram a "soltar" ao ponto de participarem no espectáculo, permanecendo sentados durante toda a noite, salvo algumas excepções que logo no início se levantaram e foram para as laterais dançar, interiorizando o verdadeiro espírito da música africana, que nos impede de estar quietos.
Quanto a Cheikh Lô, fez-se acompanhar por um leque de excelentes músicos que interagiram imenso com o público, algo que Cheikh Lô não conseguiu. Reservado e discreto, senhor de uma excelente voz, o músico cumpriu o seu papel na perfeição, pelo menos no que à vertente musical dizia respeito, e era isso que interessava.
Uma excelente noite ao som da World Music, algo que devia haver com mais frequência em Portugal, e Cheikh Lô demonstrou o porquê de ser considerado um dos melhores músicos africanos da actualidade.

21 October 2011

Recortes... Cheikh Lô

Impresso entregue à entrada do concerto de Cheikh Lô no Centro Cultural de Belém.

13 October 2011

Ao vivo... Festival Paredes de Coura 2011

Data - 18 de Agosto de 2011
Local - Praia do Taboão - Paredes de Coura
Notas - Crónica já publicada neste blog.

07 October 2011

Ao vivo... George Michael

Data - 24 de Setembro de 2011
Local - Biskaia Arena (Bilbao)
Notas - Crónica já publicada neste blog.