30 May 2015

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 3

Data - 29 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Terceiro dia de um festival com mais de uma dezena de palcos espalhadas por um recinto enorme, e, como se já não fosse suficiente a árdua tarefa da selecção do que deve ser visto, ainda se tem a difícil missão de andar alguns Kms de palco em palco.
Disappears - Os riffs e o rock experimental dos Disappears encarregaram-se de dar início a mais um dia de festival. Pelas 17 horas, com um sol extremamente quente, não foi fácil a banda de Chicago conseguir empolgar a assistência. Com um som a fazer lembrar os Can ou os Stoges, e num momento em que estão a preparar a edição de um novo trabalho, o grupo limitou-se a tocar alguns dos seus temas mais conhecidos, extraídos dos álbuns "Lux", "Guider" e "Era".
KVB - Do Reino Unido, chegaram os KVB, com o seu punk-rock misturado com electrónica e Shoegaze. Nitidamente influenciados por Joy Division ou Cure, o grupo que recentemente editou o EP "Out Of Body" deu um concerto morno, demonstrando no entanto algum potencial, mas para isso têm que soltar as amarras que os prendem e influenciam, nomeadamente Joy Divison, que apesar de tudo é uma boa influência, mas, como é lógico, é necessário algo novo. Um grupo a seguir.
Chinarro -  Génio e um dos nomes mais importantes da música pop espanhola, António Luque conta já com duas décadas de carreira à frente dos Sr. Chinarro, e para comemorar esse feito, foi lançado recentemente o trabalho "Perspectiva Caballera", disco este que serviu, naturalmente, de base ao bom concerto que deu, tocando as suas baladas e o seu pop corrido, perante um recinto bem composto.
Ex Hex - Após o final dos White Flag, as Sleater-Kinney Janet Weiss e Carrie Brownstein, a vocalista e guitarrista Mary Timony (Helium), surgiram como Ex Hex, projecto novo em que se fazem acompanhar por Betsy Wright (The Fine Tapes) e Laura Harris (The Aquarium), formando o que é vulgarmente designado por uma super-banda. o seu rock forte e ritmado, as canções curtas e simples a fazer lembrar Ramones ou as Runaways, cativaram a assistência, que de forma descontraída saltou, dançou e vibrou.
New Pornographers - Ultimamente vocacionados para as suas carreiras a solo, A. C. Newman, Dan Bejar e Neko Case, decidiram reactivar os New Pornographers em 2014, lançando o trabalho "Bill Bruisers", disco muito bem recebido pela crítica e pelo público em geral, e como consequência dessa boa recepção, impunham-se os concertos e as digressões daquele que é considerado o super-grupo indie por excelência, e demonstraram isso no Primavera Sound, apesar de o concerto ter decorrido ainda com luz do dia e com o público a chegar ao recinto. Se fosse um pouco mais tarde e com uma plateia cheia, teria sido um dos melhores concertos do dia, pois a motivação dos músicos seria diferente.
Tobias Jesso Jr. - O canadiano Tobias Jesso Jr., tocava pela primeira vez perante tanta gente, segundo o próprio afirmou. Sentado ao piano, visivelmente satisfeito, deu um bom concerto, interagindo bem com o público, brincando, cantando e comovendo a assistência.
Perfume Genius - Mike Hadreas (Perfume Genius), com três discos editados, continua a seguir a sua carreira de forma muito equilibrada, exibindo uma sensibilidade fora do comum na forma como escreve e interpreta as suas canções, conseguindo transportar para o público o significado de cada frase que canta, de cada melodia que toca, de cada canção que compõe. As suas melancolias, as suas alegrias, as suas obsessões, as diversas pressões e fases da sua vida, passam para o público, que as sente como se fossem suas, transformando a sua música e a sua actuação com num verdadeiro momento de magia, um momento singular que nos toca e comove; de forma brilhante e comovente. Sidera-nos.
Sleater-Kinney - Dez anos após a edição de "The Woods", este poderoso trio americano, que sacudiu o movimento punk, está de regresso com a edição de "No Cities To Love", um disco duro tal como os anteriormente editados pela banda. Relativamente ao concerto, foi com mas sem grandes improvisos, tornando-se aborrecido. Se fosse uma hora seria perfeito, mais do que isso, torna-se (tornou-se ) aborrecido.
Ride - Pioneiros do Shoegaze à escala mundial, juntamente com os My Bloody Valentine e Slowdive, esta banda inglesa, formada por Andy Bell, Mark Gardener, Laurence 'Loz' Colbert e Steve Queralt, iniciou a sua actividade em 1988, tendo-se separado em 1996, deixando um legado de quatro discos. Em 2001 reuniram-se para procederem à gravação de um programa para o Channel 4, e este ano andam em digressão, aproveitando o renascimento do estilo que os caracterizou, renascimento esse que surgiu graças ao regresso às edições discográficas por parte dos My Bloody Valentine que no ano de 2013 lançaram "MBV".
Alt-J - Muito aclamados pela crítica com o disco de estreia "An Awesome Wave" em 2012, os Alt-J regressaram em 2014 com "This Is All Yours", mais um excelente trabalho. No entanto, se em disco a música deste trio de Leeds liderado por Joe Newman funciona na perfeição criando bons momentos musicais, ao vivo surge o problema que se prende com a dimensão do palco onde o grupo actua. Numa sala pequena, com um palco pequeno, num ambiente mais intimista, acreditamos que um concerto dos Alt-J será mesmo muito bom; agora, quando tocam em palcos de grande dimensão a exigir grandes coreografias e perante cerca de 30 ou 40 mil pessoas, essa magia perde-se e torna-se aborrecido, não sendo de estranhar o facto de a partir de uma determinada altura ser possível ver pessoas a abandonar o recinto. É pena.

29 May 2015

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 2

Data - 28 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Primeiro dia "a sério" do festival, com os palcos todos a funcionar em pleno, tornando difícil a tarefa de selecção dos concertos a ver. Muitos ficam de fora e, é necessário haver algum critério na escolha.
Perro - Para dar início a um dia longo de muita e boa música, a escolha recaiu sobre os Perro, quarteto de Múrcia com grandes influências dos The Wedding Present ou dos Los Planetas. Com um disco editado e alguns EPs, os Perro trouxeram uma lufada de ar fresco à cena indie espanhola com a edição de "La Reinda de Inglaterra. Um concerto morno, tipicamente de início de dia.
Ocellot - Grupo de Barcelona que cruza o folk com o rock psicadélico, num projecto interessante liderado por Marc Férnandez e Elaine Phelan. Com a edição recente do seu álbum de estreia "Molsa Molsa", foi natural que houvesse por parte do público algum desconhecimento da maior parte dos temas, mas nem por isso deixou de ser um bom concerto.
Childhood - Considerados pela crítica britânica uma das promessas do pop que se vai fazendo pelas terras de sua majestade, a música os Childhood passou um pouco ao lado do público, e nem a fusão de um estilo musical do géneros dos Tame Impala com os Jesus & Mary Chain foi suficiente para que Romans-Hopcraft conseguisse arrebatar o público com a sua voz melancólica. No entanto, é um grupo a seguir com alguma curiosidade.
Yasmine Hamdan - Actriz, cantora e compositora, Yasmine Hamdan encantou a plateia do Primavera Sound. Detentora de uma excelente e poderosa voz, sedutora e bonita, a Libanesa, natural de Beirut encheu o recinto com temas lindos e com um grande disco editado muito recentemente, "Ya Nass".
Viet Cong - Do Canadá chegaram os Viet Cong, projecto liderado por Matt Flegel e Mike Wallace. Conjugando na perfeição a intensidade do Post-Punk com muitas distorções e, por incrível que pareça, um leve toque de Lo-Fi, deram-se a conhecer com a edição de "Cassette" em 2013, tendo editado no início deste ano o disco homónimo que serviu de base ao alinhamento do concerto, para gáudio do muito público que encheu a área do recinto do palco Pitchfork.
Thurston Moore - O Sr. Sonic Youth deu mais um excelente concerto de rock puro e duro, como só ele sabe fazer. Temas longos, grandes solos de guitarra e muitas canções do seu mais recente disco "The Best Day", naquele que foi um dos grandes concertos do dia.
Antony and The Johnsons - Não há palavras para descrever o que se passou no concerto de Antony. O que quer que se possa dizer é pouco para descrever o que se passou. Só uma nota fica, e a interpretação da mesma fica ao critério de cada um: cerca de 50000 pessoas a ver um concerto de música calma, acompanhado por uma orquestra; não se ouvia um ruído que fosse, por parte do público. Momento mágico e arrepiante.
Black Keys - Depois do silêncio e da ternura da música de Antony, os Black Keys tinham por missão trazer-nos de volta ao rock, aos riffs, ao barulho, e conseguiram-no mas o efeito Antony teimava em permanecer "cá dentro", e o concerto do Black Keys acabou por "passar um pouco ao lado".
Chet Faker - Nick Murphy (Chet Faker) tem constituído uma carreira musical sólida, conjugando uma elegante e inteligente proposta musical assente no soul, mas à qual não deixa de acrescentar algumas pinceladas de jazz, e ainda de ritmos electrónicos. Em 2014 editou "Built On Glass", chamando a atenção da crítica para a sua música, conseguindo de imediato uma enorme legião de fanz que encheu por completo a zona do palco Ray-Ban para assistir a um bom concerto com muito ritmo.
Sun O))) - Experimentação electrónica, música densa, drone metal ruidoso, caos sonoro, sinfonias apocalípticas e muito ruído, com uma nível sonoro próximo do inaudível, mas com com um fio condutor que conjugas isto tudo e faz com que um concerto dos Sun O))) seja algo inesquecível, uma experiência a repetir, e enquanto no palco o ambiente é caótico em termos sonoros, na plateia os rostos são de satisfação e estupefacção.
Simian Mobile Disco - O duo formado por James Ford e Jas Shaw, apresentou mais uma vez no Festival Primavera Sound a sua sonoridade electrónica, com o alinhamento do concerto a incidir, principalmente, no mais recente trabalho "Whorl", no qual utilizaram os habituais sintetizadores e ainda um sequenciador com o objecto de diminuírem os limites sonoros entre a composição e a gravação em estúdio, com os espectáculos ao vivo, algo que resultou.

28 May 2015

Ao vivo... Festival Primavera Sound 2015 - Dia 1

Data - 27 de Maio de 2015
Local - Parc Del Fòrum
Notas - Primeiro dia do Festival Primavera Sound 2015. Tradicionalmente este primeiro dia é de acesso livre, sendo óptimo para se aproveitar e fazer de imediato a troca do bilhete pela pulseira e cartão de acesso ao recinto nos restantes dias.
Las Ruinas - Para abrir a edição 2015, a organização seleccionou um grupo de Barcelona que tem obtido bastante sucesso em terras espanholas. Com um estilo musical que funde o Punk com o Rock caracteristicamente espanhol, o grupo acabou por dar um concerto morno.
Panama - Grupo australiano que também não conseguiu empolgar com a sua música electrónica, com um leve toque a anos 80, num alinhamento onde foi possível ouvir alguns temas do trabalho editado recentemente, "Always".
Christina Rosenvinge - Cantora espanhola de grande popularidade desde os seus tempos de adolescência, tendo conseguido sobreviver a essa síndrome de estrela adolescente e, graças ao seu talento tem conseguido manter uma carreira de bastante sucesso. Simpática, bonita e a conseguir arrancar muitos aplausos ao público presente, vendo-se muitos deles a cantarem as letras das suas canções do princípio até ao final.
Cinerama - Após o regresso dos Wedding Present, David Gedge, qual músico insaciável fez resurgir os Cinerama como seu pop delicado, minimalista e muito orquestral. Um dos excelentes concertos da edição deste ano. "Valentina", o mais recente trabalho deste projecto, serviu de base ao alinhamento do espectáculo, mas também foi possível ouvir temas dos anteriores álbuns do grupo.
Albert Hammond Jr. - Um dos fundadores dos Strokes que tem construído uma boa carreira a solo, de forma coerente e equilibrada. Detentor de uma voz segura, estreou-se nas edições discográficas em 2002 e desde então tem trilhado uma boa carreira musical, com discos que, podem não deslumbrar nem obter grande sucesso, mas são bons discos de rock. Bom concerto, mas mesmo assim, não conseguiu ser o "vencedor da noite".
Orchestral Manouvers in The Dark - Estes sim, foram os "vencedores da noite", provando que "velhos são os trapos". Um concerto excelente, com bom ritmo, com toda a gente a dançar e a cantar, "Enola Gay", "Electricity" ou "Souvenir", num desfilar de êxitos intemporais.

21 May 2015

Ao vivo... Jad Fair e Norman Blake

Data - 20 de Maio de 2015
Local - Galeria Zé dos Bois
Notas - Jad Fair e Norman Blake apresentaram-se no aquário da ZDB para a apresentação de alguns temas do seu mais recente disco, "Yes" lançado em 2014 pela label Joyful Noise.

13 May 2015

Ao vivo... Ken Vandermark e Fred Lonberg-Holm

Data - 12 de Maio de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Numa noite mais virada para o Jazz, o saxofone de Ken Vandermark e o violoncelo de Fred Lonberg-Home, estiveram em excelente nível, num serão em que, mais uma vez, o aquário da ZDB este praticamente cheio.

09 May 2015

Ao vivo... Colleen

Data - 08 de Maio de 2015
Local - Galeria Zé Dos Bois
Notas - Concerto calmo e intimista, em que Colleen chamou para o palco muita gente do público, pedindo que se sentassem à volta, criando um ambiente único, numa noite musicalmente perfeita.

07 May 2015

06 May 2015

Ao vivo... Mono

Data - 05 de Maio de 2015
Local - RCA Club
Notas - Durante pouco mais de uma hora, os japoneses Mono proporcionaram um concerto muito bom, com o seu post-rock totalmente instrumental, desmistificando a teoria de que um espectáculo desse estilo musical torna-se aborrecido.
Se existem estilos onde isso pode suceder, como por exemplo no rock ou heavy metal, no post-rock é mais difícil, visto ser um género musical que, apesar de os temas serem longos, não se tornam tão repetitivos, pois têm várias mudanças de ritmo e as estruturas musicais são, quase sempre, em crescendo, com pormenores que podem ir desde o mais melódico que se possa imaginar até ao mais pesado, e mesmo até ao caótico, mas sempre com um fio condutor ao longo de toda a música.
Oriundos de Tokyo, os Mono formaram-se em 1999, tendo editado o primeiro trabalho em 2001, "Under The Pipel Tree". Desde então, Yoda na guitarra, Takaakira "Taka" Goto na guitarra, Yasumori Takada na bateria e Tanaki no baixo têm mantido certa regularidade em termos de edições discográficas, contando já com uma dúzia de álbuns, tendo os últimos "Rays of Darkness" e "The Last Dawn" de 2014, sido editados simultaneamente, com sonoridades parecidas mais diferentes, pois se em "The Last Dawn" a sonoridade apresentada é extremamente melódica, já em "Rays of Darkness" surgem os tais devaneios musicais que nos levam, momentaneamente, a cenários caóticos, para além de surgirem alguns temas cantados por Tetsu Fukagawa, dos Envy.
No pequeno palco da excelente sala do RCA Club, perante uma plateia quase cheia, os Mono estiveram em muito bom nível, com um grande concerto.
Liderados pelo excelente guitarrista Takaakira "Taka" Goto, os Mono encantaram, e só não foram perfeitos, pois ficou a faltar o encore, apesar da enorme insistência do público.


Setlist

Recoil, Ignite
Unseen Harbor
Kanata
Pure As Snow
Where We Begin
Ashes In The Snow
Everlasting Light

05 May 2015

Ao vivo... Festival Energeia


A primeira edição do Festival Energeia começou com a actuação dos Manifesto, grupo formado em Novembro de 2011 por Paulo Lima na voz e guitarra, Augusto Figueira na guitarra e coros, Bidgi Marciano no baixo e coros e Nuno Justo.
Com o seu rock simples, bem ritmado e uma voz segura, os Manifesto apresentaram temas do seu disco de estreia, o álbum homónimo editado em 2014, e ainda conseguiram surpreender, na ultima música, ao chamarem para o palco todos os músicos que iriam actuar nessa noite para, em conjunto, prestarem homenagem a João Ribas, "um homem de Alvalade" como disse Paulo Lima, e com todos em palco, de improviso, brindaram-nos com uma excelente versão de "Quero Ser Eu!", tema dos Ku de Judas, uma das bandas de Ribas, para além dos Censurados e dos Tara Perdida.

Setlist Manifesto

Dia de Rock N Roll
Eu Vou, Tu Vais
Acordai
Tens a Força
Arriscar
Não Lambas o Chão
Skanada
Portuga Idiota
Quero Ser Eu!


Após um curto intervalo, é chegada a vez dos Razia subirem ao palco, naquela que, na minha opinião e apesar do bom nível atingido, foi a actuação menos conseguida da noite.
Formados em 2010, os Razia actualmente são compostos por Gonçalo na voz, David na guitarra, João na guitarra e voz, Pedro no baixo e voz e o Hugo na bateria e voz, e foram estes cinco músicos que apresentaram algumas canções do álbum de estreia "Rebaldaria", trabalho composto por doze temas de Punk-Rock nacional cheio de energia e garra. Sem terem deslumbrado também não desiludiram, cumprindo a missão de dar seguimento a uma boa noite de rock português, e também eles prestaram homenagem a João Ribas ao tocarem "Violemos o Presidente", tema dos Ku de Judas.
Para terminar uma actuação muito interventiva, os Razia escolheram um clássico do Punk-Rock nacional, "Há que Violentar o Sistema", dos Aqui Del Rock.

Setlist Razia

A Partir de Agora (Razia Neles)
Politiquices
Fugitivo
Óbviamente Demito-me
Não Fiques Parado
Cabeça Perdida
Cavaquistão
Violemos o Presidente
Inshallah
Toda a Vida Foste um Merdas
Há Que Violentar o Sistema


A seguir ao Punk dos Razia, Tó Pica, membro dos Sacred Sin, Ramp, Anti-Clockwise e Secret Lie, e considerado por muitos como um dos melhores guitarristas portugueses de metal, deu o melhor concerto da noite, com bons solos, boa disposição e muito rock. Sem grande capacidade vocal, como ele próprio afirmou e, citando, "a música instrumental torna-se chata", Tó Pica convidou Marco Resende, David Pais e Tóbel, para colaborarem nas vozes em seis dos sete temas apresentados durante o concerto e o que se passou em palco foi um autêntico festim, com os músicos bem-dispostos e felizes por estarem ali, felicidade essa que também passou para o público, algo bem visível nos rostos de quem  lá estava.

Setlist Tó Pica

The Urge
My Time Has Come (Marco Resende)
Binding Distance (Marco Resende)
All Access Denied (David Pais)
Time Will Change (David Pais)
Pendulum (Tóbel)
Metamorphosis (Tóbel)


E para encerrar a noite, no que a concertos dizia respeito, estiveram em palco os Gazua, trio formado em 2007 por João Corrosão na guitarra e voz, Paulino no baixo e coros  e João Teixeira na bateria.
Com quatro discos editados e um quinto a editar brevemente, os Gazua não desiludiram minimamente e deram um excelente concerto, com muito rock, demonstrando ser uma banda com grande experiência de palco e, de forma simples e directa, sem grandes pausas, apresentaram temas dos álbuns já editados e alguns temas do álbum a editar brevemente. naquilo que foi uma excelente forma de encerrar as actividades musicais no palco do RCA Club, no âmbito da primeira edição do Festival Energeia

Setlist Gazua

Intro
Ouvi Falar de Ti
Esta Gente
O Inimigo Sou eu
Sangue Bravo
Ela Era Agonia
Tempestade
Sobrenatural
Envolve-me
Terra Prometida
Mais Depressa
Mil Dedos
O Que Estás Aqui a Fazer
Morreu o Coveiro
Casa dos Fantasmas
Vontade de Gritar

Nota do autor:

Em jeito de rodapé, parece que o Festival Energeia "tem pernas para andar", e esperamos que tenha, pois é aquele tipo de evento que faz falta no panorama musical português, um evento cujo objectivo é a divulgação de bandas portugueses num mercado cada vez mais difícil, com pouca promoção por parte da comunicação social: televisão, rádio e imprensa escrita, cujos critérios de divulgação parece prenderem-se com o "quanto mais me dás... mais te promovo". Isso não pode ser assim.
- Certos músicos, quando dizem que estão a preparar um disco são notícia de imediato; outros há que, quando o disco já está no mercado há largos meses, continuam a ser ignorados.
- Em certos festivais e concertos, quase chega a ser notícia quando o músico vai à casa-de-banho, ou o que vai ser o seu jantar; outros festivais há, em que tudo passa ao lado e nem se dignam a divulgar ou a estar presentes.
Tem de existir divulgação e promoção, isentas, que não estejam reféns de bilhetes oferecidos, publicidade, ou outras contrapartidas.
Não pode ser assim.

04 May 2015

Ao vivo... Festival Energeia

Data - 01 de Maio de 2015
Local - RCA Club
Notas - Primeira edição do Festival Energeia, um festival diferente, feito com o objectivo de divulgar as bandas portuguesas.
Apesar de o recinto da boa sala do RCA Club não estar cheio, o ambiente vivido foi extraordinário, atingindo uma das promessas da organização: que fosse uma "Festa à antiga"; e tenho de admitir que durante as quatro horas em que lá estive, foi como se fizesse uma viagem no tempo... até aos tempos do saudoso Rock Rendez Vous.
Uma excelente iniciativa com boa organização, mas que precisa de mais alguma divulgação.