18 December 2006

Ao vivo... Tindersticks

Data - 29 de Outubro de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Na primeira parte actuaram os Arab Strap.

14 December 2006

Ao vivo... Moonspell

Data - 27 de Fevereiro de 1998
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Bom concerto dos Moonspell, como sempre.

12 December 2006

Ao vivo... Tindersticks

Data - 22 de Novembro de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Uma das inúmeras vezes que vi este grupo ao vivo. Na primeira parte tocaram os
Puressence uma boa banda inglesa mas que nunca conseguiu obter grande sucesso em Portugal. Quanto aos Tindersticks, bom como sempre.

10 December 2006

Joanna Newsom... YS

Joanna Newsom com apenas 24 anos de idade, brindou-nos, neste ano de 2006, com um dos melhores discos do ano. YS é um disco fabuloso e lindíssimo. A sua voz peculiar e o seu dedilhar melódico, sensual e constante na sua harpa fazem com que a música de Joanna nos embale e transporte numa viagem para outros mundos. Um disco simples e muito bom que, infelizmente, não tem tido grande divulgação.

Constituído "somente" por cinco temas, longos e belos. Podemos ouvir músicas com 12 e 16 minutos, mas nem damos pelo tempo a passar. Ficamos como que hipnotizados ao ouvir a harpa de Joanna Newsom que neste disco conta com a colaboração de Bill Callahan, Steve Albini, Jim O'Rourke e Van Dyke Parks.

É, seguramente, um dos grandes discos do ano.

1. Emily
2. Monkey & Bear
3. Sawdust & Diamonds
4. Only Skin
5. Cosmia

Nota - 8/10

08 December 2006

07 December 2006

Os melhores de 2006 - Uncut


Conforme prometido, hoje publico o “Top Ten” da revista Uncut.

01 – Bob Dylan – Modern Times
02 – Scritti Polliti – White Bread, Black Beer
03 – Comets On Fire - Avatar
04 – Joanna Newsom - Ys
05 – Neil Young – Living With War
06 – Artic Monkeys – Whatever People Say I Am, That’s What I’m Not
07 – Midlake – The Trials Of Van Occupanther
08 – Hot Chip – The Warning
09 – Sufjan Stevens – The Avalanche
10 – Thom York – The Eraser

À semelhança do que foi publicado ontem, este “Top Ten” é extraído pela respectiva ordem, da lista dos cinquenta melhores álbuns de 2006. Aparecem ainda Flamming Lips (11), Bonnie “Prince” Billy (12), Cat Power (14), Ali Farka Touré (17), Yo La Tengo (27) e Muse (48).

06 December 2006

Os melhores de 2006 - Les Inrockuptibles


Com o final de ano próximo e numa fase em que praticamente só são editadas colectâneas devido à época da Natal, as revistas da especialidade começam a publicar a lista dos melhores discos do ano de 2006.
Segundo a revista francesa “Les Inrockuptibles” estes são os 10 melhores álbuns de 2006:

1 – Artic Monkeys – Whatever People Say That I Am, That’s What I’m Not
2 – Tv On The Radio – Return To Cookie Mountain
3 – Bonnie “Prince” Billy – The Letting Go
4 – CSS – Cansei de Ser Sexy
5 – Keny Arkana – Entre Ciment Et Belle Etoile
6 – Midlake – The Trials Of Van Occupanther
7 – Grizzly Bear – Yellow House
8 – Sibylle Baier – Colour Green
9 – Nathan Fake – Drowning In A Sea Of Love
10 – Miossec – L’Etreinte

Este “Top Ten” é extraído, pela respectiva ordem, da lista dos cinquenta melhores álbuns de 2006. Relativamente aos restantes 40 é de assinalar a presença de Strokes (20), Yo La Tengo (22), Cat Power (35), Sonic Youth (39), Mogwai (41), Jarvis Cocker (43) e Beck (49).

05 December 2006

Ao vivo... Cat Power

Data - 04 de Dezembro de 2006
Local - Aula Magna
Notas - Quando soube da vinda de Chan Marshal (Cat Power) a Portugal, pensei para com os meus botões: este vai ser o concerto do ano.
Uma enorme expectativa apoderou-se de mim; finalmente ia poder ver e ouvir ao vivo alguém cuja voz me faz sonhar e relaxar de forma indescritível.
Finalmente chegou o dia. Apesar do pequeno atraso que se verificava e que fazia aumentar ainda mais a ansiedade, a sala da Aula Magna de Lisboa, repleta de fans devotos esperava ansiosamente pelo início do concerto… e da viagem.
A expectativa de que iríamos viajar através de um sonho não começa da melhor maneira. Logo a abrir, é desconcertante e preocupante a troca de olhares entre os membros do grupo, a demora de Chan Marshal em entrar em palco, a expressão de preocupação bem visível no rosto dos músicos. Era o prenúncio de que o sonho podia virar pesadelo.
Durante alguns minutos os músicos do grupo são obrigados a uma “Jam Session” que na minha opinião acabou por ser um dos momentos da noite. Finalmente, passado algum tempo, Chan Marshal entra em palco hesitante, de cigarro e copo na mão.
A partir desse momento houve de tudo neste concerto. O imenso público de grande devoção para com o grupo, teve a oportunidade de assistir a belíssimas interpretações e bons momentos musicais. Mas também houve falhas no som, uma iluminação sem qualquer nexo, amuos por parte de Chan Marshal chegando ao ponto de interromper canções a meio.
No fundo a ideia que fica da noite (previsivelmente de sonho e que se tornou pesadelo) foi de uma Chan Marshal que aliava à sua simpatia e beleza uma possível falta de profissionalismo, de desentendimentos entre os elementos do grupo, de um teclista bom mas completamente perdido (talvez por ter a noção do descalabro em que se podia tornar o concerto) e de um alinhamento que por vezes parecia não existir.

04 December 2006

Ao vivo... Stuart A. Staples


Data - 01 de Dezembro de 2006
Local - Aula Magna
Notas - Incluindo a fase com os Tindersticks, foi a décima primeira vez que vi Stuart A. Staples ao vivo. Qualquer comentário seria suspeito.

27 November 2006

Ao vivo... Blur

Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Data - 24 de Fevereiro de 1996
Notas - Coliseu completamente cheio numa altura em que os Blur arrastavam consigo uma legião de teenagers.

20 November 2006

Ao vivo... Guano Apes

Data - 12 de Março de 2000
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Um concerto, apenas mais um. Nenhum pormenor ficou guardado na minha memória.

13 November 2006

Ao vivo... Fun Lovin Criminals

Data - 24 de Março de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - No auge da sua carreira o grupo proporcionou um concerto divertido para uma sala quase cheia.

06 November 2006

Ao vivo.... Beck

Data - 05 de Março de 2000
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Fabuloso final em apoteose, com um cenário de palco completamente caótico.

27 October 2006

Ao vivo... Festival Super Bock Super Rock 1999

Data - 29 de Junho de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Um dos melhores concertos a que assisti. Tricky no auge, com um Coliseu esgotado, uma sala completamente às escuras durante todo o espectáculo. Só a luz do palco (em tons de azul) e a magia de Tricky chegaram para uma noite memorável.

16 October 2006

Ao vivo... Walkabouts

Data - 09 de Outubro de 1999
Local - Aula Magna
Notas - Os Portugueses Raindogs fizeram a primeira parte. Chris Eckman dos Walkabouts tinha produzido o mais recente trabalho desta banda portuguesa.

09 October 2006

Ao vivo... Deep Purple

Data - 18 de Setembro de 1998
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Os velhinhos Deep Purple deram, perante uma sala esgotada, uma verdadeira aula de rock. Fabuloso.

02 October 2006

Ao vivo... dEus

Data - 24 de Abril de 1997
Local - Aula Magna
Notas - Numa Aula Magna a "rebentar pelas costuras", completamente cheia. Até as escadas estavam repletas de um público que se deslocou a uma das melhores salas de Lisboa para assistir a um dos melhores concertos que houve em Portugal. Foi seguramente o melhor dos dEus. Verdadeiramente inesquecível.

25 September 2006

Ao vivo... Tindersticks

Data - 30 de Outubro de 2001
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Mais um dos muitos concertos a que já assisti dos Tindersticks. Bom, como sempre e o Coliseu cheio, como sempre.

18 September 2006

Ao vivo... Pedro Abrunhosa

Data - 26 de Setembro de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Neste concerto Pedro Abrunhosa fez-se acompanhar pela banda que na altura colaborava com Prince.

11 September 2006

Ao vivo... Festival Vilar de Mouros 2004

Data - 16, 17 e 18 de Julho de 2004
Local - Vilar de Mouros
Observações - Talvez uma das melhores edições de sempre. Um cartaz de luxo com excelentes concertos de Bob Dylan, Peter Gabriel e PJ Harvey enquanto os Cure ficaram um bocado aquém das expectativas. Os Clã de Manuela Azevedo cumpriram; Macy Gray passou praticamente despercebida; Ice-T desiludiu pois ao contrário do que todos os presentes estavam à espera, não tocou nenhum tema dos Body Count.

04 September 2006

Ao vivo... Art Garfunkel

Data - 21 de Maio de 1997
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Sala cheia para um concerto revivalista e calmo. Uma agradável viagem aos anos 70 com alguma mistura inconsequente do seu último disco.

28 August 2006

Ao vivo... Fausto

Data - 09 de Abril de 1999
Local - Centro Cultural de Belém
Notas - Fabuloso concerto de Fausto para uma sala completamente esgotada. Fausto, como sempre, um músico de grande qualidade e profissionalismo.

21 August 2006

Ao vivo... Radiohead

Data - 22 de Julho de 2002
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Observações - Bom concerto no qual ficou a faltar o tema Creep que, em minha opinião, é uma das melhores músicas de sempre, não só dos Radiohead como de toda a história da música.

14 August 2006

Ao vivo... Avô Cantigas

Data - 07 de Dezembro de 2002
Local - Teatro Villaret
Notas - Espectáculo infantil de um músico que fez um dos grandes discos do Rock Português no final dos anos 70, "Shangri-Lá".

07 August 2006

Ao vivo... UB 40

Data - 21 de Julho de 2005
Local - Coliseu dos Recreios
Observações - Concerto excessivamente previsível em que os UB 40 demonstraram grandes dificuldades para conseguir aquecer o muito público presente. Não foi mau, apesar de tudo. Foi demasiado certinho para um concerto ao vivo.

31 July 2006

Ao vivo... Prince + Vaya Con Dios

Data - 15 de Agosto de 1993
Local - Estádio de Alvalade
Observações - Para além de um grande concerto de Prince, fomos brindados na primeira parte com o charme de Dani Kleine e os Vaya Con Dios.

24 July 2006

Ao vivo... Sigur Ros

Data - 16 de Julho de 2006
Local - Pavilhão Atlântico
Observações - Um pavilhão com um aspecto desolador relativamente a público. Critica feita neste Blog durante o mês de Julho de 2006.

17 July 2006

Ao vivo... Muse

Local - Aula Magna
Data - 09 de Março de 2002 - Adiado para dia 21 de Abril de 2002
Notas - Concerto memorável com uma Aula Magna quase esgotada. Foi adiado uma primeira vez devido a um elemento do grupo ter fracturado a perna.

10 July 2006

Ao vivo... Salif Keita

Data - 06 de Novembro de 1999
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Pouco público para assistir a um bom concerto, de um dos maiores músicos africanos da actualidade.

03 July 2006

Ao vivo... Festival Super Bock Super Rock 1999 (Spain)

Data - 03 de Julho de 1999
Local - Aula Magna
Observações - Grande concerto de uma banda que praticamente desapareceu.

26 June 2006

Ao vivo... Bon Jovi + Van Halen + Ugly Kid Joe

Data - 15 de Junho de 1995
Local - Estádio de Alvalade
Observações - Mega-concerto com cartaz de luxo que contou com os UHF na primeira parte, sendo seguidos dos Ugly Kid Joe, Van Halen e finalmente Bon Jovi.

19 June 2006

Ao vivo... U2

Data - 11 de Setembro de 1997
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Fabuloso concerto desta super-banda, uma das poucas que nos dias de hoje ainda consegue encher estádios. Neste concerto, Alvalade esteve completamente cheia e não houve a fantochada da venda dos bilhetes como na última vez que passaram por Portugal em que podemos assistir a cenas caricatas de pessoas nas filas do multibanco à espera que fossem 14 horas para comprarem os bilhetes que, afinal, nunca foram colocados à venda..

12 June 2006

Ao vivo.... Yes

Data - 24 de Fevereiro de 2000
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Concerto de saudosismo. Um pavilhão Atlântico completamente cheio de um público sequioso de viajar no tempo, de ouvir as músicas dos Yes , de ouvir a voz muito peculiar de Jon Anderson. Valeu a pena.

11 June 2006

Primal Scream... Riot City Blues

Os Primal Scream são um daqueles fenómenos do mundo da música de difícil compreensão.
Inicialmente apontados como grande promessa e revelação, esta banda formada em Glasgow na Escócia em 1984, acabou por ser um relativo fracasso.
Ao longo de toda a sua carreira, que já conta com dez álbuns, nunca conseguiram atingir um patamar elevado, por uma ou outra razão.
Muitas vezes criticados por quase plagiarem outros grupos, como os Byrds ou Rolling Stones, o gupo tem continuado com uma carreira de certo modo errante, com discos por vezes deconexos, atípicos e inconsequentes.
O grupo liderado por Bobby Gillespie editou esta semana mais um trabalho, o décimo, no qual são excessivamente notórias as influências (que eles nunca negaram) dos Rolling Stones. Com um tema muito forte a ser lançado como single "County Girl", a sensação que nos fica do disco é que mais uma vez o grupo podia ter ido mais longe. Podia ter arriscado mais.
É pena, pois os Primal Scream são excelentes executantes. É no entanto um bom disco com temas interessantes.

1. Country Girl
2. Nitty Gritty
3. Suicide Sally & Johnny Guitar
4. When The Bomb Drops
5. Little Death
6. 99th Floor
7. We're Gonna Boogie
8. Dolls (Come On Baby Let's Have A Good Time)
9. Hell's Comin' Down
10. Sometimes I Feel So Lonely

Classificação - 7/10

08 June 2006

Ao vivo... Super Bock Super Rock


Decorreu ontem no Parque Tejo o "Dia 1 do Act 2" do Festival Super Bock Super Rock. Com um cartaz de luxo há a registar a pouca presença de público o que faz colocar a questão se terá sido boa ideia deixar duas semanas de espaço entre o Act 1 e o Act 2, com o Rock In Rio pelo meio. Apesar do cartaz do SBSR ser superior ao do Rock In Rio, é inegável a diferença entre ambos os festivais em termos mediáticos.

Coube ao Editors iniciar a noite no palco principal. Com um ligeiro atraso que acabou por ser benéfico devido ao tempo que se demorava para entrar no recinto, o grupo tocou cerca de uma hora na qual foi possível ouvir na íntegra o seu primeiro álbum "The Back Room" e ainda uma cover dos Talking Heads "Road To Nowhere". Com um som muito bom, os Editores souberam estar em palco e agarrar o pouco público presente. Coincidência ou não, lembrei-me da primeira vez que vi os Coldplay em Paredes de Coura no ano de 2000, concerto ao qual assistiu muito pouca gente pois na altura não eram conhecidos. Na minha modesta opinião julgo estarmos perante mais um caso semelhante aos Coldplay: os Editors podem vir a ser um dos grupos mais importantes do panorama musical. Pontuação 4,5 de 0 a 5.

Seguiram-se os dEUS; apesar de achar que a música deste grupo funciona melhor em espaços pequenos e fechados (concerto inesquecível na Aula Magna), gostei da actuação. A banda de Tom Barman fez uma viagem por todos os seus trabalhos, insistindo principalmente no "In A Bar, Under The Sea" e no seu mais recente trabalho "Pocket Revolution". Um concerto electrizante que merecia mais público junto ao palco, se bem que o recinto já estivesse mais "composto" mas o público aproveitou a actuação dos dEUS para se dirigir aos bares. Pontuação 4 de 0 a 5.

Já passava das 21 horas quando os Cult entraram em palco para arrasar por completo. Grande concerto do grupo de Ian Astbury. Já com a frente do palco completamente cheia e com uns decibéis bem acima dos grupos anteriores, os Cult deliciaram todos os presentes com temas novos e uma viagem ao passado onde não faltaram por exemplo "Revolution", "Sweet Soul Sister". Foi um concerto que serviu para aguçar o apetite para o dia 12 de Julho em que vão estar no Coliseu do Porto. Só não atríbuo a pontuação máxima pelas excessivas alusões do Ian Astbury ao futebol e ao campeonato do mundo. Pontuação 4,5 de 0 a 5.

Tarefa difícil para os Keane que foram a banda que se seguiu. Deslocados do alinhamento e do ambiente do dia o grupo esteve bem, com uma actuação segura em que por vezes parecia estar simplesmente a cumprir contrato. Foi um bom espectáculo, apesar do grupo deixar transparecer a ideia de se estar a sentir como "peixe fora de água". No entanto foi possível ouvir alguns temas do novo álbum "Under The Iron Sea" a sair brevemente, bem como os mais conhecidos de "Hopes and Fears". Pontuação 3,5 de 0 a 5.

Para fechar a noite, perto da uma da manhã, os Franz Ferdinand, fizeram o que se esperava deles. GRANDE concerto. Durante hora e meia o grupo de Alex Kapranos "incendiou" completamente o Parque Tejo. Fazendo questão de manter a tradição de tocar um tema novo sempre que actuam em Portugal, os Franz Ferdinand tocaram praticamente todos os temas dos seus primeiros álbuns. Com um ritmo diabólico e com a sua característica música, quase sempre a "dois tempos", fizeram saltar e dançar até à exaustão os mais de 20.000 resistentes. Valeu a pena. Pontuação 5 de 0 a 5.

06 June 2006

Ao vivo... Stuart A. Staples

Data - 03 de Junho de 2006
Local - Santiago Alquimista
Notas - Stuart A. Staples apresentou no passado dia 03 de Junho no Santiago Alquimista o seu novo disco, "Leaving Songs". Um espaço intimista e acolhedor completamente cheio recebeu o líder dos Tindersticks, agora numa carreira a solo.
Durante mais de uma hora um público devoto teve oportunidade de ver um Staples mais comunicativo e simpático do que no tempo dos Tindersticks. Arrisco mesmo a afirmar que parecia mais feliz e estar a tocar com mais prazer.
Esse prazer foi perfeitamente visível no músico e acabou por passar para o público que em certos momentos estava num silêncio absoluto, a prestar culto.
Foi o 10º concerto a que assisti dele (incluindo Tindersticks) e adorei.

05 June 2006

Ao vivo... Duo Ouro Negro

Data - Algures em 1970
Local - Cinema Aviz em Luanda
Notas - O meu primeiro concerto. Tinha sete anos e assisti a um espectáculo do Duo Ouro Negro.

04 June 2006

Raul Indipwo

30.11.1933 - 04.06-2006
Raúl José Aires Corte Peres Cruz, mais conhecido como Raul Indipwo do Duo Ouro Negro, faleceu hoje no Barreiro vítima de doença prolongada. A música do mundo, a cultura Africana, Angola e o seu povo, para quem Raul era uma referência incontornável, ficaram muito mais pobres.
Uma apresentação ao vivo do Duo Ouro Negro no Cinema Aviz em Luanda, foi o primeiro espectáculo musical a que assisti, há mais de 30 anos.
Paz à sua alma, ele que sempre foi um homem bom e que eu tive a felicidade de conhecer pessoalmente.

01 June 2006

Vilar de Mouros

A Portoeventos, empresa que organiza o Festival de Vilar de Mouros anunciou que a edição deste ano do mítico festival, a decorrer entre os dias 21 e 23 de Julho, irá ter o preço único de 35 Euros para os três dias.
É sem dúvida alguma uma boa notícia nos tempos que correm.
A edição deste ano é comemorativa dos 35 anos da internacionalização do Festival. A primeira edição com grupos de relevo no panorama musical foi em 1971 e nela estiveram presentes Elton John e Manfred Man entre outros nomes nacionais como Amália Rodrigues ou Duo Ouro Negro.
Desde então houve em 1982 uma edição que durou nove dias e onde actuaram por exemplo os U2 e os Stranglers; em 1996 o festival regressa com um bom cartaz onde foi possível assistir a um fabuloso concerto dos Young Gods e ao início da decadência dos Stone Roses (Ian Brown completamente embriagado sem saber a letra das canções) que viriam a terminar pouco tempo depois. A partir de 1999 o Festival passa a realizar-se anualmente na bonita vila de Vilar de Mouros.
Por lá já passaram nomes como Robert Plant, Rammstein, Clã, Catatonia, Neil Young, Peter Gabriel, Joss Stone, Alanis Morissette, etc., etc.

31 May 2006

Stuart A. Staples

Stuart A. Staples no Santiago Alquimista

Stuart A. Staples, apresenta-se em Portugal, para um concerto de promoção ao seu segundo disco a solo, Leaving Songs, no Santiago Alquimista no próximo dia 03 de Junho.
Mais conhecido como vocalista dos Tindersticks, Staples regressa aos discos após a edição do brilhante Lucky Dog Recordings de 2005.
Mas, recuemos um pouco no tempo para falar da história das incursões musicais de Staples. No ano de 1992 em Nottingham, onde nasceu em 1965, forma os Tindersticks banda que teve origem nos Asphalt Ribbons que chegaram a gravar um álbum (Old Horse) e dois EPs (Passion Coolness e The Orchad), discos hoje em dia extremamente raros, mas que tenho a felicidade de ter em formato CD.
A música dos Asphalt Ribbons é diferente daquela a que fomos habituados a ouvir nos Tindersticks, apesar da inconfundível e tenebrosa voz de Staples. Num ritmo intenso, mostra-nos a semelhança com certos temas de Nick Cave, com deambulações musicais ligeiramente alucinadas e desconexas, mas sempre com o embalo melódico da sua voz.
Em 1993 os Tindersticks gravam o seu primeiro trabalho, homónimo, que foi considerado o melhor álbum do ano pela Melody Maker.
Desde então o grupo gravou vários discos, todos eles marcados pela qualidade, pelos arranjos e pela voz sexy, sensual e densa de Stuart. Os Tindersticks tornam-se uma banda de grande culto.
Em 2003, após a edição de "Waiting For The Moon" o grupo decide fazer uma pausa e é então a partir dessa altura que Stuart A. Staples decide começar uma carreira a solo, primeiro com "Lucky Dog Recordings" e agora com o muito aguardado "Leaving Songs".
Sábado quem for ao Santiago Alquimista vai poder assitir ao "levantar do véu" deste disco.
Eu vou lá estar.

30 May 2006

Super Bock Super Rock

O segundo dia do ACT 1 do Festival Super Bock Super Rock era aguardado com grande expectativa.
Com um cartaz equilibrado no qual se destacava o regresso aos palcos dos Alice In Chains, a expectativa residia também em saber se o som estaria melhor do que no dia anterior, em que foi um verdadeiro desastre.
Eram seis horas da tarde quando os portugueses Primitive Reason subiram ao palco para dar início a mais um dia de festival. Durante cerca de uma hora e perante um calor infernal, os Primitive Reason não conseguiram quebrar a frieza do público. Apesar do alinhamento ser constituído pelas suas canções mais populares, a banda demonstrou uma vez mais a falta de "garra" que começa a ser evidente nos seus concertos. Nota 2,5 de 0 a 5.
A seguir era chegada a vez dos Alice In Chains. Após cerca de dez anos de interregno, esta banda formada em Seattle no ano de 1897 no auge do grunge, regressa aos palcos com um novo vocalista, William Duval (dos Comes With the Fall), que substitui Layne Staley falecido em Abril de 2002 vítima de overdose. Apesar de não conseguir fazer esquecer o carismático vocalista dos primórdios do grupo William mostra-se possuidor de uma excelente voz não tão "grunge" como a de Layne mas bem colocada e com o timbre exacto. No final do espectáculo, o grupo exibiu para o público um cartaz onde se podia ler: Alice In Chains Born Again. Acho que sim. Nota 4 de 0 a 5.
Deftones foram o grupo que se seguiu e deram um concerto verdadeiramente arrasador. A agressividade da música e a boa comunicabilidade de Chico Moreno com o público fizeram deste concerto um dos melhores do dia, com um alinhamento tipo "Greatest Hits", de onde se pode destacar a cover do tema "No Ordinary Love" de Sade. Para finalizar em verdadeira apoteose, Chico Moreno canta no meio do público e os Deftones brindam todos os presentes que se amontoavam junto do palco com um Medley "7Words - Root Engine Nº 9 - 7 Words". Nota 4,5 de 0 a 5.
Após o devastador concerto dos Deftones seguiam-se os Placebo. Num alinhamento de grupos não muito feliz, a banda de Brian Molko surge encurralada entre os Deftones e os Tool. Tarefa difícil. Este facto levou a que muitas das pessoas que assistiram ao concerto dos Deftones aproveitassem a pausa para se dirigirem à zona de restauração e descansarem para depois poderem assistir ao concerto dos Tool. No entanto os Placebo cumpriram. Entraram com alguns temas do novo álbum "Meds" para depois voltarem aos seus clássicos. Uma actuação incólume mas que nunca chegou a ser brilhante. Nota 4 de 0 a 5.
Finalmente e para fechar a noite: Tool. A banda liderada por Maynard James Keenan presenteou o sequioso público com aquele que foi o melhor concerto do dia. Com um som fantástico, com um palco no qual estavam quatro ecrãs onde passavam imagens que serviam como "acompanhamento" para os temas, os Tool cumpriram à risca o que se estava à espera e era aguardado há muitos anos, depois do fracasso que foi o seu concerto no Restelo. Ao tocarem temas de todos os seus álbuns, particularmente do último "10000 days" deram um concerto fabuloso, inesquecível. Destaque para "The Pot" e "Aenema". Ficou a ideia de que brevemente o grupo poderá regressar a Portugal para um concerto em nome próprio.
E pronto, assim chega ao fim mais um dia do Super Bock Super Rock, este excessivamente quente em contraste com a noite fria do dia anterior. Não fossem as milhares de melgas e mosquitos que por lá apareceram (e que nem pagaram bilhete) tinha sido fabuloso. Assim... também foi.

29 May 2006

Ao vivo... Festivar Super Bock Super Rock 2006

Começou ontem mais uma edição do Festival Super Bock Super Rock. Para o primeiro dia do ACT 1 estava reservado o alinhamento mais pesado. O gótico dos Moonspell e dos Within Temptation (numa versão um pouco conceptual) desfilou pelo palco principal juntamente com o som mais pesado dos Ramp, Soulfly (banda liderada pelo ex-vocalista dos Sepultura, Max Cavalera) e dos Korn que encerraram a noite.
Eram 18 horas quando os Ramp entraram em palco. Graças à minuciosa e muito dedicada revista por parte da polícia a todos os espectadores (chegando ao ponto de abrir a carteira e perguntar se levávamos tabaco), não consegui assistir à actuação desta banda do Seixal.
Seguiram-se os portugueses Moonspell. No primeiro tema o som era tão mau que os milhares de pessoas que estavam a assistir, em vez de estarem virados para o palco estavam de costas para o mesmo a vêr se o técnico da mesa de mistura tinha adormecido ou algo pior. Som péssimo. A partir do segundo tema o som melhorou ligeiramente mas sem nunca atingir o patamar desejável. Os Moonspell acabaram por ter uma actuação discreta, para não dizer fraca. Pontuação: 3 de 0 a 5.
Seguiram-se os Soulfly banda com uma boa legião de fans em Portugal e que estiveram presentes em bom número. Foi um concerto no qual durante mais de uma hora tocaram os seus principais êxitos que foram sendo intervalados com temas do novo álbum "Dark Ages". Apesar do som continuar mau, um pouco devido ao imenso vento que se fazia sentir, foi um bom concerto no qual Max Cavalera conseguiu fazer vibrar o público. Pontuação 3,5 de 0 a 5.
A seguir adivinhava-se uma tarefa muito difícil para os Within Temptation, pois após a actuação dos Soulfly houve uma grande debandada do público que estava próximo do palco. Com um som finalmente em boas condições, Sharon esteve bem sabendo comunicar com o público, excepto quando julgou que estava a actuar em Espanha, levando por isso uma monumental assobiadela. Corrigiu o erro com um pedido de desculpas. O espectáculo dos Whithin Temptation foi uma espécie de "The Best" ao vivo, sendo o momento alto do concerto "Memories", um dos temas mais conhecidos do grupo. Em suma foi um bom espectáculo dos Within Temptation. Pontuação 4 de 0 a 5.
Finalmente para encerrar a primeira noite do festival, Korn. A qualidade de som continuava fraca e os Korn não surpreenderam. Tudo muito programado, sem improviso e sem grande convicção. John Davis e a sua banda não conseguiram empolgar o muito público presente. A banda está muito aquém da expectativa e do culto que foi criando ao longo dos anos. Arrisca-se a ser, se é que já não é um "Has Been". Pontuação 3,5 de 0 a 5.

28 May 2006

Disco da semana... "Here Comes The Tears"

THE TEARS - HERE COMES THE TEARS
Em Dezembro de 2003, Brett Anderson e Bernard Butler reencontram-se após vários anos de desavenças e decidem que era chegada a altura de formar uma nova banda.
Butler, que abandonou os Suede em 1994 após a gravação do álbum "Dog Man Star" e Anderson, devido à reduzida actividade dos Suede (praticamente extintos), formam então os "The Tears" que lançam o seu primeiro álbum no final de 2005. Em "Here Comes The Tears" voltamos a ouvir e sentir a guitarra de Butler num permanente e subtil solo, algo a que nos tinha habituado na melhor fase dos Suede.
Here Comes The Tears é um bom disco, agradável. Longe de ser uma obra-prima este trabalho peca pelo excesso de baladas que tem, sendo algumas um pouco lamechas. Destaque para os temas Refugees e Lovers, dois belos temas pop que nos fazem lembrar o excelente "Trash" do álbum "Coming Up".
É um disco que merecia algo mais. Não existiu qualquer tipo de promoção por parte da editora quer ao disco quer ao grupo; estou convencido que muitos fans dos Suede não sabem da existência dos Tears e quem são os seus membros.

01 - Refugees
02 - Autograph
03 - Co-Star
04 - Imperfection
05 - Ghost of You
06 - Two Creatures
07 - Lovers
08 - Fallen Idol
09 - Brave New Century
10 - Beautiful Pain
11 - Asylum
12 - Apollo 13
13 - Love as Strong as Death

Nota - 7/10

24 May 2006

The Walkabouts

WALKABOUTS - O SUBLIME POR EXCELÊNCIA

Decorria o ano de 1983 quando Chris Eckman e Carla Torgerson se conheceram. Na altura, enquanto Eckman com a sua guitarra eléctrica tocava temas punk dos Buzzcocks, Carla Togerson com a sua guitarra acústica tocava folk. Graças a esta diferença de estilo nas raízes musicais dos seus fundadores, a música dos Walkabouts desde os seus primórdios caracterizou-se sempre por um contraste que vai desde o folk a um pop/rock genuinamente alternativo. Com origem em Seattle, terra do grunge, não deixa de ser curioso o facto de o grupo sempre se ter distanciado desse género musical o que acabou por ser prejudicial para a sua carreira pois na altura gravavam para a Sub-Pop uma editora que tinha no seu catálogo somente grupos de grunge, o que levou os responsáveis da mesma a caracterizar o grupo, desdenhosamente, como "uma banda não grunge".
Em 1987 é editado o primeiro disco intitulado "See Beautiful Rattlesnake Gardens" que apesar de revelar alguma imaturidade foi bem recebido pela imprensa. Apesar disso a banda não se consegue adaptar aos ambientes de Seatlle.

Entre 1989 e 1991 os Walkabouts, na altura formados por Chris Eckman (guitarra/voz), Carla Torgerson (guitarra/voz), Grant Eckman (bateria), Michael Wells (baixo) e Glenn Slater (teclas), lançam Cataract e Scavenger (com produção de Brian Eno), bem como o EP Rag And Bone (actualmente disponíves num único CD). Após a edição de Scavenger o grupo vira-se para o mercado europeu pois a sua música não era compreendida pelos americanos, talvez pelo facto de nessa altura estar no auge o grunge com nomes como Nirvana ou Pearl Jam.

Em 1992 abandonam a Sub Pop, mas antes de isso acontecer, partem em digressão pela Europa e a Sub Pop Europe aproveita para lançar New West Motel e Satisfied Mind em 1993, Setting The Woods On Fire e To Hell And Back no ano de 1994, e a compilação Death Valley Days - Lost Songs, And Rarities, 1985 – 1995. Estas edições num prazo tão curto fizeram com que os Walkabouts atingissem o topo do mercado independente europeu, sendo curioso o facto de o grupo atingir maior popularidade na Europa do que na América.
Enquanto que em New West Motel são desenvolvidas sonoridades que nos levam ao country norte-americano fazendo lembrar Neil Young, já Satisfeid Mind revevela-se uma agradável surpresa pois é um disco completamente preenchido com versões, algo a que as pessoas não estavam habituadas no grupo. É um disco excelente e um dos melhores de toda a discografia dos Walkabouts; já "Setting The Woods On Fire" mostra o lado mais negro e mórbido da música dos Walkabouts com canções densas e melancólicas que revelam uma grane consistência na banda.

Em 1996 é editado aquele que é considerado por muita gente o melhor álbum do grupo "Devil´s Road", um álbum marcadamente mórbido. Mais uma vez a densidade e obscuridade tomam conta da música do grupo. Em Devil's Road contam com a participação da Warsaw Philharmoncs e de Dickon Hinchcliffe dos Tindersticks. Estas participações acabam por dar ao álbum um toque conceptual que se faz sentir também no seu sucessor Nightwon (1997). Apesar das semelhanças entre estes dois álbuns Nightown não dá seguimento ao sucesso de Devil's Road.

A partir daqui, talvez devido a Chris Eckman se ter dedicado a uma carreira a solo na qual já editou dois álbuns (A Janela e The Black Field) os Walkabouts editam mais três discos, não conseguindo com nenhum deles atingir os patamares quer em termos qualitativos quer comerciais a que nos habituaram com os discos anteriores.
No ano de 2000 editam Trail Of Stars e em 2001 editam Train Leaves At Eight um disco de covers de músicos europeus entre os quais um tema de José Mário Branco. Netes disco o grupo confirma uma especial vocação para covers sendo muito aplaudido pela crítica.
Em 2002 é editado Ended Up A Stranger, sendo na minha opinião um dos discos mais fracos do grupo. Após a edição deste disco segue-se um interregno na actividade do grupo, tendo sido editadas várias colectâneas.
Finalmente no final de 2005 surge um novo álbum Acetylene em que o grupo regressa aos bons discos. Acetylene irá estar em destaque neste blog na próxima semana no post "Disco da semana".
Quando ouço a música dos Walkabouts uma onda de prazer e felicidade envolve-me por completo; algo de sublime é como se pode definir a sensação que dá ouvir a guitarra de Carla Torgerson aliada à sua voz e à de Chris Eckman.
É um grupo que merece um pouco mais de atenção, mas como todos nós sabemos a divulgação nas rádios obedece a regras não muito claras e com as quais eu discordo.
Valores comerciais são mais importantes que valores qualitativos.

22 May 2006

Ao vivo... Supertramp

Data - 24 de Junho de 1997
Local - Praça de Touros de Cascais
Notas - Um grupo de que gostei muito nos anos 70 e início dos anos 80. Aqui já sem o sem carismático vocalista Roger Hodgson, acabou por ser um concerto agradável.

21 May 2006

Iron and Wine & Calexico... He Lays In Reins

IRON AND WINE e CALEXICO
Este disco é uma verdadeira obra de arte. Um disco de "viagens", um disco que nos leva a percorrer os desertos americanos ao som de uma slide guitar em "Prison on Route 41", e depois transporta-nos para as melancólicas noites em "History Of Lovers" em que nos sentimos sós num daqueles motéis americanos. Calmo e belo é a melhor definição para este excelente álbum editado por Samuel Beam nascido na Flórida e que edita com o nome de Iron and Wine e surge neste projecto em parceria com os Calexico banda oriunda de Tucson, nos Estados Unidos, formada por Joey Burns e John Convertino.
Um disco excelente que peca por ser curto. São, somente, cerca de 35 minutos de prazer.

01 - He Lays In Reins
02 - Prison on Route 41
03 - History of Lovers
04 - Red Dust
05 - 16, Maybe Less
06 - Burn That Broken Bed
07 - Dead Man's Will

Nota - 08/10