31 January 2013

Recortes... Oneohtrix Point Never e Nate Boyce

Folheto entregue à entrada para o espectáculo de Oneohtrix Point Never & Nate Boyce, no Teatro Maria Matos.

18 January 2013

Burial - Truant / Rough Sleeper

Burial estreou-se em no ano de 2005, através da label Hyperdub, altura em participou no EP South London Borough, disco muito bem recebido por parte da crítica musical especializada.
"Southern Comfort" e "Broken Home" foram dois dos temas extraídos desse EP de estreia e fizeram parte do leque de treze canções que deu origem ao primeiro trabalho de Burial, álbum homónimo editado em 2006.
A este primeiro disco, seguiu-se o muito aclamado "Untrue" que fez parte de praticamente todas as listas dos melhores discos editados durante o ano de 2007. Este facto fez com que Burial não consegui-se manter por muito mais tempo o seu anonimato. Recordo que até à altura em que o jornal britânico "The Independent" revelou em Fevereiro de 2008 que Burial seria Willian Bevan, não exisitiam fotos do músico / produtor, e para além dos registos musicais, o que existia era somente uma entrevista que foi dada ao jornal "The Guardian" em 26 Outubro de 2007, na qual não foi revelada a identidade do músico, nem qualquer fotografia.
Este mistérito todo acabou por criar algum misticismo, não só na personagem mas também na música de Burial graças ao seu dubstep muito característico e estranho, uma vez que não existe propriamente uma coerência nas músicas do primeiro ao último minuto, mas existe um fio de ligação imaginário que liga todas as sonoridades que fazem parte de cada tema.
Em "Truant / Rough Sleeper", editado no início deste ano, essa característica é evidente. Composto apenas por dois longos temas, "Truant" e "Rough Sleeper", com 11.45 e 13.47 minutos repectivamente, estamos perante um disco que está muito longe de ser aborrecido, pois são tantas as variações de ritmo e de sonoridades em cada faixa, que ficamos com a sensação de estar a ouvir um disco completo em cada um desses dois temas.
Quando se fala de Dubstep, de uma forma algo redutora, acabamos por associar o estilo a Skrillex, que obviamente tem os seus méritos e alguns bons trabalhos editados, mas o Dubstep praticado por Burial é muito diferente desse, pois é menos barulhento e muito mais mais complexo, com uma sonoridade muito própria e característica.
A música de Burial faz parte do restrito leque que se aprende a gostar, devido à já referida complexidade, às constantes mudanças de ritmo com quebras que nos absorvem mas que de um momento para o outro nos despertam e às divagações estranhas e por vezes alucinadas que quase entram pelos campos da House Music.
Esta conjugação de factores e uma produção cuidada ao pormenor, são uma característica de Burial, e esse talvez seja um dos motivos que leva a que os seus discos sejam sempre considerados como trabalhos de imensa qualidade.
Este "Truant / Rough Sleeper", não é excepção.

01 - Truant
02 - Rough Sleeper

Nota 8,4

16 January 2013

Ao vivo... Scissor Sisters

Data - 17 de Julho de 2012
Local - Hipódromo Manuel Possolo - Cascais
Notas - Apesar do pouco público que esteve presente no Hipódromo Manuel Possolo, os Scissor Sisters não se inibiram e cumpriram na perfeição o seu papel, com muita energia e animação, actuando como se estivessem perante uma plateia esgotada.
O que fica deste espectáculo, e de todos os que fizeram parte desta primeira edição do Cascais Music Festival, é que são demasiados festivais e, talvez pelo facto de ser relativamente afastado de Lisboa, este em Cascais, ressentiu-se do exagero de eventos que houve durante o ano de 2012.

15 January 2013

Momentos... Dead Can Dance



Dead Can Dance, na Casa da Música - Porto

Ao vivo... Leonard Cohen

Data - 07 de Outubro de 2012
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - "Não sei quando nos voltaremos a encontrar, mas o que posso garantir é que hoje à noite, vamos dar tudo o que temos cá dentro".
Após o arrebatador e cada vez mais belo, "Dance Me To The End Of Love", foi com esta frase que Leonard Cohen se dirigiu à imensa plateia que quase encheu o Pavilhão Atlântico
Entre "Dance Me To The End Of Love", e "Save The Last Dance For Me", foi possível ouvir com imenso deleite, um grande número de canções intemporais, interpretadas por um músico também ele intemporal e que já passou várias gerações: Leonard Cohen.
Por muito que os anos passem por este músico canadiano, como também passam por todos nós, Leonard Cohen continua em forma, cada vez mais encantador e sedutor. Como é natural, com o passar dos anos, a sua voz tem mudado muito, mas o encanto e efeito que ela tem sobre quem o ouve, esse encanto é cada vez maior, e isso já não é tão natural, mas sim o resultado de um dom que alguém tem, e Leonard Cohen é esse alguém, é alguém que tem sabido envelhecer e, como ouvi à saída "quando for velhinho, quero ser como Leonard Cohen".
Foi a quarta vez que assisti a um concerto de Cohen. A primeira foi pela altura em que lançou o disco "I'm Your Man", em 1988 no Coliseu dos Recreios. Vinte e quatro anos depois, o efeito continua a ser o mesmo dessa inesquecível noite.
Desta vez, foi no Pavilhão Atlântico que prestámos culto a um dos músicos mais importantes da história da música, a alguém que insiste em não parar; e nós agradecemos.

14 January 2013

Setlist... Muse na Papp László Arena

Setlist do bom concerto que dos Muse na Papp Laszló Sportaréna, em Budapest, no dia 20 de Novembro de 2012

01 - The 2nd Law: Unsustainable
02 - Supremacy
03 - Interlude
04 - Hysteria
05 - Panic Station
06 - Resistance
07 - Supermassive Black Hole
08 - Animals
09 - Monty Jam
10 - Explorers
11 - Sunburn
12 - Time Is Running Out
13 - Liquid State
14 - Madness
15 - Follow Me
16 - Undisclosed Desires
17 - Plug In Baby
18 - New Born

Encore 1

19 - Uprising
20 - Survival
21 - Starlight
22 - Knights Of Cydonia

12 January 2013

A$AP Rocky... Long.Live.A$AP

Aliando o facto de ter assinado um contrato multimilionário com a RCA no valor de três milhões de dólares, à boa recepção obtida com as suas mixtapes de Live Love A$AP de 2011, e ainda ao facto de este Long.Live.A$AP ter sido adiado por duas vezes, pode-se afirmar que a expectativa quanto à edição deste disco era imensa; e a espera valeu a pena.
Já com edição em 2013, Long.Live.A$AP é um excelente disco dentro do seu género, seguindo a linha característa do RAP / Hip Hop no que às letras diz respeito, abordando, como de costume, os problemas ligados à droga, sexo, violência, e sempre, mas sempre, com muito egocêntrismo.
Ao ouvir o disco da primeira à ultima música, é possível reparar na boa e cuidada produção que esteve a cargo de Clams Casino, Danger Mouse e Jim Jonsin, e ainda ao extraordinário leque de músicos convidados, talvez om o objectivo de "jogar pelo seguro".
Pode não ter sido esse o motivo, mas ao convidar, por exemplo, Kendrick Lamar (músico de Hip-Hop e autor de um dos melhores discos de 2012), Schoolboy Q, Drake, Skrillex (com a sua sonoridade característica), ou ainda Santigold, fica a ideia que A$AP Rocky não quis arriscar e lançar um disco que passasse despercebido e fosse um fracasso em termos comerciais. Para além de todo o talento e criantividade do autor, esta boa lista de convidados acaba por funcionar como uma espécie de "cereja no topo do bolo", num disco que "corre o risco" de poder vir a ser um dos melhores deste ano que ainda agora começou.
Existe ainda uma edição especial deste trabalho, na qual são inlcuídas três temas extras, contando um deles com a colaboração de Florence Welch, num tema brilhante onde o Rap Hip-Hop de A$AP Rocky e o Indie-Rock de Florence Welch se fundem, proporcionando uma canção brilhante e muito bem interpretada.

01 - Long Live A$AP
02 - Goldie
03 - PMW (All I Really Need) (feat. Schoolboy Q)
04 - LVL
05 - Hell (feat. Santigold) 
06 - Pain (feat. Overdoz)
07 - F**kin' Problems (feat. Drake, 2 Chinz & Kendrick Lamar)
08 - Wild For The Night (feat. Skrillex)
09 - I Train (feat. K. Lamar, Danny Brown, Joey Badass)
10 - Fashion Killa
11 - Phoeniz
12 - Suddenly

13 - Pretty Flaco (Remix) (feat. Gucci Mane, Waka Flocka Flame & Pharrell)
14 - Ghetto Symphony (feat. Gunplay & A$AP Ferg)
15 - Ticket
16 - Like I'm Appart (feat. Florence Welch)

Nota - 8,6

10 January 2013

Os melhores de 2012


Com o início de um novo ano, publico a minha lista dos 20 melhores discos editados durante 2012.
Apesar de durante todo esse ano não terem existido grandes edições discográficas do chamado rock puro, apesar de as guitarras serem cada vez mais discretas, ou substituídas por outros intrumentos para, dessa forma, darem à música tons e estilos mais dentro do pop ou da dream-music. Apesar desses factores, 2012 foi um ano de repleto de boas edições discográficas, algumas boas revelações, e algumas excelentes confirmações, entre as quais coloco, sem qualquer dúvida, o quarto trabalho do duo oriundo de Baltimore, composto por Victoria Legrand e Alex Scally, os Beach House.

01 - Beach House - Bloom
02 - Frank Ocean - Channel Orange
03 - Sharon Van Etten - Tramp
04 - Tame Impala - Lonerism
05 - Leonard Cohen - Old Ideas
06 - Kendrick Lamar - Good Kid, m.A.A.d. City
07 - Grizzy Bear - Shields
08 - Jack White - Blunderbuss
09 - Bobby Womack - The Bravest Man In The Universe
10 - Julia Holter - Ekstasis
11 - Temper Trap - The Temper Trap
12 - Cat Power - Sun
13 - Alejandro Escovedo - Big Station
14 - Tindersticks - The Something Rain
15 - Toy - Toy
16 - Alt-J - An Awesome Wave
17 - Gary Clark Jr. - Blak and Blu
18 - Titus Andronicus - Local Business
19 - Django, Django
20 - Muse - The 2nd Law