29 December 2010

Os melhores de 2010

Como último post do ano, escolhi uma listagem dos 20 melhores discos editados durante 2010.

01 - Arcade Fire - The Suburbs
02 - Gill Scott - Heron I'm New Here
03 - Grinderman - Grinderman 2
04 - Janelle Monáe - The ArchAndroid
05 - John Grant - Queen Of Denmark
06 - Caribou - Swim
07 - National - High Violet
08 - Manic Street Preachers - Postcards From A Young Man
09 - LCD Soundsystem - This Is Happening
10 - Paul Weller Wakes - Up The Nation
11 - Avi Buffalo - Avi Buffalo
12 - Ali Farka Touré & Toumani Diabate - Ali & Toumani
13 - Beach House - Teen Dream
14 - Tricky - Mixed Race
15 - Wild Nothing - Gemini
16 - Tame Impala - Innerspeaker
17 - These New Puritans - Hidden
18 - Deerhunter - Halcyon Digest
19 - Isobel Campbell & Mark Lanegan - Hawk
20 - Wyatt, Atzmon, Stephens - For The Ghosts Within

15 December 2010

Ao vivo... Massive Attack

Data - 21 de Maio de 2003
Local - Coliseu de Lisboa
Notas - Mais um concerto dos Massive Attack em Portugal e mais uma excelente noite com um alinhamento de grande nível por parte de um grupo que não sabe fazer maus discos.

14 December 2010

Setlist... Guns n' Roses

Setlist do grandioso e grande concerto dos Guns n' Roses no Pavilhão Atlântico, no dia . Foram quase três horas de bom rock, de um grupo que mesmo sem Slash, continua a ser muito bom. Axl Rose em bom nível... novamente, naquele que foi um dos melhores concertos do ano de 2010.

01 - Chinese Democracy
02 - Welcome To The Jungle
03 - It's So Easy
04 - Mr. Brownstone
05 - Sorry
06 - Shackler's Revenge
07 - Richard Fortus Guitar Solo (James Bond Theme)
08 - Live And Let Die
09 - This Love
10 - Rocket Queen
11 - Dizzy Reed Piano Solo (Ziggy Stardust)
12 - Street Of Dreams
13 - You Could Be Mine
14 - DJ Ashba Guitar Solo (The Ballad Of Death)
15 - Sweet Child O' Mine
16 - Jam (Another Brick In The Wall Part II)
17 - Axl Rose Piano Solo (Goodbye Yellow Brick Road / Someone Saved My Life Tonight)
18 - November Rain
19 - Bumblefoot Guitar Solo (Pink Panther Theme)
20 - Better
21 - Knockin' On Heaven's Door
22 - Nice Boys
23 - IRS
24 - Nightrain

Encore

25 - Bumblefoot Guitar Solo
26 - Don't Cry
27 - Madagascar
28 - Whole Lotta Rosie
29 - Jam (Waiting On a Friend)
30 - Patience
31 - Paradise City

10 December 2010

Momentos... Tindersticks

Tindersticks no Coliseu do Porto

Ao vivo... Pokemon

Data - 23 de Março de 2002
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Numa altura em que esta série infantil estava no seu pico máximo de audiências, este espectáculo foi um tremenda desilusão. Um dos piores espectáculos de carácter infantil a que tive oportunidade de assistir.

03 December 2010

Caribou - Swim

Dan Smith nasceu em 2-89 em Ontário, no Canadá. Iniciou-se nas andanças do mundo da música em 2001 com o projecto Manitora, onde editou dois trabalhos, "Start Breaking My Heart" (2001) e o aclamado "Up In Flames" (2003). Graças à boa recepção que estes discos obtiveram por parte da crítica e do público, Dan foi considerado como um dos músicos mais promissores do início da década. Durante o ano de 2005 decide alterar o nome do projecto para Caribou e nesse mesmo ano lança o trabalho "The Milk Of Human Kindness" que, apesar de ficar um pouco aquém dos discos anteriores, teve boa aceitação por parte da crítica.
Finalmente em 2007, graças ao excelente "Andorra", os Caribou são confirmados como uma grande revelação e o disco é considerado, unanimemente pela crítica, como um dos melhores do ano. Numa onda repleta de ambiências, o disco traz-nos um som invulgar, criado por uma mescla de instrumentos que acaba por funcionar como um todo, dando grande consistência a um estilo com uma sonoridade muito especial e própria.
Após um interregno de três anos, os Caribou estão de regresso aos discos com este "Swim", onde se mantém a onda do grupo, sempre próxima do chill-out, mas sem nunca entrar em definitivo nessa onda. É um disco cantado e tocado de uma forma muito melódica e com temas que "encaixam" perfeitamente em ambientes de bares, quer em inicio de noite quer em final.
Deste temas calmos, ideais para um inicio de noite em que apetece simplesmente ter uma conversa, a outros temas já com mais energia, que nos puxam para a pista de dança, mas sempre de uma melódica e suave... como se quer que seja uma noite.

01 - Odessa
02 - Sun
03 - Kaili
04 - Found Out
05 - Bowls
06 - Leave House
07 - Hannibal
08 - Lalibela
09 - Jamelia

Nota - 9/10

02 December 2010

Setlist... Suede em Barcelona

01 - This Hollywood Life
02 - She
03 - Trash
04 - Filmstar
05 - Animal Nitrate
06 - New Generation
07 - Pantomine Horse
08 - Electricity
09 - Can't Get Enough
10 - Everything Will Flow
11 - By The Sea
12 - So Young
13 - Metal Mickey
14 - Killing Of a Flashboy
15 - The Wild Ones
16 - The Drowners
17 - The Beautiful Ones

Encore

Saturday Noght

Momentos... Tindersticks

Tindersticks no Coliseu do Porto

01 December 2010

John Grant - Queen Of Denmark

Se existem discos com a capacidade de nos surpreenderem imenso, e pela positiva, este Queen Of Denmark de John Grant, é um deles.
O vocalista e fundador dos Czars, surge neste seu primeiro trabalho a solo acompanhado pelos Midlake e o resultado é um disco de bom nível, repleto de canções agradáveis e melódicas.
Um conjunto de doze temas, todos eles cantados e interpretados de uma forma suave, numa produção cuidada e bem executada, fazem com que este disco possa ser considerado como um dos mais agradáveis discos deste ano que está prestes a terminar.
Se bem que em alguns temas, como por exemplo "Chichen Bones" ou "Silver Platter Club" , existam pormenores de gosto duvidoso e desnecessário, no aspecto geral "Queen Of Denmark" é muito agradável e justifica alguma atenção, pois existem temas de um pop melódico e suave de grande nível que, sem nunca cair no gosto fácil, são brilhantes.
Destaque para o tema que dá nome ao disco e que encerra este excelente trabalho de John Grant, "Queen Of Denmark", um tema extraordinário.

01 - TC And Honeybear
02 - Marz
03 - Where Dreams Go To Die
04 - Sigourney Weaver
05 - Chiken Bones
06 - Silver Platter Club
07 - It's Easier
08 - Outer Space
09 - JC Hates Faggots
10 - Caramel
11 - Leopard and Lamb
12 - Queen Of Denmark

Nota - 8/10

Momentos... Muse

Muse em Wembley

30 November 2010

Ao vivo... Suede

Data - 26 de Novembro de 2010
Local - Sala Razzmatazz (Barcelona)
Notas - Um dos poucos concertos que os Suede, liderados pelo carismático por Brett Anderson, decidiram dar neste ano de 2010, foi este na Razzmatazz em Barcelona, associando-se desta forma à celebração dos 10 anos desta excelente sala situada numa antiga zona fabril da bonita cidade de Barcelona.
Um Brett Anderson, esguio e irrequieto num ritmo alucinante, liderou uma viagem de regresso aos anos 90, altura em que o grupo atingiu o seu auge.
Uma boa selecção de canções, um alinhamento perfeito, um excelente desempenho por parte de todos os elementos do grupo e um som de grande qualidade, fizeram desta noite, uma noite memorável, na qual foi possível ouvir bonitas canções que nos marcaram e nos fizeram felizes nesses anos 90, mas que continuam a ter algo, e esse algo fez com que ao ouvir os primeiros acordes de temas como "The Wild Ones", "Trash", "Beautiful Ones", ou "Saturday Night", um rasgo de felicidade surgisse nos rostos do público que esgotou a Razzmatazz.

Foi uma noite inesquecível, e é pena que, provavelmente, nunca mais tenhamos a oportunidade de assistir a um concerto dos Suede, pois como se sabe, esta mini tournée de meia dúzia de concertos, tratou-se "somente" de uma reunião do grupo, à qual não aderiu Bernard Butler.
Segundo Brett Anderson, não há previsões quer de novos concertos, quer de novas edições discográficas... sem falar de Best Of.

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

29 November 2010

Momentos... Suede

Suede em Barcelona

Ao vivo... Shakira

Data - 21 de Novembro de 2010
Local - Pavilhão Atlântico
Notas - Apesar de não se ser grande apreciador da música de Shakira, tenho de reconhecer que, em termos de espectáculo, o concerto que a colombiana deu no Pavilhão Atlântico esteve em muito bom nível.
Um som de boa qualidade (algo invulgar no Pavilhão Atlântico), uma boa setlist e uma Shakira que aliou à sua imensa beleza, uma simpatia e energia inesgotável, fizeram com que esta noite fique memorável nos milhares de fans que esgotaram o recinto, com gente de todas as idades, desde crianças com pouco mais de cinco anos, até aos respectivos pais, e mesmo alguns avós.
A dar início à noite, esteve em palco a portuguesa Ana Free que, sinceramente e na minha opinião, foi uma desilusão.

Momentos... Fucked Up em Madrid

26 November 2010

Ao vivo... Michael Jackson

Data - 26 de Setembro de 1992
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Concerto memorável do infelizmente desaparecido Michael Jackson. Nesta altura começava a fase decadente da carreira deste génio, que começou muito cedo no mundo da música mas que também desapareceu demasiado cedo. Nesta altura, o Estádio de Alvalade esgotou para receber o apelidado "Rei da Pop", apesar de Michael Jackson não ter conseguido dar o seguimento ideal à sua carreira, em termos qualitativos.
Depois do mega êxito de "Thriller" (1982), que ainda hoje é o disco mais vendido de sempre, a carreira de Michael Jackson decresceu qualitativamente e, se "Bad" (1987) continuava a ter alguma qualidade, já ""Dangerous" (1991) ficou muito aquém das expectativas e isso foi o princípio do fim de um dos maiores génios da música, goste-se ou não do estilo.

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

25 November 2010

Setlist... Tindersticks no Coliseu de Lisboa

Setlist do concerto dos Tindersticks em Lisboa, no dia 28 de Outubro de 2010.

01 - Failling Down a Mountain
02 - Keep You Beautiful
03 - Marbles
04 - Sometimes It Hurts
05 - She Rode Me Down
06 - Peanuts
07 - Before You Close
08 - Raindrops
09 - Marseilles Sunshine
10 - The Otherside
11 - Tyed
12 - Black Smoke
13 - Factory Girls
14 - A Night In
15 - Harmony Arouund My Table

Encore 1

16 - Can We Start Again

Encore 2

17 - Tiny Tears

Ao vivo... Tindersticks

Data - 28 de Outubro de 2010
Local - Coliseu dos Recreios de Lisboa
Notas - Gostei mais do concerto do Porto do que o de Lisboa. Os alinhamentos foram parecidos e, se em Lisboa tivemos o prazer de ouvir "Tiny Tears", no geral o concerto do Porto foi mais agradável.

Momentos... Arcade Fire

Arcade Fire em Madrid

24 November 2010

Recortes... Arcade Fire em Madrid

Setlist... Tindersticks no Coliseu do Porto

Setlist do concerto dos Tindersticks no Coliseu do Porto no dia 27 de Outubro de 2010.

01 - The Organist
02 - Mountain
03 - Marbles
04 - Beautiful
05 - Sometimes It Hurts
06 - She Rode Me
07 - Peanuts
08 - Raindrops
09 - Before You Close
10 - Marseilles Sunshine
11 - She's Gone
12 - The Otherside
13 - Tyed
14 - Black Smoke
15 - Factory Girls
16 - A Night In
17 - Harmony

Ao vivo... Tindersticks

Data - 27 de Outubro de 2010
Local - Coliseu do Porto
Notas - Mais um concerto dos Tindersticks, desta vez na cidade do Porto e na véspera do concerto de Lisboa. Neste regresso a Portugal, depois da mini tournée de Fevereiro que passou por cinco cidades do país, o grupo de Stuart A. Staples deu mais um bom concerto no agradável Coliseu do Porto e numa sala praticamente esgotada.
Uma música cada vez mais intimista, repleta de pequenos pormenores que tornam cada espectáculo do grupo num momento único de prazer.

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

23 November 2010

Setlist... Arcade Fire em Madrid

Setlist do concerto dos Arcade Fire em Madrid no dia 20 de Novembro de 2010:

01 - Ready To Start
02 - Month Of May
03 - Neighborhood # 2 (Laika)
04 - No Cars Go
05 - Haiti
06 - Sprawl II (Mountains Beyond Mountains)
07 - Modern Man
08 - Rococo
09 - The Suburbs
10 - Crown Of Love
11 - Neighborhood # 1 (Tunnels)
12 - Keep The Car Running
13 - We Used To Wait
14 - Neighborhood #3 (Power Out)
15 - Rebellion (Lies)

Encore

17 - Intervention
18 - Wake Up

Momentos... Fucked Up

Fucked Up em Madrid

22 November 2010

Ao vivo... Arcade Fire

Data - 20 de Novembro 2010
Local - Palácio de Deportes Comunidad de Madrid
Notas - Musicalmente, considero este concerto dos Arcade Fire como o melhor do ano de 2010.
Um Palácio de Deportes completamente esgotado, recebeu os Arcade Fire para aquele que acabou por ser o primeiro concerto da digressão europeia, isto depois de ter sido cancelado o do dia 18 de Novembro em Lisboa, devido à realização da cimeira da NATO.
O concerto de Madrid, num recinto onde normalmente o som é de grande qualidade, foi de grande nível e com um ritmo alucinante desde o primeiro tema (Ready to Start) ao último (Wake Up).
Com os elementos do grupo a trocarem constantemente de lugar e de instrumento musical, o ritmo e a "animação" em palco foram uma constante e os Arcade Fire demonstraram, mais uma vez, que não são aquele género de grupo que quando chega a um palco se limita a tocar para "cumprir" uma obrigação contratual; é um grupo que deixa transparecer de forma indesmentível, o prazer de tocar e de proporcionar bons momentos a quem os ouve. Isso notou-se no concerto de Madrid, com uma setlist que percorreu todos a obras do grupo e que teve como momentos altos a interpretação de "No Cars Go", primeiro primeiro trabalho do grupo, e que atingiu o clímax no último tema: o memorável "Wake Up". Pelo meio, e sempre numa onda de um prazer sublime, ainda houve tempo para algum romantismo invadir o recinto do concerto, com o belíssimo " The Crown Of Love", em que um pavilhão a rebentar pelas costura deixou-se embalar pela voz de Win Butler e pelo som melodioso da música dos Arcade Fire. Enquanto que "No Cars Go" fica memorável pelo imenso coro que ofuscou por completo as vozes do grupo, já "The Crown Of Love", fica memorável pelo momento, pela beleza e pelo ambiente vivido no recinto.

Na primeira parte, tocaram os também canadianos Fucked Up, que durante cerca de quarenta e cinco minutos mostraram a sua música que assenta num estilo Punk / Hardcore, algo completamente fora do contexto musical do dia. Apesar de o público presente na sala, estar lá para ver Arcade Fire, num estilo musical completamente diferente, o grupo liderado por Josh Zucker e que conta com uma baixista de origem portuguesa, Sandy Miranda, conseguiu dar alguma animação ao espectáculo, graças à prestação do vocalista.
Em forma de balanço, pode-se dizer que foi uma noite bem passada e com grandes músicas por parte de um dos grupos mais criativos da actualidade: Arcade Fire.

19 November 2010

Ao vivo... Muse


Data - 10 de Setembro de 2010
Local - Wembley Stadium
Notas - Até ao momento, este foi o melhor concerto deste ano de 2010. Para além de ter toda uma envolvência proporcionada pelo imponente Wembley Stadium e pela cidade de Londres, a prestação dos Muse foi excelente, quase imaculada. Um alinhamento de grande nível, um estádio esgotado e uma excelente prestação do grupo, fizeram desta noite uma noite inesquecível.
Antes dos Muse, passaram pelo palco de Wembley, The Big Pink, White Rabbits e Lily Allen. Enquanto Big Pink e White Rabbits podem ter razões de queixa do som, que estava realmente muito mau, já Lily Allen foi bafejada pela sorte com uma boa qualidade sonora. Foram concertos curtos, entre trinta e quarenta minutos, para que o horário estipulado pudesse ser cumprido ao segundo: pontualidade britânica.
Quanto aos Muse; Mattew Bellammy, Chris Wolstenholme e Dominic Howard, provaram em palco o porquê de serem apontados como a melhor banda a actuar ao vivo, principalmente em estádios. Em palco, o desempenho o grupo é devastador e brilhante, num ritmo alucinante e de grande nível. Ainda deu para confirmar que, na minha opinião, Dominic Howard é um dos melhores bateristas da actualidade. A forma como torna fácil os contra-ritmos da música é verdadeiramente impressionante.
Foi um fim de tarde / noite inesquecível.

01 - Uprising
02 - Supermassive Black Hole
03 - Newborn
04 - Neutron Star Collision (Love Is Forever)
05 - Butterflies & Hurricanes
06 - Guiding Light
07 - Interlude
08 - Hysteria
09 - Nishe
10 - United States of Eurasia
11 - I Belong To You
12 - Feeling Good
13 - MK Jam
14 - Undisclosed Desires
15 - Resistance
16 - Starlight
17 - Time is Running Out
18 - Unnatural Selectrion
19 - Soldier's Pem
20 - Exogenesis: Symphony, Part 1: Overture
21 - Stockholm Sundrome
22 - Take a Bow
23 - Plug In Baby
24 - Knights of Cydonia

Momentos... Muse

Muse em Wembley

18 November 2010

Recortes... Arcade Fire

Bilhete para o concerto que os canadianos Arcade Fire davam hoje no Pavilhão Atlântico e que foi cancelado devido à realização da cimeira da Nato, nos dias 19 e 20 do mesmo mês.
O que vale é que ainda consegui comprar para o concerto no dia 20, em Madrid

17 November 2010

Ao vivo... Interpol

Data - 12 de Novembro de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas - O que define um bom concerto:
- A qualidade do som?
- A prestação dos músicos?
- O ambiente proporcionado pelo entusiasmo do público?

Só através de uma análise a estes três parâmetros, em conjunto ou em separado, é que podemos chegar a uma conclusão relativamente ao que se passou no concerto dos Interpol, realizado no Campo Pequeno.
Se a prestação dos músicos esteve em excelente nível, levando a que o público que quase encheu o recinto tivesse uma entrega extraordinária quase à beira do êxtase, já a qualidade em termos sonoros foi lastimável. Um som enrolado, que em determinadas alturas nos fazia lembrar uma sessão de Drum and Bass, fazia com que as guitarras não tivessem um som definido e a própria voz de Paul Banks, por vezes, era imperceptível.
No que diz respeito à setlist escolhida ela foi quase irrepreensível, ao percorrer todos os quatro álbuns editados por este grupo que se formou em Nova York em 1998 e que lançou os excelentes “Turn On The Bright Lights” em 2002 e “Antics” em 2004 (ambos para a Matador), o mal-amado “Our Love To Admire” em 2007 (editado pela Capitol), e finalmente “Interpol” em 2010 que os trouxe de regresso à editora que os descobriu e onde tinham editado os dois primeiros discos, a independente Matador. Este regresso à editora que os lançou foi positivo para o grupo, que deste modo abandonou o estilo mainstream que os caracterizou na altura da gravação de “Our Love To Admire” para a Capital.
Dos temas que foram tocados pelos Interpol, que graças à sua experiência, conseguiram “dar a volta” ao mau som, ficou a faltar “Pioneer to The Falls” do tal disco mal-amado. Fora isso, como já referi, a setlist foi muito boa.
Na primeira parte tocaram os também americanos, Surfer Blood, grupo formado em 2009 e que editou este ano o muito aclamado “Astro Coast”. Para além de terem que se debater com o mau com, também tiveram de lidar com algum desconhecimento da música do grupo por parte do público. Apesar destes contratempos, não desiludiram e conseguiram animar o público presente, devoto dos Interpol.
Partindo do princípio que na definição do nível do concerto são considerados os três parâmetros como um todo, pode-se dizer que foi uma noite bem passada, com música bem tocada e que nos divertiu, mas que podia ter sido inesquecível, se o som tivesse ajudado.

16 November 2010

Isobel Campbel & Mark Lannegan - Hawk

"Hawk", o novo trabalho editado recentemente pelo duo Isobel Campbel & Mark Lannegan, chega a assustar com o seu início algo enfadonho.
Pode-se afirmar que os três primeiros temas destinam-se a consumo interno do mercado americano, pois são demasiado "fechados" numa onda country, mas ausente do tradicional ritmo e com uma sonoridade muito introspectiva, naquele género de música de viagem, como se estivéssemos a atravessar uma daquelas imensas estradas americanas ou aqueles desertos infindáveis.
Finalmente, em "Come Undome", essa viagem imaginária termina (ou será que é apenas um intervalo?), como se fosse o momento da chegada ao destino, ou pelo menos a um ponto intermédio, um ponto mais urbano, num daqueles bares tipicamente de estrada onde paramos para descansar e, durante esse descanso, é nos dada a possibilidade de ouvir temas repletos de influências da música popular americana, com aquele inconfundível cheiro a Blues, cheiro esse abrilhantado por uma boa sonoridade ao nível das teclas.
Seguem-se "No Place To Fall", "Get Behind Me" e "Time Of Season", um conjunto de temas com essa sonoridade mais urbana e que comprova que realmente estamos no intervalo dessa viagem. Nesta parte do disco, o brilhantismo de Mark Lannegan como compositor e intérprete é evidente e a sua voz, simultaneamente cavernosa e sedutora, torna-se embriagante.
Após este pequeno descanso, a viagem recomeça com a bela Isobel Campbell a proporcionar-nos grandes momentos de prazer com a sua voz cheia de ternura em "To Hell And Back Again", um tema calmo e bonito que parece ter sido feito para nos ajudar a acordar e a recomeçar a viagem.
E como estamos perante um disco que se torna numa banda sonora de viagem, "Cool Water" e "Eyes Of Green", levam-nos novamente para as pradarias americanas, desta vez de uma forma suave, a condizer com o cenário por mais imaginário que ele seja, pois está-se perante uma viagem virtual que termina de forma apoteótica com "Lately", tema abrilhantado por um coro Gospel em tom de festa.
Pode não ser o melhor trabalho deste duo, mas é seguramente um excelente disco.

01 - We Die And See Beauty Reign
02 - You Won't Let Me Down Again
03 - Snake Song
04 - Come Undome
05 - No Place To Fall
06 - Get Behind Me
07 - Time Of The Season
08 - Hawk
09 - Sunrise
10 - To Hell & Back Again
11 - Coll Water
12 - Eyes Of Green
13 - Lately

Nota - 8/10

Momentos... Vampire Weekend

Vampire Weekend no Campo Pequeno

15 November 2010

Ao vivo... Vampire Weekend

Data - 10 de Novembro de 2010
Local - Campo Pequeno
Notas -A primeira parte, que começou pontualmente às 21 horas, esteve a cargo dos Californianos Jenny & Johnny que durante cerca de quarenta e cinco minutos e perante pouco público, apresentaram um estilo musical um pouco revivalista, numa onda rock tipicamente americana que acabou por se tornar enfadonha, um pouco pela falta de conhecimento que o público tinha das músicas do grupo que, apesar do esforço demonstrado em palco, não conseguiu cativar os poucos presentes.

Finalmente, e após um curto intervalo numa altura em que o sono provocado pela monotonia da música dos Jenny & Johnny começava a tomar conta de nós, surgem em palco os Vampire Weekend para um concerto curto e excelente, de pouco mais de uma hora, mas de uma alegria e energia contagiante. Perante um público das mais diversas faixas etárias, que comprova a a transversalidade da música do grupo, os Vampire Weekend apresentaram temas dos seus dois discos de originais, Vampire Weekend (2008) e Contra (2010).

Ao apresentarem temas curtos, um pouco à imagem dos discos editados, os Vampire Weekend proporcionaram um concerto cheio de ritmo, praticamente sem momentos mortos ou aborrecidos e transformaram o recinto do Campo Pequeno num local de festa, sendo visível no rosto do público a alegria, felicidade e prazer, que estavam a ter com a actuação do grupo.
Um excelente concerto dos Vampire Weekend, que prometeram regressar a Portugal após a gravação do próximo disco, talvez daqui a dois anos.
Ficamos a aguardar... ansiosamente.

12 November 2010

10 November 2010

Ao vivo... Bon Jovi

Data - 11 de Setembro de 1993
Local - Estádio de Alvalade
Notas - Pouco público em Alvalade (cerca de 35000 pessoas) para assistir a um bom concerto dos Bon Jovi, que contou com os UHF na primeira parte, seguidos de um Billy Idol ja na fase decadente da sua carreira. É um daqueles concertos de que não tenho grandes recordações, nem boas nem más, e como tal recorri ao site "Bon Jovi Portugal", de onde retirei alguma informação, como a setlist e uma crónica publicada num jornal da altura.

Setlist

I Believe
Wild In The Streets
You Give Love a Bad Name
Born To Be My Baby
I Can't Help Falling In Love
Bed Of Roses
Keep The Faith
I'd Die For You
Blood Money
Blaze Of Glory
Lay Tour Hands On Me
I'll Sleep When I'm Dead / Jumpin' Jack Flash
Bad Medicine / Sout
Help!
Little Wing
Wanted Dead Or Alive
In These Arms
Livin' On A Prayer
I'll Be There For You

03 November 2010

Karnataka - The Gathering Light

Karnataka são um grupo formado em 1996 por Rachel Jonas (voz), Ian Jones (baixo e guitarra), Jonathan Edwards (teclas), Paul Davies (guitarra) e Gavin Griffiths (bateria).
Em "The Gathering Light", disco editado este ano de 2010, o grupo apresenta-nos um agradável disco de rock progressivo, melódico, e com alguns momentos de excessiva ligeireza, que faz com que a música do grupo quase saia da onda progressiva e chegue muito perto do New Age. No entanto, estas divagações e estes percursos musicais, são bem feitos e de forma muito agradável.
Em certos momentos, ao longo do disco e principalmente nos temas mais extensos, são feitos bons solos de guitarra, solos esses que nos fazem lembrar os Pink Floyd mas que, obviamente, estão longe do brilhantismo que David Gilmour nos proporciona.
Não quer com isto dizer que existe uma colagem ou uma aproximação que seja evidente, à música dos Pink Floyd; existe sim uma grande influência.
A música dos Karnataka, um pouco graças à voz de Rachel Jonas, apresenta-se algo diferente do que é normal no chamado rock progressivo, com um pequeno toque "ligeiro". É esse toque que faz com que o som do grupo não assuma a vertente conceptual característica do rock progressivo e que, por vezes, faz com que esse estilo musical seja demasiado enfadonho.
"The Gathering Light" é um disco diferente e, não sendo deslumbrante, dá-nos um imenso prazer a ouvir, não em "repeat", mas de vez em quando no sossego da casa e numa boa aparelhagem, pois por muito bom que um iPod possa ser, não chega ao nível de uma aparelhagem das chamadas tradicionais.

01 - The Calling
02 - State Of Grace
03 - Your World
04 - Moment In Time
05 - The Serpent And The Sea
06 - Forsaken I, II e III
07 - Tide to Fall
08 - The Gathering Light

Nota - /10

28 October 2010

Momentos... Tindersticks

Tindersticks, no Coliseu do Porto

Ao vivo... Delfins

Data - 11 de Abril de 1997
Local - Coliseu dos Recreios Lisboa
Notas - Ao longo dos imensos anos de concertos, incluindo muitos no Coliseu dos Recreios de Lisboa, este foi aquele em que o Coliseu tinha maior postura humana, com uma sala completamente a "rebentar pelas costuras", num espaço onde não cabia nem mais uma pessoa, e que dava a sensação de terem sido colocados à venda mais bilhetes do que a lotação da sala.
No que se refere ao concerto, pode-se afirmar que foi uma excelente noite de uma banda que na altura estava no seu auge e que, a partir dessa data e incompreensivelmente (ou talvez não) começou a entrar numa fase de decadência que veio a dar origem a uma agonia que o grupo atravessou em termos criativos e que, como é lógico, teve influência comercialmente.
Um espectáculo inesquecível de uma banda que a pouco e pouco, vai caindo no esquecimento, um bocado por culpa própria e por decisões que foram tomadas por alguns elementos do grupo, decisões essas, na minha opinião, erradas.
O grupo deu por terminada a sua carreira em 2009, com alguns concertos pelo país.

26 October 2010

Ao vivo... Mike Oldfield

Data - 22 de Setembro de 1993
Local - Pavilhão do Dramático de Cascais
Notas - Inicialmente marcado para a Praça de Touros de Cascais, este evento foi transferido para o Pavilhão do Dramático de Cascais, onde Mike Oldfield nos brindou com um concerto "demasiado" perfeito.
Sem qualquer tipo de improvisação relativamente aos originais editados em disco, o concerto de Mike Oldfield, apesar de bom, tornou-se aborrecido ao criar a sensação de estarmos a ouvir os discos deste brilhante músico nascido em Inglaterra em 15 de Maio de 1953 e que com apenas 20 anos lançou o fundamental "Tubular Bells".
Foi um bom concerto num local que já não existe e por onde passaram bons grupos.